Maceió: Ministério diz que afundamento de solo está estabilizado

DESABAMENTO 

Região de mina em Maceió registra abalo sísmico mais intenso. Tremor se deu no bairro Mutange. – (crédito: UFAL/Divulgação)

Segundo o Ministério de Minas e Energia, técnicos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que, caso haja desmoronamento, “ocorrerá de forma localizada e não generalizada”

O Ministério de Minas e Energia disse, neste domingo (3/12), que o afundamento no bairro de Mutange, em Maceió (AL), causado pela mina 18 da Braskem, está estabilizado.

O relatório da pasta aponta que a expectativa do Serviço Geológico do Brasil (SGB) é de que, caso haja desmoronamento, ele deve “ocorrer de forma localizada e não generalizada”. “Não se observa alteração expressiva do nível da lagoa [Mundaú]. Entende-se haver baixo risco de contaminação da lagoa”.

“Observa-se estabilização da situação, com redução do ritmo de subsidência do terreno e redução da probabilidade de deslocamentos de terra de larga escala”, afirma ainda o documento.

O Ministério pontuou que, nas últimas 24 horas, a velocidade do afundamento do solo caiu, indo de 50cm na quarta-feira (29) e outros 50cm na quinta-feira (30), para 15 centímetros no sábado (2). “Uma avaliação para a área demonstra que o sistema geológico está entrando em equilíbrio”.

Ainda que a previsão seja positiva, a pasta ressalta que ainda é “uma velocidade elevada, ao se comparar com o parâmetro anterior da ordem de 20 centímetros por ano” e que é necessário “continuar o ostensivo monitoramento da área como um todo”.

A Defesa Civil informou que o deslocamento vertical acumulado na mina 18 é de 1,69m e a velocidade permanece de 0,7cm por hora, com um movimento de 10,8cm nas últimas 24 horas.

*Fonte: Correio Brasiliense 

 

Calorão: Inmet emite alerta de baixa umidade durante onda de calor no Brasil

ALERTA!

O Ministério da Saúde disponibilizou algumas informações para lidar com a situação climática preocupante do país

Beber água é um dos principais cuidados para lidar com o calor e a seca, segundo o Ministério da Saúde - (crédito: FreePik)
Beber água é um dos principais cuidados para lidar com o calor e a seca, segundo o Ministério da Saúde – (crédito: FreePik)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta nesta quarta-feira (15/11) para baixa umidade em parte do Sudeste e Centro-Oeste, que pode gerar riscos à saúde e de incêndios ambientais. Desde a última segunda-feira (13/11), o instituto também emitiu alerta para onda de calor, que deixa as temperaturas acima de 40ºC em grande parte do Brasil.

O alerta emitido na manhã de hoje pelo Inmet prevê umidade entre 20% e 30% em parte do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins e praticamente todo território de Goiás. Ele segue vigente até o fim da tarde, por volta das 16h.

Cuiabá (MT) e o Rio de Janeiro (RJ) devem chegar à máxima de 40ºC, Goiânia (GO) a 39ºC, enquanto São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) podem registrar 37ºC.

Ministério da Saúde cria página com dicas para o calor

O Ministério da Saúde criou nesta terça-feira (14/11) uma página com dicas de saúde para proteger-se das temperaturas extremas. De acordo com o ministério, essas condições podem impactar a saúde de toda a população, mas, em especial, dos mais vulneráveis — como idosos, crianças, pessoas com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação, diabéticos, gestantes e população em situação de rua.

Os principais sinais de alerta são transpiração excessiva, fraqueza, tontura, náuseas, dor de cabeça, cãibras musculares e diarreia. Nesses casos, é necessário procurar um médico. Outras dicas podem auxiliar a saúde nesses dias, veja abaixo.

