Chuva causa estragos em Ouricuri — Foto: Reprodução
Por causa dos estragos, a Festa de Janeiro, que começaria no domingo, com apresentações de artistas locais, precisou ser adiada para a quarta-feira (24).
A chuva do domingo (21) causou vários estragos no município de Ouricuri, no Sertão de Pernambuco. O vento forte provocou a queda de árvores, postes de energia elétrica e destelhou casas e estabelecimentos comerciais.
Por causa dos estragos, a Festa de Janeiro, que começaria no domingo, com apresentações de artistas locais, precisou ser adiada para a quarta-feira (24). A estrutura do Espaço Cultura Praça Frei Damião foi derrubada.
“Em tempo, assegura a todos os artistas locais que se apresentariam nesta data, o remanejamento para a próxima quarta-feira (24)”, informou a organização do evento, em nota.
Segundo o Instituto Climatempo, a previsão para esta segunda-feira (22) é de sol com muitas nuvens e pancadas de chuva nos períodos da tarde e noite. A temporada deve ficar em mínima de 22° e máxima de 33°. *Por G1/Petrolina.
Além da ventania que levou telhados no bairro Ipsep e Cohab, moradores registraram chuva e se surpreenderam com granizo no Sertão, em pleno Verão.
De acordo com o site do Instituto Clima Tempo, o céu volta a abrir a partir desta segunda-feira (15).
Diversos pontos da cidade foram afetados, com árvores caídas, ruas alagadas e prejuízos materiais. Entre os danos registrados, destaca-se o teto de um posto de combustíveis danificado, além de um veículo atingido por estrutura de telhado de uma residência.
Diante do cenário, a Prefeitura de Serra Talhada compartilhou em suas redes sociais que mobilizou equipes da Defesa Civil Municipal, Secretaria de Meio Ambiente, Serviços Públicos, Obras, Guarda Civil e STTRANS para lidar com os transtornos e garantir a segurança da população.
O episódio ressalta a vulnerabilidade da cidade diante de eventos climáticos, levantando questões sobre a infraestrutura e a capacidade de resposta do município diante dessas situações, que têm se tornado mais frequentes.
Aviso da agência vale para todas as regiões do Estado de Pernambuco
Foto/Divulgação
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) elevou, nesta quarta-feira (20), o nível de alerta de chuvas para todas as regiões do Estado. O novo aviso é de nível laranja — o segundo em uma escala que começa no amarelo e termina no vermelho — e vale, ao menos, até 18h de quinta-feira (21).
Segundo a agência, são esperadas chuvas de moderadas as fortes na Região Metropolitana do Recife, Mata Norte, Mata Sul, Agreste, Sertão de Pernambuco e Sertão do São Francisco.
A previsão da Apac indica pancadas de chuvas em todas as regiões do Estado devido à atuação conjunta do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) e de um pulso da Zona de Convergência Intertropical (Zcit).
A agência reforça que as maiores concentrações de precipitação devem ser a partir da tarde no Sertão e no Agreste e a partir da noite na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata.
“Acompanhe as atualizações da previsão, pois o sistema VCAN é muito dinâmico e desloca rapidamente”, acrescentou a Apac. O alerta anterior, de nível amarelo, era válido até esta quarta-feira (20) e foi estendido e ampliado pela agência. Na terça-feira (19), diversos pontos da Região Metropolitana registraram alagamentos. Com informações da Folha de Pernambuco.
Inmet prevê chuvas mais fortes na Região Sul, mas Centro-Oeste e Sudeste também terão pancadas
Climatempo alerta para chances de temporais na maior parte do Brasil, com exceção para parte do Nordeste e Centro-Oeste – Foto/Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que no noroeste e no sul do país, as chuvas vão ser fortes até o dia 27 de novembro. Mas haverá pancadas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, por causa de um canal de umidade. Em compensação, o Nordeste segue com clima quente e seco no período.
Já entre 28 de novembro e 6 de dezembro, grandes acumulados de chuva, com volumes maiores que 100 milímetros, virão forte no leste da Região Sudeste. E no Sul, que sofre com as tempestades no segundo semestre, mais pancadas superiores a 50 mm, principalmente no oeste.
Confira como ficará o tempo em todas as regiões nas próximas duas semanas.
