Serra Talhada: Márcia Conrado e o deputado federal Fernando Monteiro anunciam entrega de 902 casas no Residencial Vanete Almeida para o dia 16 de janeiro

HABILITAÇÃO 

Fotos: Secom Serra Talhada

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o deputado federal Fernando Monteiro anunciaram que, na próxima sexta-feira, dia 16 de janeiro, 902 famílias do município irão receber as chaves da casa própria no Residencial Vanete Almeida, o maior empreendimento habitacional da história da cidade. A cerimônia contará com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.

Essa conquista representa uma luta coletiva e incansável para garantir moradia digna ao nosso povo. Desde o início, trabalhamos com responsabilidade e compromisso, fortalecendo parcerias com o presidente Lula e com o deputado Fernando Monteiro, porque entendemos que casa própria é dignidade, é segurança e é transformação de vidas”, destacou a prefeita Márcia Conrado.

Para o deputado federal Fernando Monteiro, “o Vanete Almeida é um projeto pensado para garantir dignidade, com assistência social, educação e saúde próximas das famílias. Esse é o resultado de um trabalho conjunto, de parcerias firmes com a prefeitura e com o governo federal, para transformar a realidade de quem mais precisa e assegurar um futuro melhor para Serra Talhada”.

Além das unidades habitacionais, o Residencial Vanete Almeida foi planejado para oferecer uma estrutura completa de serviços públicos. O local já conta com um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) que será inaugurado em breve. A escola do residencial está com 50% da área construída e terá capacidade para 12 salas de aula, enquanto a creche está prestes a receber a ordem de serviço para o início das obras. Já a Unidade Básica de Saúde (UBS) encontra-se em fase de licitação.

Minha Casa, Minha Vida: Municípios selecionados têm até 3 de outubro para cadastrar propostas

HABITAÇÃO

Publicação do Diário Oficial da União desta segunda-feira, 29 de setembro, traz um novo prazo para os gestores municipais cadastrarem as propostas na plataforma Transferegov. Segundo a Portaria 1.130/2025, os Municípios selecionados para a modalidade do programa Minha Casa, Minha Vida voltada a localidades com até 50 mil habitantes FNHIS têm até o dia 3 de outubro para enviarem as informações.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) consultou a Caixa Econômica Federal e obteve orientações detalhadas sobre os  procedimentos de cadastramento. Para realizar o cadastramento, é necessário acessar a plataforma com login e senha e selecionar o código do programa 5600020250030.

Para conferir se seu Município foi contemplado, basta acessar a Portaria 892/2025. As equipes dos 2.726 Municípios selecionados devem estar atentas aos critérios exigidos quanto à área destinada à construção das unidades habitacionais, que devem ser corretamente informadas.

Em caso de dúvida, os gestores podem consultar o Kit FNHIS, que tem como objetivo otimizar o uso dos recursos locais na estruturação dos projetos de engenharia e arquitetura na fase de contratação, seu uso não é obrigatório pelos Municípios.

Da Agência CNM de Notícias

Por falta de recursos, Caixa reduz limite para financiamento de imóveis

ECONOMIA

O banco informou que, pelas novas regras, só vai financiar 70% do valor do imóvel, e não mais 80%, como antes, pelo Sistema de Amortização Constante (SAC)
O banco informou que, pelas novas regras, só vai financiar 70% do valor do imóvel, e não mais 80%, como antes, pelo Sistema de Amortização Constante (SAC) – Marcelo Camargo/Agência Brasil

As mudanças irão levar a uma redução do teto do valor financiável da casa própria, levando os mutuários a pagarem mais no ato de entrada da compra

Com a evasão de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a Caixa Econômica Federal está reduzindo o teto do valor disponibilizado para financiamento de imóveis até R$ 1,5 milhão. Com as mudanças anunciadas pelo maior operador de crédito imobiliário do País (cerca de 70% do mercado), os mutuários terão que desembolsar valores maiores para a compra da casa própria, a partir do dia 21 deste mês.