Proteja-se do sol e do calor

  • Evite a exposição direta ao sol, em especial, de 10h às 16h;
  • Se expor ao sol sem a proteção adequada contra os raios ultravioleta deixa a pele vermelha, sensível e até com bolhas. Use protetor solar;
  • Use chapéus e óculos escuros (especialmente pessoas de pele clara);
  • Proteja as crianças com chapéu de abas;
  • Use roupas leves e que não retêm muito calor;
  • Diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais com sombra, frescos e arejados;
  • Em veículos sem ar-condicionado, deixe as janelas abertas;
  • Não deixe crianças ou animais em veículos estacionados.

Hidratação é fundamental

  • Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede;
  • Evite bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar;
  • Faça refeições leves, pouco condimentadas e mais frequentes;
  • Recém-nascidos, crianças, idosos e pessoas doentes podem não sentir sede. Ofereça-lhes água.

Cuidados coletivos e em casa

  • Se possível, feche cortinas e/ou janelas mais expostas ao calor e facilite a circulação do ar;
    Abra as janelas durante a noite;
  • Utilize menos roupas de cama e vista-se com menos roupas ao dormir, sobretudo, em bebês e pessoas acamadas;
  • Informe-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas que vivem só, idosas ou com dependência que vivam perto de si e ajude-as a protegerem-se do calor;
  • Mantenha ambientes úmidos com umidificadores de ar, toalhas molhadas ou baldes de água.

Cuidados com a saúde

  • Mantenha medicamentos abaixo de 25º C na geladeira (ler as instruções de armazenamento na embalagem);
  • Procure aconselhamento médico se sofrer de uma doença crônica condição médica ou tomar vários medicamentos;
  • Busque ajuda se sentir tonturas, fraqueza, ansiedade ou tiver sede intensa e dor de cabeça;
  • Se sentir algum mal-estar, busque um lugar fresco o mais rápido possível e meça a temperatura do seu corpo e beba um pouco de água ou suco de frutas para reidratar;
  • No período de maior calor, tome banho com água ligeiramente morna. Evite mudanças bruscas de temperatura.
  • Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede;
  • Evite bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar;
  • Faça refeições leves, pouco condimentadas e mais frequentes.
  • Recém-nascidos, crianças, idosos e pessoas doentes podem não sentir sede. Ofereça-lhes água.

*Fonte/Correio Brasiliense

Anvisa alerta sobre lotes falsificados de Ozempic e Tysabri; veja quais

ALERTA 

O Tysabri é indicado para tratamento de esclerose múltipla. Já o Ozempic é utilizado para tratar adultos com diabetes tipo 2

O Ozempic, usado para controlar diabetes, é alvo de falsificação. A Anvisa foi comunicada pelos fabricantes dos medicamentos sobre os lotes falsificados – (crédito: Reprodução/Freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou na sexta-feira (3/11), um alerta aos profissionais da saúde e à população sobre lotes falsificados dos medicamentos Tysabri e Ozempic. Os medicamentos são indicados para o tratamento de formas mais ativas de esclerose múltipla e de diabetes tipo 2, respectivamente.

A agência foi comunicada pelos fabricantes dos medicamentos sobre os lotes falsificados e publicou no Diário Oficial da União (DOU) aResolução 3.874/2023, sobre as medidas preventivas, que determinam a apreensão e a proibição de comercialização, distribuição e uso dos produtos falsificados.

Veja os lotes falsificados:

Ozempic: lote LP6F832 com validade 11/2025. A empresa responsável pelo medicamento, Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil, informou à Anvisa sobre a presença de unidades do lote LP6F832 no mercado brasileiro. O lote não é considerado válido pela empresa e se trata, portanto, de produto falsificado.

Tysabri: lote FF00336 com validade 01/2026. A Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos comunicou à Anvisa sobre o lote FF00336, produzido apenas para fins institucionais e não comerciais. Segundo a empresa, o lote possui características divergentes das presentes no medicamento original, como: erros de ortografia do endereço da empresa responsável pela importação e distribuição do produto no país; diferença na cor da faixa laranja e azul da embalagem; formatação das letras; ausência da inscrição em braille na embalagem.

Orientações gerais:

A Anvisa recomenda que a população e os profissionais de saúde somente adquiram medicamentos em estabelecimentos devidamente regularizados, sempre na embalagem completa — dentro da caixa, e com nota fiscal.

