Região mais afetada deve ser o Sertão do estado – Foto: Clima Ao Vivo/Reprodução
Aviso vermelho prevê chuvas de até 100 milímetros por dia
Por Portal Folha de Pernambuco
A região mais afetada deve ser o Sertão do estado, onde estão válidos três alertas – amarelo, laranja e vermelho, sendo este último com grau de severidade de “grande perigo”.
Inmet divulga alertas para Pernambuco e outras regiões | Foto: Inmet/Reprodução
No estado, o aviso vermelho prevê chuvas de até 100 milímetros por dia. Há risco de alagamentos e transbordamentos de rios.
Já o aviso laranja prevê chuvas intensas e ventos fortes de até 100 quilômetros por hora para o Sertão e Agreste de Pernambuco. O alerta amarelo, de “perigo potencial”, indica chuvas de até 50 mm/dia em todo o estado, incluindo a Região Metropolitana do Recife.
Outros estados do Nordeste também devem ser afetados por chuvas, como Piauí, Ceará, Bahia, Maranhão, Alagoas, Paraíba e Sergipe.
Os três alertas são válidos até as 23h59 desta quarta-feira (4). A população deve ficar atenta e buscar orientações da Defesa Civil.
Além do Inmet, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) também renovou o alerta de chuvas para o Sertão e Agreste, onde as precipitações devem ser de intensidade moderada a forte.
“As chuvas são decorrentes da associação de dois sistemas meteorológicos: Zona de Convergência do Atlântico Sul e Vórtice Ciclônico dos Altos Níveis”, explicou a Apac.
Nas últimas 12 horas, as três cidades onde mais choveu são do Sertão: Serrita, com 50,64 mm, Petrolina, com 30,8 mm e Araripina, com 30,4 mm.
Maior incidência de raios e trovões vem assustando moradores do interior do estado/REPRODUÇÃO/REDE SOCIAL
Aumento de raios e trovões no Sertão e Agreste de Pernambuco está associado à atuação em conjunto dos sistemas Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), explica a Apac
Durante as chuvas que atingem o interior de Pernambuco, o aumento na incidência de raios, relâmpagos e trovões vem deixando os moradores do Sertão e Agreste do estado assustados.
Segundo a meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Edvania Santos, o aumento de incidências de raios está relacionado à atuação conjunta dos sistemas meteorológicos Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e as Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que atuam no estado desde o dia 22 de fevereiro.
“Os dois sistemas sozinhos já provocam a ocorrência dessas Nuvens Cumulonimbus (Cb), que são as principais causadoras de raios. Mas eles estão atuando de forma conjunta, aumentando a quantidade de incidências de raios, como estão acontecendo neste momento no Agreste e Sertão do estado”, explicou.
Segundo Edvania Santos, esses dois sistemas formam nuvens muito profundas, que possuem desenvolvimento vertical muito grande, que pode ter de 10 até 15 quilômetros. Essas nuvens se formam rapidamente e se dissipam em, no máximo, duas horas.
“Por elas terem esse desenvolvimento vertical muito grande e rápido, isso faz com que ocorra muito atrito entre as gotículas de água e os cristais de gelo formados dentro dessas nuvens. Esse atrito gera uma diferença de potencial muito grande que a nuvem não consegue suportar e, por isso, acontece a descarga elétrica”, detalhou Edvania Santos.
Segundo dados da Neoenergia, Pernambuco registrou, de janeiro a fevereiro deste ano, 84.863 raios. Esse quantitativo representa um aumento de cerca de 140% em relação ao ano passado, quando foram registrados 35.268 raios.
Se comparado a todo o ano de 2025, que registrou 68.244 raios, o aumento foi de 24%.
Apesar disso, Edvania Santos explicou que geralmente os raios ocorrem dentro das nuvens ou entre as nuvens. Porém, a incidência mais perigosa é quando a descarga elétrica chega ao solo, podendo atingir e causar a morte de pessoas e animais.
