
Tarifa de energia deve subir, em média, 5,6% ano que vem, aponta Aneel


Roupas, acessórios, livros, itens de papelaria, calçados, celulares e eletroportáteis serão as categorias mais procuradas na Black Friday 2022, segundo pesquisa. O Procon-SP alerta para não cair em golpes da falsa promoção
Em ocasiões como a Black Friday, com alto volume de compras, é importante lembrar dos direitos do consumidor: adquirir produtos e serviços que não ofereçam perigo à integridade física e ter acesso a informações claras, que incluem as características, composição, qualidade, preço e até mesmo eventuais riscos que apresentem.
Em caso de irregularidades, o consumidor tem direito à reparação por danos patrimoniais e morais, podendo acionar membros do SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor) para ter certeza de que terá todos os seus direitos garantidos.
Procons, Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacias de Defesa do Consumidor, Juizados Especiais Cíveis e Organizações Civis de defesa fazem parte do SNDC.
Roupas, acessórios, livros, itens de papelaria, calçados, celulares e eletroportáteis serão as categorias mais procuradas na Black Friday 2022, segundo pesquisa. O Procon-SP alerta para não cair em golpes da falsa promoção
Na Black Friday, os órgãos ficam até mais em alerta para possíveis infrações ao direito do consumidor, já que há um aumento no volume de transações. Veja, abaixo, os principais direitos do consumidor segundo o advogado Alexandre Salomão Jabra, do escritório Trench Rossi Watanabe.
Com base no direito à informação, o cliente deve ter total ciência dos preços praticados e dos descontos que são conferidos antes da finalização da compra. Ou seja, se a empresa informou um preço durante a compra, mas durante a finalização da transação, o preço muda, ela está infringindo o direito do consumidor.
Toda compra de produto ou serviço feita fora do estabelecimento comercial, seja pela internet ou telefone, pode ser cancelada dentro de 7 dias. O valor a ser estornado também inclui o preço do frete.
O consumidor precisa ter um canal por meio do qual consiga entrar em contato com a empresa para uma eventual resolução de problemas. Postar as reclamações no perfil pessoal das redes sociais gera uma pressão reputacional maior nas empresas, mas não dá para esperar que uma reclamação viralize para que a empresa tome uma atitude.
Caso o consumidor não consiga resolver o problema diretamente com a empresa, existem canais governamentais que fazem a mediação do problema, como o Procon (estadual) e o consumidor.gov.br (federal).
R7

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ENEM 2022

O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 transcorreu sem grandes surpresas no Distrito Federal. Ao todo, o exame foi realizado em 198 locais. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) divulgará hoje a quantidade de estudantes presentes no segundo dia de provas. Matemática, física, química e biologia foram as disciplinas que testaram os conhecimentos dos candidatos em 90 questões da prova para serem respondidas em até cinco horas.
Ao todo, 62.902 pessoas se inscreveram para realizar o Enem impresso na capital federal. No primeiro domingo, compareceram para fazer a primeira etapa das provas um total de 45.875 pessoas, isto é, 72,9% dos inscritos. O gabarito oficial e os Cadernos de Questões não foram divulgados. A previsão é que sejam publicados no portal do Inep até quarta-feira.
Boa parte dos candidatos com os quais o Correio conversou ontem apontou a prova de matemática como a mais difícil. O professor do Sigma Paulo Luiz afirma que algumas questões tinham o texto confuso, o que pode ter gerado duplicidade de interpretação. “Foram quatro questões com esse problema, sendo que uma provavelmente será anulada”, avalia. Projeções ortogonais de movimento no espaço e análise combinatória foram os temas mais difíceis, segundo o docente. “Algumas questões tinham um grau de dificuldade maior, mas nada que não tenha o costume de cair na prova”, conclui. Paulo ressalta que matérias básicas da matemática também caíram no exame, de assuntos como proporcionalidade, média e porcentagem. “Logaritmo é um assunto que sempre cai no Enem, mas, neste ano, não foi cobrado”, constata.
A professora de química Juliana Gaspar, também do Sigma, diz que não houve surpresas nos assuntos cobrados, mas que o nível da prova estava mais alto em relação às anteriores. “As questões estavam mais conteudistas. Para acertá-las, não era suficiente apenas interpretar as informações do enunciado. De fato, pesaram a mão na escolha das questões e química talvez seja a parte decisiva da prova”, analisa. Ela chama a atenção para a forte presença de itens distratores, que confundem os alunos mais desatentos. “Às vezes, o item tem informações corretas, mas não responde ao comando da questão”, alerta. Equilíbrio químico voltado para o cálculo de pH, cinética, separação de misturas e funções inorgânicas foram as matérias mais cobradas entre as questões de química.
Correio Brasiliense
TRE/PE
Evento é uma das etapas de segurança do sistema de votação brasileiro

