Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé

SAÚDE

Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé/Nestlehealthscience/Divulgação
Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé /Nestlehealthscience/Divulgação

Órgão detectou presença de selênio acima dos limites permitidos

Por Agência Brasil 

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, fabricada pela Nestlé Brasil Ltda.

De acordo com o texto, a decisão foi motivada considerando a presença de selênio e iodo em quantidades acima dos limites permitidos na legislação sanitária. A norma determina ainda o recolhimento dos lotes em questão.

O número dos lotes são:

  • 50310017Y2
  • 51060017Y1
  • 50720017Y1
  • 50710017Y4
  • 50290017Y1
  • 50280017Y2
  • 43510017Y1
  • 43480017Y2
  • 43110017Y2
  • 41730017Y2

Segundo a Anvisa, as análises apontaram 31,1 microgramas de selênio por 100 quilocalorias e 175,7 microgramas de iodo por 100 quilocalorias.

A fórmula infantil Alfamino 400g é destinada a lactentes e crianças com necessidades alimentares específicas, como restrição à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

Anvisa mantém proibição a cigarro eletrônico no Brasil

ANVISA

Cigarros eletrônicos (VAPE, POD, MOD), onde usuários encontram várias opções de marcas e sabores de essências e de descartáveis | Sérgio Lima/Poder360

Diretores da agência decidiram por unanimidade que não há evidências científicas suficientes para permitir uso no país

Por unanimidade, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta 6ª feira (19.abr.2024) manter a proibição ao cigarro eletrônico no país. A medida veta a produção, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar no país. O produto é ilegal no Brasil desde 2009, mas a entidade discutia a possibilidade de revisão da norma.

Em Reunião Ordinária Pública da Dicol (Diretoria Colegiada), os 5 diretores ouviram especialistas e fumantes antes de proferirem seus votos. O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, foi o 1º a votar. Ele argumentou que a liberação do produto em outros países não resolveu os problemas de vício em nicotina e uso por pessoas mais jovens do dispositivo.

Em seu voto, a diretora Danitza Buvinich apresentou uma proposta de mudança para permitir a importação dos produtos para fins de pesquisa. Ela sugere que a atividade seja possível quando realizada por instituições científicas, tecnológicas e de inovação credenciadas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e na modalidade de importação Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

Segundo ela, a “análise crítica e a interpretação cuidadosa dessas evidências são fundamentais para informar a tomada de decisão por parte das autoridades […] para a contínua avaliação dos potenciais impactos desses produtos na saúde pública”.

O diretor Daniel Pereira também sugeriu alterar a redação proposta que define o que é “propaganda” como “empresa responsável pelo produto ou outra por ela contratada e terceiros”. Em seu voto, o diretor pede que o termo “terceiros” seja substituído por outro que especifique a natureza do agente, a fim de evitar interpretações diversas e dificultar a aplicação do dispositivo.

O CIGARRO ELETRÔNICO

Há diferentes tipos de cigarros eletrônicos disponíveis hoje no mercado ilegal. O mais comum é o vaporizador, aparelho que permite a inalação de vapor de água com sabor e nicotina –uma das substâncias presentes nos cigarros convencionais que causa dependência química.

Há também aparelhos que aquecem tabaco sem queimá-lo. A média de preço é de R$ 150. Em sites de revenda ilegal e em lojas físicas, no entanto, é possível encontrar modelos que ultrapassam os R$ 700.

O número de fumantes de cigarros eletrônicos cresceu 600% de 2018 a 2023. Segundo pesquisa do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), o número passou de 500 mil para 2,9 milhões no ano passado. Eis a íntegra do levantamento (PDF – 253 kB). *Por Pode360.

 

Anvisa alerta sobre lotes falsificados de Ozempic e Tysabri; veja quais

ALERTA 

O Tysabri é indicado para tratamento de esclerose múltipla. Já o Ozempic é utilizado para tratar adultos com diabetes tipo 2

O Ozempic, usado para controlar diabetes, é alvo de falsificação. A Anvisa foi comunicada pelos fabricantes dos medicamentos sobre os lotes falsificados – (crédito: Reprodução/Freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou na sexta-feira (3/11), um alerta aos profissionais da saúde e à população sobre lotes falsificados dos medicamentos Tysabri e Ozempic. Os medicamentos são indicados para o tratamento de formas mais ativas de esclerose múltipla e de diabetes tipo 2, respectivamente.

A agência foi comunicada pelos fabricantes dos medicamentos sobre os lotes falsificados e publicou no Diário Oficial da União (DOU) aResolução 3.874/2023, sobre as medidas preventivas, que determinam a apreensão e a proibição de comercialização, distribuição e uso dos produtos falsificados.

Veja os lotes falsificados:

Ozempic: lote LP6F832 com validade 11/2025. A empresa responsável pelo medicamento, Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil, informou à Anvisa sobre a presença de unidades do lote LP6F832 no mercado brasileiro. O lote não é considerado válido pela empresa e se trata, portanto, de produto falsificado.

Tysabri: lote FF00336 com validade 01/2026. A Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos comunicou à Anvisa sobre o lote FF00336, produzido apenas para fins institucionais e não comerciais. Segundo a empresa, o lote possui características divergentes das presentes no medicamento original, como: erros de ortografia do endereço da empresa responsável pela importação e distribuição do produto no país; diferença na cor da faixa laranja e azul da embalagem; formatação das letras; ausência da inscrição em braille na embalagem.

Orientações gerais:

A Anvisa recomenda que a população e os profissionais de saúde somente adquiram medicamentos em estabelecimentos devidamente regularizados, sempre na embalagem completa — dentro da caixa, e com nota fiscal.

Em caso de identificação de unidades dos medicamentos falsificados, a orientação é de não utilizar os produtos e comunicar à Anvisa por meio dos sistemas de Notivisa — para profissionais da saúde, e ouvidoria, via plataforma FalaBR — para pacientes, com login (CPF) e senha cadastrados no portal Gov.br.

Para mais informações, a Anvisa tem a central de atendimento telefônico ao público (0800-6429782), disponível das 7h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira, exceto feriados. A ligação é gratuita para todo o Brasil.

*Fonte:Correio Brasiliense.