Polícia Federal lança pedra fundamental de nova sede em Pernambuco

POLÍCIA FEDERAL

Lançamento da Pedra Fundamental, da nova sede da Polícia Federal em Pernambuco.
Lançamento da Pedra Fundamental, da nova sede da Polícia Federal em Pernambuco. – Foto: Leandro de Santana/Folha de Pernambuco.

Novo complexo será erguido no mesmo endereço da antiga sede. Obras devem ser concluídas em 38 meses

Por Gabriela Castello Buarque

Foi lançada no início da tarde desta quinta-feira (5) a pedra fundamental da nova sede da Polícia Federal (PF) em Pernambuco, localizada na Avenida Cais do Apolo, n° 321, no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana.

O novo complexo da corporação será erguido no mesmo endereço da antiga sede e contempla um prédio principal com 10.000 m² de área construída e um edifício de serviços e garagem com 4.000 m².

As obras, que já começaram, têm previsão de 38 meses para a entrega final, segundo a polícia.

O lançamento, que marca o começo da construção do edifício, contou com a presença do diretor-geral substituto da Polícia Federal, William Marcel Murad; da nova superintendente da PF em Pernambuco, Adriana Albuquerque de Vasconcelos, que tomou posse nesta quinta-feira; do diretor de administração e logística da PF, André Luis Lima Carmo, e do diretor de Amazônia e Meio Ambiente da corporação, Humberto Freire de Barros.

“Que esse lançamento seja o resgate das nossas memórias e que essas memórias possam incentivar a retomada desse momento tão especial em nossas vidas. Com essa solenidade se renovam as esperanças de retomarmos o nosso prédio, nossa identidade física e toda a dignidade que a Polícia Federal merece”, declarou a recém-empossada superintendente da PF em Pernambuco. 

Nova sede
Conforme a instituição, a nova sede possibilitará unificar o efetivo no estado, que hoje encontra-se distribuído em quatro endereços, gerando ganhos de eficiência administrativa, melhores condições de trabalho aos servidores e atendimento mais qualificado aos cidadãos.

O prédio principal contará com espaços administrativos modernos, com ambientes integrados para otimização de fluxos de trabalho; delegacias especializadas; laboratórios e instalações de alto padrão para a perícia criminal, ampliando a capacidade técnico-científica da instituição; setor de flagrantes; auditório; centro de treinamento policial; sala de comando e controle para operações estratégicas; e áreas de atendimento ao público mais amplas e confortáveis.

Projeto
O projeto arquitetônico incorpora soluções sustentáveis, como reúso e aproveitamento de água da chuva, área verde com plantio de árvores no entorno e diretrizes de eficiência energética, observando as normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Prefeitura do Recife (PCR).

A edificação também terá sistemas avançados de segurança predial e controle de acesso.

Adriana Vasconcelos toma posse como superintendente da Polícia Federal em Pernambuco

POLÍCIA FEDERAL

 Adriana Albuquerque de Vasconcelos, nova superintendente da PF em Pernambuco
Adriana Albuquerque de Vasconcelos, nova superintendente da PF em Pernambuco – Foto: Leandro de Santana/Folha de Pernambuco

Em mais de 60 anos de atuação da PF no estado, Adriana é a segunda mulher a ocupar o cargo

Por Gabriela Castello Buarque

Há mais de 20 anos na Polícia Federal (PF), Adriana Albuquerque de Vasconcelos tomou posse nesta quinta-feira (5) como superintendente da corporação em Pernambuco.

Em mais de 60 anos de atuação da PF no estado, Adriana é a segunda mulher a ocupar o cargo.

A cerimônia foi realizada no Auditório do Tribunal Regional Federal da 5ª Regional (TRF-5), no Cais do Apolo, no Bairro do Recife, árae central da capital pernambucana.

O diretor-geral substituto da PF, William Marcel Murad, iniciou o seu discurso na solenidade falando da grande honra que é receber a delegada em seu novo cargo na PF.

“Não há muito o que dizer, seu histórico profissional na Polícia Federal em Pernambuco fala por si. Além de seu estudo e experiência como gestora e distintas áreas de atuação, desde a chefia lá em Salgueiro [no Sertão do estado]. Mas, todas as dificuldades aqui narradas, até a delegacia regional executiva passando no meio desse caminho, pelas mais diversas áreas, só evidencia a legitimidade que você tem pra assumir tão importante função”, declarou.

Murad também agradeceu ao ex-superintendente, Antônio de Pádua, que deixou o cargo em novembro passado, para iniciar a atuação diplomática da PF na China e não pôde estar presente na cerimônia.

