Oposição pede demissão de secretária de Saúde ao Governo do Estado

COBRANÇA

Zilda Cavalcanti, secretária de Saúde de Pernambuco (Rômulo Chico/Esp DP Foto)
Zilda Cavalcanti, secretária de Saúde de Pernambuco (Rômulo Chico/Esp DP Foto)

Deputados do PSB veem continuidade de Zilda Cavalcanti no cargo como “insustentável”

Deputados do PSB cobraram da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), nesta terça-feira (21), a reestruturação imediata da atual equipe da Secretaria Estadual de Saúde, incluindo a demissão da secretária Zilda Cavalcanti. O apelo ocorre em meio a uma grave crise no setor motivada pela falta de planejamento da gestão estadual, por uma redução significativa nos investimentos e pela situação crítica nas unidades pediátricas.

Segundo os parlamentares da oposição, em comunicado conjunto, o apelo é motivado pela falta de planejamento da gestão estadual e redução dos investimentos que teriam acarretado uma crise no setor, além da “situação crítica nas unidades pediátricas”. Para os políticos, a continuidade dos trabalhos da equipe é “insustentável e coloca em risco a vida da população”.

Deputados do PSB cobraram da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), nesta terça-feira (21), a reestruturação imediata da atual equipe da Secretaria Estadual de Saúde, incluindo a demissão da secretária Zilda Cavalcanti. O apelo ocorre em meio a uma grave crise no setor motivada pela falta de planejamento da gestão estadual, por uma redução significativa nos investimentos e pela situação crítica nas unidades pediátricas.

Diante desse cenário, os deputados afirmam que a continuidade de Zilda Cavalcanti e equipe nos cargos é insustentável e coloca em risco a vida da população. “O que se tem visto é uma completa falta de capacidade para gerir a saúde pública do nosso Estado. A população pernambucana está pagando o preço pela má gestão e pela negligência. Exigimos que a governadora tome uma atitude imediata, antes que mais tragédias aconteçam“, declararam os deputados Diogo Moraes, Rodrigo Farias, Sileno Guedes e Waldemar Borges, em comunicado conjunto.

Na última quinta-feira (16), uma reportagem da TV Globo, com dados do Portal da Transparência, revelou que, em 2023, no primeiro ano da gestão de Raquel Lyra, o governo estadual reduziu em R$ 1,2 bilhão os investimentos em assistência hospitalar e ambulatorial – uma queda de 15% em relação ao ano anterior. Esse corte de verbas para a saúde pública, o primeiro em 16 anos, afetou diretamente os principais hospitais da rede, incluindo o da Restauração, Getúlio Vargas e o Barão de Lucena, agravando ainda mais a situação de superlotação e falta de insumos básicos.

No mesmo dia, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) divulgou uma nota de repúdio, criticando a falta de preparo do governo estadual para lidar com a sazonalidade das doenças respiratórias. “A rede estadual de saúde precisa se precaver com mais leitos de UTI pediátricos, uma melhor distribuição de medicamentos e recursos médicos suficientes para evitar futuras tragédias“, afirmou a entidade.

O Simepe também enfatizou a importância de a população e os profissionais se unirem no apelo por mudanças significativas e rápidas na saúde de Pernambuco. “Este ciclo de despreparo e resposta tardia por parte da Secretaria de Saúde Estadual não apenas aumenta o sofrimento de nossas comunidades, mas também demonstra uma falha sistêmica que necessita de correção imediata. O Simepe converge forças neste apelo por mudanças significativas, práticas e rápidas. As crianças e suas famílias têm direito de usufruir de um sistema de saúde que se antecipe aos desafios e proteja suas vidas com eficácia“, disse.

Ação judicial

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) chegou a mover ação judicial contra a gestão estadual para assegurar medidas mínimas para o funcionamento do Hospital Barão de Lucena, maior emergência pediátrica do Estado.

A unidade sofre interdição do Cremepe desde o dia 18 de janeiro devido a falta de insumos básicos e condições mínimas de trabalho para os profissionais médicos atenderem a crescente demanda de crianças, especialmente em período de alta incidência de doenças respiratórias.

A unidade sofre interdição do Cremepe desde o dia 18 de janeiro devido a falta de insumos básicos e condições mínimas de trabalho para os profissionais médicos atenderem a crescente demanda de crianças, especialmente em período de alta incidência de doenças respiratórias. *Por Diario de Pernambuco.

Compartilhe:

Deixe um comentário