RELIGIÃO
Benigna virou símbolo da luta contra o feminicídio e crimes sexuais contra menores. A cearense foi morta há 80 anos, quando resistiu a um estupro na cidade de Santana do Cariri.

A cidade de Crato, no Ceará, será palco de uma festa de fé católica a partir das 15h desta segunda-feira (24/10). Mas não é só sobre religiosidade. A beatificação de Benigna Cardoso da Silva, a Menina Benigna, é também o posicionamento contra o machismo e a violência contra as mulheres. Afinal, o dia 24 de outubro de 1941 é a data do martírio de Benigna, quando ela tinha 13 anos e foi morta a facadas, depois de rejeitar seu algoz.
A cerimônia começa às 15h, com um momento da misericórdia (o horário é comumente usado para os católicos rezarem no mundo inteiro pela misericórdia divina, por ser o suposto momento em que Jesus Cristo morreu), seguido por um musical, às 16h. E às 17h, a celebração em si. Ao todo, os responsáveis pelo evento esperam 60 mil pessoas no local, o Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, em Crato.
Cerca de 60 mil fiéis são esperados na oficialização do processo de beatificação de Benigna Cardoso da Silva, conhecida como menina Benigna, que ocorre na tarde desta segunda-feira (24), no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, no município do Crato, interior do Ceará.
A cerimônia será presidida pelo arcebispo Leonardo Ulrich Steiner, da diocese de Manaus, escolhido pela igreja católica. A beatificação de Benigna foi autorizada pelo Papa Francisco em 2019. O processo antecede a canonização, necessária para tornar Benigna uma santa para a Igreja Católica.
No local do evento já está tudo preparado para receber o público e os religiosos que vão acompanhar a cerimônia. Foi montado um palco de 33 metros de largura por 12 metros de profundidade, tamanho padrão usado nas cerimônias do Vaticano, que faz referência à idade de Cristo e aos 12 apóstolos.

Com a beatificação, a Menina Benigna se tornará a primeira beata cearense e a quarta mártir do Brasil.
g1/ Adc.: Metrópoles