Afogados segue sem registrar novos casos da covid-19

SEM COVID

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que entre os dias 11 e 24/10 não foram notificados casos novos para a COVID-19 em nosso município.

Afogados segue sem registrar novos casos da covid-19

Durante o período citado não tivemos novos casos em investigação e 55 pacientes apresentaram resultados negativos para COVID-19.

O município atingiu a marca de 9.207 (99,13%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município não tem casos ativos da doença.

Afogados atingiu a marca de 41.456 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 111,26% da nossa população.

Casos leves x SRAG/COVID – 19:
Leves: (9.101 casos), 98,00%;
Graves: (186 casos), 2,00%.

Semana Epidemiológica: As semanas epidemiológicas 41 e 42 encerraram sem casos para a COVID-19 e média de 0,00 casos/dia.

Análise das 02 últimas semanas anteriores a 41.

SE 40 – 00 casos e MV 0,00;
SE 39 – 05 casos e MV 0,71;

Dados atualizados em 24/10/2022.

ASCOM

Na reta final Bolsonaro faz blitz em Minas; Lula troca viagens pelo digital

ELEIÇÕES 2022

Esta é a versão online da newsletter Pra Começar o Dia enviada hoje (25). Quer receber antes o boletim e diretamente no seu email? Clique aqui. Os assinantes UOL ainda podem receber dez newsletters exclusivas toda semana.

Lula e Bolsonaro - Ricardo Stuckert e Alan Santos/PR
Lula e Bolsonaro Imagem: Ricardo Stuckert e Alan Santos/PR

Bolsonaro está atrás dos 854 mil eleitores mineiros que no primeiro turno votaram em Romeu Zema para governador, mas não nele para presidente. Lula tenta evitar a migração dos votos, mas deixou para Alckmin e Simone Tebet o corpo a corpo no estado. Os últimos dias da campanha petista serão mais digitais, por economia e pela eficiência em atingir público mais amplo.

O ponteiro não se mexeu na pesquisa Ipec divulgada ontem: Lula 54% X 46% Bolsonaro (nos votos válidos). José Roberto de Toledo vê no crescimento de Lula entre os jovens uma redução no impacto da prevista maior abstenção dos mais velhos. O resultado, diz Alberto Bombig, mostra que a equipe de Lula acordou na reta final.

O STF mandou devolver o cargo ao governador de Alagoas, Paulo Dantas, candidato à reeleição.

Será que Bolsonaro blefou quando acusou a campanha de Lula de fraude em inserções de rádio? O TSE deu 24 horas para a apresentação de provas.

A Prefeitura de São Paulo liberou o passe livre nos ônibus no segundo turno das eleições. Em pelo menos 22 capitais no domingo o transporte será gratuito – no Distrito Federal, por ordem judicial.

O NÚMERO 1 milhão Foi o número de curtidas em menos de 24 horas de post em que Casimiro desmente publicação de Flávio Bolsonaro e diz que vota em Lula.

DO UOL

 

TCU pede que Caixa suspenda empréstimo consignado com Auxílio Brasil

ECONOMIA

BRASÍLIA — O ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), recomendou que a Caixa Econômica Federal suspenda a concessão de empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil até que a Corte analise a regularidade das operações. O ministro deu 24 horas para o banco apresentar uma série de informações. Depois dessas informações, ele deve tomar uma nova decisão

Agência da Caixa na Pavuna, Zona Norte do Rio, em dia de pagamento do Auxílio Brasil
Agência da Caixa na Pavuna, Zona Norte do Rio, em dia de pagamento do Auxílio Brasil Foto: Fabiano Rocha/ Agência O Globo

Na decisão desta segunda-feira, ele ressaltou a urgência da análise devido “ao volume de empréstimos já concedidos e à velocidade de sua liberação” e disse que o prazo começará a ser contado a partir da notificação da Caixa. O banco foi comunicado por volta de 19h desta segunda.

“Leva à necessidade de que se ouça aquela empresa pública no prazo excepcional de 24 horas, a contar da ciência deste despacho, previamente à decisão quanto ao deferimento ou não da cautelar (decisão), sem prejuízo de que a Caixa, por prudência, cesse imediatamente a liberação de novos valores a partir de empréstimos nessa modalidade como medida de zelo com o interesse público, até que este Tribunal examine a documentação a ser encaminhada e a entenda apta a demonstrar não estarem presentes as graves irregularidades sugeridas na Representação”, diz a decisão.

Em nota, a Caixa disse que tomou conhecimento de despacho e que os empréstimos solicitados nesta segunda-feira não terão seus valores liberados nas próximas 24 horas.

“Nos contratos que foram celebrados na data de hoje, a Caixa informa que não há previsão de liberação de valores financeiros referentes a essas solicitações, nas próximas 24 horas, cumprindo automaticamente a prudência recomendada”, afirma.

Gestão de riscos

O ministro ainda afirma que a gestão de riscos é pilar essencial para a gestão de uma empresa pública. Se isso não for observado, diz ele, além de afrontar diretamente normas jurídicas, pode causar graves prejuízos à empresa e ao controlador.

“Veja-se ainda que a lei não obrigou o banco a ofertar o empréstimo, sendo essa uma decisão tomada pelos órgãos de governança corporativa do banco”, afirma, colocando pressão sobre a diretoria da Caixa. A estatal é a única grande instituição financeira a oferecer o crédito, que não é ofertado por grandes bancos privados e nem pelo Banco do Brasil.

A decisão do TCU vale apenas para a Caixa.

Cedraz solicitou da Caixa pareceres, notas técnicas, resoluções e decisões colegiadas que tratem sobre precificação, critérios de concessão, taxas de juros, rentabilidade, inadimplência esperada, aprovação da linha de crédito relativa ao crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil e gestão de riscos associados a essa operação.

O ministro disse na decisão que há urgência dessa análise diante do volume de empréstimos já concedidos e a velocidade de sua liberação. “Certamente não poderá esta Corte aguardar cinco dias úteis para que lhe seja encaminhada documentação que se espera já existir, o que leva à necessidade de que se ouça aquela empresa pública no prazo excepcional de 24 horas, a contar da ciência deste despacho”, afirmou.

Justiça eleitoral

O ministro do TCU diz que não cabe à Corte decidir acerca de eventuais infrações à legislação eleitoral ou à higidez do processo eleitoral, cuja competência é da Justiça Eleitoral. O ministro encaminhou os autos para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Nessa linha, ainda que o representante (Ministério Público) narre possível interesse em provocar repercussão nas eleições vindouras por meio do cometimento da suposta irregularidade de se apressar a concessão de empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil, compreendo que qualquer avaliação sobre ilícito eleitoral ou repercussão eleitoral de ilícito administrativo é estranha ao Controle Externo, cabendo sua apuração pelo órgão competente da justiça especializada”, disse o ministro.

