Salvador é a capital que mais deu votos a Lula, eleito presidente do Brasil

ELEIÇÕES 2022

A eleição de 2022 mostrou que Salvador é a capital mais lulista do país. Com quase todas as urnas apuradas no país, a cidade baiana aparece na liderança com mais de 71% dos votos dados ao petista. Petista recebeu a preferência de 71% dos eleitores soteropolitanos 

Salvador é a capital que mais deu votos a Lula, eleito presidente do Brasil
Foto: Reprodução

A Bahia segue a tendência, sendo o segundo estado que mais votou em Lula, perdendo apenas para Piauí.

No entanto, a eleição também mostrou que a capital baiana não é majoritariamente petista. Na disputa estadual, ACM Neto, do União Brasil, marcou aproximadamente 65% dos votos contra 35% de Jerônimo Rodrigues, do PT.

O Partido dos Trabalhadores também nunca venceu as eleições municipais na cidade, apesar de tradicionalmente lançar postulantes. Pinheiro, Nelson Pellegrino e Major Denice foram derrotados em um passado recente, por exemplo.

Correio 24 h.

Bolsonaro entra para a História como o primeiro presidente que não consegue se reeleger

DERROTA NAS ELEIÇÕES NO 2º TURNO

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deixará os palácios do Planalto e da Alvorada na manhã do dia 1º de janeiro e entrará para a História como o primeiro ocupante do cargo a tentar e não conseguir se reeleger desde 1998, quando titulares do Executivo passaram a poder disputar um segundo mandato consecutivo.

O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

Concorrer no posto naturalmente dá uma vantagem a quem tenta a reeleição. No entanto, Bolsonaro terminou o primeiro turno atrás do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preferido pelos eleitores brasileiros.

Bolsonaro chega ao fim da campanha e à reta final de sua gestão limitada aos quatro anos do primeiro mandato sem ter conseguido reduzir a rejeição de cerca de metade da população, segundo as pesquisas, que o derrotou. Entre as mulheres, a recusa é ainda maior.

Por outro lado, sai das urnas com percentuais bem mais altos que o apontado nas sondagens a poucas semanas do primeiro turno e deixa eleita uma forte bancada no Congresso, o que vai ajudar a manter vivo o bolsonarismo.

Antecessores conseguiram nova chance

O primeiro presidente a concorrer à reeleição foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que venceu a disputa com tranquilidade, ainda no primeiro turno, em 1998. Em 2006, Lula foi ao segundo turno com Geraldo Alckmin (na época no PSDB, e hoje seu vice) e também venceu com facilidade.

Com um governo mal avaliado, Dilma Rousseff (PT) teve a reeleição mais complicada. Superou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno com uma margem apertada de cerca de três pontos percentuais.

Resultado já previsto por aliados

Apesar de todos os principais institutos de pesquisa indicarem, desde o ano passado, a liderança de Lula, Bolsonaro preferiu desqualificar os levantamentos que também apontavam uma avaliação predominantemente negativa de sua gestão e estilo de governar, insistindo sempre que seria vitorioso ainda no primeiro turno. Mas o resultado não surpreendeu aliados.

Às vésperas do primeiro turno, na sexta-feira à noite, vários deles já deixavam claro, reservadamente, que a vitória se tornava um objetivo cada vez mais distante com os tropeços do presidente e a insistência em radicalismos que dificultaram ganhar o voto de eleitores indecisos que tendiam ao centro.

Dentro e fora do núcleo duro bolsonarista, sobrepõe-se a percepção de que Bolsonaro foi abatido pelos próprios erros. Reiteradamente, aliados apresentavam ao presidente dados para convencê-lo de que teria de demonstrar maturidade e temperança para conquistar mais um mandato.

Pesquisas internas deixavam claro que os reiterados ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à confiabilidade das urnas eletrônicas agitavam os apoiadores, mas não lhe traziam os votos necessários para levar a corrida para o segundo turno.

Nem a aliança com o Centrão, que lhe garantiu uma estrutura de campanha profissional e base no Congresso para aumentar gastos públicos, foi suficiente para superar os passivos políticos. Não foram poucos os alertas de que era preciso deixar o candidato de 2018 no passado para superar os desgastes de uma gestão marcada por crises.

Um roteiro que incluía investigações de seus filhos, suspeitas de corrupção e declarações condenáveis sobre a pandemia, que levou a vida de 680 mil brasileiros.

As frases infelizes e a cena em que o presidente da República imita alguém com falta de ar numa live foram amplamente exploradas por adversários, principalmente Lula. Na reta final, Boslonaro ensaiou um pedido de desculpas, mas o estrago na popularidade estava cristalizado.

Para além da forma como o presidente encarou o coronavírus, a pandemia agravou a crise da economia, que já tinha dificuldades de reagir antes do vírus. A esse aspecto se somam falhas de comunicação, de acordo com a avaliação do próprio QG bolsonarista.

Internamente, acredita-se que o Executivo não conseguiu divulgar com eficiência as realizações dos últimos três anos e dez meses. Parte dessa conta chega agora, na opinião dos próprios aliados: os feitos da gestão são desconhecidos da população e, consequentemente, as promessas do candidato à reeleição foram vistas com desconfiança.

Medidas econômicas anunciadas às vésperas do período eleitoral, como aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 e a redução do preço do combustível, foram vistas como eleitoreiras e não reverteram votos para Bolsonaro. Na opinião de aliados do próprio presidente, também faltou tratar do que interessava a grande parte da população: combate à fome, educação e saúde, temas pouco tratados pelo candidato à reeleição, que insistia em propagar teoria das conspirações.

O aumento do tom nos ataques a Lula, a quem o presidente insistiu em chamar de “ladrão” e “ex-presidiário” nos debates e em diferentes ocasiões, também não surtiram o efeito esperado.

EXTRA

Lula é eleito presidente pela terceira vez

ELEIÇÕES 2022

Bolsonaro é o primeiro presidente desde a redemocratização a não ser reeleito

Lula votou neste domingo (30) em São Bernardo do Campo, SP NELSON ALMEIDA / AFP
Rio- Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi eleito com 50,83% dos votos o 39º presidente da República neste domingo (30) ao derrotar no segundo turno Jair Messias Bolsonaro, do PL. O militar é primeiro presidente não reeleito. A disputa foi a diferença mais apertada desde a redemocratização. Isso porque Bolsonaro teve 49,17% dos votos com 98,81% das urnas apuradas.
No primeiro turno, Lula já havia sido o mais votado, com 48,43% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro apresentou 43,2%. Durante toda a campanha, Lula defendeu suas propostas e criticou o governo Bolsonaro. Dentre elas, o presidente enfatizou que o pobre poderá voltar a comer churrasco de picanha com ‘cervejinha’ e prometeu mudar o mapa da fome no país. Além de reforçar os compromissos com a educação e saúde.
Lula retorna à presidência após 10 anos da sua primeira candidatura. Em 2002, foi eleito o 35º presidente da República, sendo reeleito em 2006. Após 8 anos na presidência, em 2010, ele apoiou a ex-presidente Dilma Rouseff, (PT), que sofreu um um impeachment em 2016. Em seguida, quem assumiu o cargo foi o vice Michel Temer (PMDB), no entanto Lula considerou a ação como um golpe.
RICARDO STUCKERT
Lula – RICARDO STUCKERT

Presidente entre 2003 e 2010, Lula deixou o poder com quase 90% de popularidade, após uma gestão na qual 30 milhões dos mais de 200 milhões de brasileiros saíram da pobreza.

