‘Tenho que agradecer porque estou vivo’, diz Lula

POLÍTICA

"Não quero envenenar ninguém. Eu não quero nem perseguir ninguém", disse Lula
“Não quero envenenar ninguém. Eu não quero nem perseguir ninguém”, disse Lula – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ainda em referência às revelações da PF, Lula disse que é preciso construir um Brasil “sem perseguição, sem estímulo do ódio e às desavenças”

Por Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou ontem, pela primeira vez, o plano para matá-lo relatado pela Polícia Federal (PF). Lula disse estar grato por estar vivo diante das informações da Operação Contragolpe, que prendeu oficiais do Exército e um agente federal suspeitos de planejar, no fim de 2022, seu assassinato, do seu vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

“Tenho que agradecer porque estou vivo. A tentativa de envenenar eu e o Alckmin não deu certo, estamos aqui”, disse em evento no Palácio do Planalto. Durante o discurso na solenidade de criação do “Programa de Otimização de Contratos de Concessão Rodoviária”, Lula afirmou que a única coisa que quer quando terminar o mandato é desmoralizar “com números aqueles que governaram antes”.

“Não quero envenenar ninguém. Eu não quero nem perseguir ninguém”, disse. “Eu quero medir com números quem fez mais escolas neste País, quem cuidou mais dos pobres, quem fez mais estrada, quem fez mais pontes, quem pagou mais salário mínimo. É isso que eu quero medir porque é isso que conta no resultado da governança”, seguiu o presidente.

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