Desafios e bravura marcam missão dos Bombeiros Militares de Pernambuco no Rio Grande do Sul

FORÇA TAREFA

Os Bombeiros de Pernambuco chegaram do RS nesta segunda (3) – Foto: Clarice Melo/Folha de Pernambuco

Cenário devastador foi encontrado pela corporação enviada ao estado gaúcho; equipe atuou em municípios como Cruzeiro do Sul, Lajeado, Arroio do Meio, Taquari e Relvado

Os Bombeiros de Pernambuco chegaram do RS nesta segunda (3)
Os Bombeiros de Pernambuco chegaram do RS nesta segunda (3) – Foto: Clarice Melo/Folha de Pernambuco

“Mais que um cenário de guerra, o que achamos ali foi um ambiente devastador”, afirmou o major André, Comandante da força-tarefa que enviou os Bombeiros Militares de Pernambuco ao Rio Grande do Sul. O efetivo retornou ao Recife nesta segunda-feira (3), após 15 dias no estado gaúcho.

Os 21 militares recém-chegados agora vão passar por atendimento psicológico e acompanhamento médico, através de exames laboratoriais e clínicos para avaliar a saúde física dos mesmos, junto ao Hospital Oswaldo Cruz.

“Nossa equipe foi exposta a um local de catástrofe e, consequentemente, com risco de doenças, por isso, nos próximos dias, teremos esse acompanhamento e cuidado com nosso efetivo”, disse o coronel Robson Roberto, diretor geral de operações. 

A missão
Cada equipe mobilizada foi destinada a atuar em um tipo de serviço nas regiões atingidas. A corporação pernambucana chegou com a missão de procurar por 39 corpos que haviam desaparecido em meio ao desastre.

Além do cenário caótico, a disparidade de temperatura foi um dos fatores que dificultou, mas não impediu a ação dos bombeiros nos locais.

“Quando chegamos, tivemos o dever de ir procurar essas pessoas desaparecidas. Lá havia muitos destroços de casas, troncos de árvores que dificultavam o acesso. Havia locais com mais de seis metros de lama. Quero fazer uma ressalva aos nossos cães que foram treinados com essa missão e executaram com maestria”, apontou major André.

Com a complexidade da situação, a equipe saiu munida de equipamentos que ajudassem no êxito da operação. “Os materiais foram fundamentais para que os militares fossem autossuficientes na operação do estado gaúcho. Esse foi um dos pedidos do governador do RS, Eduardo Leite: que as equipes atuassem o mais independente possível já que a demanda era imensa, mas isso não impediu que uns ajudassem aos outros”, destacou o comandante-geral do CBMPE, coronel Luciano.

Comandante-geral do CBMPE, Coronel Luciano
Comandante-geral do CBMPE, coronel Luciano – Foto: Clarice Melo/Folha de Pernambuco

Voluntários
Toda a equipe que seguiu para o Rio Grande do Sul, assim que foi sinalizada a necessidade pela Liga Nacional dos Bombeiros, partiu de forma voluntária.

A mobilização aconteceu com os quarteis localizados no Interior do Estado, para que não houvesse baixa nas equipes da Região Metropolitana do Recife (RMR), visto que a Operação Inverno segue acontecendo na Capital e cidades vizinhas.“É importante reforçar que cada bombeiro que saiu para o RS foi por vontade de servir à corporação e cumprir com o compromisso de salvar vidas”, explicou o comandante-geral.

O Sargento Duque, que atua na corporação de Santa Cruz do Capibaribe, pontuou que a equipe, apesar de ser treinada para atuar em situação de desastres, presenciou um choque maior pessoalmente.

“Você ver vilarejos embaixo d’água, pessoas que perderam tudo, família com parentes desaparecidos, as cidades completamente bagunçadas, despedaça qualquer um, mas, apesar disso, cumprimos bravamente nossa missão”, disse o militar, que agradeceu a receptividade dos moradores das cidades em que passaram. “Eles agradeciam de todas as maneiras, com sorrisos, abraços, comida”, acrescentou.

O soldado Nascimento, que atuou tanto na tragédia ocorrida em 2022 na RMR quanto nessa mais recente do Sul do País, falou sobre a diferença entre os tipos de resgate.

SD Nascimento
Nascimento atuou nas tragédias de 2022 na RMR e se voluntariou para o RS em 2024 | Créditos: Clarice Melo/Folha de Pernambuco

“Aqui lidamos com deslizamento de terra e lama e lá, além do frio, o cenário era de muita devastação. O rio trouxe muito entulho, árvores inteiras que ficaram nos locais que a gente foi realizar as buscas. Onde os cachorros sinalizavam que havia algo, até chegar nesse lugar, foi muito trabalho braçal,”, disse o soldado.

Outro ponto destacado que diferencia o resgate de 2022 para esse foi a umidade do terreno. “Enquanto aqui o odor dos corpos subia muito rápido por conta da decomposição, lá, corpos com muitos dias foram encontrados em estado conservado. Isso dificultava até o trabalho dos cães”, completou Nascimento.

Gratidão
Apesar de desgastante, o sentimento da corporação era de gratidão pelo trabalho cumprido. “Foram dias difíceis, mas tínhamos um propósito. O tempo todo pensamos na nossa família e saber que eles estavam bem, aqui, nos dava forças para completar nossa missão. Pedimos a Deus que pudéssemos dar o nosso melhor, e assim foi feito. Missão foi cumprida”, finalizou o comandante da força-tarefa. Com informações da Folha de Pernambuco.