Cedraz, então, encaminha a decisão ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes. O objetivo é que o TSE tome conhecimento do andamento das apurações acerca desta representação no âmbito do TCU e para que, uma vez deslocada para a correta jurisdição, avalie em sua esfera própria de atribuições a pertinência da adoção de medidas cautelares inerentes ao caso.

Em três dias úteis, a Caixa liberou R$ 1,8 bilhão em empréstimos consignados para 700 mil beneficiários do Auxílio Brasil, de acordo com informações divulgadas pelo banco no início da semana — não há novo balanço desde então.

Aprovado pelo Congresso em julho, o consignado para beneficiários do Auxílio Brasil foi liberado pelo Ministério da Cidadania no fim de setembro. A Caixa passou a ofertar o crédito na semana passada, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. O banco é a maior instituição a oferecer a linha de crédito, rejeitada por grandes bancos privados.

Representação do Ministério Público

A análise do TCU é motivada por uma representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). O pedido foi feito pelo subprocurador Lucas Furtado, que viu indícios de desvio de finalidade e objetivo meramente eleitoral no benefício. Segundo o pedido, há risco de prejuízo para a Caixa e para o Erário.

O banco iniciou a oferta dessa modalidade de crédito no início da semana passada, com taxa de juros de 3,45% ao mês, um pouco abaixo do teto estabelecido por portaria do Ministério da Cidadania, que é de 3,5% ao mês. Embora limitada pelo governo, a taxa de juros para beneficiários do Auxílio Brasil é maior do que a do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, de até 2,14% ao mês.

Especialistas consideram arriscada a modalidade de empréstimo porque essa população já tem renda comprometida com gastos essenciais. Além disso, o benefício pode sofrer oscilações em seu valor, ou ser suspenso caso a família deixe de fazer jus ao pagamento.

Fonte: EXTRA

Moraes dá 24 horas para campanha provar que Lula teve mais inserções que Bolsonaro

EELEIÇÕES 2022

Equipe do presidente Jair Bolsonaro alegou que campanha de Lula teve 154.085 inserções de rádio a mais no 2º turno

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes EVARISTO SA/AFP

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, deu 24 horas para que a campanha do presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), apresente provas de que teve menos inserções de rádio neste segundo turno do que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta segunda-feira, a equipe de Bolsonaro afirmou que Lula teve 154.085 inserções de rádio a mais do que o candidato do PL entre os dias 7 e 21 de outubro. De acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, uma auditoria detectou a distorção e uma denúncia foi protocolada TSE.

Moraes disse que só vai autorizar a investigação da denúncia caso a campanha do chefe do Executivo entregue “provas e/ou documentos sérios que comprovem sua alegação”. Caso contrário, ele vai recusar o pedido e instaurar inquérito para apuração de crime eleitoral praticado pela equipe de Bolsonaro.

Segundo Moraes, na denúncia protocolada no TSE, a campanha do presidente não apresentou dados satisfatórios sobre a alegada diferença entre as inserções de Bolsonaro e Lula e enviou apenas “um suposto e apócrifo relatório de veiculações em rádio”, feito por uma empresa contratada pela equipe do chefe do Executivo.

“Nem a petição inicial, nem o citado relatório apócrifo indicam eventuais rádios, dias ou horários em que não teriam sido veiculadas as inserções de rádio para a Coligação requerente; nem tampouco a indicação de metodologia ou fundamentação de como se chegou à determinada conclusão”, destacou o presidente do TSE.

“Tal fato é extremamente grave, pois a coligação requerente aponta suposta fraude eleitoral sem base documental alguma, o que, em tese, poderá caracterizar crime eleitoral dos autores, se constatada a motivação de tumultuar o pleito eleitoral em sua última semana”, escreveu Moraes, na decisão.

R7

Ex-presidente José Sarney declara apoio a Lula: “Voto pela democracia”

ELEIÇÕES 2022

O ex-presidente da República José Sarney (MDB) declarou apoio a Lula (PT) nas eleições do próximo domingo (30/10). Antigo opositor do petista, Sarney disse que o eleitor decidirá no segundo turno se “vota pelo fim da democracia ou por sua restauração”.

Lula e Sarney se encontraram em Brasília, em 2022, e conversaram por mais de uma hora. - (crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação PT)
Lula e Sarney se encontraram em Brasília, em 2022, e conversaram por mais de uma hora. – (crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação PT)

Em carta divulgada na noite desta segunda-feira (24/10), Sarney denunciou o autoritarismo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem comparou com presidentes de extrema-direita e de regimes totalitários, como Donald Trump (Estados Unidos), Vladimir Putin (Rússia) e Viktor Orbán (Hungria). “Esse voto não é para quatro anos de governo: é um voto para o destino do Brasil. O voto em Bolsonaro é voto contra as instituições, que terá como consequência anos de autocracia, um regime de força, construído na mentira sistemática e no abuso do poder”, escreveu.

Com Sarney, Lula totaliza o apoio de três ex-presidentes, somando a Dilma Rousseff (PT) e Fernando Henrique Cardoso (MDB). Já Bolsonaro, é apoiado por Fernando Collor de Mello (PTB). Michel Temer (MDB) optou pela neutralidade.

Na carta, Sarney cita um “grande acordo da sociedade” feito com Tancredo Neves, em 1985, como exemplo da união pela democracia. “Tinhamos muito claro um compromisso: a transição para a democracia”, diz.

O ex-presidente ainda criticou o orçamento secreto. “O atual contrato “secreto” entre o Executivo e o Legislativo, fixado em valores agigantados diante dos parcos recursos do Orçamento da República, é campo privilegiado para os interesses escusos. A minoria, esmagada de uma forma que não se via desde o princípio do Império — lembro que nos períodos de exceção não há maioria ou minoria —, tem como única defesa apelar para que o Judiciário faça o que não é sua função e interfira no funcionamento do Congresso Nacional”, disse.

Pedro Grigori/ CB

WhatsApp apresenta falha no envio e recebimento de mensagens em todo o mundo

APLICATIVO

WhatsApp apresenta falha no envio e recebimento de mensagens em todo o mundo

WhatsApp
Fábio Vieira/Metrópoles

A terça-feira (25/10) começou com o aplicativo WhatsApp apresentando instabilidade em diversas partes do mundo. Os problemas começaram a ser relatados por volta das 4h (horário de Brasília).

Segundo a plataforma Downdetector, especialista em monitoramento de problemas do tipo, as notificações sobre a queda do WhatsApp tiveram início começaram por volta das 3h da madrugada, com pico às 5h19 (horário de Brasília). Chegaram ao Downdetector quase 8 mil relatos. Perto das 6h, algumas mensagens começaram a aparecer.

