Sport e Santa Cruz estão entre clubes cobrados pelo Corinthians na CNRD

COBRANÇA

Matheus Souto Maior e Bruno Rodrigues, presidente do Sport e do Santa Cruz/Rafael Vieira
Matheus Souto Maior e Bruno Rodrigues, presidente do Sport e do Santa Cruz/Rafael Vieira

Sport e Santa Cruz são cobrados pelo Corinthians na CNRD por dívidas antigas em negociações de atletas

Paulo Mota

O Corinthians acionou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da CBF responsável por julgar conflitos do futebol brasileiro, para cobrar valores referentes a dívidas antigas envolvendo negociações de jogadores. Entre os clubes citados na ação estão Sport e Santa Cruz.

As cobranças fazem parte de um conjunto mais amplo de ações movidas pelo clube paulista contra 11 equipes do futebol nacional, com valores que, somados, giram em torno de R$ 35 milhões. Segundo informações relacionadas aos processos, os débitos são oriundos de transferências de atletas realizadas em temporadas anteriores, envolvendo diferentes tipos de acordos financeiros firmados entre os clubes.

Embora os detalhes dos processos tramitem sob sigilo na CNRD, o Corinthians confirma a existência das cobranças e afirma que adotou as medidas cabíveis para tentar reaver os valores pendentes. A atuação do clube segue uma estratégia de organização financeira e recuperação de créditos que ainda estão em aberto no cenário nacional.

Além de Sport e Santa Cruz, também foram acionados clubes como Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Coritiba, Grêmio, Internacional, Ponte Preta e Vasco da Gama.

Criada pela CBF em 2016, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas funciona como uma instância especializada para resolver litígios do futebol de forma mais rápida e técnica do que a Justiça comum. O órgão pode aplicar sanções esportivas e administrativas, como bloqueio de receitas, proibição de registro de atletas e outras penalidades previstas no regulamento da entidade.

Oposição pede demissão de secretária de Saúde ao Governo do Estado

COBRANÇA

Zilda Cavalcanti, secretária de Saúde de Pernambuco (Rômulo Chico/Esp DP Foto)
Zilda Cavalcanti, secretária de Saúde de Pernambuco (Rômulo Chico/Esp DP Foto)

Deputados do PSB veem continuidade de Zilda Cavalcanti no cargo como “insustentável”

Deputados do PSB cobraram da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), nesta terça-feira (21), a reestruturação imediata da atual equipe da Secretaria Estadual de Saúde, incluindo a demissão da secretária Zilda Cavalcanti. O apelo ocorre em meio a uma grave crise no setor motivada pela falta de planejamento da gestão estadual, por uma redução significativa nos investimentos e pela situação crítica nas unidades pediátricas.

Segundo os parlamentares da oposição, em comunicado conjunto, o apelo é motivado pela falta de planejamento da gestão estadual e redução dos investimentos que teriam acarretado uma crise no setor, além da “situação crítica nas unidades pediátricas”. Para os políticos, a continuidade dos trabalhos da equipe é “insustentável e coloca em risco a vida da população”.

Deputados do PSB cobraram da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), nesta terça-feira (21), a reestruturação imediata da atual equipe da Secretaria Estadual de Saúde, incluindo a demissão da secretária Zilda Cavalcanti. O apelo ocorre em meio a uma grave crise no setor motivada pela falta de planejamento da gestão estadual, por uma redução significativa nos investimentos e pela situação crítica nas unidades pediátricas.

Diante desse cenário, os deputados afirmam que a continuidade de Zilda Cavalcanti e equipe nos cargos é insustentável e coloca em risco a vida da população. “O que se tem visto é uma completa falta de capacidade para gerir a saúde pública do nosso Estado. A população pernambucana está pagando o preço pela má gestão e pela negligência. Exigimos que a governadora tome uma atitude imediata, antes que mais tragédias aconteçam“, declararam os deputados Diogo Moraes, Rodrigo Farias, Sileno Guedes e Waldemar Borges, em comunicado conjunto.

Na última quinta-feira (16), uma reportagem da TV Globo, com dados do Portal da Transparência, revelou que, em 2023, no primeiro ano da gestão de Raquel Lyra, o governo estadual reduziu em R$ 1,2 bilhão os investimentos em assistência hospitalar e ambulatorial – uma queda de 15% em relação ao ano anterior. Esse corte de verbas para a saúde pública, o primeiro em 16 anos, afetou diretamente os principais hospitais da rede, incluindo o da Restauração, Getúlio Vargas e o Barão de Lucena, agravando ainda mais a situação de superlotação e falta de insumos básicos.

No mesmo dia, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) divulgou uma nota de repúdio, criticando a falta de preparo do governo estadual para lidar com a sazonalidade das doenças respiratórias. “A rede estadual de saúde precisa se precaver com mais leitos de UTI pediátricos, uma melhor distribuição de medicamentos e recursos médicos suficientes para evitar futuras tragédias“, afirmou a entidade.

O Simepe também enfatizou a importância de a população e os profissionais se unirem no apelo por mudanças significativas e rápidas na saúde de Pernambuco. “Este ciclo de despreparo e resposta tardia por parte da Secretaria de Saúde Estadual não apenas aumenta o sofrimento de nossas comunidades, mas também demonstra uma falha sistêmica que necessita de correção imediata. O Simepe converge forças neste apelo por mudanças significativas, práticas e rápidas. As crianças e suas famílias têm direito de usufruir de um sistema de saúde que se antecipe aos desafios e proteja suas vidas com eficácia“, disse.

Ação judicial

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) chegou a mover ação judicial contra a gestão estadual para assegurar medidas mínimas para o funcionamento do Hospital Barão de Lucena, maior emergência pediátrica do Estado.

A unidade sofre interdição do Cremepe desde o dia 18 de janeiro devido a falta de insumos básicos e condições mínimas de trabalho para os profissionais médicos atenderem a crescente demanda de crianças, especialmente em período de alta incidência de doenças respiratórias.

A unidade sofre interdição do Cremepe desde o dia 18 de janeiro devido a falta de insumos básicos e condições mínimas de trabalho para os profissionais médicos atenderem a crescente demanda de crianças, especialmente em período de alta incidência de doenças respiratórias. *Por Diario de Pernambuco.