Envio de propostas para o Programa de Aquisição de Alimentos é prorrogado para 31 de março

ASSISTÊCIA SOCIAL

Foto/Reprodução

O prazo para o envio de propostas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi prorrogado até o dia 31 de março. O envio pode ser feito por agricultores familiares de todos os Municípios, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), por meio do sistema PAANet, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a Companhia, a prorrogação para o envio dos projetos tem por objetivo “ampliar as oportunidades das organizações da agricultura familiar para entrega da sua produção para atendimento da população em situação de insegurança alimentar e nutricional”.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça a importância de incentivar a participação dos agricultores familiares, visando o atendimento das entidades socioassistenciais locais, para que fiquem atentos ao prazo, às documentações exigidas, bem como aos critérios de pontuação, conforme a Resolução GGPAA 17/2025.

São considerados propostas prioritárias aquelas que abarquem projetos agroecológicos e orgânicos, assim como as de participação de mulheres do campo, das águas e das florestas, indígenas, comunidades quilombolas e Povos e comunidades tradicionais (PCTs), juventude rural e assentados da reforma agrária.

Compra com Doação Simultânea 
A modalidade visa incentivar a agricultura familiar e movimentar a economia local com a compra de alimentos destinados a atender a população em estado de insegurança alimentar e nutricional com a doação desses alimentos por meio de equipamentos do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como restaurantes populares e cozinhas solidárias.

Da Agência CNM de Notícias

Produtores dizem ao governo Lula que preço dos alimentos deve cair com colheita da safra

ECONOMIA

Balcão de carnes em supermercado de São Paulo
Balcão de carnes em supermercado de São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg

Por Agência O Globo

Carne bovina tende a ser beneficiada com ração mais barata

Em reuniões realizadas na semana passada com representantes do setor privado, para discutir formas de reduzir os valores cobrados pelos alimentos e, com isso, evitar novas altas na inflação, o governo ouviu um cenário mais otimista: com a colheita da safra de grãos, a tendência é de queda nos preços.

No caso da carne bovina, a cotação do produto, que havia ficado 15% mais barato em fevereiro, ante dezembro, pode ter uma nova queda de 10%. Foi o que informaram representantes dos produtores que estiveram reunidos com os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Carlos Fávaro e Paulo Teixeira, na quinta-feira passada.

Usados como ração para animais, o aumento da produção de milho e soja fará com que as carnes em geral, incluindo suína e de frango, ficarão mais baratas, segundo relatos feitos ao GLOBO sobre as reuniões. Matéria-prima para o óleo de cozinha, a ampliação da oferta de soja vai se refletir no preço do produto nas gôndolas dos supermercados, espera o governo.

A alta da inflação preocupa o governo. O preço dos alimentos mais alto é apontado como uma das causas da queda de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), este ano a safra de grãos, que já começou a ser colhida, será recorde, com um volume de 325,7 milhões de toneladas. A ideia é que a estatal pudesse intervir no mercado, para evitar o desabastecimento e alta de preços, mas quase não há estoques reguladores disponíveis.

Entre as medidas para forçar a queda de preços no mercado interno, uma delas é a redução das tarifas de importação de produtos como milho e etanol. Mas, se as altas pararem, os estudos serão suspensos.

A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), mostra que a inflação de alimentos teve um recuo na primeira quinzena de fevereiro. Entre as quedas registradas, estão a batata-inglesa (8,17%), o arroz (1,49%) e as frutas (1,18%). Apesar desse cenário, o governo decidiu “não baixar a guarda”, conforme um ministro de Estado.

Um novo encontro entre governo e setor privado, desta vez ligado ao varejo, deve acontecer nesta quinta-feira. A expectativa é que a reunião — anteriormente prevista para acontecer com a presença de Lula — seja comandada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Estarão presentes representantes dos setores de etanol, soja, milho e carnes.

No caso do etanol, conforme publicou O Globo no último sábado, a queda da tarifa pode ser usada em uma negociação com os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, anunciou uma tarifa adicional de 25% às importações de aço e alumínio e ameaçou subir as alíquotas de produtos que têm imposto maior do que o cobrado pelo governo americano. Um deles é o etanol, tributado em 18% quando chega ao Brasil e em apenas 2,5% se for exportado para os EUA.