As mudanças irão levar a uma redução do teto do valor financiável da casa própria de 80% para 70%, que valerá tanto para imóveis residenciais (novos e usados) quanto para comerciais. Os clientes também só poderão ter apenas um financiamento imobiliário ativo com o banco.

O banco informou que, pelas novas regras, só vai financiar 70% do valor do imóvel, e não mais 80%, como antes, pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Já pela Tabela Price, só vai financiar 50% do valor, antes era 70%. Com menos crédito, a entrada passa a 30% do valor do imóvel, no caso do SAC, e chega a até metade do valor da compra, no caso da Tabela Price

Crédito liberado para o Minha Casa Minha Vida em Pernambuco soma cerca de R$ 4 bilhões

HABITAÇÃO

Crédito liberado para o Minha Casa Minha Vida no Estado soma cerca de R$ 4 bilhões
Foto/Julia Rocha

O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (10), na sede da ADEMI-PE, no bairro do Espinheiro

O volume de liberação de crédito pela Caixa Econômica Federal destinado ao Programa Minha Casa Minha Vida em Pernambuco, até agosto deste ano, foi de R$ 4,41 bilhões.

Do montante, os recursos utilizados foram provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); com R$ 2,87 bilhões, e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), da Caixa; com R$ 1,51 bilhão. Nas faixas advindas do FGTS, o município de Paulista liderava o ranking, com R$ 422 milhões. Das 5 cidades que se destacaram no SBPE, Recife ocupava o topo, com 766 milhões.

Os dados foram apresentados na sede da ADEMI-PE nesta terça-feira (10). Na ocasião, estiveram presentes Marcelo Maia, superintendente regional de habitação da Caixa Econômica Federal, e João Victor, representante do setor executivo de habitação da instituição, assim como o presidente da ADEMI-PE, Rafael Simões.

Por município

Com a Região Metropolitana concentrando as contratações no período, as cidades que lideraram na obtenção de crédito pelo facilitador foram Recife, com recebimento de R$ 1,1 bilhão até agosto; Paulista e Jaboatão, empatados com R$ 500 milhões cada; e Caruaru, com a marca de R$ 400 milhões destinados à habitação pela iniciativa.

Já o número de contratações, Recife também lidera, com 2,6 contratos firmados. Logo atrás, vêm Paulista, com 2,4 mil, Caruaru, com 1,9 mil e Jaboatão dos Guararapes, com 1,5 mil habitações viabilizadas pela ação governamental.

Tipos de imóvel e contratos

Da categoria dos imóveis que fazem parte do levantamento, 79,9% representavam construções novas e 20,1%, usadas. “O carro-chefe desse tipo de financiamento são os imóveis novos, então é um indicador muito positivo, porque ele mostra o estímulo e o avanço que a gente tem aqui no mercado de produção”, afirmou o superintendente regional da CEF.

Do total de pessoas que fecharam negócio dentro do programa até agosto, 74,8% se referiam a pessoa física e 25,2% a pessoa jurídica.

Elevação de tetos

Com isso, o clima da reunião foi de positividade, não só pelos números acumulados até o momento, mas também pela projeção esperada com as condições do Programa Morar Bem no Estado, que prevê subsídios de até R$ 20 mil para complementar o financiamento do programa federal.

“2024 foi um ano que a gente apresentou um crescimento no crédito imobiliário, especialmente, voltado para os imóveis e empreendimentos do Minha Casa Minha Vida, temos ainda 4 meses pela frente, mas com a expectativa de fechar o ano com muito acesso à moradia aqui no Estado de Pernambuco”, afirmou Marcelo Maia.

Na última semana, o Governo do Estado ampliou os valores dos imóveis contemplados pelo recurso, que agora são de até R$ 210 mil na Região Metropolitana do Recife (RMR) e de R$ 220 mil na capital pernambucana, colaborando ainda mais com a perspectiva otimista. Por Folha de Pernambuco.

