PRF apreende lote de “canetas do Paraguai” escondido em carro com licenciamento atrasado

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Lote de “canetas paraguaias” estava escondido no carro apreendido pela PRF em São Caetano (DIVULGAÇÃO/PRF)

O lote de “canetas do Paraguai” apreendido é de uma marca proibida no Brasil e foi encontrado após a PRF recolher veículo, em São Caetano, na BR-232, devido ao licenciamento atrasado

Por Diario de Pernambuco

Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um veículo, na BR-232, em São Caetano, no Agreste, onde estavam escondidas 37 ampolas de uma marca de moderador de apetite proibida no Brasil, conhecidas como “canetas do Paraguai”.

Tudo começou na última sexta-feira (6) à noite, quando a fiscalização da PRF abordou um motorista na BR-232, em São Caetano, Agreste de Pernambuco. O veículo estava com o licenciamento vencido e foi recolhido ao pátio.

Nesta segunda-feira (9), a equipe da PRF realizou uma verificação detalhada no carro e encontrou os frascos do medicamento em um compartimento oculto.

O medicamento a base de “tirzepatida”, que não pode ser comercializada no Brasil, estava escondido no forro do teto de um carro sem refrigeração.

Além de ser proibida pela Anvisa, a substância deve ser armazenada em uma temperatura de 2?C a 8?C, para não prejudicar a eficácia do medicamento e a saúde de quem utiliza.

O motorista foi identificado no dia da abordagem, mas não apareceu para reaver o veículo.

Os frascos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Caruaru.

Brasileira é presa na Colômbia após tentar traficar 130 rãs venenosas, avaliadas em R$ 650 mil; vídeo

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Sapos escondidos na mala da brasileira podem custar até mil dólares
Sapos escondidos na mala da brasileira podem custar até mil dólares — Foto: Reprodução/Polícia Nacional da Colômbia

Anfíbios de espécie ameaçada de extinção estavam escondidos em potes na mala e já apresentavam sinais de asfixia

A Polícia Nacional da Colômbia prendeu uma viajante brasileira que tentava traficar 130 sapos, no Aeroporto Internacional El Dorado, na capital Bogotá. A mulher que carregava na mala os anfíbios, considerados um dos mais venenosos do mundo, iria embarcar em voo para São Paulo, com escala no Panamá.

Os policiais da Delegacia do Aeroporto encontraram 130 potes camuflados, que continham sapos da espécie Oophaga Histriónica comumente conhecidas como rã-arlequim. O anfíbio é originário das planícies e plantações da América Central, mais especificamente em países como Nicarágua, Costa Rica e Panamá. A rã se alimenta por pequenos insetos e ácaros, responsáveis pela toxina presente na pele colorida em tons vibrantes de roxo, azul, laranja ou amarelo.

Rã-arlequim é conhecida pela pele colorida — Foto: Reprodução/Redes sociais
Rã-arlequim é conhecida pela pele colorida — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a polícia colombiana, a espécie ameaçada de extinção é procurada nos mercados internacionais por colecionadores, que pagam até mil dólares (R$ 5 mil) por cada rã, encontradas apenas nas florestas tropicais úmidas do Pacífico.

Ao ser questionada pelas autoridades no aeroporto, a mulher de 37 anos alegou que os animais se tratavam de um presente recebido pelas comunidades étnicas de Nariño, uma região de pasto na Colômbia. No entanto, dado o número de espécies transportadas e os consideráveis ​​danos causados ​​ao ecossistema, foi iniciado o processo penal pelo crime de tráfico de vida selvagem.

Quando apreendidos, os animais já apresentavam sintomas de asfixia e estavam a poucas horas de morrer. As rãs foram recuperadas por agentes da Seção de Proteção Ambiental e entregues à Secretaria Distrital do Meio Ambiente de Bogotá para ficarem sob cuidado do Centro de Atenção e Avaliação da Flora e Fauna Silvestresa. A brasileira foi deixada à disposição da Procuradoria-Geral da República.

“Ante a quantidade de espécies transportadas e o dano considerável ao ecossistema, demos início a um processo de judicialização pelo crime de tráfico de fauna”, disse o comandante operacional da Polícia Metropolitana, Juan Carlos Arévalo Rodriguez.

Com o acompanhamento da Seccional de Carabineiros e Proteção Ambiental, os animais receberam tratamento veterinário e estão em recuperação no Centro de Atenção e Valorização de Flora e Fauna Silvestre para serem devolvidos ao seu habitat.

Segundo a prefeitura de Bogotá, a brasileira foi colocada à disposição da Procuradoria-Geral da Nação. As leis colombianas punem com rigor o tráfico de animais. Além da ação penal, a multa a que a mulher está sujeita pode chegar a 58 milhões de pesos colombianos – cerca de R$ 70 mil.

A brasileira não teve o nome divulgado pelas autoridades colombianas. A reportagem pediu informações sobre o caso ao Ministério das Relações Exteriores e aguarda retorno.

*Por Agencia o Globo