Moradia e de dignidade as pessoas em situação de rua

CIDADANIA

Rogério Barba: diálogo e sensibilidade com pessoas em situação de rua - (crédito: Rogério Barba/Divulgação)
Foto/Divulgação

Milhares de pessoas vivem em situação de rua  Especialistas apontam para a necessidade de políticas públicas mais direcionadas às carências e vulnerabilidades de cada indivíduo sob essas condições desumanas.

A miséria e a vulnerabilidade causadas pelo vício em drogas, o desemprego e a falta de oportunidades levam milhares de moradores do Distrito Federal a buscarem as ruas como única alternativa de sobrevivência. Pessoas em situação de rua e especialistas ouvidos pelo Correio apontam que é preciso um olhar mais sensível do governo às necessidades de cada um, para que sejam traçadas políticas públicas direcionadas às diferentes vulnerabilidades que atingem aqueles que vivem sem um teto sobre suas cabeças.

Cenário

Segundo a política de assistência social, pessoas em situação de rua incluem-se em um grupo populacional heterogêneo, que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares fragilizados ou mesmo rompidos e a ausência de moradia convencional regular.

Além disso, quem estar em situação de rua envolve motivos diversos, entre eles, questões transitórias e permanentes. O custo alto do transporte público para retornar para casa, a grande distância entre moradia e local de trabalho, os conflitos familiares, a falta de acesso à consulta médica, o desemprego, o uso arriscado de álcool e outras drogas, a situação socioeconômica do país e os transtornos mentais são apenas alguns exemplos.

“Idealmente, deveríamos diminuir a desigualdade social, apoiar a economia solidária e criativa, reestruturar as práticas escolares e fortalecer políticas públicas de assistência social e de saúde”. Considerar as consequências sociais e psicológicas da condição de extrema vulnerabilidade é, também, o ponto de partida para a aplicação dessas propostas.

“Na realidade, temos políticas que, de fato, reconhecem a necessidade de apoio social e acompanhamento em saúde mental.

o número de pessoas nas ruas aumentou por causa do aumento do desemprego, pela queda salarial, pelo trabalho precário, associado à insuficiência das políticas sociais. “As políticas sociais são insuficientes, são limitadas, muitas delas não saem do papel. Os caminhos para solucionar os problemas começam pela destinação de recursos. Sem destinação suficiente de recurso às políticas sociais não tem como inibir esse fenômeno.

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