Dicas para se proteger dos raios
Procure abrigo seguro durante tempestades. Busque um lugar fechado e seguro;
Se você estiver em um ambiente aberto, como um campo ou praia, tente se abrigar em locais cobertos por estruturas de concreto;
Não se abrigue debaixo de árvores ou perto de estruturas metálicas, pois elas atraem raios;
Evite superfícies com água, como piscinas ou rios, pois os raios podem percorrê-las, aumentando o risco de choque elétrico;
Desligue aparelhos elétricos ou desconecte-os das tomadas para evitar danos por picos de energia, que podem danificar os equipamentos;
Fique longe de janelas, portas e objetos metálicos, que podem conduzir eletricidade com facilidade;
Permaneça dentro do carro ou de ônibus;
Caso esteja dirigindo, fique dentro do carro e evite tocar nas partes metálicas, como as portas e o volante, não estacione veículos embaixo de árvores;
Evite aglomerados de pessoas. Raios podem se espalhar por grupos, então evite ficar perto de outras pessoas em tempestades.
Pesqueira foi a cidade que mais choveu no estado em 24 horas, com acúmulo de 132,79 milímetros – Foto: Instagram/@novaliderfm/Cortesia
Ruas foram tomadas, afetando o tráfego de veículos e de pedestres
Por Portal Folha de Pernambuco
A cidade de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, registrou fortes precipitações. Imagens de diferentes pontos do município mostram grande volume de água na noite dessa quarta-feira (25).
Ruas foram tomadas, afetando o tráfego de veículos e de pedestres. Pessoas tiveram que se abrigar em calçadas até a chuva amenizar. A água também atingiu salas e corredores de uma unidade de saúde local.
De acordo com o painel de monitoramento em tempo real da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Pesqueira foi a cidade que mais choveu no estado em 24 horas, com acúmulo de 132,79 milímetros.
Equipes da Defesa Civil de Pesqueira atuam no município e pedem a atenção da população, que pode acionar o órgão pelo telefone (87) 3835-8715.
Outros municípios do Sertão e Agreste também registraram acumulados expressivos, a exemplo de Carnaíba, com 130,43 mm, Garanhuns, com 81,2 mm, Quixaba, com 75,66 mm e Araripina, com 73,8 mm. Os dados foram verificados às 10h04, podendo sofrer atualização ao longo do dia.
Chuvas previstas
As chuvas para as duas regiões pernambucanas eram previstas e foram alertadas pela Apac, que emitiu um comunicado meteorológico laranja, de “estado de atenção”, nessa quarta (25).
O alerta sinaliza precipitações de moderadas a pontualmente fortes no Agreste e de moderada a forte para o Sertão do estado, válido ao longo desta quinta-feira (26).
“Além das instabilidades, a chuva será intensificada pelo sistema meteorológico conhecido como cavado em altos níveis”, aponta a Apac.
Diversas cidades de Pernambuco acumulam índices de mais de 100 milímetros de chuvas nas 12 horas contabilizadas até 7h30 desta quarta-feira (21).
Parte do Estado está sob alerta vermelho de chuvas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso vale para Região Metropolitana do Recife (RMR), Zonas da Mata Norte e Sul e Agreste.
O Cabo de Santo Agostinho, na RMR, registra o maior volume de chuvas, com 175,36 milímetros na estação Charneca, segundo monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
Em Barreiros, na Mata Sul, o índice chegou a 147,44 mm na estação do Hospital Municipal. Os maiores índices na lista seguem com Escada (142,13 mm); Torrinha, no Cabo (139,40 mm); e Ipojuca (133,32 mm).
Na RMR, os índices também são altos. Em Jaboatão dos Guararapes, o acumulado alcançou 98,05 mm na estação Muribeca. Em Moreno, 70,91 mm; e no Recife, 48,8 mm, na estação Lagoa Encantada.
A região do Sertão do Pajeú registrou um mês de fevereiro de poucas chuvas em 2025.
De acordo com levantamento realizado pelo Blog Juliana Lima junto ao Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, a região somou na média apenas 24,17 milímetros de chuvas nas 17 cidades que integram a região sertaneja.
