O cenário evidencia uma alta dependência das transferências constitucionais, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que trouxe, no mês de dezembro, até a presente data (29/12),  parcelas de IPI e IR totalizando mais de R$ 2,3 milhões. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) também teve participação expressiva, com mais de R$ 1,9 milhão creditados no período, e o Fundo de Saúde (FUS), R$ 394 mil, reforçando a dependência de recursos de repasse.

Outro dado preocupante é o volume de despesas obrigatórias, como retenções do PASEP e deduções para saúde e educação, que somam R$ 1,1 milhão em dezembro. Isso reforça que grande parte da receita é comprometida antes mesmo de chegar aos cofres municipais para investimentos em obras ou geração de emprego.

O comparativo com o mesmo período de 2024 mostra que a pressão sobre o orçamento vem aumentando ano a ano. Em dezembro de 2024, o município recebeu R$ 5,8 milhões em créditos de fundos e transferências e teve débitos de R$ 869 mil, enquanto em 2025 os créditos subiram para R$ 6,7 milhões e os débitos para R$ 1,1 milhão.

Além disso, a análise do exercício evidencia que mais de 50% da receita municipal é composta por contratos e transferências, e não por geração própria de receita, refletindo baixa capacidade do município de criar empregos e fortalecer a economia local.

O fechamento do exercício financeiro em 2025 deixa, portanto, um alerta para a gestão: sem uma estratégia de ampliação da arrecadação própria e controle rigoroso das despesas, o município pode enfrentar dificuldades para equilibrar o orçamento nos próximos anos.