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) realizará neste sábado (29), às 9h, o sorteio das urnas eletrônicas para o teste de integridade das urnas, no domingo (30), durante as eleições. As urnas de 35 seções eleitorais serão selecionadas e sorteadas durante o evento localizado na sede do TRE-PE.
JUSTIÇA
O ex-presidente da República José Sarney divulgou uma nota nesta sexta-feira (21/10), em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF) e da separação dos Poderes. No comunicado, ele destacou que o Judiciário é essencial para assegurar a democracia e os direitos individuais no país e garantir o cumprimento da lei.

“O Supremo Tribunal Federal nunca faltou à nação. É sobretudo nos momentos difíceis como o que vivemos que ele assegura os direitos humanos, individuais, difusos e sociais, o Estado de direito, o governo das liberdades e sobretudo a democracia, que não existe sem a Justiça”, escreveu Sarney.
O político disse que, “sem um Supremo forte e íntegro, não há democracia e os direitos individuais desaparecem”. “Devemos nos reunir todos, sem partidarismo ou ideologia, e prestigiar o Supremo Tribunal Federal. É ele que guarda a Constituição, nossa garantia como nação democrática”, acrescentou.
“Na sofrida história brasileira foram fechados o Executivo e o Legislativo, nunca o Judiciário. Rui Barbosa declarou: ‘Eu instituo esse tribunal venerando, severo, incorruptível guarda vigilante desta terra’. A estrutura do país repousa sobre o Supremo Tribunal Federal, que será sempre a base da democracia e da liberdade”, ressaltou o ex-presidente.
Correio Brasiliense
PROJETO DE LEI

O plenário da Câmara aprovou, nesta terça-feira (18), por 295 votos a 120, a urgência do projeto de lei que visa criminalizar os institutos de pesquisas eleitorais quando os resultados de levantamentos não forem similares aos das urnas. Com isso, o texto não precisa passar pelas comissões da Casa e já pode ter o mérito analisado diretamente pelos deputados.
Os institutos entraram na mira de governistas após o primeiro turno das eleições — houve uma grande diferença entre os resultados das pesquisas e os resultados das urnas. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez uma manobra para atropelar ritos regimentais e dar celeridade à análise da medida.
O projeto de lei foi inicialmente apresentado pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), no último 6 de outubro. Mas o texto foi apensado a uma outra proposta sobre o mesmo tema, apresentado ainda em 2011, pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR). Essa matéria, contudo, não havia avançado na Casa desde então.
A proposta de Barros enfrenta resistência nas bancadas também da base do governo Bolsonaro. Parlamentares defendem que a Câmara discuta o tema apenas após o período eleitoral — o segundo turno das eleições ocorrerá no próximo 30 de outubro.
Durante a votação, Lira afirmou que o teor da medida que será analisada a partir da aprovação do requerimento de urgência será discutido com os líderes governistas e de oposição ao Palácio do Planalto. Ele ainda deve se encontrar com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para articular a votação do texto na Casa. (UOL)
AVALIAÇÃO
Para alcançar uma boa pontuação na prova mais temida do exame, é imprescindível total domínio da língua portuguesa, além de capacidade de argumentação e compreensão da proposta e interpretação das informações.