O petista conquistou enorme prestígio internacional como o líder do “milagre” econômico brasileiro, impulsionado pelos preços altos da matérias-primas.

Em 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu, por maioria de votos (6 a 1), o registro de candidatura do Lula para disputar as eleições. A decisão seguiu o entendimento do relator do pedido na Corte, ministro Luís Roberto Barroso, que declarou a inelegibilidade de Lula com base na Lei da Ficha Limpa. Isso porque, em janeiro do mesmo ano, ele havia sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato.

Desse modo, seu aliado, Fernando Haddad (PT) disputou a presidência da República, no entanto, perdeu para Jair Bolsonaro, que interrompeu as vitórias consecutivas do PT nas eleições presidenciais.

Prisão

Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018, dois dias depois de o juiz Sergio Moro ter expedido ordem de prisão contra ele no processo do triplex do Guarujá. Ele foi condenado a 12 anos e 1 mês de reclusão. Depois, em abril de 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Enquanto estava preso, ele teve uma segunda condenação no caso do sítio de Atibaia (SP). Na ocasião, o Judiciário concordou com a acusação do Ministério Público de que Lula teria recebido o apartamento no litoral paulista. No total, ele ficou 580 dias preso na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Soltura

Lula foi solto no dia 8 de novembro de 2019 por ordem do juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba. A soltura veio como consequência de uma mudança de posição do STF a respeito da prisão em segunda instância.O Supremo agora entende que os réus só podem ser presos quando não couber mais recursos.

O presidente se tornou elegível novamente em 2021 após decisão do ministro do STF Edson Fachin que anulou todas as condenações definidas pela Justiça Federal no Paraná relacionadas à Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação, foi considerado parcial na análise do caso do triplex do Guarujá.

Na Lava Jato, ele foi responsável por condenações como as de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras. Também foi ele quem condenou primeiramente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por corrupção no caso do tríplex do Guarujá, em 2017.

Após as eleições de 2018, Moro deixou a carreira de 22 anos como juiz federal para comandar o Ministério da Justiça a convite de Bolsonaro. Em abril de 2020, Sergio Moro pediu demissão do cargo horas após a publicação da exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Em anúncio de despedida, Moro afirmou que a troca do comando da corporação foi ocasionada por interferência política de Bolsonaro. No primeiro turno das eleições deste ano, Moro foi eleito senador do Paraná e voltou a apoiar Bolsonaro no segundo turno.

Propostas

Imposto de renda zero
Isenção do imposto de renda na faixa até R$5mil e desconto para a classe média.

Salário mínimo forte
Com reajustes acima da inflação para aumentar o poder de compra das famílias.

Bolsa Família
R$ 600,00 garantido mais R$ 150,00 por criança até 6 anos. Ou seja, renda garantida para a alimentação dos mais pobres e para girar a roda da economia.

Brasil sem fome
Compromisso de produzir e garantir comida para 33 milhões de pessoas e tirar o Brasil, mais uma vez, do mapa da fome.

Minha casa, Minha vida
Retomada do maior programa de habitação popular da história do Brasil.

Mais saúde Brasil
Programa para levar atendimento médico para as famílias em todo Brasil.

Ministério da Mulher
Criação, em parceria com estados e municípios, da rede casa da mulher brasileira, com delegacia da mulher, ministério público, atendimento psicológico e abrigo para mulheres em situação de vulnerabilidade, além de promover a reinserção da mulher no mercado de trabalho. melhorar e ampliar o atendimento de saúde às mulheres, com investimento em prevenção, diagnóstico, tratamento e recuperação de doenças. Retomar investimento nas ações de combate à violência contra a mulher e ampliação do Programa Casa Abrigo para a mulher vítima de violência.

Farmácia popular
Retomar e ampliar o programa que garante medicamentos a custo baixo para quem mais precisa.

Empreende Brasil
Facilitar o acesso ao crédito para micro e pequenas empresas, com novas linhas de crédito, melhores relações de trabalho e a retomada do Cartão de Crédito do BNDES.

Desenrola Brasil
Negociação das dívidas das famílias que recebem até 3 salários mínimos, para limpar o nome no SPC e SERASA e reaquecer a economia.

Recriar o Ministério da Cultura
Retomada cultural por um Brasil mais feliz, com valorização da produção local e regional e geração de emprego.

Brasil sustentável
Combater o garimpo ilegal, as queimadas e o desmatamento. Recuperar os órgãos de preservação e fiscalização para defender o meio ambiente, especialmente a Amazônia. Adotar estratégia de desenvolvimento justo, solidário e sustentável.

Creches e ensino em tempo integral
Para melhorar a qualidade da educação e a vida de crianças, jovens e famílias.

Brasil conectado
internet de qualidade em todo o país
Para melhorar a qualidade da educação e a vida de crianças, jovens e famílias.

Mais universidade
Ampliar o acesso dos jovens ao curso superior, com o fortalecimento do ENEM, PROUNI e FIES. Expandir e fortalecer a Lei de Cotas Raciais e Sociais. Implantar o Bolsa Permanência, incentivo para estudantes de baixa renda permanecerem na universidade.

Conheça a trajetória política de Lula  

Presidente entre 2003 e 2010, Lula deixou o poder com quase 90% de popularidade, após uma gestão na qual 30 milhões dos mais de 200 milhões de brasileiros saíram da pobreza.

O petista conquistou enorme prestígio internacional como o líder do “milagre” econômico brasileiro, impulsionado pelos preços altos da matérias-primas.

Sétimo filho de um casal de analfabetos, Lula foi abandonado pelo pai antes de a família emigrar, assim como milhões de conterrâneos, para a industrializada São Paulo.

Foi camelô e engraxate. Aos 14 anos, iniciou sua formação de torneiro mecânico, perdeu um dedo mindinho ao manipular uma máquina e ao final da década de 1970 encabeçou, como líder do sindicato dos metalúrgicos, uma greve histórica que desafiou a ditadura militar (1964-1985).

Sétimo filho de um casal de analfabetos, Lula foi abandonado pelo pai antes de a família emigrar, assim como milhões de conterrâneos, para a industrializada São Paulo.

Disputou as primeiras eleições presidenciais após a democratização em 1989, e depois em 1994, 1998 e 2002, quando venceu e se tornou o primeiro presidente brasileiro saído da classe operária.

“Eu até gostaria de ser doutor, mas eu tive sorte por causa de vocês, porque foram vocês que me deram o primeiro diploma que eu ganhei na minha vida, o diploma de presidente da República”, declarou durante um comício.