Vídeo: Lula critica interrupção de programas sociais em governos anteriores

PROGRAMAS SOCIAIS

Rio de Janeiro (RJ) 30.06.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Programa Morar Carioca, no bairro de Santa Cruz. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Programa Morar Carioca, no bairro de Santa Cruz. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente participou de entrega de moradias populares no Rio

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou neste domingo (30) a interrupção de programas sociais e obras públicas em governos anteriores. Ao participar da cerimônia de entrega de moradias populares de um programa habitacional da prefeitura do Rio de Janeiro, Lula lembrou que criou o Minha Casa, Minha Vida em 2009 e terminou o segundo mandato (2010) com 1 milhão de pessoas inscritas.

“Nós já conseguimos fazer 7,8 milhões de casas”, disse o presidente, para em seguida criticar a condução do programa em governos passados.

“Lamentavelmente houve um período conturbado neste país, e gente teve um governo que esqueceu de fazer as coisas do povo e passou a contar mentira para esse povo. Encontrei, quando voltei, 87 mil casas que tinham sido começadas em 2011, 2012 e 2013, totalmente abandonadas”, lamentou, sem citar nomes de ex-presidentes.

Lula contou que, há poucos dias, fez a entrega de moradias populares em Fortaleza, que deveriam ter sido entregues em 2018. “Não teve um governo com a decência de respeitar o povo e entregar aquelas casas”, disse.

O presidente afirmou ainda que, ao assumir o terceiro mandado, retomou uma série de obras públicas interrompidas. “Só de escola, eram quase 6 mil obras paralisadas nesse país. Na saúde, quase 3 mil. Esse país foi abandonado porque governar não é mentir, não é falar, governar é fazer.”

Ele também criticou a queda pela metade no número de profissionais do programa Mais Médicos. “Nós chegamos a ter 23 mil médicos. Quando voltei para a Presidência da República, a gente só tinha 12,5 mil médicos. Hoje nós temos 26,5 mil”, contextualizou.

“O povo mais humilde, o povo trabalhador, só é lembrado na época da eleição. Na época da eleição, o povo pobre é muito falado no palanque, todo mundo gosta de pobre, elogia pobre e fala mal de banqueiro e empresário, porque a maioria é pobre e a maioria tem voto. Depois da eleição, nunca mais essas pessoas se lembram do pobre”, criticou.

Apartamentos populares

Lula participou da entrega de unidades populares do programa Morar Carioca. Neste domingo, foram entregues os primeiros 16 dos 704 apartamentos de um conjunto habitacional. Ao todo, serão 44 prédios, cada um com 16 apartamentos. Outros quatro estão em fase de fundação. A previsão é concluir as entregas até 2026, quando cerca de 4 mil pessoas terão sido beneficiadas.

O condomínio fica na comunidade do Aço, em Santa Cruz, zona oeste do Rio, a cerca de uma hora e meia de carro do centro da cidade. A favela foi criada no fim da década de 1960, quando moradores afetados por enchentes foram realocados em moradias improvisadas que deveriam ter sido temporárias.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, explicou que, à medida que as famílias forem sendo transferidas para os novos imóveis, as casas antigas serão demolidas e darão espaço a prédios novos.

O investimento da prefeitura é de R$ 243 milhões, sendo R$ 45 milhões financiados pelo Banco do Brasil.

O presidente Lula criticou alguns projetos de moradia popular em que os apartamentos não têm características como varanda e espaço para mesa para refeição.

“Vamos parar de preconceito contra as pessoas mais humildes. O cara que levanta às 5h da manhã para trabalhar, anda duas horas de ônibus e depois volta para casa para chegar às 8h da noite, esse cara precisa ter respeito, [tem que] tratar esse cara com decência”, disse o presidente.

À plateia de moradores da região, Lula relembrou a época em que vivia em moradias precárias, com apenas um banheiro para muitas pessoas.

“Quando saí de Pernambuco para São Paulo, a primeira casa em que eu fui morar era um quarto e cozinha no fundo de um bar, em que o banheiro que a minha família usava – minha mãe e oito filhos – era o banheiro que as pessoas que bebiam no bar iam utilizar”, lembrou, para depois contar que morou em uma casa de 33 metros quadrados.

“Eu conto isso para vocês saberem que vocês não têm como presidente da República um estranho no ninho”, declarou.

Roda da economia

O presidente afirmou que o governo ser voltado para os pobres não é ameaça aos ricos.

