POLÍTICA
Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulga, na manhã desta sexta (9/12), ministros da Fazenda, da Defesa e de outras pastas

Os brasileiros vão conhecer, mais ou menos na mesma hora desta sexta (9/12), duas escalações que geram muita expectativa: a do técnico Tite para a Seleção enfrentar a Croácia e a do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Esplanada dos Ministérios a partir do ano que vem.
Assim como Tite gosta de fazer, Lula escondeu o jogo e queria começar a anunciar seu time só a partir da semana que vem, depois de ser diplomado como presidente eleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entretanto, uma série de pressões e a necessidade de acelerar a articulação política fizeram o petista mudar de ideia.
Os operadores financeiros ainda esperam, porém, que Lula anuncie um nome com perfil mais liberal na economia para o Ministério do Planejamento. Essa designação, no entanto, não deve ocorrer nesta sexta.
Defesa
O presidente eleito ainda deve anunciar o seu escolhido para o Ministério da Defesa, o que também não será surpresa. O ex-deputado federal e ex-ministro do TCU José Múcio Monteiro deve ficar responsável por administrar a relação entre o governo e as Forças Armadas.
A oficialização desse nome tem como objetivo aproximar o governo eleito dos militares – grupo social que integra a base de apoio de Bolsonaro, presidente não reeleito, e é pressionado por manifestantes acampados em frente a quartéis a dar um golpe para evitar a posse de Lula.
O golpismo não faz sucesso entre os oficiais da ativa, mas o anúncio do ministro da Defesa, que virá acompanhado dos nomes dos futuros comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, tem o objetivo de desmobilizar quem insiste nas ideias antidemocráticas, seja dentro das Forças, nas redes sociais ou nas ruas.
METRÓPOLES