Até 27/11, chuvas só não vão para o Nordeste
Norte: chuva em forma de pancadas, com valores maiores que 80 milímetros (mm) no Amazonas, Acre, Rondônia e sul de Roraima. Pode haver raios, rajadas de vento e trovoadas. Em áreas pontuais do Pará e do Tocantins, menos precipitação e mais umidade. No restante da área, tempo seco e sem chuva.
Nordeste: tempo seco e sem chuva, principalmente na parte norte e leste da região. Os especialistas do Inmet não descartam pancadas de chuva isoladas no Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, incluindo as áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Também podem aparecer raios, rajadas de vento e trovoadas.
Centro-Oeste e Sudeste: por causa de um canal de umidade, há previsão de pancadas de chuva localizadas em áreas de São Paulo e da Região Centro-Oeste, com mais de 50 mm e acompanhadas de raios, rajadas de vento e trovoadas. No restante do Sudeste, as precipitações vêm em menor quantidade.
Sul: os temporais retornam até esta quarta-feira (22/11) por causa de uma massa de ar quente e úmida. Raios, rajadas de vento, trovoadas e queda de granizo são esperados. Precipitação com volume superior a 70 mm em áreas do Paraná e oeste de Santa Catarina.
Entre 28/11 e 6/12, até o Nordeste terá temporais
Norte: acumulados maiores que 50 mm no Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Pará. Mais para cima, o volume deve ser inferior a 20 mm.
Nordeste: no norte e no leste, mais tempo seco. Porém, há a expectativa de pancadas de chuva passageiras no Maranhão, Piauí e Bahia (inclusive áreas do Matopiba).
Centro-Oeste e Sudeste: chuvas intensas, que devem ultrapassar 90 mm. Isso deve acontecer em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Mas outras áreas também podem ter pancadas de chuva de forma isolada.
Sul: acumulados de chuva intensa e maiores que 90 mm no noroeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina. No Paraná, pancadas de chuva que podem ultrapassar 50 mm.
Em atenção e apoio à população afetada com o volume de chuvas em Pernambuco nos últimos dias, o Governo do Estado decretou situação de emergência em 12 municípios, todos situados na Mata Sul. No sábado (8), em edição extra do Diário Oficial, o Governo publicou o decreto da declaração (nº 54.993), válido por 60 dias, para reforçar as ações nos municípios.
Além disso, um centro de apoio para ofertar serviços sociais às pessoas impactadas com as chuvas será instalado no município de Catende. A ação integrará Defesa Civil, Compesa e órgãos de saúde, assistência social e cidadania.
Entre as ações emergenciais coordenadas pela administração estadual para auxílio à população atingida pelas chuvas, destacam-se a viabilização de entrega de cestas básicas, colchões e água mineral; a desobstrução de estradas e a oferta de carros-pipa para os municípios realizarem a limpeza, por exemplo.
Em contato com equipes do Governo Federal desde sexta-feira (7), a governadora Raquel Lyra e a vice-governadora Priscila Krause estão solicitando apoio para envio de mantimentos e produtos de primeira necessidade. As gestoras já se comunicaram com os ministérios da Integração e Desenvolvimento Regional, da Defesa e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para ajudar a viabilizar os itens aos habitantes das cidades afetadas.
A situação de emergência está estabelecida nos seguintes municípios: São Benedito do Sul, Belém de Maria, Água Preta, Catende, Quipapá, Xexéu, Barreiros, Joaquim Nabuco, Cortês, Jaqueira, Rio Formoso e Maraial. Para decretar a situação, o governo levou em consideração relevantes condições, como a preservação do bem-estar da população e das atividades socioeconômicas das regiões atingidas, e o fato dos habitantes dos municípios afetados ainda não terem condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados. * Inf. (Governo de Pernambuco).
Abrigo (imagem ilustrativa) – Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco
Devido à previsão de continuidade das chuvas para a capital pernambucana nesta sexta-feira (30), a Prefeitura do Recife abriu, de forma preventiva, 10 abrigos na cidade, com o total de 961 vagas.
De acordo com a gestão, o quantitativo de abrigos leva em consideração as orientações da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Defesa Civil.
No locais, serão disponibilizados colchões, materiais de limpeza, comida para consumo rápido e lençóis, entre outros itens.
