Atraso nas emendas gera novo atrito entre Raquel Lyra e Alepe

CRISE

Atraso no pagamento das emendas impositivas resultou em nova crise entre deputados estaduais e a governadora Raquel Lyra (PSDB)
Atraso no pagamento das emendas impositivas resultou em nova crise entre deputados estaduais e a governadora Raquel Lyra (PSDB) – Guga Matos/JC Imagem

Deputados enviaram pedido de informação para o governo do Estado na última segunda-feira (6), cobrando o pagamento de emendas impositivas

Por Rodrigo Fernandes, Pedro Beija/JC

O atraso nos pagamentos de emendas impositivas parlamentares gerou novo atrito entre a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a governadora Raquel Lyra (PSDB). O prazo máximo previsto para o pagamento das emendas expirou no último dia 30 de dezembro, resultando em uma insatisfação de vários deputados, que, em reunião realizada na última segunda-feira (6), cobraram publicamente o Executivo.

A reunião, convocada pelo presidente da Alepe, o deputado Álvaro Porto (PSDB), contou com a presença de 22 deputados, que decidiram enviar um pedido de informações ao governo do Estado, cobrando explicações sobre o não pagamento das emendas. Os parlamentares também formalizaram um pedido de abertura de auditoria especial ao Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE).

“2025 será turbulento entre Legislativo e Executivo”, diz líder da oposição

O deputado estadual Diogo Moraes (PSB), líder da oposição na Alepe, em contato com o Jornal do Commercio, disse que não houve aceno por parte do governo do Estado ou da base governista após a reunião ocorrida na última segunda-feira entre os parlamentares para discutir o atraso na execução das emendas parlamentares.

Segundo o parlamentar, o impasse relacionado às emendas de 2024 já preocupa também a execução dos R$ 300 milhões previstos no orçamento para as emendas de 2025.

“Se ela [a governadora] não fechou as emendas de 2024, vamos entrar em 2025 com uma novela. Ela vai correr para pagar mais esses R$ 300 milhões? Ela tem um pepino de R$ 450 milhões para resolver ao longo do ano”, refletiu.

Moraes também questionou a justificativa dada pela governadora de que não repassou as emendas no final do ano por questões burocráticas.

“Falou isso quando o prazo exauriu. Chegou o prazo e foi dando desculpas, colocando culpa nas instituições e nas prefeituras. Se ela tem uma máquina pública do tamanho de Pernambuco e não tem capacidade para operacionalizar emendas parlamentares, como vai operar os bilhões que o governo tem?”, disparou.

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