Em caso de identificação de unidades dos medicamentos falsificados, a orientação é de não utilizar os produtos e comunicar à Anvisa por meio dos sistemas de Notivisa — para profissionais da saúde, e ouvidoria, via plataforma FalaBR — para pacientes, com login (CPF) e senha cadastrados no portal Gov.br.

Para mais informações, a Anvisa tem a central de atendimento telefônico ao público (0800-6429782), disponível das 7h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira, exceto feriados. A ligação é gratuita para todo o Brasil.

*Fonte:Correio Brasiliense.

Adoçante aspartame é ‘possivelmente’ cancerígeno, alerta OMS

ALERTA!

Foto/Divulgação

O aspartame, um adoçante artificial amplamente utilizado em refrigerantes e outros produtos alimentícios, é “possivelmente” cancerígeno, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O aspartame, um adoçante artificial amplamente utilizado em refrigerantes e outros produtos alimentícios, é “possivelmente” cancerígeno para os seres humanos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora a dose diária considerada segura não tenha sido modificada.

“Aconselhamos as empresas a não retirarem seus produtos nem recomendamos que os consumidores deixem de consumi-los completamente”, esclareceu Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição, Saúde e Desenvolvimento da OMS, durante a apresentação de duas avaliações sobre este adoçante.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), da OMS, avaliou pela primeira vez o nível de perigo do aspartame.

Os especialistas, que se reuniram de 6 a 13 de junho, concluíram que o adoçante “pode ser carcinogênico para os seres humanos”, incluindo-o no Grupo 2B da classificação da IARC.

De acordo com Paul Pharoah, professor de epidemiologia do câncer no Centro Cedars-Sinai em Los Angeles, “o público em geral não deve se preocupar com o risco de câncer associado a um produto químico classificado no Grupo 2B”.

Outros produtos incluídos neste grupo são o extrato de aloe vera e o ácido cafeico.

Entre 9 e 14 latas por dia 

A decisão de incluir o aspartame nesse grupo foi tomada com base em “evidências limitadas” relacionadas ao câncer em humanos, em particular para o carcinoma hepatocelular, um tipo de câncer de fígado, de acordo com a OMS.

Também foram observadas evidências limitadas de câncer em animais de laboratório.

“As evidências limitadas sobre o carcinoma hepatocelular vêm de três estudos” realizados nos Estados Unidos e em dez países europeus. Esses são os únicos estudos epidemiológicos sobre o câncer de fígado”, afirmou a Dra. Mary Schubauer-Berigan, da IARC.

De acordo com Branca, são necessários estudos adicionais “para esclarecer ainda mais a situação”.

O Comitê Misto de Especialistas em Aditivos Alimentares da OMS e da FAO (Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) também avaliou os riscos associados ao aspartame entre 27 de junho e 6 de julho.

Nesse caso, eles concluíram que os dados não forneciam motivos suficientes para justificar uma modificação na dose diária permitida estabelecida desde 1981.

Essa dose é de no máximo 40 mg por quilo de peso corporal, o que significa que uma pessoa pode consumir aspartame “sem riscos” dentro desse limite.

Um adulto com 70 kg precisaria consumir entre 9 e 14 latas diárias de um refrigerante “light” (com 200 a 300 mg do adoçante) para exceder a dose permitida, assumindo que não tenha ingerido aspartame em outros produtos.

“O problema surge para os grandes consumidores” de produtos que contêm aspartame, alertou Branca, mas “os resultados não indicam que um consumo ocasional represente um risco”.

“Análise aprofundada” 

O aspartame, um adoçante sem valor nutricional, é amplamente utilizado desde a década de 1980 e está presente em muitos produtos, desde refrigerantes com baixas calorias, conhecidos como “light”, até pratos prontos, chicletes, gelatinas, sorvetes, medicamentos para tosse e até mesmo pastas de dente.

A Associação Internacional de Adoçantes (ISA) ressaltou que o Grupo 2B coloca o aspartame na mesma categoria que o kimchi e outros vegetais marinados.