Confira lista de abrigos abertos: – Escola Municipal de Água Fria – rua dos Craveiros, 441, Campina do Barreto;
– Conselho de Cidadania Josué Pinti e Adjacências – Espaço Pertencer – avenida Vereador Otacílio Azevedo, 730 – Brejo de Beberibe;
– Escola Municipal Diacono Abel Gueiros – avenida Norte Miguel Arraes de Alencar, 7696 – Macaxeira;
– Associação de moradores da Vila Felicidade e Nova Caxangá – rua Eng. André Dias de Arruda Falcão, 49-24 – Caxangá;
– Escola Municipal Dina de Oliveira – rua São Mateus, S/N – Iputinga;
– Centro Social Bidu Krause – Tv. Onze de Agosto, s/n – Curado;
– Igreja Batista Nacional – rua Coripós, 91 – Coqueiral;
– Igreja Batista do Caçote – rua Dona Ana Aurora, 2042 – Areias;
– Escola Municipal Jardim Monte Verde – avenida Chapada do Araripe, 223 – Cohab;
– Escola Municipal Professor Florestan Fernandes – rua Rio Paranaíba, 541 – Ibura.
O Recife está em estado de “Estágio de Alerta”, desde às 7h45 desta sexta-feira (30). A previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) é de continuidade das chuvas de moderadas a fortes até o final do dia.
Somente no Alto do Mandu, na Zona Norte da capital, até às 8h30, choveu 93,30 mm, nas últimas 24 horas. No bairro de Areias, na Zona Oeste, foram registrados 90,60 mm.
De acordo com o Centro de Operações do Recife (COP), as equipes municipais já estão em ação para reverter possíveis transtornos. A orientação para a população é evitar deslocamentos e seguir as recomendações das equipes da prefeitura.
A Defesa Civil mantém um plantão permanente, podendo ser acionada pelo telefone 0800.081.3400. A ligação é gratuita e o atendimento 24h. Por Portal Folha de Pernambuco.
Alagamento deixa trânsito travado na BR-101, no Grande Recife – Foto/PRF
Chuva registrada nestas quarta (14) e quinta (15) provocou acúmulo de água na pista, onde só passava um carro por vez.
Por causa dos alagamentos provocados após dois dias de chuvas fortes e moderadas no Grande Recife, motoristas enfrentaram na noite desta nesta quinta-feira (15) um longo engarrafamento na BR-101. O acúmulo de água deixou o trânsito travado no sentido Recife.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a retenção foi registrada no quilômetro 84 da rodovia, no município do Cabo de Santo Agostinho.
Imagens divulgadas pela PRF mostram a água invadindo a rodovia. É possível ver ainda que um caminhão quebrou no meio da pista e só passava um carro por vez.
Em determinado momento, motoristas desceram dos veículos onde estavam, enquanto aguardavam a situação melhorar. Ainda de acordo com a PRF, o nível da água começou a baixar por volta das 20h, mas até 21h30 apenas uma faixa da pista estava liberada para a passagem dos veículos – o que mantinha o engarrafamento.
A chuva registrada no Grande Recife na quarta (14) e nesta quinta-feira (15) causou alagamentos em vários municípios, deixando famílias desalojadas. Em algumas cidades, o aumento do nível de água de rios provocou inundações.
Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros na noite desta quinta, desde a noite da quarta-feira (14), foram resgatadas 197 pessoas ilhadas e nove cães em diversas localidades da Região Metropolitana. Com Informações do (G1/PE).
Itapetim foi a cidade que mais choveu neste fim de semana – Foto/Divulgação
Neste último fim de semana cidades de todas as mesorregiões de Pernambuco registram chuvas. A maior incidência delas foi registrada em cidades do Agreste e Sertão, conforme previsto pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) em aviso meteorológico.
De acordo com o monitoramento realizado pela Apac, levando em consideração o apurado das últimas 24 horas, aparece em primeiro lugar a cidade de Itapetim.
Confira volumes de chuvas nas respectivas cidades:
– Itapetim – 138,20mm
– Jatobá – 125,60mm
– Santa Cruz do Capibaribe – 117,57mm
– Caruaru – 92,11mm
– Pesqueira – 86,47mm
– Triunfo – 62,10mm
– Santa Cruz da Baixa Verde – 60,31mm
Das 36 mortes confirmadas até agora, 35 foram registradas no município de São Sebastião. Foto: Prefeitura de São Sebastião
Portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconhece estado de calamidade pública no município de São Sebastião (SP). A cidade do litoral paulista foi atingida por temporais que superaram 600 milímetros em menos de oito horas.