“Gostaria de agradecer e parabenizar, também, meu amigo Pádua e toda sua equipe pelo excelente trabalho realizado à frente dessa superintendência nos últimos anos. Agradeço a ele também por ter aceitado o desafio de representar a Polícia Federal em nossa missão recém lançada na China”.

Posse da nova superintendente da PF em Pernambuco, Adriana Albuquerque de Vasconcelos | Foto: Leandro de Santana/Folha de Pernambuco

Amante declarada das causas ambientais, para as quais deixou expresso o seu desejo de, quem sabe, retornar no futuro, Adriana declarou ainda em seu discurso que ser superintendente da Polícia Federal não estava em suas “projeções”, mas que trabalho e responsabilidade nunca lhe intimidaram.

“Engajamento e senso de dever nos motivam a assumir desafios quando convocados. Assumir a função de superintendente regional da Polícia Federal, de fato, não estaria nas minhas projeções. Mas como uma boa Policial Federal e uma pernambucana arretada, nunca me intimidaram trabalho ou responsabilidade”, afirmou a nova superintendente. 

A governadora Raquel Lyra, que também atuou como delegada da Polícia Federal, ressaltou a importância da corporação ter, pela segunda vez, uma mulher na superintendência.

“Por mais mulheres ocupando espaços de poder. Vemos aí o discurso de Adriana, ela está na Polícia Federal há 25 anos e já ocupou todos os casos que podia. Conhece bem Pernambuco e é muito importante que a gente possa apresentar não uma mulher, não é só pelo fato de ser mulher, mas poder ter uma trajetória, ter legitimidade para ocupar esses espaços e garantir mais equidade nos trabalhos e nas instituições públicas”, destacou a governadora

Também estiveram presentes na solenidade o presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, o desembargador federal Roberto Machado; o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Fernando Cerqueira; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Pernambuco, José Paulo Cavalcanti Xavier Filho; o prefeito do Recife, João Campos; e amigos e familiares da nova superintendente.

Adriana Albuquerque de Vasconcelos tomou posse com nova superintendente da PF em Pernambuco | Foto: Leandro de Santana/Folha de Pernambuco

Bolsonaro faz ultrassom e médicos recomendam cirurgia, diz advogado

POLÍCIA FEDERAL 

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

De acordo com advogado do ex-presidente, foram identificadas duas hérnias inguinais e Bolsonaro terá que passar por cirurgia para tratamento

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames de ultrassonografia na tarde deste domingo (14/12) na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. De acordo com a defesa do ex-mandatário, foram identificadas duas hérnias inguinais e a equipe médica recomendou que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico.

“Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, disse o advogado João Henrique de Freitas pelas redes sociais.

No sábado (13/12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraesautorizou a entrada de um médico com aparelho ultrassom portátil na cela onde Bolsonaro cumpre pena, para a verificação da existência de hérnia inguinal bilateral. A permissão foi requerida pelos advogados do ex-presidente na última quinta-feira (11/12).

KA hérnia inguinal é o deslocamento de uma parte do intestino ou de tecido abdominal por uma abertura na região da virilha. Ela costuma causar um inchaço local e pode provocar dor ou desconforto, principalmente ao esforço.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da PF, na capital federal. Ele começou cumprindo prisão preventiva em regime fechado no local por causa dos episódios da vigília e da tornozeleira. Após o trânsito em julgado do processo, em 25 de novembro, sobre a trama golpista, Jair Bolsonaro passou a cumprir a sentença em regime fechado.

Novo pedido da defesa

O pedido de ultrassom foi feito depois do ministro do STF dizer que os documentos apresentados pelos advogados para pedir nova cirurgia em Bolsonaro eram antigos e determinar que a PF faça perícia médica oficial, no prazo de 15 dias, para avaliar a necessidade de imediata intervenção cirúrgica. O prazo ainda está correndo.

A defesa do ex-presidente apresentou, em 9 de dezembro, petição na qual pede autorização para que ele realize procedimentos cirúrgicos no hospital DF Star, em Brasília. Os advogados também pediram que Bolsonaro ficasse no hospital pelo “tempo necessário” para ter recuperação adequada.

Depois da primeira decisão do ministro, a defesa alegou, na última quinta-feira, que “recebeu pedido médico específico e atualizado, subscrito pelo Dr. Claudio Birolini, requisitando, em caráter de urgência, a realização de ultrassonografia das regiões inguinais direita e esquerda, para constatação de hérnia inguinal bilateral”.