“Nós não queremos tirar nada de ninguém, [que] ninguém que seja rico tenha medo de nós. A gente quer que os empresários produzam, que os empresários ganhem dinheiro, porque, se eles estiverem produzindo e ganharem dinheiro, vão contratar trabalhador, vão pagar salário, o trabalhador vai virar consumidor. Quando o trabalhador virar consumidor, ele vai na loja, vai comprar uma coisa, a loja vai contratar mais um comerciário, a loja vai contratar coisa da empresa e assim a roda da economia começa a girar e todos participam”, destacou.

“Muito dinheiro na mão de poucas pessoas significa pobreza, analfabetismo, mortalidade infantil, fome, miséria, porque é muito dinheiro na mão de poucos, é concentração de riqueza. Mas pouco dinheiro na mão de muitos muda o jogo, todo mundo vai poder comprar um pouquinho, poder comer melhor, todo mundo vai na padaria, vai tomar um café, e a economia gira”, avaliou.

No evento em que elogiou o prefeito Eduardo Paes, “possível melhor gerente de prefeitura que este país já teve”, Lula disse que a chave para os municípios terem acesso a recursos do governo federal é apresentar bons projetos.

“Quem quiser dinheiro do governo federal, não faça discurso. Apresenta projeto, porque se o projeto for bem apresentado e uma coisa possível de ser feita, não tem por que o presidente da República deixar de passar dinheiro.” Por Agência Brasil.

Governo cria novo grupo de trabalho para adiantar construção de moradias em Pernambuco

MORADIA POPULAR

O Programa Minha Casa Minha Vida foi retomado pelo Governo Federal em 2023 com o objetivo de construir cerca de dois milhões de moradias em todos os estados do país até 2026 (Foto: Divulgação)
O Programa Minha Casa Minha Vida foi retomado pelo Governo Federal em 2023 com o objetivo de construir cerca de dois milhões de moradias em todos os estados do país até 2026 (Foto: Divulgação)

O novo grupo foi formado com o objetivo de adiantar as contratações das 2.744 casas do Minha Casa Minha Vida

Um novo grupo de trabalho foi instituído em Pernambuco para adiantar as contratações das 2.744 unidades habitacionais selecionadas pelo Ministério das Cidades, na modalidade Entidades, do Minha Casa, Minha Vida. O decreto foi publicado na última sexta-feira no Diário Oficial da União.

Nesta terça-feira (23), foi realizada a primeira reunião entre o grupo de trabalho, junto com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Compesa, Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), Corpo de Bombeiros, Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), além de líderes dos movimentos sociais de luta pela moradia.

Também estarão presentes representantes da Caixa Econômica Federal, Neoenergia, dos municípios onde serão feitas as obras e das construtoras escolhidas pelo Ministério das Cidades.

Com este grupo, o Governo do Estado já possui duas equipes que irão auxiliar na fluidez das contratações do Minha Casa Minha Vida em Pernambuco. Em março, representantes de órgãos estaduais fizeram a primeira reunião extraordinária do grupo de trabalho criado para agilizar a contratação de mais de 10 mil empreendimentos habitacionais em Pernambuco.

O Programa Minha Casa Minha Vida foi retomado pelo Governo Federal em 2023 com o objetivo de construir cerca de dois milhões de moradias em todos os estados do país até 2026.
A nova versão do MCMV trouxe condições diferentes, como o aumento do limite máximo de renda para a Faixa 1 em áreas urbanas, de R$ 1.800 para até R$ 2.640, ou renda anual de até R$ 31.680, em áreas rurais. *Por Diario de Pernambuco.

Pernambuco é selecionado para receber 8,9 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida

HABITAÇÃO

Governo libera 8,9 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida para Pernambuco
Governo libera 8,9 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida para Pernambuco – Foto: Ricardo Stuckert/PR

Estado foi contemplado nas categorias Rural e Entidades; 582 unidades habitacionais na modalidade Entidades ficam no Recife

O estado de Pernambuco foi contemplado com 8.947 moradias do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) nas categorias Rural e Entidades. O anúncio dos contemplados pelo programa de habitação foi feito em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (10).