As chuvas persistentes causaram bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos e afetaram o abastecimento de água e energia. Uma criança morreu no município de Ubatuba, também no litoral de São Paulo.
De acordo com o levantamento mais recente do governo de São Paulo, há 970 desalojados e 747 desabrigados. Até o momento, foram confirmados 36 mortes, sendo 35 em São Sebastião e um em Ubatuba.
O presidente Lula, que passava o feriado prolongado na Bahia, interrompeu o descanso para sobrevoar a região atingida. “Vamos reunir todos os níveis de governo e, com a solidariedade da sociedade, atender feridos, buscar desaparecidos, restabelecer as rodovias, ligações de energia e telecomunicações na região. Meus sentimentos às famílias que perderam pessoas queridas nesta tragédia”, publicou ele nas redes sociais.
Segundo a Defesa Civil de São Paulo, três cidades do litoral norte de São Paulo registraram, nas últimas 24 horas, o volume de chuva esperado para todo o mês de fevereiro. Em São Sebastião, o volume nas últimas 24 horas foi o dobro da média esperada para o mês.
O município de São Sebastião foi o mais afetado pelos temporais que atingiram a região entre sábado (18) e domingo (19). As áreas de Barra do Sahy e Juquehy estão isoladas em razão da queda de barreiras ao longo da rodovia.
Os serviços de água, luz e telefonia estão comprometidos em razão da queda de postes e a entrada de sedimentos nas estações de tratamento de água. As concessionárias responsáveis atuam para restabelecer o fornecimento dos serviços essenciais.
O governo do estado informou que mais de 500 pessoas, entre servidores das forças de segurança e resgate do governo estadual, das Forças Armadas, da Polícia Federal, da Prefeitura Municipal de São Sebastião e voluntários, seguem empenhadas nas ações de resgate, salvamento e identificação das vítimas.
A circulação pela antiga serra da Rodovia dos Tamoios (SP-099) foi liberada após avaliação das encostas pelas equipes técnicas. A estiagem ao longo das últimas horas também foi considerada para a retomada do tráfego. As ações para a desobstrução de rodovias afetadas seguem em andamento pelos técnicos do governo do estado de São Paulo e concessionárias.
Neste momento, as seguintes rodovias estão com pontos de interdição total e parcial:
Total
Rodovia Dr. Manoel Hyppólito Rego (SP-055)
Km 174+500 – queda de barreira
Km 136 ao 142 – queda de barreira e árvores
Parcial
Rodovia Dr. Manoel Hyppólito Rego (SP-055)
Km 188 – erosão; Km 180 – queda de árvore; Km 237 – queda de barreira; Km 066 – queda de barreira; Km 084 – queda de árvore; Km 095 – alagamento; Km 061 – queda de barreira; Km 95 ao 096 – queda de barreira; Km 116 – queda de barreira; Km 164 – queda de barreira;
Mogi-Bertioga
A Rodovia Mogi-Bertioga (SP-098) segue interditada, em razão do rompimento de tubulação, na altura do km 82, em Biritiba Mirim. Também há interdição parcial nos km 90 e 91, devido à queda de barreira; e no km 87, devido a uma erosão. Uma equipe do Departamento de Estradas de Rodagem esteve no local e avalia as obras emergenciais que serão necessárias para recuperação da via.
Caso necessário, os motoristas devem usar como rotas alternativas as rodovias do Sistema Imigrantes/Anchieta (SP-160 e SP-150). Devido a uma queda de barreira no km 174+500 da SP-055, na Praia do Juquehy, o acesso a uma rota alternativa pela Rodovia dos Tamoios está interditado para quem está entre Bertioga e Juquehy.
Abastecimento de água
Os técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) trabalham para o restabelecimento dos sistemas de abastecimento de água no litoral norte e Baixada Santista. Em São Sebastião e Ilhabela, 14 caminhões-tanque da companhia fazem o abastecimento emergencial até a regularização dos sistemas.
Com a liberação do acesso até Maresias, os técnicos da Sabesp fazem reparos na estação de captação de água. Em Caraguatatuba e Ubatuba, os sistemas de abastecimento também estão em processo de recuperação. Ao todo, 104 técnicos da companhia trabalham, com o apoio de caminhões de hidrojateamento e alto vácuo, seis retroescavadeiras e outros veículos.