O Comitê Misto “reafirmou mais uma vez a segurança do aspartame após uma análise aprofundada, completa e cientificamente rigorosa”, enfatizou a secretária-geral da ISA, Frances Hunt-Wood.

No entanto, para Camille Dorioz, responsável pelas campanhas da associação Foodwatch, o anúncio da OMS “tem um sabor amargo”, pois, segundo ela, “um adoçante possivelmente cancerígeno não tem lugar em nossos alimentos ou bebidas”. Fonte (JC).

 

Consumo de álcool aumenta risco de 61 doenças, segundo estudo

ALERTA!

Consumo de álcool aumenta risco de 61 doenças, segundo estudo
Foto/Divulgação

Desse total, 28 já eram consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como associadas ao consumo de bebida alcoólica, mas o estudo chama a atenção para outras 33 ainda não consideradas dessa forma.

Uma nova pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Oxford e de instituições da China observou que o consumo de álcool aumentou os riscos para o aparecimento de 61 doenças em homens chineses. Desse total, 28 já eram consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como associadas ao consumo de bebida alcoólica, mas o estudo chama a atenção para outras 33 ainda não consideradas dessa forma.

Para chegar a essa conclusão, os autores acessaram o China Kadoorie Biobank, um banco que compila informações biológicas e de saúde de chineses. Na pesquisa publicada na revista Nature Medicine, dados de cerca de 512 mil pessoas foram consideradas: 210 mil eram homens e 302 mil, mulheres.

Os homens eram os que mais bebiam desde o início da pesquisa: 33% afirmaram que consumiam bebida alcoólica pelo menos uma vez por semana. Entre as mulheres, a prática só foi relatada por 2% delas.

Os participantes foram acompanhados por cerca de 12 anos para observar o que acontecia com eles. Esse tipo de estudo é chamado observacional: os pesquisadores segmentam os integrantes do estudo por um hábito -no caso, se consumia ou não álcool- e depois tecem relações com o que ocorreu.

Normalmente, esses desfechos só são acessados anos depois e variam com o objetivo da pesquisa: neste estudo, foi o desenvolvimento de doenças e casos de hospitalizações.

Sobre as complicações, o estudo observou que o álcool aumentou o risco de 61 doenças de um universo de 207 enfermidades. Nesse número, já estão inclusas 28 doenças consideradas pela OMS como relacionadas ao álcool. Diabetes e tuberculose são dois exemplos. As outras 33 complicações não relatadas pela organização envolvem câncer de pulmão e de estômago, além de problemas gastrointestinais, para citar alguns exemplos.

Algumas tiveram implicações mais sérias, mas, para outras, o risco foi baixo. Um exemplo é a catarata: a chance para aparecimento do problema ocular foi 8% maior entre os que bebiam regulamente em comparação a quem consumia de forma ocasional. Para câncer de laringe, o risco mais que dobrava.

O álcool também teve relação com maior risco de precisar de ajuda hospitalar, principalmente entre aqueles que bebiam de forma regular. Esse grupo em comparação aos participantes que consumiam de modo mais esporádico apresentou um número maior de hospitalizações, com especial enfoque em casos de cânceres.

No entanto, as duas conclusões só consideram as informações de homens chineses, já que os dados são somente desse país e o baixo consumo de bebida alcoólica entre mulheres impossibilitou observar os efeitos da substância entre elas.

GENÉTICA

A metodologia do tipo observacional, adotada por essa pesquisa, não é considerada o melhor tipo para concluir uma relação do efeito de uma substância sobre a saúde dos participantes. Mas, para complementar o levantamento, os autores também se atentaram à genética.

Segundo eles, existem dois instrumentos genéticos associados à quantidade de álcool no organismo. Nos homens, foi visto que a ingestão da substância quando relacionada as questões genéticas teve impacto de aumentar os riscos das doenças listadas pela pesquisa.

Para os cientistas, é importante que estudos futuros também utilizem dados sobre a genética dos participantes a fim de construir a relação entre álcool e surgimento de doenças. Outro ponto defendido por eles é a necessidade de mais estudos globais para observar se as conclusões da pesquisa também são vistas por outras investigações.