No Estado, serão 6.203 moradias na modalidade Rural e 2.744 na modalidade Entidades. A iniciativa vai atender mulheres chefes de família, comunidades quilombolas, povos indígenas e famílias que vivem em áreas de risco.

O MCMV Rural subsidia a produção ou a melhoria de unidades habitacionais para agricultores familiares, trabalhadores rurais e famílias residentes em área rural.

O programa MCMV Entidades oferece aos movimentos sociais de luta por moradia a autonomia para a construção de unidades habitacionais. As entidades solicitam o financiamento através da Caixa Econômica Federal, e o banco faz o gerenciamento da construção do habitacional.

A iniciativa dá aos movimentos sociais a autonomia para cadastrar as famílias beneficiadas e indicar o projeto que melhor atendia à realidade delas. Cada unidade possui 44,5 metros quadrados e é composto por sala, cozinha, área de serviço, dois quartos e um banheiro.

Somados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), são 19.223 unidades habitacionais em Pernambuco já garantidas, representando 11,92% de todo país.

Com investimento nacional previsto de R$ 11,6 bilhões, a seleção das novas moradias vai atender mais de 440 mil pessoas em todo o país.

“Estou exigindo que todas as casas tenham varandas, para que as pessoas tenham um espaço de lazer. Queremos um país em que as pessoas vivam decentemente e em harmonia. Dar dignidade às famílias brasileiras é a nossa prioridade”, ressaltou o presidente Lula.

Para a vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, a habitação de interesse social é uma das prioridades da gestão estadual para redução do déficit habitacional no Estado.

“A governadora Raquel Lyra determinou que essa é uma prioridade e não vamos descansar enquanto não entregarmos às famílias a maior quantidade de habitações da história de Pernambuco”, disse Krause. 

Somente no primeiro trimestre deste ano, o Governo de Pernambuco executou R$ 221 milhões na área da habitação. Isso significa mais de 20 vezes a média dos últimos quatro anos, no mesmo período, o que aponta para a prioridade que a gestão estadual tem dado para a política de habitação de interesse social.

Dentro do programa Morar Bem, já foram entregues 696 unidades habitacionais: Canal do Jordão, em Jaboatão dos Guararapes (272 unidades), Mulheres de Tejucupapo, no Recife (232), e Severino Quirino, em Caruaru (196). Na frente de regularização fundiária, já foram regularizados 5.397 títulos de propriedade em Pernambuco.

Na modalidade Entrada Garantida, um total de 1.672 pernambucanos já receberam os R$ 20 mil para dar entrada na casa própria. Atualmente, mais de 5,7 mil imóveis estão listados para compra em 13 municípios do Estado.

Recife
O Recife foi contemplado com  582 unidades do MCMV Entidades, em quatro conjuntos habitacionais, que serão construídos pelos movimentos sociais. As entidades habilitadas por meio de chamamento público foram Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e CE Feminista.

Os terrenos, localizados nos bairros de Passarinho e Cordeiro, foram doados pela Prefeitura do Recife, que também forneceu assistência aos movimentos para inclusão no programa.

No Passarinho, o habitacional Bariloche I vai ocupar uma área de 5,8 mil metros quadrados e o Bariloche II terá uma área de 6,1 mil metros quadrados. No Cordeiro, o Maria Felipa vai possuir uma área de cerca de 8,8 mil metros e o Maria Elvira, com 10,6 mil metros quadrados.

“Vem mais habitação popular para o Recife, através do Minha Casa Minha Vida, agora no modelo Entidades com a criação do presidente Lula. São quatro empreendimentos aprovados, dois deles no Caiara, um de 192 unidades e outro de 70 unidades. E os outros dois empreendimentos ficam no bairro de Passarinho, que, juntos, somam 320 unidades. E o que isso quer dizer? São 582 unidades que serão construídas no Recife. A Prefeitura tinha dois desses terrenos e fez a doação para o Fundo de Habitação e outros dois terrenos a Prefeitura está fazendo a desapropriação. Por iniciativa da Prefeitura, pegou o imóvel que era dela para viabilizar a construção dessas 582 unidades”, comemorou o prefeito João Campos

Segundo o gestor municipal, o diálogo com os movimentos é fundamental para viabilizar a garantia de moradia para pessoas em situação de vulnerabilidade habitacional.