Pernambuco envia efetivo e equipamentos, nesta sexta-feira (10), para operação no Rio Grande do Sul

MOBILIZAÇÃO

Bombeiros militares e agentes da Defesa Civil vão ajudar nos resgastes às vítimas das enchentes no RS
Bombeiros militares e agentes da Defesa Civil vão ajudar nos resgastes às vítimas das enchentes no RS – Foto: Divulgação

CBMPE realiza sua maior mobilização de pessoal e equipamentos para apoiar outra região do país nesta sexta-feira (10)

Nesta sexta-feira (10), 21 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e quatro agentes da Defesa Civil iniciarão o deslocamento, por terra, em direção ao Rio Grande do Sul. O objetivo é se unir no resgate das vítimas decorrentes da calamidade instalada pelas fortes chuvas.

Os bombeiros militares e os agentes da Defesa Civil de Pernambuco compõem uma equipe especializada em resposta a desastres, como, por exemplo, o atendimento a ocorrências de enchentes, inundações e deslizamentos de barreiras, uma especialidade do CBMPE.

A missão contará também com dois binômios (cães de busca e seus respectivos condutores) e será feita em sete viaturas de salvamento equipadas com materiais específicos para resgate de vítimas ilhadas e três botes infláveis para salvamento com motores de popa.

A corporação ressaltou que os militares do CBMPE enviados ao Rio Grande do Sul têm sua origem, predominantemente, no Sertão do Estado, provenientes de municípios como Petrolina, Salgueiro e Serra Talhada.

Desse modo, o governo estadual visa manter uma estrutura de pronta-resposta a desastres na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Agreste do Estado, áreas que podem enfrentar chuvas nos próximos meses. *Por Portal Folha de Pernambuco

Força-tarefa faz novo cerco em fazenda onde moradores disseram ter visto fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró

PÁGINA POLICIAL

Operação de quinta-feira (29) no cerco aos fugitivos em plantação de banana — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi
Operação de quinta-feira (29) no cerco aos fugitivos em plantação de banana — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

Operação foi montada neste domingo (3) após novas pistas sobre o paradeiro de Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, que fugiram do presídio no dia 14 de fevereiro

A força-tarefa que busca os fugitivos da penitenciária de Mossoró fez, neste domingo (3), um novo cerco em uma fazenda na cidade de Baraúna, onde moradores disseram ter visto os dois nesta madrugada.

Deibson Nascimento e Rogério Mendonça fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró no dia 14 de fevereiro. Foi a primeira fuga registrada no sistema prisional federal, criado em 2006.

Os helicópteros começaram a sobrevoar o trecho em busca dos fugitivos pela manhã. Drones com sensores térmicos também passaram a ser utilizados.

Segundo os investigadores, os foragidos invadiram o galpão e chegaram a agredir o proprietário do local, quando ele informou que não tinha um celular. Depois disso, os suspeitos fugiram. Os investigadores acreditam que os fugitivos estavam atrás de alimentos.

O proprietário da fazenda foi quem acionou os policiais – ele foi convocado para prestar depoimento. No trecho, há uma casa abandonada e também uma área de mata fechada.

A força-tarefa também informou que os dois detentos teriam sido vistos no sábado em um assentamento agrícola próximo à plantação de bananas onde eles foram flagrados por duas agricultoras na quinta-feira (29).

Operação fez cerco em área de plantação na zona rural de Baraúna para recapturar fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi
Operação fez cerco em área de plantação na zona rural de Baraúna para recapturar fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

Buscam entram no 19º dia

As buscas entraram no 19º dia neste domingo (3) e se concentram desde o início nas áreas rurais das cidades de Mossoró e Baraúna, que são ligadas pela RN-015, onde fica o presídio.

Os investigadores confiam desde o início da fuga que os foragidos permanecem pela região, fato que tem sido reforçado por pistas deixadas ao longo dos dias, como a invasão a casas e o esconderijo encontrado (veja a cronologia da fuga).

A operação conta com helicópteros, drones, cães farejadores e outros equipamentos tecnológicos sofisticados, além de mais de 600 homens das forças de segurança da Força Nacional, estadual e federal – incluindo equipes de elite da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.  *Por GloboNews e g1 RN

PF abre inquérito para investigar fuga em penitenciária federal de Mossoró

FORÇA TAREFA

PF abre inquérito para apurar circunstâncias da fuga de dois presos da Penitenciária Federal de Mossoró | Rio Grande do Norte | G1
Detentos são do Acre e foram transferidos em setembro, dois meses após rebelião que deixou cinco mortos — Foto: Reprodução

Pela primeira vez na história alguém consegue escapar de um presídio de segurança máxima no Brasil

A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar a fuga de dois presos ligados ao Comando Vermelho da penitenciária federal de Mossoró (RN) , nesta quarta-feira (14). A investigação do caso ficará a cargo da superintendência do órgão no Rio Grande do Norte.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) dá suporte à PF e participa das buscas dos presos de Rogério da Silva Mendonça, o Tatu, de 36 anos, e Deibson Cabral Nascimento, o Deisinho, de 34, inclusive com o uso de helicópteros. Ambos são do Acre e ligados ao Comando Vermelho (CV), facção de Fernandinho Beira-Mar, e estavam no presídio federal desde o final de setembro de 2023.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte e em outros estados próximos da região foi acionada pela Polícia Federa. Além da PF e da PRF, a força tarefa na captura dos presos conta também com a participação de representantes do Ministério da Justiça, da Secretaria de Segurança Pública e de Administração Penitenciária dos estados, e pelas polícias Militar e Civil do Rio Grande do Norte.

O presídio federal de Mossoró está entre os cinco coordenados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, do governo federal, e é o primeiro na história do país onde é registrado um caso de fuga. O setor de inteligência identificou a evasão dos dois homens e admitiu um alerta a todos os policiais penais. A primeira penitenciária do sistema federal foi inaugurada em junho de 2006.  *O Tempo.