Os advogados ressaltavam na solicitação que o intuito era acelerar e “viabilizar a instrução pericial oficial, fornecendo elementos diagnósticos atualizados sem necessidade de deslocamento”.

O documento solicitava que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli “ingressasse nas dependências da Superintendência da Polícia Federal portando equipamento portátil de ultrassom, a fim de realizar os exames de ultrassonografia das regiões inguinais direita e esquerda”.

Do Metrópoles

Polícia Federal de Pernambuco assina contrato para construção de nova sede

POLÍCIA FEDERAL

Nova sede da Polícia Federal em Pernambuco ficará na Avenida Cais do Apolo, no Bairro do Recife
Nova sede da Polícia Federal em Pernambuco ficará na Avenida Cais do Apolo, no Bairro do Recife – Foto: PF/Divulgação

Obras têm prazo previsto de 38 meses, dentro de uma vigência total de 4 anos

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco (SR/PF/PE) assinou o contrato de execução da obra para a construção da nova sede do órgão.

O espaço estará localizado na Avenida Cais do Apolo, número 321, no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana.

Segundo a PF, o contrato estabelece o prazo de 38 meses para a realização do projeto, dentro de uma vigência total de 4 anos.

A fiscalização técnica da obra será conduzida pela equipe de engenharia da Superintendência da PF em Pernambuco, responsável pelo acompanhamento, controle e validação dos serviços.

O processo licitatório teve como vencedora a Construtora Venâncio Ltda, empresa pernambucana sediada em Petrolina, no Sertão, com o valor contratado de R$ 83.317.421,52.

Nos próximos dias, ocorrerá o início efetivo das atividades no canteiro de obras. O projeto da nova sede obedece às diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a região.

“A nova sede da Superintendência da PF em Pernambuco possibilitará unificar o efetivo da instituição no estado, gerando ganhos de eficiência, melhores condições de trabalho aos servidores e atendimento mais qualificado ao cidadão”, afirmou a Polícia Federal em Pernambuco.

Ainda segundo o órgão, o retorno ao Bairro do Recife também contribui para a revitalização urbana e social do centro da cidade.

Por Portal Folha de Pernambuco

Estudante é preso em flagrante ao receber mil reais em notas falsas pelos Correios

POLÍCIA FESERAL

Dinheiro falso foi encontrado em encomenda dos Correios — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Dinheiro falso foi encontrado em encomenda dos Correios — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Cédulas foram apreendidas em agência em Paulista, no Grande Recife. Policiais federais monitoraram entrega após receberem informações sobre o envio de uma remessa suspeita.

Um estudante de 19 anos foi preso em flagrante ao receber R$ 1 mil em notas falsas pelos Correios. A encomenda foi entregue em uma agência na cidade de Paulista, no Grande Recife. Apesar de ter acontecido no dia 16 de setembro, esse caso foi divulgado pela Polícia Federal (PF) apenas nesta segunda-feira (22).

Os policiais federais monitoraram a entrega após receberem informações sobre o envio de uma remessa suspeita. O dinheiro falso estava dividido em cédulas de R$ 200, R$ 100 e R$ 20 (saiba como reconhecer notas falsas no vídeo acima). O estudante preso nasceu em João Pessoa, mas mora na cidade de Igarassu, no Grande Recife.

O jovem foi abordado pela equipe policial assim que recebeu a encomenda e confessou que comprou as notas por R$ 200 em um aplicativo de mensagens, mas não deu informações sobre quem vendeu as cédulas falsas para ele.

Após a abordagem policial nos Correios, o estudante foi levado à Superintendência da Polícia Federal, no Bairro do Recife, no Centro da cidade. Ele foi autuado pelo crime de adquirir moeda falsa, que prevê pena de reclusão de até 12 anos e multa, sem possibilidade de pagamento de fiança.

O jovem passou por audiência de custódia e foi liberado pela Justiça. Ele vai responder ao processo em liberdade, seguindo medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo e a proibição de se ausentar do município sem autorização.

Como identificar notas falsas

A Polícia Federal compartilhou informações de como reconhecer se uma nota é falsa. Além de observar a marca d’água contra a luz, há outros pontos que devem ser observados, como a textura do papel e a numeração da cédula.