Estes habitacionais se somam as 1.460 unidades habitacionais habilitadas pela Prefeitura do Recife e aprovadas no programa MCMV FAR, que estão em fase de chamamento público das empresas de engenharia para a construção de sete habitacionais.

No ano passado, o município entregou 824 unidades habitacionais do Encanta Moça I e II, no Pina, e Sérgio Loreto, em São José, e planeja realizar a entrega das 448 unidades habitacionais dos conjuntos Vila Brasil I e II ainda no primeiro semestre deste ano. Além disso, já foram iniciadas as obras de 256 novas unidades no Pilar e outras 75 UH no Monteiro.

Além disso, a Prefeitura do Recife também está estruturando a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil voltada à locação social, o programa Morar no Centro, que vai ofertar cerca de 1.128 unidades habitacionais na área central da cidade, localizadas nos bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Cabanga. A iniciativa será voltada para famílias cuja renda seja a partir de um salário mínimo (R$ 1.4120) até o teto de três e meio salários mínimos e busca ampliar as políticas públicas de habitação, além da promoção e ocupação do centro da cidade através da moradia.

Já o Programa Moradia Primeiro vai atender pessoas em situação de rua com alto grau de vulnerabilidade. O programa vai oferecer unidades habitacionais locadas, acompanhadas de suporte para promover a independência e autocuidado dos beneficiários.

O objetivo principal é contribuir para o restabelecimento de vínculos familiares e comunitários, buscando a superação permanente da situação de rua e a redução do número de pessoas nessa condição no Recife. Para ser elegível, a pessoa em situação de rua deve atender a requisitos básicos, incluindo cadastro na Secretaria de Desenvolvimento Social e inscrição no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Programa Municipal de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PMSHIS) vai destinar recursos para construção e aquisição de novas unidades habitacionais para famílias de baixa renda do Recife. Entre os vários benefícios deste programa, famílias com renda de até R$ 2.640 poderão receber até R$ 40 mil para dar de entrada na aquisição de novas moradias.

Por meio do PMSHIS, a Prefeitura também apoiará financeiramente a construção de unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida. O programa vai priorizar famílias em situação de vulnerabilidade social, desabrigados por situações de emergência ou calamidade pública, residentes em áreas de risco sem moradia própria, ou em moradia inadequada. *Por Portal Folha de Pernambuco.

Sem garantir construção, Pernambuco cede terrenos além do pedido pelo Minha Casa Minha Vida

HABITAÇÃO

Nove terrenos foram doados com capacidade para construir 3 mil moradias, mas MCMV – Entidades garante somente 887

Nesta quarta-feira (18), a Cehab divulgou as primeiras vencedoras da seleção pública de entidades interessadas em construir conjuntos habitacionais nos terrenos
Nesta quarta-feira (18), a Cehab divulgou as primeiras vencedoras da seleção pública de entidades interessadas em construir conjuntos habitacionais nos terrenos – Foto/Divulgação

Governo de Pernambuco cedeu nove de seus terrenos para movimentos sociais construírem conjuntos habitacionais populares por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV) – Entidades. O impasse é que, juntos, os locais conseguem abrigar até 3 mil moradias, enquanto o MCMV prevê somente 887 unidades habitacionais dentro desta modalidade no Estado.

Sem garantir a construção, há o perigo dos terrenos ficarem inutilizados ou abriguem as famílias em condições de vulnerabilidade. Mas o governo Raquel Lyra (PSDB) alega que a intenção de disponibilizar mais área que o previsto pelo governo federal é “criar condições para triplicar a capacidade do programa localmente”.

“Com os terrenos doados pelo Estado, essas organizações populares terão a oportunidade de selecionar seus projetos junto ao Ministério das Cidades para produzir unidades habitacionais às pessoas com maior necessidade”, salientou o presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), Paulo Lira.

