Adolescente de 17 anos diz à PF em depoimento que invadiu conta de Janja em rede social

INVASÃO

Hacker de 17 anos que invadiu perfil de Janja é ouvido pela PF
Hacker de 17 anos que invadiu perfil de Janja é ouvido pela PF – Foto/Reprodução

Alvo de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal nesta quinta-feira (14), um adolescente de 17 anos afirmou à Polícia Federal que foi o autor da invasão da conta da primeira-dama, Janja Lula da Silva, na rede social X (antigo Twitter).

Além dele, um homem de 25 anos, residente em Minas Gerais, foi alvo de uma operação conduzida pela PF pelo mesmo motivo, ainda na terça-feira (12). Ambos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático e difamação.

O depoimento é mantido em sigilo e foi colhido na manhã desta quinta, em Brasília. Segundo apurou a GloboNews, dois mandados foram cumpridos, um na casa da mãe do adolescente, em Sobradinho (DF), e outro na casa do padrasto em Santa Maria (DF).

Durante as buscas, o menor de idade já tinha afirmado aos policiais que tinha hackeado o perfil de Janja. A afirmação foi repetida no depoimento formal à PF, horas depois.

O depoimento dele não serve de prova isoladamente, mas será considerado no conjunto geral da investigação, junto com outras provas, aí sim, pode corroborar elementos que os investigadores já tenham reunido.

O perfil da primeira-dama no X foi invadido por volta das 21h30 da última segunda-feira (11). De posse da conta, o hacker fez publicações ofensivas contra Janja, o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Pouco tempo após a invasão, a conta foi bloqueada a pedido da Polícia Federal, segundo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos.

Relembre o ataque

A conta foi hackeada na noite da segunda-feira (11) e foi bloqueada a pedido da corporação. Entre as publicações falsas, mensagens de cunho sexual e frases como “Eu apoio o mensalão” e “Alexandre de Moraes é bandido”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

*Por Camila Bomfim/G1

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