A pouco mais de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, candidatos que estão se preparando para as provas precisam dominar conteúdos de todas as áreas do conhecimento — linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas — além, claro, da redação, que, para muitos, costuma ser a parte mais difícil do exame. Geralmente composta por um tema que aborda problemas da sociedade brasileira, a redação exige do candidato argumentação coerente e lógica, que apresente uma proposta de intervenção.
A redação tem um peso considerável na nota final do Enem, que considera cinco competências específicas na avaliação do candidato, como respeito aos direitos humanos na elaboração da proposta de intervenção ao problema abordado, organização e interpretação das informações, capacidade de argumentação, compreensão da proposta da redação e domínio da língua portuguesa.
Na última edição, somente 22 estudantes de todo o país alcançaram a nota máxima na redação, nenhum de Brasília. Para fugir das famosas adivinhações do tema, cinco desses candidatos dão dicas preciosas sobre como se preparar para a avaliação.
Oriunda da rede pública de ensino, a aluna do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) Fernanda Karolinne Quaresma Nunes, 21 anos, foi uma das candidatas que conseguiu a nota máxima do exame na edição de 2021. A pernambucana havia sido aprovada para biomedicina em 20019, mas, durante a pandemia, decidiu trocar de curso para tentar medicina. Por dividir o tempo entre a faculdade e os estudos para a prova, ela não seguia uma rotina de estudo certa e não conseguiu a aprovação, apesar da nota 1.000 em redação. “Tinha semana que não conseguia fazer redação, que eu não rendia nem na faculdade nem no cursinho”, conta.
» Unir a parte técnica da estrutura do texto dissertativo argumentativo ao conhecimento dos repertórios socioculturais;
» Produzir não menos do que uma redação por semana até o dia da prova. Analise a devolutiva da redação, os pontos negativos e os positivos, para saber o que é possível melhorar;
» Evitar estruturas prontas de texto. “A pessoa fica dependendo demais do tema. No máximo, o que eu faço é padronizar algumas coisas no texto, como alguns conectivos, algumas ideias de propostas de intervenção, mas nunca um texto engessado”;
» Divida os eixos mais macros e siga afunilando. Por exemplo, saúde, questões urbanas, sociais, meio ambiente. “Nos grandes eixos, vou colocando teoria de pensadores, livros, séries, músicas, coisam que se relacionem a esse tema. Estudando dessa forma é mais fácil.”
Atualmente cursando medicina na Universidade Federal de Goiás (UFG), Luiza de Souza Mamede, 18, também alcançou nota 1.000 na redação do Enem 2021. A estudante admite que tinha dificuldade com redação e, para ela, a nota máxima foi motivo de muita felicidade. “Foi muito gratificante ver todo o meu esforço ser recompensado, pois eu tinha um bloqueio, não sabia por onde começar a escrever e administrar o tempo. Batalhei muito para melhorar”, afirma. Luiza lembra que escrevia uma redação por semana na escola e, com a correção da professora, que seguia os critérios do Enem, passou a analisar e melhorou seu texto. “Tinha um caderninho onde anotava repertórios de várias áreas diferentes, de matérias da escola, filmes, músicas e livros que eu conhecia”, explica.
» Reserve um tempo para conhecer a prova e as competências do exame;
» Conheça os critérios de correção para saber aquilo que te espera;
» Corrija o que é preciso melhorar;
» Construa um repertório que seja seu. Em vez de tentar decorar frases de filósofos, monte um com aquilo que está no seu dia a dia. É mais fácil argumentar em cima daquilo que você conhece e tem contato.
Diogo Albuquerque/CB
CONJUNTURA