Lula teve numericamente a maior votação da história —o recorde anterior era dele mesmo, em 2006, com 58.295.042 votos. O petista acompanhou a apuração em casa e deve ir para um hotel próximo à avenida Paulista, região central de São Paulo. Bolsonaro está em Brasília.

O DIA

Matéria Adc. UOL

 

TSE: 926 urnas foram substituídas até 10h deste domingo

ELEIÇÕES 2022

O país possui quase 65 mil urnas de contingência para eventuais problemas. Máquinas substituídas representam 0,17% do total

Urnas eletrônica durante lacre para utilização no segundo turno eleitoral
Urnas eletrônica durante lacre para utilização no segundo turno eleitoral MAÍRA GUEDES/RECORD TV

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que, nas primeiras horas de votação deste domingo de eleições (30), 926 urnas precisaram ser substituídas em todo o país. Os dados são do boletim eleitoral divulgado pelo Tribunal.

O quantitativo de máquinas substituídas representa 0,17% das 472.075 urnas de votação em todo o país. O Brasil conta com 64.918 urnas de contingência para substituições ao longo de todo o dia de votação do segundo turno eleitoral.

As votações da eleição geral de 2022 começaram às 8h e terminam às 17h, de forma unificada em todos os 27 entes federados brasileiros.

O horário de votação nas eleições deste ano foi unificado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, estados que estão em fusos diferentes do de Brasília se adequaram ao horário da capital federal.

m Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima, a votação vai das 7h às 16h do horário local. No Acre, a votação ocorre das 6h às 15h do horário local.

Após o fim do horário de votação, apenas eleitores que já estiverem aguardando na fila terão o direito a exercer o voto e receberão senhas para comparecer à cabine de votação. O Brasil tem 156.454.011 eleitores.

R7

Lula diz que eleição definirá ‘modelo de Brasil’; Bolsonaro fala em ‘expectativa de vitória’

ELEIÇÕES 2022

Os dois candidatos à Presidência da República votaram na manhã deste domingo (30). Lula fala em “resgate de pessoas”; Bolsonaro, em “Brasil vitorioso”

Lula vota em São Bernardo; Bolsonaro vota no Rio — Foto: Celso Tavares/g1; Reuters
Lula vota em São Bernardo; Bolsonaro vota no Rio — Foto: Celso Tavares/g1; Reuters

Em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Lula (PT) votou em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, e disse acreditar que a eleição mostrará qual “modelo de Brasil” o eleitor quer.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, votou na Vila Militar do Rio de Janeiro e disse ter “expectativa de vitória” (leia mais abaixo os detalhes de como foi a votação de cada um dos candidatos).

Ao todo, mais de 156 milhões voltam às urnas neste domingo para escolher o presidente da República e os governadores (nos estados onde houver segundo turno).

Ao votar, o ex-presidente Lula disse que o eleitor precisa escolher qual “modelo de Brasil” deseja. O ex-presidente tem afirmado que o cidadão precisa escolher se apoia a democracia ou a “barbárie”.

“Hoje, possivelmente, seja o dia 30 de outubro mais importante da minha vida. E acho que é um dia muito importante para o povo brasileiro porque hoje o povo está definindo o modelo de Brasil que ele deseja, o modelo de vida que ele quer”, declarou Lula neste domingo.

O ex-presidente disse ter fé que os eleitores vão escolher um projeto que defende a democracia.

Lula governou o país entre 2003 e 2010 e disputa a Presidência pela sexta vez. Ele também concorreu em 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Em 2018 ele tentou disputar, mas teve a candidatura rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acolheu contestação do Ministério Público que apontava a inelegibilidade do petista com base na Lei da Ficha Limpa.

Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ao votar ter “expectativa de vitória”. O candidato tem afirmado em seus discursos acreditar que, embora apareça em segundo lugar nas pesquisas, sairá vencedor da disputa.

Ao entrar na seção eleitoral, o presidente cumprimentou os mesários e deixou o local rapidamente.

Esta é a segunda vez que Bolsonaro disputa a Presidência. Ele concorreu pela primeira vez em 2018, quando venceu Fernando Haddad, do PT, no segundo turno.

Pesquisas eleitorais

As pesquisas eleitorais têm mostrado o ex-presidente Lula à frente do presidente Jair Bolsonaro.

Levantamento do instituto Ipec divulgado neste sábado (29) mostrou Lula com 54% dos votos válidos, e Bolsonaro, com 46%.

Pesquisa Datafolha também divulgada neste sábado mostrou Lula com 52% dos votos válidos, e Bolsonaro, com 48%.

g1

Alexandre de Moraes deseja “paz, segurança e consciência” nas eleições

ELEIÇÕES 2022

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral vota em São Paulo e, depois, retorna ao Distrito Federal para acompanhar a apuração dos votos

Alexandre de moraes sorri durante sessão no Senado federal
Igo Estrela/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, presidente de Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desejou “paz, segurança, consciência e esperança” neste domingo de eleições (30/10). A declaração do magistrado foi publicada nas redes sociais.

Moraes vota em São Paulo, no Colégio Madre Alix, zona oeste da capital paulista. Após a votação, ele deve retornar ao Distrito Federal para acompanhar a apuração dos votos no TSE.

Pronunciamento de Moraes

Na noite de sábado (29/10), véspera do segundo turno das eleições, o ministro fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. No discurso, Moraes convocou os eleitores às urnas.

“Eleitoras e eleitores, compareçam para votar. O comparecimento e o voto são os mais importantes instrumentos de cidadania para a construção de um país justo e igualitário”, disse.

O ministro lembrou que o transporte coletivo será de graça nas 27 unidades da Federação. A iniciativa, segundo ele, poderá reduzir o nível de abstenção no segundo turno, que ocorre neste domingo, das 8h às 17h, horário oficial de Brasília.

O magistrado ressaltou ainda que a “Justiça Eleitoral reforçou o treinamento e os procedimentos para que as filas que aconteceram em algumas seções eleitorais no primeiro turno não se repitam”.

Ipec: Lula tem 54% das intenções para votos válidos; Bolsonaro, 46%

PESQUISAS ELEITORAIS

Pesquisa Ipec, contratada pela TV Globo e divulgada neste sábado (29), aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança para a corrida presidencial, com oito pontos de vantagem sobre o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

Lula (PT) e Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno das eleições presidenciais Imagem: Ricardo Stuckert e Alan Santos/PR

O petista aparece com 54% das intenções para votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), enquanto o candidato do PL, 46%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os números são os mesmos da rodada anterior, divulgada na segunda-feira (24).

Esta é a última pesquisa presidencial do instituto antes do segundo turno das eleições, que acontece amanhã em todo o Brasil. Em 2018, as pesquisas da véspera da votação acertaram qual seria o resultado das urnas.

Em votos totais, Lula tem 50%, e Bolsonaro, 43% no cenário estimulado —ou seja, quando os entrevistados recebem uma lista com o nomes dos candidatos. Brancos e nulos foram 5%, enquanto os que não sabem ou não responderam, 5%. Os percentuais são idênticos aos do levantamento do início da semana.

