BC lança Pix por aproximação a partir da carteira digital do Google; veja como vai funcionar

FINANÇAS

Banco Central já aprovou regras para regulamentação do PIX por aproximação no Brasil
Banco Central já aprovou regras para regulamentação do PIX por aproximação no Brasil Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Recurso será habilitado para clientes e maquininhas do Itaú, C6 e PicPay; a partir de fevereiro, todos os brasileiros devem ter acesso à modalidade

Por Agência O Globo

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, participou nesta segunda-feira do lançamento do “Pix por aproximação” para os usuários da carteira digital do Google, em São Paulo. Com o sistema, os consumidores vão poder realizar pagamentos com o celular — como faz com cartões — usando o sistema de pagamentos instantâneos do BC.

A funcionalidade ficará disponível a partir do Google Pay, solução de iniciação de pagamentos que agrega as informações de instituições financeiras e as disponibiliza no momento da compra, seja virtual ou física. Nesse momento, clientes do C6 Bank e do PicPay podem utilizar o recurso a partir do Google. Nas próximas semanas, ele será habilitado também para quem tem contas no Itaú.

A previsão da autoridade monetária é que o recurso esteja disponível para toda a população em fevereiro de 2025, quando todas as instituições financeiras credenciadas deverão oferecer o serviço por meio dos chamados iniciadores de pagamento. Os testes com demais instituições de pagamento terão início no próximo dia 14.

Com a nova função, o Banco Central espera que consumidores que hoje optam pelo pagamento por cartão, pela facilidade do processo, passem a escolher a opção do Pix. Segundo Campos Neto, uma pesquisa interna do BC, que ainda será divulgada, mostrou que cerca de 30% dos brasileiros que usam mais o cartão do que o Pix fazem essa opção pela agilidade, o que deve mudar com o lançamento do recurso:

— Isso a gente já tinha em intuição, mas não tinha em números: muita gente não usa o Pix porque tem preguiça de entrar no aplicativo, digitar o número e logar. Então, muitos preferem o cartão de crédito porque você pode só aproximar — afirmou o presidente do BC, em mesa ao lado do presidente do Google Brasil, Fábio Coelho — Diante desses números, a gente pensou que se a gente tiver a aproximação por Pix, as pessoas não tem esse motivo de usar o cartão só pela aproximação.

As regras para o Pix por aproximação foram aprovadas pelo BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) em julho, mas as discussões do Google com o mercado e autoridade monetária começaram em agosto do ano passado.

Para fazer o Pix por Aproximação pela Carteira do Google, os usuários vão precisar vincular suas contas à ferramenta. A partir disso, ao fazer um pagamento, o consumidor só vai precisar desbloquear o celular, aproximar o aparelho e seguir os passos do pagamento Pix pela Carteira. A ferramenta, por enquanto, só irá funcionar para aparelhos Android.

Para que o usuário use o recurso, o lojista terá que optar, na maquininha, pela opção de pagamento por Pix. O código QR, então, vai aparecer na tela da maquininha. O consumidor então terá que ativar o Google Pay que irá fornecer as opções de bancos cadastrado pelo usuário

O recurso vai funcionar para os aparelhos que tenham o NFC, que é tecnologia que permite a troca de informações entre os celulares e as máquinas de pagamento. Segundo Campos Neto, o BC trabalha para que o NFC seja o padrão no mercado:

— Tem muita pergunta sobre se o Banco Central vai padronizar a parte do NFC. A gente entende que é muito preocupante ter um mercado que é muito fragmentado, onde as coisas não se comunicam. Vamos entrar em um processo de padronização do NFC e todos vão se enquadrar nesse modelo.

Além das instituições parceiras do Google, outros bancos têm testado o recurso. O Banco do Brasil, por exemplo, tem essa opção disponível em fase piloto para parte dos correntistas, em parceria com a Cielo.

A agenda do Banco Central para o Pix ainda inclui a criação de uma modalidade internacional, uma plataforma centralizada que vai agregar diferentes recursos do sistema de pagamento e o “Pix garantido”, que permitirá o parcelamento de compras.

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