Confira as recomendações para evitar receber notas falsas:

  • Não ter pressa na hora de avaliar o dinheiro: as notas falsas são, geralmente, passadas em locais de grande concentração de pessoas, como feiras, lojas, supermercados e comércio ambulante.
  • Numeração das notas: observar se as numerações das cédulas são iguais. As notas falsas não costumam ser produzidas om numeração diferente, porque isso aumenta os custos da impressão.
  • Textura: verificar a textura do papel das notas recebidas. Dinheiro falso tende a ser liso, enquanto as notas verdadeiras são ásperas e possuem um alto-relevo nos itens de segurança.
  • Cores: nas cédulas verdadeiras, as tonalidades de cores são firmes, já as notas falsas têm cores com pouca nitidez, como se fossem borradas.
  • Aplicativo “Dinheiro Brasileiro”: desenvolvido pelo Banco Central, o aplicativo para celulares ajuda a identificar os itens de segurança presentes na cédula, indicando os pontos que devem ser observados, como o fio de segurança, microimpressões, marca d’agua e número escondido.

Por g1 Pernambuco

Bolsonaro movimentou R$ 30 milhões em um ano, diz PF

POLÍCIA FEDERAL 

Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Kebec Nogueira /Metrópoles

Relatório da PF cita suspeitas de lavagem de dinheiro e repasses a familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

A Polícia Federal identificou movimentações financeiras de R$ 30 milhões nas contas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre março de 2023 e fevereiro de 2024, segundo novo relatório enviado ao STF nesta quinta-feira (21/8). O documento integra o inquérito que tramita para apurar atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra a soberania nacional, que resultou no indiciamento do parlamentar e do ex-mandatário da República.

As transações foram consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que repassou as informações à PF.

Segundo o documento, no período, foram registrados R$ 30,5 milhões em créditos e R$ 30,5 milhões em débitos. A maior parte dos recursos foi destinada ao pagamento de advogados e a aplicações financeiras.

Confira as informações completas no Metrópoles.

Jovem morre após mal súbito e é encontrada com 26 iPhones no corpo

PF

Polícia Militar do Paraná. • 📸Divulgação/PMPR

Segundo equipes do Samu, mulher entrou parada cardiorrespiratória e não resistiu

Uma
jovem de 20 anos morreu após sofrer um mal súbito em um restaurante às margens da BR-277, em Guarapuava, no centro do Paraná, na noite desta terça-feira (29). Durante o atendimento, socorristas descobriram que ela possuía 26 iPhones presos ao corpo, dentro de pacotes.

Segundo as equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), a jovem chegou a desmaiar dentro do estabelecimento, mas recuperou a consciência por alguns minutos antes de ser levada à ambulância. Ao longo do salvamento, ela entrou em parada cardiorrespiratória.

A tentativa de reanimação durou 45 minutos, mas a jovem não resistiu. Após as diligências, os profissionais notaram os pacotes colados ao corpo e, junto aos celulares, também foram encontradas bebidas escondidas na bagagem, configurando crime de descaminho.

O local ficou sob os cuidados da Polícia Militar, da Polícia Científica e da Polícia Civil. O corpo foi recolhido pela Polícia Científica.

A Polícia Federal assumirá a investigaçãosobre o material ilegal encontrado no corpo da jovem.

*Sob supervisão

Por Fernanda Palhares, da CNN

Presidente da CBF e deputada do MDB são alvos de operação da PF

POLÍCIA FEDERAL 

📸/Rafael Ribeiro/CBF

Presidente da CBF e deputada do MDB foram alvos de operação da PF que investiga compra de votos nas eleições de 2024

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, e a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) foram alvos de uma operação de busca e apreensão pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (30/7).

Segundo apurou a coluna, Samir, Helena e o marido da deputada, Renildo Lima, tiveram seus endereços vasculhados em Roraima. No caso da parlamentar, foram alvos duas empresas e uma das residências dela.

No caso do presidente da CBF, os agentes da PF vasculharam a casa de Samir em Roraima e a sede da CBF, no Rio de Janeiro. Médico de formação, Samir é o primeiro suplente do MDB na Câmara dos Deputados por Roraima.

Intitulada “Caixa Preta”, a operação que mirou Samir e Helena tem o objetivo de investigar suspeita de compra de votos nas eleições municipais de 2024. Outros sete mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

A operação foi realizada três dias após Samir se reunir, em Brasília, com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Como revelou a coluna, eles se encontraram na segunda-feira (28/7) para discutir uma cooperação entre as entidades.

Já a deputada do MDB, segundo fontes da Polícia Federal ouvidas pelas coluna, havia chegado a Roraima durante a madrugada da quarta-feira, mas não estava na residência no momento que os policiais chegaram ao local.

 

Ex-assessor de Bolsonaro admite no STF ter sido autor do plano que previa assassinato de Lula, Alckmin e Moraes

POLÍCIA FEDERAL 

General Mario Fernandes tirou selfie em acampamento golpista em 2022 — Foto: Reprodução/ PF

General Mario Fernandes disse que o conteúdo não passou de um ‘pensamento digitalizado’. Tribunal ouviu nesta quinta réus da trama golpista que tentou manter Jair Bolsonaro no poder.

