Polícia Militar cria aplicativo com ‘botão do pânico’ para escolas de Pernambuco

PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA

BOBBY FABISAK / ACERVO JC IMAGEM
Aplicativo vai trazer mais tranquilidade para quem frequenta as escolas – Foto/Divulgação

Gestores, professores e alunos vão poder usar o serviço para denunciar possíveis atos de violência.

Diante dos casos mais recentes de ataques em escolas e de uma onda de ameaças propagada pelo País, a Polícia Militar de Pernambuco criou um aplicativo para facilitar os pedidos de socorro em casos de violência nas instituições de ensino. O anúncio da tecnologia foi feito pelo comandante geral, coronel Tibério César dos Santos, nesta quinta-feira (18).

“O aplicativo poderá ser usado em qualquer celular e vai contar com um ‘botão do pânico’, que poderá ser acionado pelo aluno em caso de emergência. O professor e o gestor da escola podem acionar o botão e, imediatamente, a viatura policial mais próxima irá ao local”, explicou, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

O comandante da Polícia Militar informou que o aplicativo foi desenvolvido pela diretoria de tecnologia da corporação. “Está em análise pela SDS (Secretaria de Defesa Social), passando por pequenos ajustes. Mas já testamos e funciona. Deve estar sendo lançado nos próximos 30 a 60 dias”, disse.

Coronel Tibério reforçou que a tecnologia também deve evitar possíveis trotes, já que todos que usarem o aplicativo precisarão fazer um cadastro. “Se acionar o botão do pânico, vamos saber quem foi. Isso vai evitar os trotes. E vai facilitar também para a polícia chegar mais rápido”, argumentou.

Há uma expectativa de que o aplicativo seja usado não só pela rede pública, mas também pela privada.

Além disso, 20 novas viaturas devem ser entregues em breve à Polícia Militar para a Patrulha Escolar, que recebeu reforço em abril, com aumento no número de escolas da rede estadual visitadas. Até então, só um em cada três instituições eram acompanhadas pela PM.

Atualmente, há 1.056 escolas na rede estadual de ensino.

O comandante da PM lembrou que, diante das ameaças de ataques em escolas, também foi lançado, no mês passado, o número número 197, voltado exclusivamente para denúncias relacionadas às emergências em instituições de ensino, sejam públicas ou privadas. Em poucos dias, centenas de denúncias chegaram. O serviço continua disponível. Inf. (JC/NE).

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