Ajuda humanitária
O Fundo Social de São Paulo e a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil encaminharam para as cidades da região mais de 10 toneladas em produtos de ajuda humanitária. Entre os itens enviados estão 280 kits de limpeza, 280 kits de higiene, 490 cobertores, 100 sacos de dormir, 460 colchões, 630 cestas básicas, 250 vassouras, 16 mil litros de água, 13 mil copos de água, além de lonas, fitas de isolamento e roupas para os desabrigados e desalojados.
De acordo com os serviços de meteorologia, as áreas de instabilidade começam a perder força, em relação ao fim de semana, na região do litoral norte. A previsão é que o dia seja de sol entre nuvens, com chuvas típicas de verão.
Para São Sebastião e Ilhabela, a previsão é de 35 milímetros (mm) de chuvas. Nas últimas 48 horas, o acumulado de chuvas foi de 649mm em São Sebastião e 346mm em Ilhabela. Em Caraguatatuba e Ubatuba são esperados 25mm de precipitações. Nas últimas 48 horas, choveu 234mm em Caraguatatuba e 342mm em Ubatuba.(Com informações da Agência Brasil)
Apresentação da orquestra Show de Frevo, na Praça de Alimentação, também foi cancelada
Uma chuva de 30 mm na noite deste domingo (19), cancelou parte dos festejos de carnaval em Afogados da Ingazeira.
O trio elétrico contratado pela Prefeitura para animar os foliões e estava programado para fazer a sua descida pela Avenida Rio Branco com o bloco dos Tabaqueiros, Faz o L, O Bicho e Afoferas, não teve condições de desfilar.
Segundo o secretário de Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira, Augusto Martins, falando ao programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú na manhã desta segunda-feira (20), a incidência de relâmpagos durante a chuva poderia acarretar perigo para a banda e os foliões e a decisão foi tomada para preservar as pessoas de possíveis acidentes.
“Resolvemos, então, cancelar parte da programação que será retomada na manhã desta terça-feira (21), às 10h. Todos os blocos que fariam a descida com o trio. Também tivemos que cancelar a apresentação da orquestra Show de Frevo, na Praça de Alimentação. Não havia condições seguras”, explicou Augusto.
Com isso, além da programação marcada para a terça-feira, à tarde, haverá uma programação extra pela manhã.
Augusto também informou que o tradicional desfile dos Tabaqueiros aconteceu, mesmo debaixo de chuva. “Já estávamos todos molhados mesmo, então resolvemos fazer”, informou.
Nesta segunda-feira a programação do carnaval 2023 de Afogados da Ingazeira segue como divulgado, veja abaixo:
BLOCO GAVA – 10h – Concentração no Clube Campestre.
POLO AABB – 11h
Atração: Quinteto do Samba
BLOCO MELA-MELA – 12h
Concentração na Rua Sete Setembro, próximo à farmácia 24h, seguindo pelas principais ruas do bairro.
Atração: Felipe Santos / Matheus Max
POLO CAMPESTRE – 12h
Atração: Genival Versátil
POLO DOS TABAQUEIROS – 16h
Atração: Renan Gadelha
BLOCO TÔ NA FOLIA – 14h – Concentração no Bar de Dona Dinah, próximo ao Posto e Pousada Brasilino, com descida para Av. Rio Branco com a Orquestra Show de Frevo e descida no Trio Elétrico.
Atração: Cezinha Atrevido e Feitiço de Menina
BLOCO O BICHO – 18h – Descida com o Trio Elétrico
CONCURSO DE FANTASIA INFANTIL – 19h – Praça de Alimentação
POLO DO FREVO – 21h – PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO
Show com a Orquestra Show de Frevo, passistas e manifestações culturais. Inf. André Luis.
Fortes chuvas que caíram nesta quinta-feira (9) deixaram pontos de alagamentos na cidade do Recife – Foto: Guga Matos
Defesa Civil recebeu 200 chamados da população até as 17h, referentes a solicitações de lonas e pedidos de vistoria.
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) explicou, no início da noite desta quinta-feira (9), o motivo do grande volume de água que caiu na Região Metropolitana do Recife no dia de hoje – a capital pernambucana registrou 96,51mm de chuvas em doze horas -, além de divulgar a previsão meteorológica para a madrugada desta sexta-feira (10), que promete ser de chuva em todo Estado.
