SALÁRIO-MINIMO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro com sindicalistas nesta quarta-feira, 18, para discutir a política de valorização do salário mínimo. Dirigentes de centrais sindicais serão recebidos no Palácio do Planalto. Lula deve encontrá-los às 11h, no Salão Nobre.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro com sindicalistas nesta quarta-feira, 18, para discutir a política de valorização do salário mínimo. Dirigentes de centrais sindicais serão recebidos no Palácio do Planalto. Lula deve encontrá-los às 11h, no Salão Nobre.
Em dezembro, Lula prometeu aumentar o salário mínimo para R$ 1.320, valor acima dos R$ 1.302 previstos no Orçamento de 2023, mas a mudança ainda depende de uma proposta formal do governo que ainda não foi enviada. As centrais sindicais, porém, consideram o reajuste baixo e pedem uma atualização para R$ 1.342.
O governo precisa encontrar espaço orçamentário para incluir o aumento. O custo para reajustar o salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320 é calculado em R$ 7,7 bilhões, valor acima dos R$ 6,8 bilhões previstos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, aprovada no final do ano passado.
A ideia das centrais sindicais é abrir uma mesa de negociação com o governo para analisar uma política de valorização do salário mínimo e garantir que o valor será reajustado acima da inflação todos os anos. Na quinta-feira, 19, os dirigentes devem se encontrar com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para tratar do assunto.
Haddad diz que reajuste do salário mínimo sai depois de negociação com sindicatos
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a decisão sobre o aumento do salário mínimo cabe ao governo e será tomada após negociações com as centrais sindicais. Segundo ele, será aberta uma mesa de debates para definir um patamar para os quatro anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Essa (reajuste do salário mínimo) é uma decisão do governo e que será tomada após a instalação de uma mesa de negociação com as centrais sindicais”, disse Haddad, a jornalistas, após participar de evento em paralelo ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. Inf. Exame