Não foi a primeira instabilidade mais forte apresentada pelo WhatsApp neste ano. Usuários do aplicativo e do Instagram relataram problemas nos aplicativos na tarde do dia 18 de agosto. E também em 28 de abril. Nos dois casos, o nome do aplicativo foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter, onde internautas afirmam que não conseguiam utilizar as redes sociais.

O dia de maior “desespero” para os usuários, no entanto, aconteceu em 4 de outubro do ano passado. WhatsApp, Facebook e Instagram ficaram mais de 6 horas com falhas no sistema. À época, dois integrantes das equipes contaram em off par o Metrópoles que um ataque hacker era muito improvável porque eram muitos aplicativos e era quase impossível que eles fossem derrubados ao mesmo tempo.

Metrópoles

Filha de Jefferson afirma que críticas de Bolsonaro em relação ao pai são ‘justificáveis’

POLÍTICA

Atual presidente negou ser amigo do ex-deputado e disse que tratamento dispensado a quem atira em policial é o de ‘bandido’

Cristiane Brasil disse que vai conversar com Bolsonaro após a eleição Divulgação/Antonio Augusto/Câmara dos Deputados
A filha de Roberto Jefferson e ex-deputada federal, Cristiane Brasil, defendeu nesta segunda-feira, 24, o comportamento do presidente Jair Bolsonaro em relação a seu próprio pai. Jefferson foi preso após atacar agentes da Polícia Federal que cumpriam um mandado de prisão contra ele neste domingo, 23.
Bolsonaro negou ser amigo do ex-deputado e afirmou que tratamento dispensado a quem atira em policial é o de “bandido”. O candidato à reeleição pelo PL tenta mostrar distanciamento do ex-parlamentar e antigo aliado, que se tornou incômodo após a reação violenta contra os policiais que tentavam levá-lo de volta à prisão fechada. O mandado foi assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apoiadora fiel do presidente, a petebista afirmou que a fala de Bolsonaro é “justificável” e disse que vai conversar com o chefe do Executivo após a eleição. “É justificável que ele tenha essa reação faltando uma semana para a eleição. O mais importante é ele seguir com a cabeça focada em vencer o Lula e as forças comunistas do PT”, declarou.

Cristiane alega que “ainda é muito cedo para analisar a reação do presidente porque ele está com a cabeça envolvida [no segundo turno]”. “Qualquer coisa nesse momento que ele fizer, seja contra ou a favor do meu pai, eu acho um pouco precipitado a gente fazer um julgamento de opinião, falar: ‘ah, o cara tá errado, tá certo…'”. Depois da eleição a gente conversa”, disse.

A ex-deputada deve ser investigada por ter usado sua conta no Twitter para divulgar o vídeo em que o pai aparece insultando a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal.

O DIA

 

 

Ipec: Lula tem 50% no 2º turno, e Bolsonaro, 43%

ELEIÇÕES 2022

Pesquisa foi feita entre sábado (22) e segunda-feira (24) e tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Se a eleição fosse hoje, Lula teria 54% dos votos válidos, e Bolsonaro, 46%. Resultados se referem à intenção de voto no momento das entrevistas. Segundo Ipec, pesquisa mostra estabilidade na disputa.

O ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Miguel Schincariol/AFP e Suamy Beydoun/Reuters
O ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Miguel Schincariol/AFP e Suamy Beydoun/Reuters

Pesquisa do Ipec divulgada nesta segunda-feira (24), encomendada pela Globo, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 50% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43%.

O novo levantamento foi feito entre sábado (22) e nesta segunda, e os resultados se referem à intenção de voto no momento das entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo o Ipec, a pesquisa mostra uma estabilidade da disputa.

Fonte: Ipec

PT leva à TV aliança entre Jefferson e Bolsonaro e violência bolsonarista contra PF e igrejas

POLÍTICA

O novo vídeo do PT (Partido dos Trabalhadores) traz vídeos de agressões de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) em casos de violência política.

Uma frase do próprio presidente, registrada antes que se tornasse chefe do Executivo, abre o vídeo de 30 segundos: “minha especialidade é matar”.

Trecho de novo vídeo da campanha de Lula (PT) contra Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/PT

“A violência bolsonarista chegou a níveis alarmantes, eles invadem igrejas, agridem padres, criam caos em lugares sagrados”. Roberto Jefferson, um dos principais aliados de Bolsonaro condenado por corrupção, atirou na Polícia Federal”, diz o vídeo.

Roberto Jefferson atirou em policiais federais que cumpriam mandado de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no neste domingo (23), na cidade de Comendador Levy Gasparian, no interior do Estado do Rio de Janeiro.

O ex-deputado resistiu a prisão, atacou os policiais a tiros e com pelo menos três granadas, ferindo dois policiais. Os agentes reagiram ao ataque, mas não invadiram o local.

O ataque de Jefferson aconteceu no começo da tarde, mas o ex-deputado só foi preso após 8h de resistência à prisão. O ex-deputado só chegou ao Presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, cerca de 14 horas depois de receber voz de prisão da PF.

Jefferson estava em prisão domiciliar desde 25 de janeiro deste ano com base no inquérito que apura a atuação de uma organização criminosa que atenta contra a democracia.

A prisão domiciliar havia sido determinada pelo próprio ministro Alexandre de Moraes. Antes de receber o benefício, Jefferson passou cinco meses preso no Complexo Prisional de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

A revogação do benefício por Moraes se deve ao descumprimento de medidas da prisão domiciliar, como passar orientações a dirigentes do PTB, receber visitas, conceder entrevista e compartilhar fake news que atingem a honra e a segurança do STF e seus ministros, como fez ao ofender a ministra Cármem Lúcia.

O presidente Jair Bolsonaro, ainda no domingo, mentiu ao dizer que não tinha fotos com Roberto Jefferson. O ex-deputado e o presidente da República aparecem juntos em pelo menos quatro fotos. Encontros aconteceram no Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo.

Bolsonaro (PL) afirmou no início da tarde de domingo, por meio de suas redes sociais, que repudia a “ação armada” do ex-deputado contra os policiais O presidente, no entanto, criticou o inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que levou Jefferson à prisão.

Somente à noite, após Jefferson se entregar à polícia, Bolsonaro prestou solidariedade aos agentes feridos.

“O tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido. Presto minha solidariedade aos policiais feridos no episódio”, afirmou o presidente em vídeo.

Lula (PT), também comentou o caso. O ex-presidente e candidato ao Planalto disse repudiar os ataques de Jefferson aos policiais federais. Para o petista, uma “máquina de destruição de valores democráticos” em ação no país criou comportamento “como o que vimos hoje”.

