Prova do segundo dia do Enem divide opniões dos candidatos – José Cruz / Agência Brasil
Por Agência Brasil
A prova deste domingo, composta por 90 questões de Matemática e Ciências da Natureza, teve duração total de 5 horas, terminando às 18h30
Vários estudantes que participaram do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (10) começaram a deixar o local de aplicação das provas assim que os fiscais informaram que já haviam se passado as duas horas mínimas de permanência, às 15h30. Esse é o tempo necessário para que os candidatos possam sair sem levar o caderno de questões. A prova, composta por 90 questões de Matemática e Ciências da Natureza (química, física e biologia), teve duração total de 5 horas, terminando às 18h30.
Na Faculdade Uninassau, localizada no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, os primeiros candidatos que saíram da prova relataram que as questões de Ciências da Natureza e Matemática estavam particularmente desafiadoras. Eles expressaram dificuldades, especialmente nas disciplinas de química, física e biologia, que exigiram mais tempo e concentração para a resolução das questões.
“Ciências da natureza eu já esperava que fosse algo mais complicado até porque não é a área que eu tenha mais aprofundamento. Mas estava tranquilo de fazer. Matemática foi mais difícil. Eu quero estudar humanas, então semana passada foi mais fácil do que hoje. A de hoje como eu não sabia muito da matéria eu acabei fazendo de qualquer jeito”, disse Vinicius Augusto, de 17 anos, que, com sua jaqueta flamenguista, admitiu que a final da Copa do Brasil entre Flamengo e Atlético-MG, que foi disputada durante a aplicação da prova, acabou pesando um pouco para sair mais cedo.
Mery Cristina Rosa, de 24 anos, está em seu terceiro Enem. Ela quer cursar psicologia. “Eu achei difícil a prova hoje, apesar de ter estudado. Fui melhor na semana passada, quando fui uma das últimas a entregar a prova na minha sala. Mas estou esperançosa. Estou melhor preparada”.
Nível de dificuldade
Em Brasília, a Agência Brasil conversou com alguns dos estudantes que encerraram a prova em uma universidade da Asa Norte, bairro central da capital federal. As explicações para a rapidez variaram.
Houve quem disse que, por ainda não ter concluído o ensino médio e estar fazendo a prova apenas para conhecer o teste, não tinha o compromisso de responder todas as questões. E também quem admitiu que, por não saber as respostas, “chutou”.
A primeira pessoa a deixar o local e conversar com a reportagem foi Pedro Henrique Lima Cardoso, 27 anos. Professor de língua portuguesa, ele contou que há quatro anos se coloca à prova apenas para sentir, em algum grau, o que os estudantes experimentam.
“Elas exigiam conhecimento de áreas do saber que eu não domino. O que demonstra que não é verdade que o Enem é uma prova puramente interpretativa. Não é. É uma prova exigente e que exige uma série de competências e habilidades. E é também uma prova de resistência”, acrescentou, dizendo ter achado a prova deste ano “um pouco mais complexa” que as anteriores.