O maior volume de chuvas foi registrado no município de Itapetim, com 76 milímetros, seguido de Triunfo, com 61 milímetros. Do outro lado, o IPA não registrou chuvas em Santa Cruz da Baixa Verde no último mês.
Confira o ranking pluviométrico do Pajeú em fevereiro: Itapetim (76.0), Triunfo (61.0), Brejinho (36.0), Santa Terezinha (29.5), Calumbi (28.7), Afogados (28.0), Quixaba (23.2), São José do Egito (23.0), Tabira (19.0), Ingazeira (18.0), Tuparetama (15.7), Solidão (15.0), Iguaracy (11.5), Serra Talhada (10.6), Carnaíba (8.5), Flores (7.3) e Santa Cruz da Baixa Verde (00).
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Santa Maria, na Base Aérea de Santa Maria – RS. Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), que não faltarão recursos do governo federal no socorro à população do Rio Grande do Sul e na reconstrução de municípios gaúchos atingidos por tempestades e enchentes desde o início da semana.
Lula e uma comitiva de ministros desembarcaram hoje em Santa Maria (RS) para reunião de trabalho com o governador do estado, Eduardo Leite, que classificou a situação como o pior desastre climático da história do Rio Grande do Sul.
“Tudo que estiver no alcance do governo federal, seja através dos ministros, seja através da sociedade civil ou seja através dos nossos militares, vamos dedicar 24 horas de esforço para que a gente possa atender as necessidades básicas do povo que está isolado por conta da chuva”, disse Lula, após a reunião.
“No primeiro momento, a gente só tem que salvar vidas, a gente só tem que cuidar das pessoas. No segundo momento, a gente vai ter que cuidar de fazer uma avaliação dos danos e, a partir daí, começar a pensar em como encontrar o dinheiro para que a gente possa reparar esses danos”, acrescentou o presidente, prestando solidariedade ao povo gaúcho e às famílias das vítimas.
O último balanço das autoridades locais registrava 13 mortes e 21 pessoas desaparecidas, além de 12 feridos. São 132 municípios afetados e 5.321 pessoas desalojadas.
De acordo com o governador Eduardo Leite, esses números são “absolutamente preliminares” e deverão subir. O foco das ações é no resgate das pessoas. “Lamentar desde já todas as mortes que ainda não foram registradas e que serão muitas, infelizmente, por conta de deslizamentos e de pessoas que estão a 48 horas em localidades que estão inacessíveis já pedindo resgate. A gente está se esforçando para chegar em cada um dos locais”, disse, informando que 204 municípios estão com maior risco em razão da elevação dos níveis dos rios e do perigo de deslizamento de terras.
Ele lembrou que nos primeiros temporais do ano passado, o resgate foi possível após uma trégua nas chuvas, o que não vem acontecendo. “Nesse momento, a gente não tem tido essa condição. Desde terça-feira (20) a gente mobiliza o que é possível, mas há muito problema climático ainda que afeta o voo das aeronaves e a dificuldade para fazer resgates. E isso tem gerado consequências muito graves aqui, que ainda vão ser medidas”, disse, antecipando a preocupação com alagamentos em Porto Alegre, capital do estado, em razão da elevação do nível do Rio Guaíba.
Segundo ele, a cota de inundação deve chegar a 4 metros (m) amanhã (3) e, dependendo da direção dos ventos que podem escoar melhor ou podem representar as águas no Guaíba, pode chegar a 4,20m. Em novembro do ano passado, o nível do rio chegou a 3,46m, na pior cheia desde 1941.
“Peço às pessoas que saiam das localidades de risco, saiam das suas casas de forma ordenada enquanto é tempo para isso, para nós salvarmos vidas nesse momento”, disse o governador.
Desde o início da crise, o governo federal se mobilizou para apoiar as ações emergenciais, de socorro à população. Militares das Forças Armadas têm auxiliado nas ações de busca e resgate de vítimas e na desobstrução de estradas, além de distribuição de alimentos, colchões, água e a montagem de postos de triagem e abrigos.