Por outro lado, pesquisas com enfoques regionais também são necessárias. O levantamento recém-publicado foi um dos únicos a considerar dados de pessoas chinesas, já que estudos anteriores contavam com uma amostra populacional principalmente ocidental.

VEJA QUAIS SÃO AS 61 COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS AO ÁLCOOL

Tuberculose
Câncer de laringe
Câncer de esôfago
Câncer de fígado
Tumores incertos (orelha média/respiratória/intratorácica)
Câncer de colo
Câncer de pulmão
Câncer retal
Outros cânceres
Câncer de lábio, cavidade oral e faringe
Câncer de estômago
Outras anemias
Púrpura e outras condições hemorrágicas
Outros distúrbios metabólicos
Diabetes mellitus
Condições psiquiátricas e comportamentais menos comuns
Epilepsia
Ataques isquêmicos cerebrais transitórios
Catarata
Flebite e tromboflebite
Cardiomiopatia
Hemorragia intracerebral
Sequelas de doença cerebrovascular
Doença cardíaca hipertensiva
Hipertensão essencial (primária)
Infarto cerebral
Complicações da doença cardíaca
Derrame não especificado
Oclusão e estenose das artérias cerebrais
Oclusão e estenose das artérias pré-cerebrais
Outras doenças cerebrovasculares
Doença cardíaca isquêmica crônica
Doenças circulatórias menos comuns
Bronquite crônica não especificada
Outra doença pulmonar obstrutiva crônica
Pneumonia
Doença hepática alcoólica
Fibrose e cirrose do fígado
Outras doenças inflamatórias do fígado
Abscesso das regiões anal e retal
Refluxo gastroesofágico
Úlcera gástrica
Outras doenças do aparelho digestivo
Outras doenças do fígado
Pancreatite
Outras infecções locais (pele/tecido subcutâneo)
Osteonecrose
Gota
Outra artrose
Resultados anormais de estudos de função
Mal-estar e fadiga
Outras causas de mortalidade mal definidas/não especificadas
Causas de morbidade desconhecidas/não especificadas
Fratura de ombro e braço
Fratura do fêmur
Fratura de costela(s)/esterno/coluna torácica
Lesões menos comuns, envenenamento e outras causas externas
Autoagressão intencional
Quedas.

*(Folhapress).

Médico alerta sobre doença grave causada por cigarros eletrônicos

ALERTA!

Foto da matéria: CIGARRO ELETRÔNICO VAPE: conheça GRAVE DOENÇA causada por CIGARROS ELETRÔNICOS
conheça GRAVE DOENÇA causada por CIGARROS ELETRÔNICOS – Foto/Divulgação

Tosse, dor torácica e dispineia. Os três sintomas são sugestivos de várias doenças respiratórias conhecidas, mas também podem ser manifestações da Evali – sigla, em inglês, para lesão pulmonar induzida pelo cigarro eletrônico. Sim, estamos falando de uma doença pulmonar relacionada ao uso dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).

O cardiologista Audes Feitosa menciona os riscos da Evali para a saúde. “É uma doença pulmonar grave associada ao uso de cigarros eletrônicos ou produtos de vaping. Foi identificada, pela primeira vez, nos Estados Unidos em 2019, quando houve um aumento significativo de casos de lesões pulmonares relacionadas ao vaping”, diz.

O médico destaca que sintomas iniciais podem incluir tosse, falta de ar, dor torácica, febre, fadiga e sintomas gastrointestinais. “Em casos mais graves, a doença pode levar a complicações pulmonares graves, insuficiência respiratória e até mesmo a morte”, alerta.

Pela gravidade dos sintomas da Evali e pelo aumento dos casos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) desenvolveu um código específico para a doença. Isso permite um acompanhamento mais eficaz e uma melhor compreensão de sua incidência e impacto na saúde pública.