“Tivemos pancadas de chuvas fortes, principalmente na Região Metropolitana do Recife. Chuva que foram causadas, principalmente, pelo transporte de unidade do oceano para o continente, encontrando no Recife que funciona como uma ilha de calor. Isso favoreceu a intensificação de nuvens… E essas nuvens são acompanhadas de trovões, relâmpagos e uma maior descarga de água e maior volume de água também”, explicou Aparecida Fernandes, Meteorologista da APAC.
Já a Defesa Civil do Recife informou que a cidade recebeu chuvas fortemente concentradas, a partir das 12h desta quinta (9), que chegaram a mais de 50mm por hora em alguns pontos. Nas últimas 12 horas, a precipitação atingiu a marca de 96,51mm, o equivalente a mais de 75% da média prevista para todo o mês de fevereiro, que é de 122,90mm. Essa foi a segunda forte chuva registrada na cidade em menos de uma semana, ultrapassando mais de 200mm no total. Na última segunda-feira (6), no período de quase 24 horas choveu mais de 160mm.
Ainda de acordo com órgão, cerca de 200 chamados foram recebido até as 17h referentes a solicitações de lonas e pedidos de vistoria – nenhuma delas com gravidade. A população deve entrar em contato pelo telefone 0800-0813400, que é gratuito e funciona 24h por dia.
Transtornos no trânsito da cidade
Para tentar minimizar os transtornos provocados pelas chuvas na cidade, que registrou alagamentos em diversos pontos, equipes formadas por 150 agentes e 165 orientadores de trânsito da CTTU trabalharam ao longo do dia em áreas que foram afetadas pelas chuvas. Além disso, equipes técnicas trabalharam para realizar ajustes necessários na rede semafórica da cidade.
Entre às 12h e 17h da quinta-feira (9) não foram registrados sinistros de trânsito com vítimas. No período, a CTTU registrou ocorrências em 15 semáforos, que já estão em atendimento.
Previsão do tempo para esta madrugada
Assim como durante todo o dia, a madrugada desta quinta-feira (9) para a sexta (10) também deve ser de chuvas. “A APAC já vem divulgando que a possibilidade de ocorrer chuva intensa porque o oceano está com a temperatura acima do normal, e isso favorece a maior evaporação e também uma maior intensificação do sistema meteorológico que se aproxima da costa”, contou Aparecida Fernandes, Meteorologista da APAC.
As chuvas que caíram na capital pernambucana nesta quinta-feira (9) também provocaram alguns transtornos noAeroporto Internacional dos Guararapes. De acordo com a assessoria de comunicação da AENA, “alguns voos com destino ao Aeroporto Internacional do Recife foram alternados para outros aeródromos ou pousaram um pouco depois do horário previsto”. Fonte: (JC/NE)
Calamidades decorrentes das chuvas, como as verificadas no inverno deste ano, podem voltar a acontecer em Pernambuco.
“Desastres socioambientais afetam sempre pessoas com cor, renda e moradia bem definidos”, observou a urbanista Raquel Ludermir. Foto: Nando Chiappetta
O alerta foi feito por organizações da sociedade civil que participaram da audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Alepe nesta terça (6).
Um grupo de entidades apresentou o dossiê popular “Uma tragédia anunciada”, o qual aponta negligências e omissões do Poder Público que teriam resultado nas 132 mortes após os temporais, assim como deficiências no atendimento às vítimas.
Ao analisar os territórios do Grande Recife mais afetados pelas cheias, o estudo identifica a existência de racismo ambiental.
“A chuva foi extrema, mas o que aconteceu não é novidade. Os eventos climáticos resultam em desastres socioambientais que afetam sempre pessoas com cor, renda e local de moradia bem definidos”, observou a urbanista Raquel Ludermir, da organização Habitat para a Humanidade Brasil, ao expor a análise.
A partir de cruzamentos de dados socioeconômicos e da escuta da população, o dossiê revela que 60% das áreas mais atingidas são favelas ou assentamentos precários e 84% têm a população majoritariamente negra.
“Ninguém escolhe morar em área de risco. Isso é resultado de uma série de ações e omissões do Poder Público, que tinha o diagnóstico e o mapeamento dessas áreas”, pontuou Ludermir.
De acordo com o documento, seis meses após a tragédia, ainda há entulhos e montanhas de lixo nas regiões castigadas pelas chuvas, e a população convive com traumas psicológicos relacionados às perdas de vidas e bens materiais.