O governador Eduardo Leite decretou estado de calamidade pública diante dos estragos causados pelos eventos climáticos. As aulas nas escolas estaduais foram suspensas. Há mais de 150 pontos de bloqueios em estradas e pontes e municípios com problemas no abastecimento de alimentos, água, energia elétrica e telefonia. Os temporais castigam o Rio Grande do Sul desde segunda-feira (29) e a previsão é que o volume de chuvas continue elevado nos próximos dias.
O estado vem sofrendo com ciclos cada vez mais recorrentes de intempéries climáticas. No segundo semestre do ano passado, enchentes provocadas por fortes chuvas fizeram transbordar o Rio Taquari, em uma das piores cheias em décadas, e deixaram um rastro de destruição, perdas materiais e cerca de 50 mortes.
“É o segundo [evento] em um ano que acontece, então é preciso que a gente comece a ficar preocupado em cuidar do planeta Terra com muito mais carinho, com muito mais amor”, disse o presidente Lula.
“A natureza está se manifestando e nós precisamos levar isso muito em conta, porque quando a natureza se rebela a gente sabe que os prejuízos são muitos”, acrescentou, sobre as consequências da ação danosa do homem ao meio ambiente. *Fonte: Agência Brasil.
Imagens desta manhã mostraram a Barragem de Brotas começando a verter no início da manhã.
O volume da lâmina d’água não é maior por conta da vegetação aquática
É uma prova do grande volume de chuvas esse ano. Desde a criação da Barragem da Ingazeira, que tem capacidade para 49 milhões de metros cúbicos de água, 29 milhões a mais que Brotas, todos sabiam que só um grande inverno faria Brotas sangrar de novo.
Há comunidades no Pajeú onde as chuvas alcançaram 1.000 milímetros. Nas últimas horas, voltou a chover em Afogados da Ingazeira e na região. As chuvas chegaram a dez milímetros em algumas áreas.
O último registro da barragem vertendo é de março de 2020, há quatro anos. Àquela data, o blog noticiou:
“Na tarde desta terça-feira (17), por volta das 15h, para a alegria do povo sertanejo, uma fina lâmina d’água começou a transpor a parede do vertedouro da barragem de Brotas, em Afogados da Ingazeira.
Às 16h, o volume d’água aumentou, chegando a cobrir quase que totalmente o vertedouro. Agora é real! A barragem de Brotas começou a transbordar.
A notícia foi dada em primeira mão durante o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú FM e através das redes sociais da emissora.
Mal a notícia foi dada, o número de pessoas que chegava até o manancial para conferir de perto aumentava a cada momento. Logo, dezenas de curiosos disputavam um espaço na parede da barragem para admirar o transbordo do manancial”. *Por Nill Jr.
As chuvas intensas que atingiram Afogados da Ingazeira na noite deste domingo (21), deixaram um rastro de transtornos e problemas em vários pontos da cidade. Segundo os dados pluviométricos divulgados pela Defesa Civil Municipal, a sede do município registrou um índice de 40 mm, enquanto outros bairros e sítios também foram afetados.
No Bairro São Brás, por exemplo, a precipitação alcançou 50 mm, enquanto no Sítio Escada foi de 32 mm. Já no Sítio Vaca Morta, o volume foi de 19 mm. Outras áreas também tiveram suas medidas registradas, como o Bairro Borges com 38 mm, o Sítio Monte Alegre com 15 mm e o Sítio Oitis com 19 mm.
Entretanto, as chuvas não trouxeram apenas benefícios, mas também desencadearam uma série de problemas. Ruas ficaram alagadas, sendo a Rua Diomedes Gomes uma das mais afetadas, assim como diversos pontos da cidade.
Em meio aos transtornos, uma tragédia foi registrada no Bairro São Cristóvão, onde um alpendre desabou, causando a morte de um cachorro que buscava abrigo da chuva. Além disso, em frente à Escola Ana Melo, um ponto de alagamento se transformou em uma espécie de piscina improvisada, onde uma criança foi vista brincando. *Por Nill Jr.