“A gente nunca viu uma aberração dessa, uma ofensa dessa, uma cretinice dessa que esse cidadão, que é o meu adversário, estabeleceu no país. Ele conseguiu criar neste país uma parcela da sociedade brasileira raivosa, com ódio, mentirosa, e que espalha fake news o dia inteiro, sem se importar se o filho dele está ouvindo a mentira ou não. É desrespeito pela sociedade.”

g1

 

 

Beatificação da menina Benigna: cerca de 60 mil fiéis são esperados na cerimônia

RELIGIÃO

Benigna virou símbolo da luta contra o feminicídio e crimes sexuais contra menores. A cearense foi morta há 80 anos, quando resistiu a um estupro na cidade de Santana do Cariri.

Menina Benigna é a primeira beata do Ceará. Na foto, um altar decorado para a beata - Metrópoles
Menina Benigna é a primeira beata do Ceará. foto: Diocese do Crato

A cidade de Crato, no Ceará, será palco de uma festa de fé católica a partir das 15h desta segunda-feira (24/10). Mas não é só sobre religiosidade. A beatificação de Benigna Cardoso da Silva, a Menina Benigna, é também o posicionamento contra o machismo e a violência contra as mulheres. Afinal, o dia 24 de outubro de 1941 é a data do martírio de Benigna, quando ela tinha 13 anos e foi morta a facadas, depois de rejeitar seu algoz.

A cerimônia começa às 15h, com um momento da misericórdia (o horário é comumente usado para os católicos rezarem no mundo inteiro pela misericórdia divina, por ser o suposto momento em que Jesus Cristo morreu), seguido por um musical, às 16h. E às 17h, a celebração em si. Ao todo, os responsáveis pelo evento esperam 60 mil pessoas no local, o Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, em Crato.

Cerca de 60 mil fiéis são esperados na oficialização do processo de beatificação de Benigna Cardoso da Silva, conhecida como menina Benigna, que ocorre na tarde desta segunda-feira (24), no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, no município do Crato, interior do Ceará.

A cerimônia será presidida pelo arcebispo Leonardo Ulrich Steiner, da diocese de Manaus, escolhido pela igreja católica. A beatificação de Benigna foi autorizada pelo Papa Francisco em 2019. O processo antecede a canonização, necessária para tornar Benigna uma santa para a Igreja Católica.

No local do evento já está tudo preparado para receber o público e os religiosos que vão acompanhar a cerimônia. Foi montado um palco de 33 metros de largura por 12 metros de profundidade, tamanho padrão usado nas cerimônias do Vaticano, que faz referência à idade de Cristo e aos 12 apóstolos.

Com a beatificação, a Menina Benigna se tornará a primeira beata cearense e a quarta mártir do Brasil.

g1/ Adc.: Metrópoles

Tite descarta ida a Brasília após Copa: “Nem ganhando, nem perdendo”

FUTEBOL

Técnico Tite

A poucos dias das eleições, técnico e CBF tentam blindar a Seleção da polarização política

Técnico Tite
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

É tradição após a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira ir à capital federal cumprimentar o presidente. No entanto, devido ao atual momento político de polarização, o técnico Tite afirma que não tem planos de seguir a prática. Ganhando ou perdendo no Catar.

“Eu não vou, nem ganhando nem perdendo. A Seleção pode ir e eu não vou. É uma questão pessoal. E ela não depende de quem vai ganhar a eleição. Eu falei isso (pela 1ª vez) quando era o Michel Temer presidente. Não me sinto confortável, não é meu chão”, declarou, em entrevista ao Globo.

Apesar do posicionamento, Tite afirma que não há regras que impeçam os atletas de se posicionarem. Neymar, por exemplo, participou de uma live, no último sábado (22/10), com o presidente Jair Bolsonaro (PL), inclusive prometendo dedicar o seu primeiro gol no Catar para o chefe do Executivo.

“Democraticamente, para usar o termo, e não me sentiria nunca à vontade. Eu faço através do meu exemplo, falamos entre nós e sobre aquilo que é nossa realidade, o futebol”, disse.

Tite e Marcelo
Tite está à frente da Seleção Brasileira desde 2016. – Pedro Vilela/Getty Images

 

Metrópoles

Já rebaixado, Náutico perde para o Grêmio nos Aflitos

FUTEBOL 

Os alvirrubros presentes não perderam a oportunidade de criticar os atletas no estádio

Náutico perde para o Grêmio nos Aflitos – Foto: Tiago Caldas/CNC

Neste domingo (23), o Timbu foi derrotado, nos Aflitos, por 3 a 0 pelo Grêmio, em jogo válido pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A 22ª segunda derrota do Alvirrubro na segunda divisão foi o penúltimo compromisso do time de Dado Cavalcanti jogando em casa, onde ainda cumpre tabela, na última rodada, diante da Ponte Preta, no próximo dia 06. Já do outro lado, o Tricolor gaúcho garantiu o retorno à elite do futebol nacional.

O jogo

Os quase sete mil torcedores viram um Náutico abatido em campo, mas que conseguiu segurar o ímpeto do Grêmio até os 26 minutos da etapa inicial, quando Bitello aproveitou o rebote da defesa que Bruno fez do chute de Léo Gomes.

Quem estava presente no estádio não poupou críticas aos jogadores, que desceram para o vestiário ao som de vaias. E o aviso para não arremessar objetos no gramado, que foi postado nas redes sociais do Clube desde que o rebaixamento foi sacramentado, foi reforçado pelo sistema de som do estádio.

No segundo tempo, o cenário foi pior. Logo aos três minutos, Geuvânio deu uma entrada dura em Kannemann e levou vermelho após a revisão do lance no VAR. Na saída de campo, Geuvânio, irritado, deu um murro na cabine do VAR, que teve uma parte quebrada.

Aos 16 minutos, com um a mais, Lucas Leiva marcou o segundo gol do tricolor. Inicialmente anulado pela arbitragem, o lance foi checado no VAR e validado na sequência.

Grande destaque em campo, Bitello marcou seu segundo gol, e o terceiro do Grêmio, aos 21, fechando o placar nos Aflitos, que voltou a ser o palco da festa gaúcha, sem os dramas da já conhecida Batalha.