Nesta quarta-feira (18), a Cehab divulgou as primeiras seis vencedoras da seleção pública de entidades interessadas. Nos outros três terrenos, o processo de chamamento ainda está em andamento.

Déficit Habitacional

A ação faz parte do programa estadual Morar Bem PE, que tem o objetivo de reduzir um dos maiores problemas urbanos do Estado: um déficit habitacional de mais de 326 mil unidades, segundo levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

“Essa é uma linha do Programa Morar Bem PE que trabalha com doação de terrenos do Estado para a produção de unidades habitacionais destinadas a pessoas enquadradas em perfis de renda mais baixo, que não têm condição de pagar um financiamento”, diz o presidente da Cehab, Paulo Lira.

Podem ser beneficiados pelo programa famílias de baixa renda de todas as regiões do Estado, com renda familiar máxima de até dois salários mínimos. As linhas de atuação do programa envolvem ações de regularização fundiária, retomada de obras paralisadas e lançamento de novos contratos habitacionais, impulsionando os recursos do MCMV com contrapartidas do Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social (Fehis).

Associação de Apoio aos Sem Teto da Região Nordeste (ASST) é uma das beneficiadas pelo terreno e pretende construir três habitacionais. Dois no terreno de Peixinhos, com 192 unidades habitacionais cada (382 no total) e outro habitacional de 64 apartamentos no lote de Água Fria. “Já demos entrada na Caixa para a primeira gleba de Peixinhos”, afirmou a coordenadora do ASST, Lídia Brunis.

A promessa feita pela secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, Simone Benevides, no início do governo, foi de entregar 50 mil unidades habitacionais de interesse social durante os quatro anos de mandato. *As informações são do JC/Ne10.

Busca por imóveis do Minha Casa, Minha Vida dobra com novas regras

HABITAÇÃO

Moradias do Minha Casa, Minha Vida em Viamão, no Rio Grande do Sul
Novas regras do Minha Casa, Minha Vida impulsionaram buscas – Foto/Divulgação

Simulador habitacional da Caixa teve 6,2 milhões de buscas por imóveis do programa desde o início de julho.

A Caixa registrou, em julho, um aumento de 109,7% nas buscas por imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Elas representaram 70% (6,2 milhões) do total de 8,8 milhões de buscas realizadas no simulador habitacional do banco no período.

Segundo a Caixa, o perfil dos interessados em adquirir um imóvel popular é jovem: 47,43% têm de 25 a 35 anos. A maioria das simulações (40,3%) são para imóveis com valores de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Buscas por casas ou apartamentos na faixa de R$ 100 mil a R$ 150 mil ocupam a 2ª colocação, com 16%.

Segundo a presidente da Caixa, Rita Serrano, o aumento no último mês se deu devido a uma “demanda reprimida” na habitação social no governo anterior. Os dados demonstram, na avaliação de Serrano, que as novas condições do programa favorecem a ampliação do crédito no setor imobiliário.

“Como principal agente financeiro do programa, a Caixa segue empenhada em ajudar os brasileiros e brasileiras na realização do sonho da casa própria. O aumento da faixa de renda e a redução dos juros são fatores que ampliam a perspectiva de compra de um imóvel, principalmente para o público mais jovem”, disse Serrano, em comunicado à imprensa.

A Caixa também registrou aumento na procura pelo App Habitação – aplicativo do banco onde é possível simular e solicitar crédito imobiliário. O número de downloads foi de 130 mil – 50,8% maior que a média mensal de 92.000 downloads no restante do ano.

Minha Casa, Minha Vida

Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a MP que recriou o programa Minha Casa, Minha Vida. O principal programa habitacional do país havia sido rebatizado de Casa Verde e Amarela durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Com o retorno do programa, o governo também estipulou novas regras, como a permissão para locação social, o atendimento de famílias em áreas rurais com renda bruta anual de até R$ 96.000 e o retorno da faixa 1 – renda bruta familiar até R$ 2.640 na modalidade urbana e de até R$ 31.680 na modalidade rural.

O governo estabeleceu a meta de contratar 2 milhões de moradias para o programa até 31 de dezembro de 2026. *As Informações são do Poder 360.