O alerta é emitido quando há previsão de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 e 100 milímetros por dia. — Foto: Reprodução/INMET
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo para chuvas intensas para grande parte do país, em especial, para regiões litorâneas até o fim da tarde desta terça-feira (16).
As regiões em alerta devem registrar chuvas entre 30 a 60 milímetros por hora ou entre 50 a 100 milímetros por dia. Há risco de corte de energia, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Estão sob alerta laranja:
Bahia;
Goiás;
Maranhão;
Mato Grosso;
Mato Grosso do Sul;
Pará;
Paraná;
Rio Grande do Sul;
Rondônia;
São Paulo.
Segundo o Inmet, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem registrar volumes de chuvas superiores a 40 milímetros, Por outro lado, Goiás e Distrito Federal devem ter precipitação abaixo dos demais estados.
No Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical deverá provocar instabilidade no Maranhão, Piauí, Ceará e no Rio Grande do Norte, onde a chuva deve superar os 80 milímetros.
Também com alto volume de chuvas, o Amazonas, Pará e Amapá podem registrar raios, rajadas de vento e trovoadas nos próximos dias.
A partir desta quarta-feira (17), o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais devem detectar volumes de chuva acima dos 50 milímetros. No norte mineiro, por outro lado, deve predominar o tempo quente e seco.
O avanço de uma frente fria irá provocar chuva acima de 80 milímetros na região Sul, além de influenciar a ocorrência de raios, rajadas de vento, trovoadas e possíveis queda de granizo.
O Inmet também emitiu alerta de ventos costeiros para o litoral do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Alerta amarelo
O Inmet emitiu alerta amarelo de “perigo potencial” para chuvas intensas em especial para a região centro-norte do Brasil. Nesses locais a chuva diária deverá chegar aos 50 milímetros e ventos intensos de 40 a 60 km/h.
Agricultores esperam que chuvas beneficiem a colheita no inverno (Foto: Elza Fíuza/Agência Brasil)
Agricultores nordestinos aguardam todos os anos para que o dia do Santo seja marcado pela chuva
O Dia de São José é comemorado nesta terça-feira (19) e a chuva nesta data é muito aguardada por agricultores nordestinos, pois é sinônimo de fartura da colheita. A crença existe há séculos e, segundo o catolicismo, São José foi pai de Jesus e trabalhava no campo. Por isso, neste dia muitos agricultores erguem a cabeça para o céu com a esperança de que a chuva chegue.
Especialistas explicam que a data do Santo coincide com a mudança de estação do verão para o outono no hemisfério sul. A chegada do outono, no dia 20 de março, traz um clima mais ameno em algumas localidades do país.
No entanto, no Norte e Nordeste as variações climáticas são poucas. Entre as principais características desta estação estão a queda de temperatura, dias mais curtos e as árvores começam a perder as folhas.
A transição de estações ainda favorece a Zona de Convergência Intertropical, que é uma banda de nuvens que circula todo o planeta na região equatorial. Esta zona é uma das principais causadoras de chuva em parte das regiões Norte e Nordeste do Brasil.
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a previsão do clima para o dia 19 de março no estado é a seguinte:
– Região Metropolitana do Recife: Parcialmente nublado a claro com chuva rápida de forma isolada nas primeiras horas da manhã e noite com intensidade fraca.
– Mata Norte e Sul: Parcialmente nublado a claro com chuva rápida de forma isolada manhã e noite com intensidade fraca.
– Agreste: Parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca.
– Sertão de Pernambuco: Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca a moderada.
– Sertão de São Francisco: Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Nesta quarta-feira (13), as chuvas castigaram com intensidade algumas áreas da cidade de Afogados da Ingazeira gerando transtornos e preocupações para os moradores locais. Trechos como a Diomedes Gomes, Avenida Manoel Borba, foram afetados, especialmente em áreas mais baixas, onde a água se acumulou rapidamente, causando dificuldades para os transeuntes e moradores.
Relatos indicam que bairros como São Brás e Sobreira também enfrentaram problemas, com a invasão da água em residências e estabelecimentos comerciais. Na Avenida Manoel Borba, próximo à feirinha de verduras, a situação se agravou, com a água cobrindo os pneus dos veículos e ameaçando adentrar nas lojas da região.