 Folha/PE

Lula e Bolsonaro focam na guerra contra a abstenção no 2º turno

ELEIÇÕES 2022

Em um momento crucial da disputa pelo Palácio do Planalto, o que for conquistado nesta reta final de campanha pode significar a diferença entre vencer ou perder a eleição

 (crédito: Band/ Divulgação)
(crédito: Band/ Divulgação)

A exatos sete dias para o segundo turno de uma das mais tensas eleições presidenciais desde a redemocratização do país, em que praticamente nove entre 10 eleitores estão convencidos em quem votarão no próximo domingo, as equipes de Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebram a cabeça para conquistar os últimos votos ainda disponíveis na prateleira do eleitorado. Mas, para uma parcela considerável dos eleitores, apenas decidir qual o candidato de preferência não basta — é preciso convencê-lo a votar.

É nessa enorme distância entre intenção e gesto que os estrategistas do presidente que tenta a reeleição e do ex-presidente que tenta voltar ao governo se debruçam para descobrir as melhores rotas de atração do cidadão que decide abster-se de votar, independentemente da motivação. Etimologicamente, a palavra abstenção vem do latim abstinentia, que significa, em tradução livre, “manter-se de fora” ou “manter-se afastado”.

Em um momento crucial da disputa pelo Palácio do Planalto — que deve ser decidida por margem estreita de votos, de acordo com praticamente todas as pesquisas de opinião —, o que for conquistado nesta reta final de campanha pode significar a diferença entre vencer ou perder a eleição. Mas, para cientistas sociais e estudiosos das eleições no Brasil, reduzir taxas de abstenção não é tarefa simples.

Desde que as urnas eletrônicas começaram a ser usadas em grande escala, no pleito de 1996, o fenômeno da abstenção vem sendo acompanhado a cada ciclo eleitoral. A primeira constatação é que o número de ausentes aumenta lentamente eleição após eleição. Em 2018, passou a barreira dos 20% e, no primeiro turno deste ano, chegou perto dos 21% (veja no infográfico). Outra, que a abstenção no segundo turno é maior do que no primeiro. Mas essa diferença vem caindo a cada eleição, com a convergência entre as taxas das duas rodadas do pleito.

No primeiro turno deste ano, 20,91% dos eleitores aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não compareceram. Em números, significa 32,7 milhões de votos que não foram depositados, cinco vezes mais do que a diferença entre Lula e Bolsonaro, que ficou pouco acima dos 6 milhões de votos. É por isso que as duas campanhas tentam reduzir essa taxa.

Um dos problemas da taxa de abstenção é que, apesar da dimensão, não consegue ser medida por pesquisas. Só se sabe o tamanho da ausência depois de fechadas as seções eleitorais. Mas é possível traçar um perfil desse eleitor gazeteiro também com base nas estatísticas do TSE.

Renda

A abstenção aumenta na relação inversa à renda e à escolaridade do eleitor. Quanto mais pobre e com menos tempo de escola, maior é a taxa de faltosos. Enquanto mais da metade dos eleitores analfabetos não apareceu nas seções eleitorais em 2 de outubro, o nível de comparecimento entre quem tem ensino superior completo chegou perto de nove para cada 10 eleitores aptos.

Em tese, como o eleitorado de baixa renda e escolaridade é mais afinado com Lula, a abstenção tenderia a prejudicar mais o candidato petista. Isso influenciou, por exemplo, a Rede Sustentabilidade a acionar o Supremo Tribunal federal (STF) para possibilitar que prefeitos liberassem gratuitamente o transporte público no próximo dia 30.

“O impacto econômico de ir e voltar à seção eleitoral, para os eleitores de mais baixa renda, pesa no orçamento familiar. Essa liberação é importante e há impacto, em tese, positiva para Lula. Tanto que foi Randolfe Rodrigues (Rede-AP), coordenador da campanha petista, que entrou com essa ação no Supremo”, explica o cientista político André César.

Do outro lado, o bolsonarismo seguirá explorando o anti-petismo. “A campanha do medo é uma estratégia que está se mostrando eficiente. ‘Eles vão voltar, então vá votar para que eles não voltem’. Esse discurso é muito eficaz e estimula o eleitor, inclusive o indeciso, a ir às urnas”, aponta César.

Mas, para além disso, há aspectos que devem ser avaliados, entre elas o desenho regional da distribuição do eleitorado. No primeiro turno, a maior taxa de abstenção foi na Região Sudeste, que reúne os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro): 21,96%. O vencedor no Sudeste foi Bolsonaro, com 47% contra 42% de Lula. No segundo turno, mesmo com as prováveis oscilações, uma abstenção alta tende a prejudicar mais o presidente em um momento em que ele precisa somar o maior número de votos para tirar a diferença diante de Lula.

Já o Nordeste registrou a segunda menor taxa de abstenção do primeiro turno: 19,52%. Por isso, Lula dedicou boa parte de sua agenda de campanha neste segundo turno para reforçar sua liderança entre os nordestinos, em que bateu o adversário por 67% a 27%. Se a região seguir a tendência de 2018, que registrou leve alta da taxa entre um turno e outro, o ex-presidente mantém a vantagem.

Esse é o mesmo trunfo de Bolsonaro na Região Sul, que historicamente registra os menores percentuais de ausência. No primeiro turno, 19,34% dos eleitores de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não compareceram. A região é reduto bolsonarista, que deu ao presidente sua vitória mais expressiva: 54,6% a 36,8%.

Polarização

Os números do primeiro turno também ajudam a responder uma dúvida que motivou debates entre especialistas: uma eleição tão polarizada quanto esta tem força para atrair mais eleitores às urnas, dado o grau de engajamento das pessoas para um lado ou para o outro? A resposta, com base nos resultados do TSE, é não.

Apesar da disputa que divide o país, provoca brigas em família e algumas tragédias decorrentes da intolerância, a abstenção segue em alta. Para comparar com outra eleição apertada, a de 2014, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) — quando a então presidente conquistou a reeleição por uma diferença de apenas 3,5 milhões de votos —, a abstenção no segundo turno ficou em 21,1%.

Para o cientista político e diretor-geral do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas, os dois candidatos estão numa briga que vai além da escolha do eleitor. “Não é só uma disputa por voto, é uma disputa por intensidade, por uma capacidade extraordinária de mobilização”, observa.

Dantas destaca que as intenções de voto estão proporcionais às taxas de rejeição dos candidatos. “Significa dizer que o eleitorado rejeita na mesma força que aprova. Em 2014, na véspera do segundo turno, Dilma tinha 52 pontos no Datafolha e Aécio, 48. E foi rigorosamente o que saiu da urna — a gente tinha a rejeição de Aecio em 42 e da Dilma em 38. Ou seja, essa é uma eleição para além da intenção. A gente está espelhando isso em rejeição”, salienta.

