Fronteira de Gaza é aberta para estrangeiros; brasileiros aguardam

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Estrangeiros de diversas nacionalidades tiveram saída da Faixa de Gaza permitida, mas ainda não há sinal de autorização para brasileiros

Imagem colorida mostra Palestinos, alguns com passaportes estrangeiros, que esperam cruzar para o Egito na passagem de Rafah, no sul da Faixa de Gaza - Metrópoles
Imagem colorida mostra Palestinos, alguns com passaportes estrangeiros, que esperam cruzar para o Egito na passagem de Rafah, no sul da Faixa de Gaza – Foto/Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images

A fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza foi aberta nesta quarta-feira (1°/11) para diversos estrangeiros, em uma lista que soma 480 nomes. Os brasileiros, contudo, não estão nela – e a expectativa é que seja permitida sua passagem ainda neste dia.

Esse corredor humanitário permitia a passagem de ajuda material desde o sábado (21/10). A passagem de 81 civis palestinos feridos também foi permitida.

A prioridade, agora, é para feridos e doentes.

A passagem de Rafah, como é conhecida a fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza, abriu após um acordo entre Israel, Egito e o grupo Hamas, mediado pelo Catar. O embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, quem afirmou que nenhum brasileiro estaria na lista dos estrangeiros que tiveram sua passagem permitida.

Brasileiros na espera

Contudo, isso coloca uma perspectiva de esperança para os brasileiros, que estão entre as pessoas afetadas pela falta de recursos para alimentação na região. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) chegou a doar 2 toneladas de comida para a região. Esses recursos chegaram na última terça-feira (31/10) na cidade do Cairo, no Egito, através de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). No mesmo local em que a alimentação chegou, a aeronave aguarda a chegada dos brasileiros, para que sejam repatriados.

O voo partiu nessa segunda-feira (30/10) do Brasil para o Egito. São, ao todo, 34 pessoas sob cuidados do Brasil na região da Faixa de Gaza. Desses, 24 são brasileiros e 10 são palestinos e parentes próximos dos brasileiros. O grupo é composto por 18 crianças, 10 mulheres e 6 homens.

Estatísticas na Faixa de Gaza

Os bombardeios deixaram cerca de 45% de todas as casas da Faixa de Gaza danificadas ou destruídas, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). A organização ainda emitiu avisos de escassez “catastrófica” de alimentos. Esses dados foram divulgados durante a Assembleia Geral da ONU, no último dia 24, pela relatora especial para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados da Palestina, a italiana Francesca Albanese.

O número de mortos na Faixa de Gaza está em 8,3 mil, e são mais de 21 mil feridos, de acordo com informações do Ministério da Saúde de Gaza (MOH) da última segunda-feira (30/10). Desses números, 70% seriam mortes de mulheres e crianças. A estatística chega a 1,9 mil feridos e 111 mortos na Cisjordânia. Somando os 1,4 mil mortos em Israel durante o ataque do Hamas em 7 de outubro, o total chega a 9.817 vidas perdidas no Oriente Médio só neste mês.

Na manhã da última quinta-feira (26/10), nove países árabes se posicionaram contra os ataques de Israel promovidos na Faixa de Gaza. Já na terça-feira (25/10), Israel inclusive reagiu às falas do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. O aumento da tensão na região tem sido cada vez mais visível, principalmente devido aos conflitos com os grupos Hamas e Hezbollah. * As informações são do portal Metrópoles.a

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