João Campos aposta na comparação para vencer eleição para governador

POLÍTICA

João: "Onde a gente anda, vê o reconhecimento das pessoas"
João: “Onde a gente anda, vê o reconhecimento das pessoas” – Reprodução/YouTube

Pré-candidato concedeu uma entrevista na manhã desta segunda-feira (13) a uma rádio de Agrestina

Por Blog da Folha

Em entrevista à Rádio Alternativa FM, de Agrestina, o pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) reforçou, na manhã desta segunda-feira (13), que vai recorrer às comparações na briga pelo Palácio do Campo das Princesas. “Pode comparar a saúde, a educação, a infraestrutura, assistência, a parte de obras… compare o que eu fiz no Recife com o que está sendo feito no estado. Eu não perco em nada numa comparação dessa, porque a gente fez, a gente realizou, a gente entregou”, disparou ele.

Na área da educação, João alegou que triplicou o número de creches no Recife enquanto o governo do estado prometeu 250 creches e inaugurou três.

Quanto às pesquisas recentes que mostram a governadora Raquel Lyra (PSD) mais próxima ou à frente dele, João Campos disse que, independentemente da performance dele nesses levantamentos, costuma não comentar pesquisas, mas fez um esclarecimento.

“É importante deixar claro que existem pesquisas e pesquisas. Existem quatro ou cinco institutos sérios e grandes no Brasil. Mesmo esses podem errar em algum momento, sem má fé. Agora, tem institutos que são utilizados para fazer construções erradas”, reclamou.

Segundo o ex-prefeito, houve um instituto que chegou a divulgar o resultado de uma pesquisa realizada via telefone e que apontava um empate entre ele e a governadora.

“Num recorte sobre a população de Pernambuco botava que a maioria da população de Pernambuco é de direita. Sinceramente, não sei onde fizeram essa pesquisa, porque em Pernambuco não foi. Como é que em um lugar onde Lula teve 68% (dos votos) a maioria do estado é de direita?”, indagou.

Para João, mais importante do que as pesquisas é o que ele chama de Data Povo (termo irônico criado para contrapor institutos de pesquisa tradicionais).

“É impressionante. Onde a gente anda, vê o reconhecimento das pessoas, vê as pessoas querendo estar perto, conversando, querendo fazer parte desse projeto, mais gente da política se engajando e o amplo favoritismo que a gente tem carregado”, explicou.

De acordo João Campos, ele deixou a Prefeitura do Recife com quase 80% de aprovação e isso tem uma ressonância na Região Metropolitana do Recife.

“Tem cidade na região metropolitana que eu tenho intenção de voto maior que no próprio Recife, porque no Recife você faz o serviço e a missão, mas carrega um pouco de alguma crítica da cidade porque eu estava como prefeito. Você vai numa cidade vizinha, o problema é do prefeito, mas ele reconhece que a gestão do Recife é melhor que a dele. Então, a gente deve ter ali uns 40, 45 pontos de frente na região metropolitana, que tem 40% do eleitorado (do estado)”, detalhou.

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