Com endosso de governistas, CCJ da Câmara vota PEC que amplia imunidade tributária de igrejas

POLÍTICA

Com endosso de governistas, CCJ da Câmara vota PEC que amplia imunidade tributária de igrejas
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Da Agência O Globo

Proposta é de autoria de Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, e terá relatoria de Silvio Costa Filho, cotado para o ministro de Portos e Aeroportos.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara deve votar nesta quarta-feira uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá imunidade tributária a templos religiosos, com o endosso de governistas. O texto é de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal e ex-prefeito do Rio. O relator é o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que deverá se tornar ministro de Portos e Aeroportos do governo Lula. A mudança também beneficia prédios de partidos políticos.

Na versão mais recente de seu relatório, divulgada em junho, Costa Filho considera que a “PEC em questão está em plena consonância com os preceitos fundamentais estabelecidos na Constituição Federal, além de aprimorar e ampliar as salvaguardas conferidas a essas atividades, sem violar os princípios constitucionais”.

Hoje, o entendimento é que a isenção tributária alcança somente a renda, o patrimônio e os serviços relacionados às organizações. A PEC de Crivella regulamenta que a imunidade também deverá ser estendida aos templos de qualquer religião, o que também atinge às sedes de partidos. O deputado considera que organizações religiosas “colaboram com o Estado na garantia do mínimo existencial aos cidadãos”.

O ex-prefeito era apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e já foi ministro da Pesca da petista Dilma Rousseff. Hoje ele diz ter uma relação de independência com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC da imunidade tributária foi tema da reunião entre Crivella e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, no começo do ano. De acordo com o deputado, o ministro prometeu apoio à iniciativa, mas até esta semana, a proposta não havia avançado na Casa.

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