Ex-presidente Bolsonaro se tornará inelegível, Ibaneis não voltará ao cargo

POLÍTICA

Os desprezíveis ataques terroristas à Democracia serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores, anteriores e atuais agentes públicos que continuam na prática de atos antidemocráticos. 

Dá-se como certo no Supremo Tribunal Federal que Jair Messias Bolsonaro deixará de ser elegível e que Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, ou renunciará ao cargo ou acabará impedido pelo Superior Tribunal de Justiça.

Os dois construíram álibis frágeis para escapar da acusação de que estimularam a tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro fugiu para Orlando, nos Estados Unidos, com a intenção de alegar mais tarde que nada teve a ver com o que aconteceu durante sua ausência.

Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF, é afastado por 90 dias após invasão dos prédios dos três poderes. — Foto: TV CLDF/Reprodução
Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF, é afastado por 90 dias após invasão dos prédios dos três poderes. — Foto: TV CLDF/Reprodução

Ibaneis vazou um áudio onde seu Secretário de Segurança Pública interino lhe diz mais de 10 vezes que não havia risco de atos violentos na manifestação dos bolsonaristas programada para ontem na Esplanada dos Ministérios. Ibaneis teria acreditado nele.

A punição a Ibaneis veio a galope: o ministro Alexandre de Moraes afastou-o do cargo por 90 dias. De nada adiantou ele gravar um vídeo onde pede desculpas a Lula, aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, e a ministros do Supremo.

Em novembro, Ibaneis foi cobrado por ministros do STF sobre a nomeação de Torres. Na ocasião, o governador agora afastado disse aos magistrados que afirmou o ex-ministro de Bolsonaro não criar problemas.

Após a invasão e depredação, Ibaneis esboçou uma reação e exonerou Anderson Torres. Na sequência, fez um vídeo com um pedido de desculpas ao governo federal. A gravação, na verdade, era uma tentativa de evitar a responsabilização pelo caos que permitiu instalar em Brasília e o STF reagiu.

Nesta segunda-feira (9), o primeiro ato após a intervenção federal na segurança do DF e afastamento de Ibaneis, foi a desmobilização do QG em Brasília.

O afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), após o ato terrorista em Brasília é um recado do Supremo Tribunal Federal (STF) para outros políticos. Milhares de invasores depredaram os prédios dos três poderes em Brasília neste domingo (8) sem resistência da polícia local. A punição a Ibaneis veio a galope: o ministro Alexandre de Moraes afastou-o do cargo por 90 dias. De nada adiantou ele gravar um vídeo onde pede desculpas a Lula, aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, e a ministros do Supremo.

Quem é Celina Leão, vice que assume governo do DF após afastamento de Ibaneis Rocha?

Celina Leão tem 45 anos, é natural de Goiânia, em Goiás, e é administradora. Durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela o apoiou em diversas ocasiões, como na campanha de reeleição do ex-mandatário, em que atuou ativamente.

Vice-governadora do DF, Celina Leão, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução
Vice-governadora do DF, Celina Leão, Foto/Reprodução.

A punição a Bolsonaro vai demorar mais um pouco. Mas que ele não ouse voltar tão cedo ao país. Se voltar, estará sujeito a ser preso de um momento para o outro. Os militares também têm culpa no cartório, mas tentar punir alguns deles seria arriscado demais.

À ministra Rosa Weber, Lula contou que a partir de hoje os acampamentos de golpistas à porta de quartéis serão desmontados. Foi tudo acertado com o Alto Comando das Forças Armadas. Na dúvida, Alexandre de Moraes baixou uma ordem nesse sentido.

Brasília foi o palco do golpe, mas ele se alimentaria também de ações em outros Estados. As ações foram abortadas por governadores e suas polícias civis e militares. É uma história que em parte será melhor contada nos próximos dias.

Bolsonaro e seus terroristas conseguiram a proeza de unir o país em torno de quem os derrotou – não por ele se chamar Lula, mas por ter sido eleito defendendo a democracia. Se antes, Bolsonaro atirou no próprio pé, desta vez mirou na própria cabeça, e acertou.

Brasília foi o palco do golpe, mas ele se alimentaria também de ações em outros Estados. As ações foram abortadas por governadores e suas polícias civis e militares. É uma história que em parte será melhor contada nos próximos dias.

Bolsonaro e seus terroristas conseguiram a proeza de unir o país em torno de quem os derrotou – não por ele se chamar Lula, mas por ter sido eleito defendendo a democracia. Se antes, Bolsonaro atirou no próprio pé, desta vez mirou na própria cabeça, e acertou.

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