No primeiro turno do pleito, a abstenção registrada foi sutilmente maior do que a de 2018. “A gente precisa considerar essa história de justificar voto por aplicativo. Talvez se tenha tirado de circulação gente que invalida o voto. Não se pode desprezar o fato de que a gente diminuiu pela metade, este ano, o número de votos brancos e nulos em relação a 2018. Claro que a polarização influencia, mas, talvez, a diminuição do voto branco e nulo não seja só por causa de uma eleição acirrada, mas, também, por uma questão de um eleitor falar: ‘Poxa vida, pra ir até lá para votar branco e nulo, prefiro fazer aqui pelo aplicativo'”, destaca Dantas.

Independentemente do cenário atual, historicamente o segundo turno tende a registrar maior desmobilização do eleitorado. “Vários estados não têm pleito para governador e já houve a definição dos deputados. Como são mais de 10 estados onde não haverá segundo turno, há uma desmobilização natural dos eleitores. E, aí, as duas campanhas presidenciais tem que se mobilizar para levar o eleitor às urnas”, observa André César.

Três fatores que levam à ausência

No próximo domingo, três fatores podem ser apontados como de maior impacto na taxa de abstenção, para mais ou para menos. A gratuidade do transporte urbano autorizada na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pode ajudar a reduzir os índices de ausência, mas a eventualidade de um evento meteorológico adverso e o ponto facultativo no funcionalismo que precede o final de semana — 28 de outubro é Dia do Servidor — podem afastar o eleitor das urnas.

Para quem precisa de transporte público, votar costuma ser mais caro do que não votar. A multa imposta pela Justiça Eleitoral a quem não comparece às eleições custa apenas R$ 3,50, bem menos que a passagem ida e volta na maioria das cidades do país.

O senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), que esteve em Brasília para acompanhar os debates no STF sobre a gratuidade no dia da eleição, disse que o objetivo da medida “é que não haja obstáculo econômico ao exercício do direito ao voto”. Segundo ele, foram observadas “diferenças no comparecimento no primeiro turno comparando cidades em que houve transporte gratuito e cidades que não houve”. A decisão de liberar as catracas dos ônibus no próximo domingo é dos prefeitos (no transporte municipal) e dos governadores (nas linhas intermunicipais).

No Distrito Federal, a decisão ainda não foi tomada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), apesar de ter recebido pedido nesse sentido do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Roberval Belinati.

Meteorologia

Os analistas de cenários eleitorais também costumam olhar para os boletins meteorológicos. Fenômenos naturais como tempestades, enchentes e vendavais nos dias imediatamente anteriores ao pleito impactam a presença do eleitor nas seções eleitorais. Mas, como seus efeitos são limitados à área de ocorrência do fenômeno, há pouca influência em uma eleição de nacional. Os mais pobres costumam ser os mais afetados em caso de eventos naturais extremos.

Há, ainda, o feriado do Dia do Servidor Público, na próxima sexta-feira. Segundo analistas eleitorais, este, sim, é um fator que pode aumentar a taxa de abstenção em todo o país. Afinal, são cerca de 12 milhões de funcionários públicos municipais, estaduais e federais —incluindo militares e servidores de estatais. A expectativa é que uma parte dessas pessoas aproveite a folga para emendar com o fim de semana de segundo turno.

Para evitar o não comparecimento às urnas, alguns estados adiaram o feriado. Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul empurraram o Dia do Servidor Público para 14 de novembro, junto com o da Proclamação da República.

Minas Gerais e Maranhão preferiram adiar a folga para a segunda-feira seguinte ao segundo turno — e ainda decretaram ponto facultativo em 1º de novembro, véspera do feriado de Finados. Somando tudo, serão cinco dias de folga.

O Judiciário decidiu seguir o mesmo caminho e vai dar os cinco dias de descanso aos seus servidores.

Correio Brasiliense

O veredicto de Valdemar Costa Neto sobre quem ganhará a eleição

ELEIÇÕES 2º TURNO

Presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto não está tão certo da reeleição do presidente

Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto
Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Valdemar Costa Neto não está mais tão certo de que Jair Bolsonaro sairá vencedor no próximo domingo. O chefão do PL acha que tanto o presidente quanto Lula podem ganhar, mas, seja qual for o resultado, será apertado.

A falta de certeza tem respaldo. A maioria das pesquisas mostra a vitória de Lula, e o tracking interno do PL está indicando Bolsonaro à frente de Lula, mas em empate técnico.

Não que o resultado vá mudar muito a vida de Valdemar. Ganhe Lula ou Bolsonaro, o PL seguirá com 99 deputados em sua bancada na Câmara — e Valdemar com quase R$ 1 bilhão de fundo eleitoral em 2026.

Guilherme Amado / Metrópoles

 

Última semana para o 2º turno começa sob sombra da prisão de Roberto Jefferson

ELEIÇÕES 2022

A prisão indica que Jefferson está sozinho na forma, mas não no conteúdo. O confronto entre os aliados de Bolsonaro e o Poder Judiciário não terminará tão cedo, seja qual for o resultado da eleição, daqui a sete dias

Jair Bolsonaro (PL) tomou um susto ao saber que o ex-deputado havia ferido policiais - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
Jair Bolsonaro (PL) tomou um susto ao saber que o ex-deputado havia ferido policiais – (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

O ex-deputado Roberto Jefferson recebeu à bala, ontem, os policiais federais que foram à casa dele, em Comendador Levy Gasparian, na Região Serrana fluminense, cumprir mandado de prisão preventiva expedida, na noite de sábado, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — relator do processo das milícias digitais, pelo qual Jefferson cumpria prisão domiciliar, proibido de se manifestar nas redes sociais e conceder entrevistas. Na noite de sexta-feira, porém, o dirigente do PTB descumpriu as determinações e divulgou um vídeo com ofensas à ministra Cármen Lúcia, também do STF.

Esse descumprimento e outros episódios citados na decisão de Moraes levaram à ordem que quatro policiais tentaram cumprir — dois deles, Karina Oliveira e Marcelo Vilella, foram feridos pela reação de Jefferson, que se entregou no início da noite, depois de ser informado que se rendia ou a casa seria invadida.

Os policiais bateram de manhã no portão do ex-deputado. Ao tocar o interfone, Jefferson advertiu-os que não se entregaria. No vídeo que o próprio Jefferson divulgou (veja a integra no site do Correio), ele diz “houve troca de tiros” e que não aceitaria mais uma prisão que considerava ilegal. Ele e os bolsonaristas condenam o inquérito das milícias digitais, em que o próprio STF é quem comanda a investigação e o julgamento. Receber os policiais à bala reduziu a zero as chances de qualquer negociação com Jefferson.