Fundo Monetário Internacional avalia, em relatório, que combate aos efeitos da pandemia no Brasil tiveram custo elevado, e prevê volta do rombo nas contas púbicas em 2023. Para o ministro, fundo diz “besteira”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reagiu com irritação a relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que aponta problemas fiscais na economia brasileira. Guedes disse que o FMI “tem de falar menos besteira”, ao comentar os cálculos do organismo indicando que o governo brasileiro poderia ter gasto metade do que foi despendido com o auxílio emergencial durante a crise da covid-19. No lugar de “puxar a orelha” do Brasil, afirmou, o FMI deveria alertar os Estados Unidos e a Europa que “estão dormindo no volante”, em referência às dificuldades em termos de crescimento e da escalada da inflação.
“Eu acho interessantíssimo isso. Quer dizer, há seis meses, estava todo mundo falando que os brasileiros estão passando fome, e aí o FMI diz que o gasto poderia ser menor”, frisou Guedes, em entrevista a jornalistas, após participar de uma conferência do JP Morgan, que acontece em meio às reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Washington. “O FMI tem de falar menos besteira e trabalhar um pouco mais para alertar os americanos, os europeus, né?”, emendou. Depois de criticar o organismo, Guedes aliviou o tom. “Eu não acho que o FMI está de má vontade com o Brasil, mas está errando tecnicamente”, afirmou.
O fundo reconhece que, sem o auxílio emergencial, o Brasil teria vivido uma perda de renda maior, e estima que o custo fiscal do benefício concedido pelo governo brasileiro durante a pandemia tenha chegado a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país entre 2020 e 2021. Em um cenário alternativo, apontou, porém, que um programa com benefícios menores, de cerca de um terço do valor concedido, ainda protegeria a população em geral, mas a um custo 50% menor, conforme o relatório Monitor Fiscal, que avalia a situação das contas públicas dos países-membros, publicado ontem.
O documento prevê que o Brasil deve apresentar superavit primário de 0,8% neste ano e que a dívida total do governo brasileiro deve cair. A instituição espera que a relação entre a dívida bruta e o Produto Interno Bruto (PIB) — um dos principais indicadores de solvência de um país e avaliado de perto pelas agências de classificação de risco — do país diminua para 88,2% neste ano (ante 93% em 2021). Caso o cenário traçado pelo fundo se materialize, seria o melhor resultado desde 2016. Ainda assim, a dívida continuará entre as maiores comparadas às dos pares emergentes, atrás apenas da do Egito.
A melhoria nas projeções do FMI tem, contudo, vida curta. O fundo vê o Brasil com aumento da dívida bruta e com as contas no vermelho pelos próximos dois anos, retomando o equilíbrio apenas em 2025. Um das razões é o aumento dos gastos por parte do governo de Jair Bolsonaro às vésperas das eleições, dentre eles a elevação do Auxílio Brasil para R$ 600. Para o organismo, o impacto fiscal começará a aparecer já no primeiro ano do futuro governo. O fundo espera que o deficit primário do país alcance 0,8% em 2023 e caia para 0,3% no ano seguinte.
“Os benefícios eram três vezes maiores do que o benefício social padrão e mais da metade do salário mínimo nacional”, diz o FMI no relatório Monitor Fiscal
Para o organismo multilateral, os efeitos de estabilização do programa de auxílio emergencial no Brasil “excederam em muito” os do sistema de proteção social em vigor antes da pandemia. Simulações mostram que, em média, a renda per capita disponível no Brasil subiu 2,1% em 2020, conforme o organismo. Como consequência, o FMI afirma que a taxa de pobreza e o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda disponível, caiu “temporariamente” em 2020
Em um cenário sem o auxílio emergencial, conforme o FMI, apenas um quarto da perda de renda teria sido absorvido. Já a renda média disponível per capita teria diminuído 4,1%, de acordo com os técnicos da instituição.
CB