POLÍTICA

Após tour pela Europa, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa escolher quem chefiará GSI e decidir nome para indicação ao STF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta ao trabalho em Brasília nesta quinta-feira (27), após uma semana fora do país, em viagens a Portugal e Espanha. Em sua mesa, no gabinete presidencial do terceiro andar do Palácio do Planalto, aguardam duas decisões importantes no primeiro escalão de dois Poderes da República: a indicação dos substitutos dos ex-ministros Gonçalves Dias, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No entorno do presidente não há expectativa, porém, de decisões imediatas, pois as duas situações dependem de uma complicada costura política. Baixa mais recente, a definição sobre a chefia do GSI está em aberto porque não há clareza sobre o futuro do órgão após falhas na segurança da sede do Executivo Federal nos atos golpistas de 8 de janeiro.
O que pesa contra o advogado, além de críticas de observadores independentes sobre a proximidade entre Zanin e Lula, são resistências de aliados do governo, que preferiam uma indicação que levasse em conta diversidade de gênero e raça.
Nomes como o do jurista Manoel Carlos de Almeida Neto, indicação do próprio Lewandowski, e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), surgiram no páreo para o cargo, mas são considerados azarões.
Para que a indicação saia, porém, Lula busca, segundo aliados, uma situação política mais sólida no Congresso. O presidente não quer ver seu indicado deixado “na geladeira” por meses, como ocorreu quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicou o nome de André Mendonça, seu ex-ministro da Justiça e ex-chefe da AGU. Entre a indicação, em 2021, e a sabatina no Senado, em 2022, Mendonça esperou por longos cinco meses enquanto as condições políticas por sua aprovação eram costuradas. Com Informações do portal (Metrópoles).