No primeiro turno, Lula terminou com 48,43% (57.259.504 votos), e Bolsonaro, 43,2% (51.072.345 votos).

O Ipec entrevistou 4.272 eleitores pessoalmente em todo o país entre os dias 23 e 29 de outubro, ao custo de R$ 514.446,81. O nível de confiança, segundo o instituto, é de 95%, e o número de registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), BR-05256/2022.

Votos válidos

  • Lula (PT): 54% (tinha 54% no início da semana)
  • Jair Bolsonaro (PL): 46% (tinha 46%)

Votos totais (estimulado)

  • Lula (PT): 50% (tinha 50%)
  • Jair Bolsonaro (PL): 43% (tinha 43%)
  • Branco/nulo: 5% (eram 5%)
  • Não sabe: 2% (eram 2%)

Sobre o instituto

O Ipec foi fundado em fevereiro de 2021 por ex-executivos do Ibope, que encerrou suas atividades em janeiro por conta do fim de um acordo de licenciamento da marca após 79 anos. O Ipec aborda entrevistados em suas casas, localizadas em áreas estabelecidas conforme distribuição do eleitorado brasileiro.

UOL

29/10/2022 18h04

 

Mistério sobre queda do avião de Marília Mendonça é desvendado pela Globo

MUNDO DOS FAMOSOS

UM ANO SEM SOLUÇÃO 

Marília Mendonça (1995-2021): família revive luto após um ano da morte da cantora em acidente. Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM E TV GLOBO

Quase um ano após a morte de Marília Mendonça (1995-2021), o motivo da queda do avião que a vitimou ainda é investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Na reportagem que será exibida domingo (30) no Fantástico, na Globo, o repórter Maurício Ferraz explica as causas descartadas até o momento.

“Na parte da investigação, tivemos acesso aos laudos. A gente já sabe que não teve problema de mau súbito [do piloto], nem de mau tempo, mas entende porque a turbina caiu”, revelou Ferraz, ao colunista Lucas Pasin, do UOL, nesta sexta (28).

A matéria também mostrará como estão Murilo Huff, ex de Marília e pai de Leo, único filho deles; e Ruth Moreira, mãe da cantora. No dia 5 novembro, que completa um ano da morte da sertaneja, a matriarca pretende viajar com o neto para escapar do luto.

“Ambos falam que é uma dor que não acaba nunca. Dona Ruth explica que o quarto de Marília Mendonça ainda permanece do mesmo jeito e que precisou que assumir os negócios da filha”, destacou o repórter da Globo.

Investigação do acidente 

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou que as investigações da queda não foram concluídas. Neste momento, o trabalho dos investigadores é analisar os elementos referentes ao trajeto do avião, ao sítio aeroportuário, ao operador, às informações aeronáuticas e à regulamentação associada às operações de táxi-aéreo.

“Está em fase final e terá o menor prazo possível para a conclusão, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os fatores contribuintes”, disse o órgão, em nota divulgada à imprensa no início deste mês.

A queda do avião aconteceu em Piedade do Caratinga, na região leste de Minas Gerais, e vitimou cinco pessoas.

Ives Ferro/ Notícias da Tv

g1, TV Globo e GloboNews divulgam pesquisas presidenciais de Ipec e Datafolha a partir das 18h

ELEIÇOES 2022

Além das divulgações da disputa presidencial, Ipec vai trazer intenção de voto para governos de São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.

O g1 e a GloboNews publicam, às 18h deste sábado (29), o resultado da pesquisa de intenção de voto do Ipec sobre o segundo turno da disputa pela Presidência da República, entre o ex-presidente Lula (PT) e presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Andre Penner/AP e Evaristo Sa/AFP

Às 18h10, será divulgado o resultado da pesquisa do instituto Datafolha. O segundo turno acontece neste domingo (30).

A partir das 17h20, serão publicadas também as intenções de voto para disputas pelos governos de São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe

g1

 

 

Em PE, Raquel Lyra tem 64,1% dos votos válidos contra 35,9% de Marília Arraes

ELEIÇÕES 2022

Segundo pesquisa, candidata do PSDB tem a preferência do eleitorado pernambucano para o segundo turno das eleições

Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) disputarão o 2º turno para o Governo de PE
Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) disputarão o 2º turno para o Governo de PE DIVULGAÇÃO/ARTE R7

A candidata do PSDB ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra, tem 64,1% dos votos válidos, de acordo com pesquisa publicada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Veritá. A candidata do Solidariedade, Marília Arraes, tem 35,9%.

A pesquisa foi feita por iniciativa própria do instituto. Foram entrevistados 2.010 eleitores entre terça-feira (25) e quinta-feira (27). A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) sob o número PE-02710/2022.

No cenário que leva em conta os votos não válidos, Raquel também aparece à frente, com 60,4%, ao passo que Arraes tem 33,9%.

R7

 

Anchieta promove passeata em apoio a Raquel e Lula em Carnaíba

POLÍTICA

O prefeito Anchieta Patriota (PSB) realizou na noite dessa quinta-feira (27/10/22) uma passeata em apoio a candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra,  e Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa o Palácio do Planalto nas eleições deste próximo dia 30 de de outubro.

A concentração se iniciou por volta das 19h, na Rua José Martins, que fica no centro da cidade, em frente ao comitê, onde na ocasião, formou-se uma multidão, e logo após a fala do gestor, saíram em passeata por algumas ruas de Carnaíba.

Anchieta esteve acompanhado da primeira-dama, Cecília Patriota, do vice Júnior de Mocinha, vereadores, lideranças políticas e a população em geral.
“Nestes últimos dias de campanha vamos atrás de mais um voto, pela redemocratização do nosso país, pela volta do melhor presidente que este país já teve e também para Pernambuco e Carnaíba continuarem avançando com Raquel governadora”, disse Anchieta.

Inf.: Ivonaldo Filho

TRE-PE realiza sorteio de urnas eletrônicas para o teste de integridade neste sábado

TRE/PE

Evento é uma das etapas de segurança do sistema de votação brasileiro

TRE-PE realiza sorteio das urnas eletrônicas para teste de integridade neste sábado

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) realizará neste sábado (29), às 9h, o sorteio das urnas eletrônicas para o teste de integridade das urnas, no domingo (30), durante as eleições. As urnas de 35 seções eleitorais serão selecionadas e sorteadas durante o evento localizado na sede do TRE-PE.

