POLÍTICA

Prefeito enfatizou que poderosas ou simples as pessoas não estão acima da lei “Não se pode afrontar a democracia”
O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou nesta quarta-feira (26) que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres; e de cinco chefes militares afasta do Brasil a pecha da impunidade. Destacou que os sete, segundo investigações da Polícia Federal, cometeram o crime de golpe de estado e não estão acima da lei.
“Ninguém pode achar que o Brasil é um país de impunidade. Você não pode tentar afrontar uma democracia, derrubar um sistema democrático, ter um plano de matar um presidente eleito, um vice-presidente eleito, um ministro da Suprema Corte e achar que isso vai passar impune”, cravou, ao ser questionado minutos antes de formalizar a adesão da Prefeitura do Recife ao programa Município Mais Seguro. A iniciativa foi lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (Musp) no dia 22 de outubro.
Na terça-feira (25), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou, por unanimidade, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o cumprimento de pena de Jair Bolsonaro e seis dos seus aliados. Eles são acusados de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado: dano qualificado pela violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio tombado.
“Nenhum país deseja ver um ex-presidente, seja lá quem for, sendo preso. Mas nada está acima da lei, ninguém está acima da lei e ninguém pode afrontar a democracia do nosso país. Isso é crime e há uma decisão judicial. Ela tem que ser cumprida. É muito importante que as pessoas tenham consciência disso. Por mais poderosa que a pessoa seja, ou mais simples que a pessoa seja, você fazer algo criminoso gerará uma consequência. É isso que está acontecendo e é isso que tem que ser feito”, enfatizou o prefeito.
Além de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes determinou as penas dos condenados Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira eWalter Souza Braga Netto.