Jair Bolsonaro (PL) tomou um susto ao saber que o ex-deputado havia ferido policiais. A equipe de campanha já havia sugerido que mantivesse distância do aliado que chamou Cármen Lúcia de prostituta, mas os tiros contra policiais fizeram o índice de radiação de Jefferson explodir. A ordem do presidente, que parou parte da agenda de campanha em São Paulo para tratar do assunto, era de que o ex-aliado tinha que estar preso até o final do dia. Padre Kelmon, hoje muito próximo de Bolsonaro, foi chamado e convenceu o petebista a entregar sua arma — um fuzil.

Sem negociação

O ministro da Justiça, Anderson Torres, foi ao Rio de Janeiro não para negociar com Jefferson, mas para avisar ao aliado de Bolsonaro que, depois de ferir os agentes, não haveria negociação. Se entregava ou a PF invadiria a casa para prendê-lo. No twitter, o ministro escreveu: “Momento de tensão, que deve ser conduzido com muito cuidado. Ministério da Justiça está todo empenhado em apaziguar essa crise, com brevidade, e da melhor forma possível”. O governo avaliou que a ida de Torres ao Rio ajudou a “evitar um mal maior” — que Jefferson fosse morto ou ferisse ou matasse alguém.

Torres manteve Bolsonaro informado. Enquanto a tevê divulgava imagens de Jefferson saindo no camburão da PF, o presidente publicou um vídeo dizendo que “o tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido” e prontamente se solidarizou com os policiais feridos. Escorregou, porém, num detalhe, ao dizer que havia “determinado” a prisão do ex-deputado — quem determinou a prisão foi o ministro Alexandre de Moraes.

A equipe de Bolsonaro, porém, considera que isso foi apenas um detalhe e que, com a fala, o presidente manteve o apoio dos policiais, que desde cedo estavam mobilizados, na cobrança de punição ao atentado sofrido pelos profissionais. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) divulgou nota salientando que “a reação violenta contra policiais é um atentado contra o próprio Estado e uma ofensa incomensurável à ordem jurídica”.

Já a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) também divulgou nota, classificando como “inaceitável qualquer tipo de violência contra policiais federais, em especial no cumprimento do dever legal estabelecido pela Constituição Federal”.

A campanha analisa que o fato de Jefferson ser um aliado do presidente e terminar o dia na cadeia depois de atirar em policiais, transformou o limão em limonada, a uma semana da eleição. A avaliação é de que a prisão não deixou margem para uso desse fato pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também se solidarizou com os profissionais feridos.

A uma semana da eleição, os aliados de Bolsonaro consideram que o presidente pulou essa fogueira e deu aos apoiadores dois discursos para usar nesta reta final: 1º) de o que o governo não transige com o cumprimento da lei, por isso, prendeu Jefferson; e 2º) o discurso da “liberdade”, que será fartamente usado nas próximas horas.

Os bolsonaristas nunca aceitaram o inquérito das milícias digitais, tanto que, no primeiro tuíte sobre o confronto de Jefferson com os agentes da PF, Bolsonaro criticou a ação. “Repudio as falas do sr. Roberto Jefferson contra a ministra Cármen Lúcia e sua ação armada contra agentes da PF, bem como a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP (Ministério Público).”

Jefferson sempre foi um personagem polêmico. Ele se aliou a Bolsonaro desde que virou anti-petista, nos anos 2000. Em 2004, aliado do governo Lula, foi o pivô do escândalo do mensalão e chegou a dizer ao ex-ministro José Dirceu que “vossa excelência desperta em mim os instintos mais primitivos”. Esses instintos se voltaram aos ministros do Supremo.

A prisão indica que Jefferson está sozinho na forma, mas não no conteúdo. O confronto entre os aliados de Bolsonaro e o Poder Judiciário não terminará tão cedo, seja qual for o resultado da eleição, daqui a sete dias.

Correio Brasiliense

Jefferson é levado a presídio após atacar policiais a tiros e granadas

VOLTA À PRISÃO 

Depois de atirar e jogar granadas contra agentes da PF e resistir por oito horas, ex-deputado se entrega e chega ao presídio de Benfica

Ex-deputado Roberto Jefferson
Foto: Reprodução/Twitter

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) chegou ao presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, após um domingo (23/10) tenso, em que ele chegou a atirar e jogar granadas contra agentes da Polícia Federal (PF), na cidade de Levy Gasparian (RJ). Jefferson chegou à prisão no início da madrugada desta segunda (24/10).

A PF conseguiu prender o político às 19h de domingo, depois de ele resistir por oito horas dentro de casa. Do interior do Rio, ele foi levado para a Superintendência do órgão na capital, antes de seguir para Benfica, na Zona Norte da cidade. Existe a possibilidade de Jefferson ir para o presídio de Bangu, onde esteve no ano passado.

Jefferson cumpria prisão domiciliar em Levy Gasparian, após ser preso em Bangu, em 2021, dentro do inquérito que investiga atos de “organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito”. Por ter descumprido diversas medidas, como receber visitas, usar redes sociais, continuar compartilhando fake news e seguir atacando o STF e seus integrantes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a volta dele à prisão.

Governo aposta em PEC da taxação de lucros para garantir Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023

ECONOMIA

Segundo o ministro Paulo Guedes, a proposta deve ser apresentada ao Congresso logo após o segundo turno das eleições

Parcela de R$ 600 deverá ser mantida com PEC que libera taxação de lucros e dividendos
Parcela de R$ 600 deverá ser mantida com PEC que libera taxação de lucros e dividendos KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O governo federal aposta na aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre taxação de lucros e dividendos ainda neste ano para garantir o Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a proposta já está “combinada politicamente” e deve ser apresentada ao Congresso Nacional logo após o segundo turno das eleições, marcado para o próximo dia 30.

A proposta do Orçamento de 2023 enviada pelo governo não incluiu previsão de aumento para o Auxílio Brasil. No texto, a parcela média do programa de transferência de renda é de R$ 405, abaixo dos R$ 600 pagos atualmente.

O valor atual, que começou a ser repassado em agosto, foi aprovado pelo Congresso na PEC que concedeu benefícios, em meio ao período eleitoral, até dezembro deste ano.

A medida autorizou gasto de R$ 41,2 bilhões para aumentar o valor de R$ 400 para R$ 600 e o número de beneficiários para 21 milhões do Auxílio Brasil, além de conceder auxílio financeiro a caminhoneiros e taxistas e ampliar o valor do Auxílio Gás. Todos os benefícios com validade até o fim deste ano.

Mas o governo promete negociar com o Congresso para manter os R$ 600,00. De acordo com Guedes, os ajustes fiscais necessários para garantir os recursos passam pela introdução da tributação de lucros e dividendos no Imposto de Renda. Atualmente, esse tipo de rendimento é isento de IR. O Brasil é um dos poucos países do mundo que não tributa a renda auferida pelas pessoas físicas com o lucro empresarial.

