Governo lança nova política industrial com promessa de mais R$ 194 bilhões em financiamentos ao setor

ECONOMIA

Programa terá R$ 300 bilhões em linhas de financiamento, dos quais R$ 250 bilhões serão mobilizados pelo BNDES

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Lula durante lançamento de programa para a indústria
O vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Lula durante lançamento de programa para a indústria — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira a nova política industrial do país com promessa de financiamentos e subsídios de R$ 300 bilhões até 2026. Segundo o BNDES, deste total, R$ 250 bilhões serão mobilizados pelo banco. O programa também prevê uma política de obras e compras públicas, com incentivo ao conteúdo local (exigência para compra de fornecedores brasileiros).

Do total do pacote, R$ 194 bilhões foram anunciados nesta segunda, e outros R$ 106 bilhões já haviam sido informados em julho do ano passado.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o texto do projeto, batizado de “Nova Indústria Brasil (NIB)”, que define metas e ações para a produção nacional até 2033, com estímulos para empresas nacionais. O evento não contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que cumpre agenda em São Paulo.

Entre os instrumentos para alavancar o programa estão “linhas de crédito especiais, recursos não-reembolsáveis, ações regulatórias e de propriedade intelectual, além de uma política de obras e compras públicas, com incentivos ao conteúdo local”, disse o Ministério do Desenvolvimento.

A fórmula encontrada repete parte do que já foi feito nos governos Lula 1 e 2. A política de conteúdo local, por exemplo, foi alvo de críticas em gestões anteriores. E a grande mobilização de recursos do BNDES também foi uma marca das gestões petistas.

Defensores da iniciativa avaliam que ela estimula a fabricação local. Mas críticos ponderam que o aumento do percentual mínimo em obras com produção nacional acaba por funcionar como uma reserva de mercado, sem aumentar a competitividade da indústria.

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