A Defesa Civil da cidade está em estado de alerta diante da situação. Segundo o coordenador Fernando Moraes, o volume de chuva registrado na sede do município foi de 36 milímetros em poucos minutos, o que contribuiu significativamente para os transtornos enfrentados pela população. Na zona rural, há relatos de acumulados ainda mais expressivos, atingindo cerca de 60 milímetros em algumas áreas.
“Nesse caso, os transtornos foram causados pelo tempo curto da chuva, 36 milímetros em pouco tempo. Na zona rural tenho relatos de 60 milímetros”, explicou Fernando Moraes, destacando a intensidade e a rápida acumulação da água como fatores determinantes para os problemas enfrentados.
Diante desse cenário, a população de Afogados da Ingazeira está em alerta, enquanto equipes da Defesa Civil trabalham para monitorar a situação e prestar assistência às áreas mais afetadas. A previsão é de que as chuvas persistam nas próximas horas, o que demanda atenção redobrada por parte das autoridades e dos cidadãos locais para minimizar os impactos e garantir a segurança de todos. *Por André Luis.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu três alertas de chuva para Pernambuco, nesta quarta-feira (13). Segundo o instituto, os temporais podem se estender até a sexta-feira (15).
Vários pontos do Estado já registram pancadas e altos acumulados de chuva nesta quarta-feira. Nas 24 horas contadas até 10h desta quarta-feira, os maiores índices foram contabilizados em Gameleira (53,34 mm), Moreno (35,27 mm), Itaquitinga (34,17 mm), Jurema (32,40 mm) e Alto do Mandú, no Recife (30,81 mm).
O primeiro alerta é de nível laranja e vale para a Região Metropolitana do Recife, Zonas da Mata Norte e Sul e partes do Agreste e do Sertão de Pernambuco. Esse aviso é válido até 10h de quinta-feira (14).
Segundo o Inmet, são esperadas chuvas intensas de 30 a 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia nas regiões citadas pelo alerta. Há, ainda segundo o instituto, possibilidade de ventos intensos de 60 a 100 km/h. Nas demais partes do Estado, no Agreste e no Sertão, o alerta é de nível amarelo e também é válido até 10h de quinta-feira. Nessas cidades, as chuvas devem ser intensas e de 20 a 30 mm/hora ou até 50 mm/dia.
O terceiro alerta vale entre 0h01 de quinta-feira (14) e 23h59 de sexta-feira. De nível amarelo, o aviso cobre quase todo o Estado, para onde são esperadas chuvas intensas de 20 a 30 mm/hora ou até 50 mm/dia. *Por Portal Folha de Pernambuco.
Ventos fortes são esperados em várias regiões de Pernambuco – Foto/Divulgação
A previsão abrange a maior parte do Estado, com exceção de partes do Agreste e do Sertão
dentes, o órgão recomenda:
Durante rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Defesa Civil do Recife
A Defesa Civil do Recife mantém um plantão permanente, podendo ser acionada pelo telefone 0800.081.3400. A ligação é gratuita e o atendimento 24h. *Por Folha de Pernambuco.
O Blog Juliana Lima fez o levantamento das chuvas na região do Pajeú no último mês de fevereiro. Quem liderou o ranking pluviométrico foi Afogados da Ingazeira, com 283 milímetros.
Em segundo lugar ficou a cidade de São José do Egito, com 248.5 milímetros. O acumulado nas dezessete cidades da região foi de 2.784,4 milímetros. O menor índice foi registrado em Ingazeira, com 86.0. Os dados são do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA.
Segundo a Defesa Civil, esse foi o mês de fevereiro mais chuvoso em Afogados dos últimos 15 anos. O fevereiro menos chuvoso no período foi em 2013, com apenas nove milímetros.