Durante o evento, estarão presentes os representantes das unidades fiscalizadoras de urnas, essas são o PTB, o PSOL, a Ordem de Advogados do Brasil, o Tribunal de Justiça de Pernambuco, a Polícia Federal e a Sociedade Brasileira de Computação. Cada uma das entidades pode optar por indicar urnas eletrônicas a serem selecionadas para o teste. Das 35 urnas selecionadas e sorteadas no evento, 27 serão encaminhadas para o teste de integridade e 8 para a verificação de autenticidade dos sistemas.
Depois de indicadas, as urnas são encaminhadas para a sede da Esmape, no Recife, onde as urnas são categorizadas e levadas até a sala do teste de integridade. Após a designação das urnas, servidores do TRE-PE colocarão cédulas de papel já preenchidas em urnas de lona, que serão lacradas e associadas às urnas eletrônicas, essas também serão utilizadas no teste de integridade.
Durante o primeiro turno, a pedido das Forças Armadas, foram escolhidas duas urnas que foram destinadas ao teste piloto com biometria. Estas urnas foram as 196ª e 238ª, da 8ª Zona Eleitoral, instaladas na Escola Barbosa Lima, no bairro do Derby.
A seleção acontecerá no plenário da sede do TRE-PE e é aberto ao público, além de ser transmitido ao vivo no canal do Youtube do TRE.

Continuam abertas as inscrições para o concurso público da Câmara de Vereadores de Iguaracy

CONCURSO

Continuam abertas as inscrições para o primeiro concurso público da Câmara de Vereadores de Iguaracy para o preenchimento de 08 (oito) vagas na Casa Sebastião Rafael Rodrigues. O vereador Francisco Torres Martins (Chico Torres), que preside a Câmara Municipal, terá o seu nome lembrado na história de Iguaracy por ter, depois de 59 anos de existência da Câmara Municipal conseguir fazer sua primeira seleção pública através de concurso.

As inscrições ficarão abertas, via internet, até às 23:59 do dia 20 de novembro 2022, no site www.contemaxconsultoria.com.br.

Veja aqui o Edital completo. Demais informações os interessados podem  acessar o site www.iguaracy.pe.leg.br.

Cargos e Salários:

  • Agente Administrativo: R$ 1.212,00
  • Auxiliar de Serviços Gerais: R$ 1.212,00
  • Recepcionista: R$ 1.212,00
  • Motorista: R$ 1.212,00
  • Técnico de Controle Interno: R$ 1.500,00

Pagamentos de taxas:

Efetuar o pagamento da importância referente à inscrição por meio de boleto bancário, pagável em qualquer agência bancária, gerado no site da Contemax Consultoria, de acordo com as instruções constantes no endereço eletrônico, até a data limite para pagamento das inscrições, 21 de novembro de 2022, no valor de:

Cargo de Ensino Fundamental: R$ 60,00 (sessenta reais);

Cargos de Ensino Médio: R$ 80,00 (oitenta reais).

A partir de 28 de novembro, o candidato poderá conferir no endereço eletrônico da Contemax Consultoria se os dados da inscrição foram recebidos e se o valor da inscrição foi pago. Em caso negativo, o candidato deverá entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Candidato – SAC da Contemax Consultoria, exclusivamente, através do e-mail: cmi@contemax.com.br.

Provas

As Provas Objetivas serão realizadas na cidade de Iguaracy, com previsão de aplicação para o dia 04 de dezembro de 2022, nos seguintes períodos:

  • Manhã: cargos de Ensino Fundamental;
  • Tarde: cargos de Ensino Médio.

A aplicação das provas na data prevista dependerá da disponibilidade de locais adequados à sua realização. Havendo alteração da data prevista, as
provas ocorrerão em domingos e/ou feriados. A divulgação dos Gabaritos Preliminares e provas aplicadas serão apresentados aos candidatos no dia 05 de dezembro de 2022.

PE Notícias

Diante do cenário do último “debate” na Globo, as condições estão dadas para que Lula derrote Bolsonaro amanhã

ELEIÇÕES 2022

Em cena, Sua Excelência, O Eleitor

Lula ganhou o debate da Globo, primeiro, porque foi melhor do que Bolsonaro, muito melhor. Segundo… Bem, porque podendo até empatar sem que isso ameaçasse suas chances de se eleger, não empatou. Terceiro, porque podendo até perder por pouco, não perdeu. Quarto, porque errou menos do que Bolsonaro.

Jair Bolsonaro e Lula durante debate na TV Globo eleições 2022 - Metropoles
Foto: Reprodução TV Globo

A repetição é obrigatória: debate não decide eleição, a não ser que um dos debatedores derrape muito, muito feio. Isso não aconteceu com Lula e Bolsonaro. De curioso, apenas curioso, o ato falho de Bolsonaro na declaração final, livre de qualquer tipo de pressão, momento em que os candidatos sabem de cor o que dirão.

Ao mencionar Deus duas ou três vezes em um minuto e meio, Bolsonaro afirmou:

“Muito obrigado, meu Deus. Se essa for a sua vontade, estarei pronto para cumprir com mais um mandato de deputado federal”.

E rapidamente acrescentou: “Presidente da República”.

Bolsonaro não compareceu ao debate para debater coisa alguma, mas para provocar Lula, tirá-lo do sério e vê-lo se pautar por suas perguntas. Bolsonaro foi poucas vezes tão ele mesmo quanto ontem. Comportou-se como um arruaceiro, não como um presidente da República que aspira permanecer no cargo.

Começou chamando o adversário de Luiz Inácio, como se isso o diminuísse, ou se chamando-o assim revelasse o seu desprezo. Gastou todo seu tempo do primeiro bloco do debate empenhado em carimbar Lula como corrupto, ladrão e chefe de organização criminosa. Seu claro propósito: aumentar a rejeição a Lula.

Todo o debate foi tenso, especialmente o primeiro bloco. Lula devolveu os ataques, não ficando na defensiva como talvez esperasse Bolsonaro. Chamou-o de comprador de imóveis com dinheiro vivo e citou um levantamento que descobriu que Bolsonaro já mentiu 6.498 vezes durante seu governo.

A certa altura, Bolsonaro chegou a ordenar a Lula: “Fique aqui”, apontando para o meio do palco onde estava. E Lula cometeu a primeira frase marcante do debate: “Não quero ficar perto de você”. Lula falou a maior parte do tempo olhando para as câmaras, ou seja: diretamente para quem estava em casa, assistindo.

Bolsonaro falou a maior parte do tempo consultando papéis preparados por seus assessores. Ele falou para sua bolha – os eleitores que jamais o abandonarão. Lula falou para fora da sua bolha, mirando os eleitores indecisos ou que ainda admitem trocar de lado. Um parecia presidente, o outro moleque de rua.

Lula estava bem treinado. Se Bolsonaro foi treinado, desobedeceu aos treinadores. Lula soube tirar proveito do escancarado desinteresse de Bolsonaro em discutir propostas para o país ao pedir mais de uma vez desculpas aos espectadores pelo baixo nível do debate. Bolsonaro fez de conta que isso não era com ele.

No debate anterior da Band, Lula defendeu-se em excesso, falou em excesso e esgotou seu tempo antes da hora, dando quase três minutos para que Bolsonaro falasse sozinho. Desta vez, não. Lula foi na base do bateu, levou, e administrou melhor o seu tempo. Sua linguagem corporal foi superior à do seu adversário.

Acabou sendo um debate mais sobre o passado do que sobre o futuro? Acabou. Mas se isso frustrou quem preferia olhar para frente e não para trás, ponha-se na conta de Bolsonaro. E, aqui, ele novamente deu-se mal: quem tem melhor passado é Lula, que governou o país duas vezes. Bolsonaro desgovernou-o.

