IPCA tem deflação de 0,08% em junho, primeira queda em dez meses

ECONOMIA

Hortifruti Natural da Terra - loja do Itaim - consumo - frutas - legumes - verduras - inflação - consumidor - oferta - organicos - produtosFoto: Leandro Fonseca Data: 05/01/2023 (Leandro Fonseca/Exame)
Hortifruti Natural da Terra – loja do Itaim – consumo – frutas – legumes – verduras – inflação – consumidor – oferta – organicos – produtos Foto: Leandro Fonseca

A inflação acumulada em 12 meses segue em seu menor patamar em mais de dois anos. O resultado veio dentro da expectativa do mercado, que esperava deflação de 0,10% no último mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do Brasil, fechou o mês de junho com deflação de 0,08%, desaceleração após a alta de 0,23% em maio. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 11, pelo IBGE.

Essa é a primeira deflação registrada pelo IBGE em 10 meses e a menor variação para o mês de junho desde 2017. A inflação acumulada em 12 meses segue em seu menor patamar em mais de dois anos. O resultado veio dentro da expectativa do mercado, que esperava deflação de 0,10% no último mês.
O dado, aliado a aprovação da reforma tributária, do voto de qualidade do Carf e da tramitação do arcabouço fiscal, aumenta a pressão para que o Banco Central comece a reduzir a taxa de juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Economistas reduziram nos últimos meses suas expectativas de inflação e da Selic para este e o próximo ano.
No último Boletim Focus, a mediana para os juros básicos no fim de 2023 continuou em 12%.  Para o término de 2024 também se manteve, em 9,50%. Há um mês, as estimativas eram de 12,50% e 10,00%, nessa ordem. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano. *Inf. (EXAME).
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