A pesquisa também identifica problemas como investimento insuficiente na contenção de barreiras, auxílio emergencial negado ou incapaz de cobrir danos imediatos, abrigos precários, famílias desabrigadas sem ter para onde ir e dificuldade para obter documentos.
“Após os alagamentos, contabilizamos as perdas e agora enfrentamos os traumas psicológicos”, relatou Walter Libanio, morador do Ibura, na Zona Sul do Recife. “As doações foram colocadas nas mãos de cabos eleitorais e os que precisavam não receberam. Não tivemos apoio para limpar nossas casas e as ruas. Companheiros nossos de vários lugares onde houve alagamento morreram com a doença do rato (leptospirose)”, prosseguiu.
Déficit habitacional
O relatório aponta que em 2019 – portanto, antes da pandemia de Covid-19 –, já havia um déficit de 113 mil domicílios na Região Metropolitana do Recife. Além de ações para prevenir e responder aos desastres, as organizações que formularam o dossiê pedem urgência na urbanização de áreas consolidadas e na garantia de moradia digna para as famílias ameaçadas de despejo. Demandam, ainda, planos de contingenciamento e de bacias hidrográficas, políticas habitacionais, abrigos permanentes e medidas de transição energética para enfrentar as mudanças climáticas.
O deputado João Paulo (PT), que presidiu a audiência pública, comprometeu-se a converter os dados do dossiê em pedidos de informação dirigidos a prefeituras e ao Governo do Estado. Também anunciou visitas a comunidades e o pedido de um novo debate já no início dos trabalhos da próxima legislatura, em fevereiro, para tratar do inverno de 2023 nas áreas de risco.
“Na última tragédia, a população ficou indefesa, tendo que socorrer por conta própria, sem nenhum preparo. A tendência, com as mudanças climáticas, é de as situações se agravarem, atingindo de forma mais aguda a população negra e pobre das periferias. Precisamos de uma ação integrada dos governos federal, estadual e municipais envolvidos com a sociedade civil”, defendeu.
O documento foi preparado pelo Habitat em parceria com entidades como Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), Articulação Recife de Luta, Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Centro Popular de Direitos Humanos (CPDH), Centro Sabiá, Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), Fórum de Mulheres de Pernambuco e Caus Cooperativa.
Algumas áreas registraram volumes próximos a 200 milímetros nas últimas horas
Desde o fim da noite e início da madrugada desta quarta chove muito forte no Pajeú.
Na maioria das cidades, principalmente no Médio da região, há áreas onde as chuvas passaram as marcas dos cem milímetros.
Os números de Afogados da Ingazeira dão dimensão do volume: de acordo com a Defesa Civil de Afogados da Ingazeira, o índice pluviométrico oficial acumulado de ontem para hoje até o momento é de 115 milímetros. Mas uma medição independente para o programa Rádio vivo indica 190 milímetros.
Em algumas comunidades rurais, choveu bem mais: no Sítio Poço do Moleque, foram 108 milímetros. Em Monte Alegre, 110 milímetros. No Sítio Minadouro, 162 milímetros. A comunidade de Escada marcou até agora 170 milímetros. Em Santo Antônio II, foram 160 milímetros. A chuva segue com menor intensidade essa manhã.
No Médio Pajeú, também há registros de mais de 130 milímetros em Tabira. Choveu bem também no Alto Pajeú, em cidades como Itapetim e São José do Egito.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido um alerta laranja de perigo potencial de chuvas intensas para 104 municípios da Paraíba e municípios pernambucanos. Na Paraíba, o alerta atinge cidades como Água Branca , Amparo, Ouro Velho, Cacimbas, Desterro, Imaculada, Maturéia, Patos, Prata, Teixeira e Taperoá. Em Pernambuco, toda a região do Pajeú, parte do Moxotó e Sertão do São Francisco, conforme o mapa.
De acordo com informações através da Rádio Pajeú, há relatos de ouvintes que também chove em outras áreas do Sertão e do Estado, a exemplo de outras cidades como Petrolina, Afrânio, Lagoa Grande, Santa Cruz do Capibaribe. Em Cupira, chuva forte com raio e trovões no final da tarde de ontem. Seguiu com menor intensidade e intermitente pela noite, madrugada e manhã de hoje, porém, sem registros de danos, alagamento ou desabrigados. Até o fechamento dessa matéria, as 8h da manhã desta quarta feira, em Afogados da Ingazeira ainda continuava chovendo.