Confira a ordem pluviométrica em fevereiro: Afogados da Ingazeira Total: 283.0, São José do Egito 248.5, Quixaba 216.3, Solidão 210.5, Tabira 210.0, Itapetim 198.0, Calumbi 175.1, Triunfo 163.9, Carnaíba 159.2, Tuparetama 156.1, Brejinho 150.0, Santa Cruz da Baixa Verde 138.0, Serra Talhada 102.7. Flores 101.1, Santa Terezinha 94.5, Iguaracy 91.5 e Ingazeira 86.0.
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu, nesta quinta-feira (29), um alerta de chuva para o Sertão e o Agreste. O aviso é válido até esta sexta-feira (1º).
“As regiões do Sertão e Agreste estão com bastante convergência de umidade e áreas de instabilidades que devem provocar pancadas de chuva em vários municípios, se prolongando até as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, com intensidades moderadas e localmente forte”, explicou a Apac.
Para o Litoral, a previsão é de chuvas fracas a moderadas, de forma isolada.
Nessas regiões, a população deve seguir a orientação dos departamentos de Defesa Civi (Foto: Romulo Chico/DP)
As chuvas fortes causaram prejuízos à famílias destas regiões e a Defesa Civil alerta como proceder nestes casos
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu nesta quarta-feira (21) mais um alerta de chuvas moderadas a fortes para o Agreste e Sertão do estado. O alerta vale até esta quinta-feira (22).
Por meio de um comunicado, a agência informou que “a previsão do tempo da Apac indica continuidade de pancadas de chuva com intensidade moderada a forte durante o período noturno, se estendendo até as primeiras horas da manhã (quinta-feira 22/02), por isso, estamos renovando o aviso para as regiões”.
Nessas regiões, a população deve seguir a orientação dos departamentos de Defesa Civil, entre elas:
Fechar bem as portas e janelas;
Evitar contato com a água de alagamentos que podem estar contaminadas;
Não parar o carro perto de árvores ou postes pois eles podem cair;
Auxiliar crianças e idosos que possuem dificuldade de locomoção;
Se houver sinal de movimentação do terreno da casa, procurar um local seguro;
Não atravessar ruas alagadas, mesmo estando de carro, moto ou bicicleta, pois a força da água pode arrastá-lo.
Chuvas fortes prejudicam moradores do interior do estado
A chuva provocou muitos transtornos em Garanhuns, no Agreste pernambucano, na última quinta-feira (15). Imagens divulgadas em redes sociais mostram uma verdadeira correnteza em uma avenida no centro da cidade.
Em um vídeo gravado por populares é possível ver um container de lixo sendo carregado pelas águas e atingindo um motociclista. Em outro registro, populares ficam impossibilitados de saírem de suas casas, em decorrência do alagamento.
Segundo informações da Defesa Civil municipal, oito pessoas ficaram desalojadas. Quatro edificações foram interditadas e duas residências desabaram.
No município de Bom Conselho, uma família ficou desalojada por conta das chuvas do dia 16 de fevereiro. A estrutura da casa ficou muito danificada e corre risco de desabamento. Pelo menos 20 pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas, mas ninguém ficou ferido. *Por Diário de Pernambuco.
há previsão de muita chuva a partir das 21h desta quarta-feira (21), como também para o fim de semana
A chuva voltou a cair com intensidade em Afogados da Ingazeira. Segundo a Defesa Civil foram 85 milímetros na sede do município e 92,5 milímetros no Bairro Planalto.
Choveu bastante também na zona rural do município: Queimada Grande 77 mm, Sítio Umburanas 94mm, Sítio Oitis 75 mm e Sítio Poço do Moleque 64 mm, Sítio Escada 38 mm, conforme a Defesa Civil.
Os ouvintes do programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú relataram muita chuva na região: Sítio Opa 90 mm, Sitio Barro Branco em Iguaracy 80 mm, São Domingos 83 mm, Poço da Volta 105 mm, Carnaíba 52,7 mm.
A forte chuva causou diversos pontos de alagamentos em Afogados da Ingazeira. Há registro de um carro sendo quase arrastado na Rua Diomedes Gomes, no centro da cidade. O coordenador da Defesa Civil, Fernando Moraes, informou que o prefeito Alessandro Palmeira determinou a criação de um gabinete de crise para avaliar e solucionar os problemas de drenagem nos pontos mais afetados da cidade.
