PARAÍBA
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MPPB pede que a Justiça limite as despesas a R$ 8,5 milhões, em vez dos R$ 13,8 milhões anunciados (uma redução de, pelo menos, R$ 5,3 milhões), sob pena de multa de R$ 10 milhões.
A poucas horas do início de sua festa de São João, marcada para a noite desta quarta-feira (12), a Prefeitura Municipal de Santa Rita vai precisar readequar os seus gastos em mais de R$ 5 milhões, reduzindo o investimento que originalmente seria de R$ 13,8 milhões para R$ 8,5 milhões. A decisão em caráter liminar é da desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, do Tribunal de Justiça da Paraíba.
A ação foi movida pelo Ministério Público da Paraíba, que pedia a suspensão da festa ou a readequação de valores. Em primeia instância, no entanto, a 5ª Vara Mista de Santa Rita tinha dado ganho de causa à Prefeitura, mantendo a festa como estava e alegando que não cabia ao Judiciário se intrometer no âmbito discricionário da gestão pública. Foi essa decisão que acabou revogada.
Maria das Graças Morais Guedes define em sua decisão que a Prefeitura tem 24h para apresentar a readequação da grade de atrações artísticas, como forma de respeitar os novos limites. Em caso de desrespeito à decisão, a pena é de multa diária e pessoal ao gestor de R$ 100 mil, limitada a R$ 10 milhões.
Na decisão, a desembargadora concorda com parecer do Ministério Público de Contas (MPC) de que “a montagem da grade de artistas violou os princípios constitucionais da razoabilidade, proporcionalidade, eficiência, moralidade e economicidade”.
Critica também um aumento anual de gastos que respeita uma lógica de progressão geométrica, já que o São João de Snata Rita custou R$ 4,5 milhões em 2022, pulando em seguida para 8,5 milhões em 2023 e R$ 13,8 milhões em 2024. A desembargadora define assim que os valores do ano passado devem servir como teto.
Ela negou a suspensão total do São João na cidade, “alegando que as festas juninas são uma expressão da cultura popular, necessária para identidade do nordestino”, mas acatou a diminuição dos custos totais para evitar que se coloque “em risco a efetividade e continuidade de políticas públicas essenciais, como saúde, saneamento básico e educação”.
A decisão lembra de forma crítica, inclusive, que apenas o cantor Gusttavo Lima, considerada a atração principal do evento, teve um cachê contratado de R$ 1,1 milhão.
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Por g1 PB.