“A PEC que está combinada de sair é uma: é a taxação de lucros e dividendos para garantir transferência de renda para mais frágeis”, disse Guedes após evento na última quinta-feira (20). “A PEC que está pronta e acertada politicamente é essa. Está certo, prometido e pronto.”

Projeto de reforma do Imposto de Renda, aprovado pela Câmara em setembro de 2021, e que está parado no Senado, prevê alíquota de tributação para lucros de dividendos de 15%.

Essa nova receita será “bastante acima”, disse o ministro, dos novos gastos previstos para 2023. Nas contas de Guedes, são R$ 69 bilhões em novas receitas contra R$ 52 bilhões de despesas. O ministro não especificou quais novos gastos estão incluídos no segundo valor, se há alguma outra despesa além da manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 ao mês.

O orçamento do Auxílio Brasil para 2023 é de R$ 105,7 bilhões, que é superior em R$ 16,7 bilhões ao que foi reservado para o programa neste ano. Com a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, desde novembro do ano passado, o programa foi ampliado e superou 21 milhões de famílias em outrubro deste ano, com repasse de R$ 12,8 bilhões em um único mês.

R7

Alexandre de Moraes parabeniza trabalho da PF após prisão de Jefferson

NOTÍCIAS 

O ex-parlamentar foi preso em flagrante com um mandado por tentativa de homicídio contra os agentes feridos em troca de tiros

O ministro Alexandre de Moraes comentou a prisão neste domingo
O ministro Alexandre de Moraes comentou a prisão neste domingo ALEJANDRO ZAMBRANA/SECOM/TSE.

Após a prisão do ex-deputado federal Roberto Jefferson, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parabenizou o trabalho da Polícia Federal (PF) e repudiou a agressão sofrida pelos servidores feridos pelo ex-parlamentar.

“Parabéns pelo competente e profissional trabalho da Polícia Federal, orgulho de todos nós brasileiros e brasileiras. Inadmissível qualquer agressão contra os policiais”, escreveu Moraes, nas redes sociais. Ele ainda prestou solidariedade aos policiais feridos após Jefferson trocar tiros e jogar granadas contra servidores da corporação. 

Na manhã deste domingo (23), a PF foi à casa do ex-deputado no município de Comendador Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, para cumprir uma ordem de prisão preventiva contra Jefferson, que reagiu à ação policial. O ex-parlamentar só foi preso à noite.

Jefferson foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Moraes. O ex-deputado cumpria prisão domiciliar devido a uma série de ataques e ofensas nas redes sociais ao STF e aos ministros do Supremo. Por desrespeitar medidas cautelares, Moraes determinou a revogação da prisão domiciliar e ordenou que o ex-deputado fosse preso de forma preventiva.

Depois do ataque contra os policiais, Moraes renovou o mandado de prisão e mandou que a Polícia Federal prendesse o ex-parlamentar em flagrante por dupla tentativa de homicídio. Além do episódio deste domingo, Jefferson é suspeito de chefiar uma organização criminosa com a finalidade de atentar contra a democracia e os poderes Legislativo e Judiciário.

R7

Após resistir a prisão e trocar tiros com a PF, Roberto Jefferson se entrega

SE ENTREGOU 

Nesta manhã, ex-deputado desrespeitou ordem de prisão e feriu dois agentes da PF

O ex-deputado federal Roberto Jefferson
O ex-deputado federal Roberto Jefferson- Foto:  VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente de honra do PTB, se entregou à Polícia Federal no início da noite deste domingo (23). Desde o início do dia, a PF tentava prendê-lo, mas Jefferson resistiu à ação policial, trocou tiros com funcionários da corporação, jogou granadas contra os policiais e feriu dois agentes.

Jefferson foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado cumpria prisão domiciliar devido a uma série de ataques e ofensas nas redes sociais ao STF e aos ministros do Supremo. Ele é suspeito de chefiar uma organização criminosa com a finalidade de atentar contra a democracia e os poderes Legislativo e Judiciário.

No entanto, Jefferson desrespeitou medidas cautelares estabelecidas por Moraes para que pudesse ficar preso em casa, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de dar entrevistas e de usar redes sociais.

Em um vídeo publicado na internet, o ex-deputado xingou a ministra Cármen Lúcia, também do STF. “Fui rever o voto da bruxa de Blair, a Cármen Lúcifer, na censura prévia à Jovem Pan. Olhei de novo, não dá pra acreditar. Lembra mesmo aquelas prostitutas”, disse Jefferson, na gravação.

Dessa forma, Moraes determinou a revogação da prisão domiciliar e ordenou que o ex-deputado fosse preso de forma preventiva. Como Jefferson resistiu à ordem, o ministro renovou o mandado de prisão e mandou que a Polícia Federal o prendesse em flagrante por dupla tentativa de homicídio.

R7

Twitter e Instagram suspendem contas da filha de Roberto Jefferson

DURANTE TROCA DE TIROS

Cristiane Brasil (PTB) divulgou vídeos de petebista trocando tiros com a polícia. Na publicação, ela afirmou que o ministro Alexandre de Moraes iria “matar” seu pai

O Twitter se manifestou afirmando que a conta
O Twitter se manifestou afirmando que a conta “está retida em cumprimento a uma ordem judicial” – (crédito: LUIS MACEDO)

Os perfis da ex-deputada federal e filha do ex-deputado Roberto Jefferson, Cristiane Brasil (PTB) saíram do ar na tarde deste domingo (23/10). Ela foi a responsável por divulgar os vídeos do político resistindo à prisão e atacando os agentes da Polícia Federal. Agora, as contas do Twitter e do Instagram aparecem suspensas.

O Twitter se manifestou afirmando que a conta “está retida em cumprimento a uma ordem judicial”. O Instagram ainda não se pronunciou sobre o caso. Antes de ter a conta suspensa, Cristiane Brasil tinha divulgado vídeos de Jefferson resistindo à prisão e disse “Xandão vai matar meu pai hoje” — em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — e diz, ainda que se trata de uma “milícia” do magistrado.

Moraes revogou a prisão domiciliar de Roberto Jefferson após “notórios e públicos descumprimentos” de decisões judiciais. Na última sexta-feira (21/10), o ex-deputado gravou um vídeo atacando a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, além de diversos xingamentos, chegou a comparar a magistrada a uma “prostituta”.

Na manhã deste domingo (23/10), Jefferson trocou tiros com a polícia ao resistir o cumprimento da ordem judicial Ele afirmou que não iria se entregar e, depois, exibiu a viatura da PF repleta de marcas de disparos de arma de fogo. Dois agentes ficaram feridos com estilhaços e há suspeitas de que o ex-deputado teria atirado, inclusive, uma granada.

Correio Brasiliense