Novo presidente do TJPE defende julgamentos mais rápidos e consistentes na Corte

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Francisco Bandeira de Mello, novo presidente do TJPE
Francisco Bandeira de Mello, novo presidente do TJPE – Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco

Francisco Bandeira de Mello também argumentou a favor do uso da IA em algumas tarefas do Judiciário

Por Yuri Costa

O novo presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o desembargador Francisco Bandeira de Mello afirmou que é necessário encontrar maneiras de julgar de forma mais rápida e consistente os processos que tramitam na Corte.

A declaração foi dada em entrevista à Folha de Pernambuco, na manhã desta segunda-feira (2), após a realização da Missa de Ação de Graças da nova mesa diretora do TJPE.

“As expectativas são sempre de muito trabalho. Em uma época em que o tempo corre muito rápido e o número de processos avança muito, nós temos que encontrar fórmulas para julgar, a um só tempo, de forma mais célere e com consistência, como eu tenho sustentado aos colegas, que os processos precisam serem julgados a tempo de serem úteis para a sociedade. Mas também não adianta correr depressa para chegar no lugar errado. Nós temos que aliar consistência e celeridade”, argumentou.

Somado a isso, Bandeira de Mello também afirmou que é necessário buscar melhorar a produtividade no Judiciário. Segundo o desembargador, a solução está no uso de ferramentas tecnológicas, como a inteligência artificial (IA), no apoio de algumas atividades e na substituição de tarefas repetitivas.

“Isso que eu chamo de corrida contra o tempo e preservação da qualidade não é sustentável à opção de ampliação da máquina judiciária. Nós temos que recorrer para busca de melhor produtividade, dar saltos de produtividade”, iniciou.

“Isso só é possível mediante ao uso maciço de ferramentas de tecnologia de informação, seja utilizando a IA generativa na área de condução de processos e de apoio à atividade decisória, seja na automação dos fluxos de PJE, substituindo aquelas tarefas repetitivas pela ação das ferramentas dos programas de computador, liberando mão-de-obra para trabalhar naquelas atividades que exijam cognição humana”, finalizou.

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