Estão dadas, portanto, as condições para que Lula derrote Bolsonaro amanhã. A decisão caberá unicamente à Sua Excelência, o Eleitor.

Ainda não tem o e-Título? App pode ser baixado até as 23h59 deste sábado

ELEIÇÕES 2022

E-Título pode ser apresentado no momento da votação e também serve para justificar ausência. Eleitores devem verificar última atualização

e-Título
Deiviane Linhares/Especial Metrópoles

Termina às 23h59 deste sábado (29/10), véspera da votação do segundo turno nas eleições de 2022, o prazo para que os eleitores baixem ou atualizem o e-Título, versão digital que substitui o Título de Eleitor em papel na disputa eleitoral.

Além de possibilitar a consulta ao local de votação, o app pode ser usado para pedido de justificativa de ausência, emissão de certidão de quitação eleitoral e nada consta criminal.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta o eleitorado a seguir regras de utilização e baixar ou atualizar o e-Título o quanto antes, “para evitar dificuldades que possam surgir ao deixar a emissão para a última hora”.

Segundo o TSE, até as vésperas do primeiro turno, cerca de 30 milhões de eleitores ativaram o aplicativo no Brasil e no exterior. Desse total, 13 milhões de ativações foram feitas em 2022.

Segundo turno

Neste domingo (30/10), mais de 156 milhões de brasileiros poderão comparecer às urnas para votar. A zona e a seção a eleitoral devem ser consultadas para que o eleitor se organize. A consulta ao local de votação é rápida, simples e gratuita.

Segundo o tribunal, eleitores que já têm o e-Título devem verificar se está tudo certo, mantendo o app atualizado. Dificuldades costumam ser resolvidas com a reinstalação do aplicativo.

Nathália Cardim/ Metrópoles

CNT: mais da metade dos brasileiros acredita que Lula vencerá eleições

ELEIÇÕES 2022

Estudo contratado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) aponta favoritismo de Lula para vencer a corrida eleitoral

Os candidatos à presidência Lula e Bolsonaro (esquerda e direita, respectivamente) discursam frente a bandeia do Brasil, ambos com microfones em mãos em fotos justapostas - Metrópoles
Fabio Vieira/Metrópoles e Aline Massuca/Metrópoles

Mais da metade dos brasileiros acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencerá as eleições para a Presidência da República, neste domingo (30/10). É o que aponta pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) na manhã deste sábado (29/10).

Conduzido pelo Instituto MDA, o levantamento questionou os eleitores quem eles acreditariam que venceria as eleições, independentemente do candidato escolhido.

Entre eleitores de Lula, Bolsonaro, indecisos e pessoas que pretendem votar em branco, o petista foi citado por 51,3% dos entrevistados como o potencial vencedor da corrida ao Palácio do Planalto. Neste quesito, 38,5% do eleitorado crê em vitória do presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 10,2% não quis ou não soube responder.

Empate técnico

A mesma pesquisa da CNT mediu a intenção de voto para o Palácio do Planalto e, de acordo com o estudo, há empate técnico entre Lula e Bolsonaro. O petista tem 51,1% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) contra 48,9% do atual mandatário do país.

No último levantamento, divulgado em 17 de outubro, Lula tinha 53,5% dos votos válidos válidos (48,1% dos votos totais), e Bolsonaro pontuou 46,5% (41,8%). Na ocasião, votos nulos e em branco totalizavam 6%, e eleitores indecisos eram 4,1%, de acordo com a pesquisa.

A soma dos votos válidos recebidos é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o presidente eleito. Nesse caso, não são contabilizados os eleitores que declaram voto em branco ou nulo e indecisos. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais (para mais ou para menos), em um nível de confiança de 95%.

Considerando o cenário estimulado, em que os candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula tem 46,9% dos votos, e Bolsonaro concentra 44,9% do eleitorado. Votos em branco, nulo ou pessoas que não vão votar correspondem a 5,6% do eleitorado. Há 2,6% de eleitores que ainda estão indecisos quanto ao voto.

A pesquisa da CNT foi realizada pelo instituto MDA entre 26 e 28 de outubro. No total, foram ouvidas 2.002 pessoas. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-01820/2022.

Metrópoles / Victor Fuzeira

‘Fazer música pra mim é brincadeira’, destaca Almir Sater

MUNDO DOS FAMOSOS 

Cantor fala sobre o lançamento do álbum ‘Do Amanhã Nada Sei’, descarta planos de aposentadoria e revela que gostaria de interpretar um personagem ‘sem chapéu’

