Busca por imóveis do Minha Casa, Minha Vida dobra com novas regras

HABITAÇÃO

Moradias do Minha Casa, Minha Vida em Viamão, no Rio Grande do Sul
Novas regras do Minha Casa, Minha Vida impulsionaram buscas – Foto/Divulgação

Simulador habitacional da Caixa teve 6,2 milhões de buscas por imóveis do programa desde o início de julho.

A Caixa registrou, em julho, um aumento de 109,7% nas buscas por imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Elas representaram 70% (6,2 milhões) do total de 8,8 milhões de buscas realizadas no simulador habitacional do banco no período.

Segundo a Caixa, o perfil dos interessados em adquirir um imóvel popular é jovem: 47,43% têm de 25 a 35 anos. A maioria das simulações (40,3%) são para imóveis com valores de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Buscas por casas ou apartamentos na faixa de R$ 100 mil a R$ 150 mil ocupam a 2ª colocação, com 16%.

Segundo a presidente da Caixa, Rita Serrano, o aumento no último mês se deu devido a uma “demanda reprimida” na habitação social no governo anterior. Os dados demonstram, na avaliação de Serrano, que as novas condições do programa favorecem a ampliação do crédito no setor imobiliário.

“Como principal agente financeiro do programa, a Caixa segue empenhada em ajudar os brasileiros e brasileiras na realização do sonho da casa própria. O aumento da faixa de renda e a redução dos juros são fatores que ampliam a perspectiva de compra de um imóvel, principalmente para o público mais jovem”, disse Serrano, em comunicado à imprensa.

A Caixa também registrou aumento na procura pelo App Habitação – aplicativo do banco onde é possível simular e solicitar crédito imobiliário. O número de downloads foi de 130 mil – 50,8% maior que a média mensal de 92.000 downloads no restante do ano.

Minha Casa, Minha Vida

Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a MP que recriou o programa Minha Casa, Minha Vida. O principal programa habitacional do país havia sido rebatizado de Casa Verde e Amarela durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Com o retorno do programa, o governo também estipulou novas regras, como a permissão para locação social, o atendimento de famílias em áreas rurais com renda bruta anual de até R$ 96.000 e o retorno da faixa 1 – renda bruta familiar até R$ 2.640 na modalidade urbana e de até R$ 31.680 na modalidade rural.

O governo estabeleceu a meta de contratar 2 milhões de moradias para o programa até 31 de dezembro de 2026. *As Informações são do Poder 360.

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