Mendonça alega insegurança jurídica e política com federação União Progressista

POLÍTICA

Mendonça Filho citou insegurança jurídica e política com federação União Progressista 
Mendonça Filho citou insegurança jurídica e política com federação União Progressista – Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

Deputado federal pediu cancelamento da federação partidária e agilidade na decisão

Por Alex Fonseca

O deputado federal Mendonça Filho (União Brasil) quer agilidade sobre a decisão que pode desfazer a federação União Progressista. Em entrevista concedida, nesta segunda-feira (16), à Rádio Folha 96,7 FM, o parlamentar, que também é vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, sustentou que o impasse sobre o apoio para o governo estadual traz insegurança jurídica e política para os membros do União e do Progressistas nas eleições deste ano.

“Para mim, isso se chama insegurança jurídica. Insegurança jurídica no limite do prazo de filiações, na prática, significa também insegurança política”, declarou.

Mendonça listou algumas razões que o fizeram solicitar ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, a suspensão do processo de oficialização da federação, que está em fase final no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O deputado disse precisar alinhar decisões com prefeitos e com aliados, além de levar em conta que apoiará incondicionalmente a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).

“Se a gente está nesse impasse, vamos deixar para discutir isso depois da eleição. Depois da eleição, a gente discute e vê qual é o tamanho de cada partido. Agora, eu não posso ficar aqui numa dúvida terrível, com prefeitos pressionando. E os vereadores, os deputados estaduais e os deputados federais todos inquietos, sem saber qual é o rumo e qual é o caminho a ser tomado”, apontou. 

Perda de identidade
Ainda de acordo com o deputado, ele foi contra a junção das duas legendas numa federação desde o início, alegando a “perda de identidade” da legenda dele. Ele lembrou que, além dos impasses entre os partidos nos estados, também há grupos políticos distintos na federação em Pernambuco, citando, por exemplo, ele próprio, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

No caso dos dois últimos, existe a especulação de que possam integrar uma das candidaturas ao Senado na chapa do prefeito João Campos (PSB) ao governo do estado nas eleições deste ano. Nas palavras de Mendonça, a possibilidade de integrar a chapa com o socialista o afastaria completamente da federação.

“Como é que eu vou ficar numa federação que, depois do dia 4 (de abril), pode estar com o João Campos? Eu não vou estar no palanque de João Campos. Eu vou estar no palanque de Raquel. Todo mundo sabe disso. Não há força humana que possa me fazer mudar a posição de apoiar Raquel Lyra”, disse.

Prazo
O deputado sustentou, ainda, que os partidos precisam ter “clareza” de que rumo vão tomar. E disse que não se trata de um posicionamento contra ninguém dentro do PP ou do União, mas da necessidade alertar os partidos do prazo da janela partidária, que acaba em 4 de abril.

“Não posso entregar minha vida na mão dos outros. (…) Eu quero clareza, só isso. E transparência, que eu acho que faz bem na vida política e na vida das pessoas que querem a verdade sempre como o norte a ser seguido”, afirmou.

Veja a entrevista na íntegra:

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