“Foi uma chuva mais demorada e com um volume de água maior. Tivemos alguns transtornos em locais onde já temos tradição de dificuldades na drenagem. O prefeito Sandrinho está preocupado, me ligou para a gente resolver definitivamente essa situação. A gente vai montar um gabinete hoje e vamos avaliar com a presença do engenheiro para sanar essa situação”, informou Fernando Moraes, alertando para a previsão de muita chuva a partir das 21h desta quarta-feira (21). *Por Juliana Lima.
As chuvas desta terça-feira (20), voltaram a causar transtornos à população de Afogados da Ingazeira. Vários pontos críticos da cidade voltam a alagar, dificultando ou até mesmo impedindo a passagem de carros e motos.
Na Rua Diomedes Gomes próximo à Escola Ana Melo, carros não conseguiam passar e foram até arrastados. Chuva forte chegou também com rajadas de vento.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Fernando Moraes, informou durante entrevista ao programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú nesta quarta-feira (21), que um gabinete de crise será implementado para gerar um plano de ação. “O prefeito Sandrinho Palmeira deu ordem para que se resolva definitivamente esses pontos críticos”, informou Fernando.
Mas, assim como informou em entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú na última segunda-feira (19), Fernando disse que a situação na área da Escola Ana Melo é um ponto de difícil resolutividade. “Ali todos sabemos que antigamente era a passagem de um riacho, então será necessário uma intervenção bem maior para criar um ponto de escoamento”, afirmou o coordenador da Defesa Civil.
Números das chuvas – Segundo a Defesa Civil de Afogados da Ingazeira, o índice pluviométrico acumulado de ontem para hoje, 21/02, foi de 85 mm, na sede. No bairro Planalto 92,5mm, no Sítio Umburanas 94 mm, na comunidade Queimada Grande 77 mm, no Sítio Oitis 75 mm, no Sítio Poço do Moleque 64 mm, no Sítio Escada 38 mm e no Sítio Monte Alegre 85 mm. *Por André Luis.
Casas ficam submersas após temporal -Foto/Divulgação
A chuva deu uma trégua neste domingo (28) em Petrolina (PE), mas na Vila Nova do N-7, Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho, as casas ficaram submersas.
Quando vem muita chuva acima do esperado, a situação fica caótica na comunidade que pede socorro às autoridades.
Neste momento a água já vem escoando, o nível baixando aos poucos e uma bomba foi instalada para secar a lagoa, onde foram encontrados lixos como pneus, sofás, entre outros.
Até esse sábado (27), o acumulado de chuvas em Petrolina foi de 132,8 milímetros (mm), somente nos últimos quatro dias a cidade registou 104 mm. A média de precipitação para o mês é de 83,5 mm. *Por Edenevaldo Alves.
O aviso de chuvas termina na quarta-feira (24), às 10h (foto: Ed Alves/CB)
Ventos devem ser intensos, com velocidade estimada entre 40 km/h e 60 km/h
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou, nesta terça-feira (23), 21 estados sob alerta de cor amarela (perigo potencial) de chuvas intensas com precipitação de 20 a 30mm (milímetros) por dia e ventos intensos de 40 a 60 km/h. O aviso termina na quarta-feira (24), às 10h.
Os estados em bandeira amarela são: Manaus, Roraima, Mato Grosso, Amapá, Pará, Maranhão, Tocantins, Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e o Distrito Federal.
Além disso, o órgão publicou um aviso de rajadas de ventos no Rio Grande do Sul. Os ventos na região devem ser intensos, porém, o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas foi avaliado como baixo pelos meteorologistas.
O Inmet informou ainda que até sexta-feira (26), praticamente toda a região Nordeste terá registro de chuvas volumosas, que podem acumular mais de 100mm. As chuvas mais expressivas devem atingir, principalmente, os estados da Bahia, Piauí e Ceará.
Com o alerta, o órgão instrui que em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.