“É importante destacar que a Evali é uma condição séria e que o uso de cigarros eletrônicos e produtos de vaping pode representar riscos significativos para a saúde pulmonar. As autoridades de saúde recomendam que as pessoas evitem o uso desses produtos, especialmente aqueles que contenham substâncias ilícitas ou aditivos não regulamentados”, frisa Audes Feitosa.

DIVULGAÇÃO
“Em casos mais graves graves, a Evali pode levar a complicações pulmonares graves, insuficiência respiratória e até mesmo a morte”, alerta Audes Feitosa. Foto/Divulgação

Em caso de sintomas relacionados à Evali, é fundamental buscar atendimento médico imediato.

O cardiologista acrescenta que seja realizadas ações contínuas para conscientizar o público sobre os perigos associados ao vaping e para implementar regulamentações mais rigorosas em relação aos produtos de vaping.

“A pesquisa e a vigilância contínuas são essenciais para entender melhor a Evali, desenvolver estratégias de prevenção e tratamento eficazes e proteger a saúde pulmonar das pessoas”, sublinha Audes.

Os perigos do vape que precisamos conhecer 

Nunca é demais alertar sobre dispositivos como o cigarro eletrônico (dispositivo também chamado de vape e de e-cigarretes), que são tão prejudiciais quanto o cigarro tradicional.

Uma lista imensa de doenças está relacionada ao hábito de fumar, seja cigarro eletrônico ou o convencional de tabaco, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Fazem parte desse grupo vários tipos tumores malignos, como câncer de pulmão, fígado, estômago, pâncreas, rins, ureter, colon e reto, bexiga, ovários, colo do útero, cavidade nasal e seios paranasais, cavidade oral, faringe, laringe, esôfago e leucemia mieloide aguda.

Entre os mais jovens, o cigarro eletrônico (vape) tem sido motivo de preocupação.

O vape passa a ideia de que não faz mal. No entanto, é um perigo.

Existem diversos tipos de cigarros eletrônicos em uso, também conhecidos como Sistemas Eletrônicos de Administração de Nicotina (ENDS, em inglês) ou Sistemas Eletrônicos sem Nicotina (ENNDS, em inglês). Em ambos os casos, o usuário inala aerossóis gerados pelo aquecimento de um líquido que pode conter ou não nicotina, além de aditivos, sabores e produtos químicos tóxicos à saúde.

Ambos são cigarros. Ambos fazem muito mal. Em outras palavras:

A abordagem mais segura é não usá-los.

Jovens têm preferido os cigarros eletrônicos (vapes) por acreditarem erroneamente que são menos danosos à saúde. Diferentemente da versão convencional do cigarro, o eletrônico tem sabores e aromas que mascaram o teor nocivo do produto, o que torna os riscos invisíveis.

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Inca, o cigarro eletrônico (vape) aumenta mais de três vezes o risco de experimentação do cigarro convencional e mais de quatro vezes o risco de uso do cigarro.

Além disso, o levantamento reforça ainda que o vape eleva as chances de iniciar o uso do cigarro tradicional para aqueles que nunca fumaram.

Aproximadamente 10% da população brasileira acima de 18 anos fumam. Ou seja, o vício afeta mais de 20 milhões de pessoas no País.

QUAL O RISCO DE FUMAR CIGARRO ELETRÔNICO? 

Quanto à fumaça liberada pelos vapes, é possível encontrar elementos que vão além da nicotina, como chumbo, propilenoglicol, glicerol, acetona, sódio, alumínio, ferro, entre outros.

Além de as substâncias presentes no cigarro eletrônico serem mais viciantes, algumas pesquisas sobre o tema apontam que esse dispositivo, assim como o convencional, pode afetar não só o sistema respiratório, como também desregular alguns genes do organismo.

Um estudo realizado pelo professor Ahmad Besaratinia, da Universidade do Sul da Califórnia (EUA), mostrou que esse impacto ocorreu nos genes mitocondriais e chegou a interromper vias moleculares que fazem parte da imunidade e resposta inflamatória.

Ou seja, os elementos que compõem os dispositivos podem futuramente desencadear doenças autoimunes e atrapalhar na recuperação de outros distúrbios do corpo. Com informações do (JC).