Maceió aciona Exército e Marinha contra possível desabamento de mina da Braskem

DESABAMENTO

Vista aérea do Bebedouro, um dos bairros atingidos pelo desastre ambiental em área da Braskem em Maceió
Vista aérea do Bebedouro, um dos bairros atingidos pelo desastre ambiental em área da Braskem em Maceió – Foto/ Braskem/Reprodução

O prefeito de Maceió (AL), João Henrique Caldas (PL), o JHC, acionou o Ministério Público Federal, a Marinha e o Exército para formar um gabinete de crise contra a possibilidade de colapso de uma mina da Braskem. A Defesa Civil da capital alagoana alertou o risco iminente de colapso no local.

Segundo informações cedidas pela prefeitura, o movimento foi realizado para acompanhar o agravamento dos tremores de terra e o risco iminente de colapso da mina 18, da Braskem, no bairro do Mutange, em Maceió, de acordo com comunicado oficial dos órgãos de controle e de segurança sobre o perigo do desastre.
O ofício foi encaminhado à força-tarefa dos bairros afundados, composta por representantes do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), além dos comandos da Marinha do Brasil, do Exército brasileiro, da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas (CBMAL), da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP), da Equatorial Energia Alagoas e da Algás.

O objetivo do gabinete é o de adotar medidas para diminuir eventuais danos ambientais e proteger as pessoas em caso de confirmação do desabamento.

De acordo com a Defesa Civil, o monitoramento da região foi aumentado porque foram registrados cinco abalos sísmicos neste mês. Na última quarta-feira, foi identificado o risco de colapso da Mina 18 da Braskem, localizada no bairro de Mutange.

Uma das áreas afetadas pelos tremores de terra nos últimos dias é próxima de um quartel do Exército em Maceió.

A situação fez a Prefeitura decretar estado de emergência por 180 dias. A empresa diz que parou as atividades no local.

O caso tem ligação com o afundamento do solo que atinge cinco bairros da capital de Alagoas. O problema começou em março de 2018, e até hoje não foi solucionado. O Serviço Geológico do Brasil, órgão do governo federal, concluiu que as atividades de mineração da empresa em uma área de falha geológica causaram o problema.

Desde então, mais de 60 mil famílias dos bairros Pinheiro, Mutante, Bebedouro, Bom Parto e Farol foram realocadas para outros pontos da cidade.

*Fábio Zanini/Folhapress

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