Almir Sater lança seu novo álbum, intitulado 'Do Amanhã Nada Sei'
Almir Sater lança seu novo álbum, intitulado ‘Do Amanhã Nada Sei’ Divulgação
Rio – Após brilhar como Eugênio em “Pantanal”, da TV Globo, Almir Sater lança seu novo álbum, intitulado “Do Amanhã Nada Sei”. Com dez faixas, arranjos elaborados e muito romantismo, este é o décimo trabalho em estúdio do cantor, que tem mais de 40 anos de carreira. O artista fala sobre as composições feitas com Paulo Simões, parcerias musicais com Renato Teixeira e Luiz Carlos Sá e admite que a canção que leva o nome do disco é uma de suas preferidas.
“Quem é que sabe do amanhã? A gente pode sonhar, torcer, desejar. Estou numa fase, depois da pandemia, que não sabia o que ia acontecer… Estava na dúvida se o disco ia chamar ‘Do Amanhã nada Sei’ ou ‘Verdade Absoluta’. Achei ‘Verdade Absoluta’ um nome meio pretencioso. O ‘Do Amanhã nada Sei’ tem mais a ver com nosso momento, com o disco. É uma das canções que mais gosto’, confessa Almir, que se considera uma pessoa de fé. “Sou um cara de fé. Tenho os lugares onde renovo a minha e sempre funciona”, diz.
O amor também é combustível para o artista. O romantismo está bem presente nas músicas deste novo álbum, produzido por Eric Silver. Casado com Ana Paula Sater, o cantor filosofa ao falar sobre o sentimento e destaca: “Gosto de amar, ser amado. O amor é um sentimento que faz a gente voar. Poucas coisas fazem a gente voar. Sinto que a gente fala de amor de um jeito bonito no disco. Essa música que fiz para Luiz Carlos Sá, que chama ‘Eu sou Mais do Que Sou’, me emocionou muito. Tem outra música que também fala de amor, a “Sete chaves”. É um disco que fala de amor de um jeito gostoso, que faz a gente flutuar”.
O amor também é combustível para o artista. O romantismo está bem presente nas músicas deste novo álbum, produzido por Eric Silver. Casado com Ana Paula Sater, o cantor filosofa ao falar sobre o sentimento e destaca: “Gosto de amar, ser amado. O amor é um sentimento que faz a gente voar. Poucas coisas fazem a gente voar. Sinto que a gente fala de amor de um jeito bonito no disco. Essa música que fiz para Luiz Carlos Sá, que chama ‘Eu sou Mais do Que Sou’, me emocionou muito. Tem outra música que também fala de amor, a “Sete chaves”. É um disco que fala de amor de um jeito gostoso, que faz a gente flutuar”.
Orgulho de Gabriel Sater 
Gabriel Sater herdou o talento do pai. Além de ser um bom cantor e instrumentista, ele também deu vida a Trindade, no remake de “Pantanal”, assumindo o papel que foi de Almir na versão original da novela, exibida em 1990 pela extinta TV Manchete. O cantor não esconde o orgulho do filho e relembra a trajetória profissional do artista.
“O Gabriel tem o som muito dele, não vejo meu som. Ele é muito dedicado, estudou muito. Hoje é um bom violeiro. Eu como pai, por ter feito o papel que ele fez na novela passada, me emocionou muito vendo a dedicação e o resultado do trabalho dele. Aconteceu com ele a mesma coisa que aconteceu comigo na minha primeira novela, ‘Pantanal’. Consegui me mostrar para um Brasil grande, gigante. E sinto isso no Gabriel também. Vejo ele na estrada e tudo o que ele mais queria era fazer shows pelo Brasil. Tudo o que ele queria conseguiu nessa novela. Esse momento é bom nas nossas vidas, musicalmente, artisticamente e pessoalmente. Estamos felizes”, afirma Almir, que também é pai de Ian e Bento Sater.
Papéis em novelas
O remake de “Pantanal” foi a quinta novela de Almir. Ao ser questionado, se toparia dar vida a mais algum personagem, ele se diverte. “Quando eu fiz a primeira novela Pantanal’, falei: ‘vou fazer essa novela e parei’. Durante a novela me chamaram pra fazer o Zé Trovão. Falei: ‘vou fazer mais essa e parei’. Já estou na minha quinta novela, então, não vou falar mais nada. As novelas ajudaram muito meu trabalho musical, alavancaram minha música, devo muito as novelas tudo o que consegui”, ressalta ele, que trabalhou na primeira versão de “Pantanal” (1990), na extinta TV Manchete, “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1991), da mesma emissora, “Rei do Gado” (1996), “Bicho do Mato” (2006) e o remake de “Pantanal” (2022), da TV Globo.
O artista ainda cita o desejo de interpretar um personagem bem diferente. “Cada pessoa coloca um pouco da sua alma no personagem. O Zé Trovão não tinha nada a ver comigo. Em partes, sim, veio do universo rural, de fazenda, mas era diferente. A gente tem que entregar a alma para o personagem. Se aparecer um bom trabalho, um personagem bem diferente, é bom que pode até instigar a fazer uma coisa diferente. Sem chapéu. Acho que nunca fiz nada sem chapéu”.
Aposentadoria
Na estrada há cinco décadas e encantando o público com seu talento, Almir Sater diz que não pretende se aposentar. “Imagina, nem considero que eu trabalho. Aposentar de que? Tenho 40 anos de disco, mas até você chegar no disco, tem muito tempo para estudar. O cantor é um dom pessoal, divino, o cara vê que canta bem desde criança, melhora. O instrumentista não. Ele é igual um atleta, você pode ter jeito, mas precisa se dedicar. Tem uns 50 anos que estou na estrada. Tudo o que não quero é me aposentar. Gosto muito dessa vida, fazer música pra mim é brincadeira. É minha diversão”, destaca.
Fonte: O DIA

 

Fuga de usuários e liberdade de expressão: o Twitter será um grande desafio para Elon Musk

DESAFIO

Bilionário comprou a rede social por R$ 233 bilhões, após tentar desistir da aquisição

RESUMINDO A NOTÍCIA

Elon Musk enfrentará muitos desafios após comprar o Twitter
A rede social enfrenta um problema de moderação de conteúdo difícil de solucionar
Além disso, muitos dos usuários mais frequentes começaram a migrar para outras plataformas
Além disso, precisará manter o ambiente livre para anunciantes
Rede social precisará equilibrar moderação de conteúdo com anúncios
Rede social precisará equilibrar moderação de conteúdo com anúncios DADO RUVIC/REUTERS/ILUSTRAÇÃO

Após idas e vindas e até um processo na Justiça, o bilionário Elon Musk confirmou a compra do Twitter. Em seus primeiros momentos de gestão, o novo dono demitiu alguns dos executivos da empresa — incluindo o CEO da empresa, Parag Agrawal, e o chefe jurídico Vijaya Gadde. Relatos apontam que os dois foram “escoltados” para fora da sede da rede social. Junto com eles, o diretor financeiro Ned Segal também foi desligado da empresa.

Outros devem partir em breve. Bret Taylor, presidente da empresa desde novembro do ano passado, fez uma atualização no LinkedIn que deu a entender que não estará mais no cargo.

O próprio Musk deve ser o presidente interino do Twitter nos próximos meses, dizem fontes familiarizadas com o assunto.

A mudança de gestão é apenas o primeiro passo das mudanças que a rede social deve enfrentar. Analistas e investidores apontam uma série de problemas e desafios políticos e administrativos que o homem mais rico do mundo deve enfrentar agora que manda na rede social.

O próprio Elon Musk parece plenamente consciente das dificuldades de agora ser dono de uma das redes que o tornou tão famoso e influente — e onde tem 111 milhões de seguidores. Esses problemas complexos para administrar (e o preço alto) provavelmente estavam por trás dos motivos que fizeram Musk tentar desistir da compra.

Em uma carta aberta direcionada a investidores, publicada na própria rede social logo após confirmar a compra, Musk afirmou que a rede social “obviamente não pode se tornar uma paisagem infernal livre para todos, onde qualquer coisa pode ser dita sem consequências!”

Horas depois, o executivo tuitou que “O pássaro foi libertado”, em referência ao símbolo azul da empresa. E também afirmou que a rede social terá “um conselho de moderação de conteúdo com pontos de vista amplamente diversos”, encarregado de banir e estabelecer contas, e criar diretrizes quanto ao conteúdo da empresa.

Em resposta, o comissário da indústria, Thierry Breton, tuitou: “Na Europa, o pássaro voará de acordo com as regras da União Europeia”, o que mostra que uma rede social totalmente livre pode enfrentar problemas políticos muito em breve — e em territórios onde a Tesla, outra das empresas de Musk, vende muitos carros.

Apesar de todas essas sinalizações — que abrangem desde anunciantes até a base de “fãs” do bilionário — Elon não deu detalhes de como vai equilibrar liberdade de expressão e moderação. O problema mais imediato é justamente um possível conflito entre parte da base de usuários mais valiosa do site, as personalidades influentes com perfil na rede social e anunciantes.

Os anunciantes buscam uma certa segurança para expor a marca em uma plataforma sem conteúdos agressivos, pornografia e xingamentos. Esse tipo de ambiente os publicitários já encontram nas redes sociais da Meta, de Mark Zuckerberg — o Facebook e Instagram, dois dos gigantes da tecnologia.

Já os fãs de Musk geralmente são adetos do que chamam de “liberdade de expressão”, o que muitas vezes signiffica ameaçar pessoas e grupos na rede social. A atual política de conteúdo da rede social prevê banimentos em quem pratica bullying na plataforma. Até mesmo punições permanentes, como foi o caso do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar de ter sinalizado que não deve voltar para o Twitter nem mesmo com o novo dono, Trump disse — em um post do palanque digital dele, a Truth Social — que a plataforma agora está “em mãos sensatas”.

Para quem planeja tornar a rede social “a plataforma de publicidade mais respeitada do mundo”, como disse na carta aos investidores, a necessidade de moderar conteúdo (e muito!) é bastante clara.

Usuários influentes

Há ainda a porção de usuários da plataforma que não parece combinar com as “guerras culturais” de tais fãs. É o caso de políticos influentes (Barack Obama tem 133 milhões de seguidores), jornalistas e artistas, que dão importância fundamental às conversas da rede social — que possui “apenas” 238 milhões usuários, muito menos que os bilhões do Facebook.

Essa porção do público pode migrar para outras plataformas após algum tipo de afrouxamento de regras de banimento e moderação de conteúdo.

Os próprios usuários mais engajados do Twitter, aqueles que usam a rede social seis ou sete dias por semana e tuítam cerca de três a quatro vezes por semana, já estão saindo da plataforma.

Esses usuários representam menos de 10% do público geral mensal, mas geram 90% de todos os tuítes e metade da receita global. Os usuários mais ativos ​​estão em “declínio absoluto” desde o início da pandemia, escreveu um pesquisador do Twitter em um documento interno.

R7

 

 

 

À saída do debate na Globo, Bolsonaro teve um ataque de nervos

ELEIÇÕES 2022

O golpe frustrado e a dificuldade de entender o português falado em Portugal

Não se diga que Bolsonaro não tentou até o fim melar os resultados das eleições amanhã. Foi só o que fez quando ainda acreditava que poderia se reeleger, e o que fez ao perceber que seria derrotado. Nunca teve compromisso com a democracia.

Foto: Reprodução

Fracassou sua última tentativa de virar a mesa. Bolsonaro voava para o Rio quando soube que sua dupla de Fábios (Farias, ministro das Comunicações, e Wajngarten, responsável pela área de comunicação da campanha”) havia encontrado ouro puro.

Eis o ouro, que nem era puro e nem ouro: um falso levantamento feito por uma empresa de tecnologia a serviço da campanha apontou o boicote de emissoras de rádio a peças de propaganda eleitoral de Bolsonaro. Um verdadeiro escândalo, se provado.

Bolsonaro mudou a rota do avião e desembarcou em Brasília. Convocou uma reunião ministerial e chamou ao seu gabinete os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Chegara a hora de emparedar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ou as peças de propaganda seriam veiculadas até hoje ou as eleições deveriam ser adiadas. Não houve reunião ministerial porque faltavam ministros. Os militares julgaram procedente a queixa de Bolsonaro, mas além disso não iriam.

A ameaça de golpe desmoronou em menos de 24 horas, frente a resistência da maioria dos ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal. Foi sob o peso da frustração que Bolsonaro compareceu ao debate com Lula, e ali colheu mais uma derrota.

Estava visivelmente “descompensado”, como disse Lula. O próprio Bolsonaro admitiu: “Todo o sistema está contra mim”. E por que não estaria? Ao se eleger, ele disse que sua tarefa era “destruir o sistema”. Seu segundo mandato serviria para pôr outro no lugar.

Deu tudo errado. E Bolsonaro passou recibo não só durante o debate, mas também depois dele. À beira de um ataque de nervos quando dava uma entrevista coletiva à saída dos estúdios da Globo, foi retirado às pressas da cena por assessores assustados.

Um repórter da Folha de S. Paulo informou a Bolsonaro que toda a imprensa carioca sabia que o organizador da visita de Lula ao Complexo do Alemão, no Rio, é um comunicador conhecido e sem envolvimento com o tráfico de drogas, como ele havia sugerido.

Então, Bolsonaro berrou: “Você tem moral para me chamar de mentiroso?”

A frase foi seguida de uma batida na mesa. Ele e o jornalista passaram a falar ao mesmo tempo. O senador eleito Sérgio Moro (União-PR) deu um cutucão no braço de Bolsonaro e pediu “calma”. O coronel Mauro Cid tirou Bolsonaro dali.

Antes, o alvo da irritação de Bolsonaro foi uma assessora da Globo. Ao microfone, ela avisou que lhe restava só 1 minuto para concluir a entrevista. Ele retrucou com a voz alterada:

“Sou candidato ou sou presidente? Se for candidato eu vou embora. Eu sou candidato, eu vou embora. Então, por favor. Eu sou presidente da República. Candidato eu era lá dentro”.

Na entrevista coletiva, um jornalista da ATP, de Portugal, perguntou a Bolsonaro sobre a imagem do Brasil no exterior. Ele respondeu:

“Não sei se entendi o que você falou. Mas se ficar repetindo, eu continuarei não entendendo. É que não falo espanhol e nem portunhol”.

O jornalista perguntou em português. Bolsonaro tem dificuldades de entender o português falado em Portugal.

Ricardo Noblat /Metrópoles

Moraes manda Telegram apagar grupos com mensagens de violência política

ELEIÇÕES 2022

Segundo Moraes, presidente do TSE, grupos propagam “mensagens preconceituosas e intimidatórias, assim como a apologia a atos criminosos”

Alexandre de moraes durante sessão Solene destinada à entrega da medalha Grã-Cruz da Ordem do Congresso Nacional ao Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux
Igo Estrela/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, nessa sexta-feira (28/10), a exclusão de grupos que propagam informações falsas e violência política no Telegram.

De acordo com o ministro, os grupos “70 Milhões Eu Voto Em Bolsonaro Nova Direita” e “70 Milhões 2 Eu Voto Em Bolsonaro Nova Direita” contam com 180 mil integrantes e propagam “mensagens preconceituosas e intimidatórias, assim como fazem apologia a atos criminosos”.

Na decisão, o magistrado cita trechos de mensagens com teor xenofóbico e violento, inclusive contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Frases como “A vontade que eu tenho é de meter bala na cabeça do Xandão” e “Bando de baiano vagabundo” constam nos grupos.

A decisão do presidente do TSE atende pedido encaminhado pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE (AEED/TSE). No texto, Moraes ressaltou que a Lei das Eleições proíbe a “divulgação ou compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados”.

“Tais afirmações não correspondem a legítimo exercício da liberdade de expressão, mas a comportamento abusivo e criminoso, incompatível com o regime democrático, seja porque não guardam conexão com a realidade, seja porque planejam comprometer a integridade e a natureza pacífica da competição eleitoral, transformando-a em um jogo sujo, sanguinário e conflituoso”, cita o ministro.

Moraes determinou que o Telegram exclua os grupos “imediatamente”, sob pena de R$ 100 mil por hora de descumprimento.

Metrópoles