O general da reserva do Exército Mário Fernandes, acusado de elaborar o plano “Punhal Verde e Amarelo”, admitiu em depoimento nesta quinta-feira (24) ser o autor do documento que previa o assassinato de autoridades, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fernandes disse que o conteúdo não passou de um “pensamento digitalizado” e que se tratava apenas de uma análise pessoal sobre o cenário pós-eleições. Segundo ele, o texto foi impresso no Palácio do Planalto, onde ele trabalhava, mas foi destruído em seguida.

“É um arquivo digital. Nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilado de dados, um estudo de situação meu, uma análise de riscos que eu fiz e, por costume próprio, resolvi digitalizar. Não foi mostrado a ninguém, não foi compartilhado com ninguém. Hoje me arrependo de ter digitalizado isso”, declarou o general ao STF.

A Polícia Federal aponta que o plano foi elaborado em novembro de 2022, logo após a vitória de Lula nas urnas, e teria sido discutido por militares na casa do general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro e então candidato a vice-presidente.

O documento, segundo as investigações da Operação Contragolpe, previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes como parte de uma tentativa de golpe de Estado. Fernandes é réu no núcleo 2 do inquérito que apura a trama golpista.

Durante o depoimento, o general também afirmou que integrantes do entorno de Bolsonaro discutiam um decreto com “considerandos” que serviriam de base para uma suposta intervenção do Executivo sobre os outros Poderes.

“Fiz um apelo ao general Ramos, que era assessor do presidente: se existe esse movimento e está dentro da Constituição, por que não reforçar isso?”, disse. Depois, corrigiu-se: “Dentro da Constituição Federal, não acima”.

Ainda segundo o general, Jair Bolsonaro, também réu por tentativa de golpe de Estado, sempre buscou agir dentro da legalidade.

Plano incluía repasse de dinheiro, diz delator

O plano “Punhal Verde e Amarelo” foi revelado após delação do tenente-coronel Mauro Cid à PF. Segundo ele, Braga Netto repassou dinheiro ao major Rafael Martins de Oliveira, que teria participado do plano, para cobrir despesas da operação. O recurso teria sido entregue em uma sacola de vinho.

A Polícia Federal prendeu militares e um policial envolvidos no caso em novembro do ano passado. As investigações apontam que o plano seria executado se a tentativa de golpe em 2022 tivesse sido bem-sucedida.

Por Luiz Felipe Barbiéri, Márcio Falcão, g1 e TV Globo — Brasília

O afastamento inevitável de Marcelo Moreira da Codevasf

PF

📸 Reprodução

A Polícia Federal (PF) já havia solicitado o afastamento do executivo antes mesmo da ação ostensiva, com deferimento do STF

A deflagração da quinta fase da Operação Overclean, na manhã desta quinta-feira (17/7) colocou o ex-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, no centro das investigações sobre fraudes, desvios de recursos e corrupção.

Informações de bastidores revelam que o afastamento de Moreira do comando da estatal era inevitável, uma vez que já havia um movimento articulado entre órgãos de investigação e controle, com etapas que antecederam a operação policial.

A Polícia Federal (PF) já havia solicitado o afastamento do executivo antes mesmo da ação ostensiva, com deferimento do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrando a gravidade das suspeitas e a necessidade de neutralizar sua influência no cargo.

Marcelo Moreira assumiu a presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) em 28 de agosto de 2019 e permaneceu no cargo até 17 de junho de 2025, exatamente um mês antes da deflagração da quinta fase da Overclean.

A a PF apresentou ao STF um pedido formal para afastar Moreira com base em indícios de participação em esquemas de desvio de recursos e irregularidades administrativas. O Supremo analisou o material apresentado e deferiu o afastamento preventivo, entendendo que sua permanência à frente da estatal poderia comprometer a lisura das apurações.

Clima de instabilidade e pressões políticas

O ambiente político em torno da Codevasf já era de instabilidade desde maio de 2025. Notícias veiculadas à época antecipavam a saída de Moreira, citando tanto as investigações da PF quanto denúncias de assédio que vinham desgastando sua gestão.

Para analistas, a antecipação do afastamento pode ter sido uma tentativa de reduzir o impacto político da operação ou mesmo uma estratégia para conter danos antes que o escândalo ganhasse maior repercussão.

Após deixar a Codevasf, Marcelo Moreira foi submetido a uma quarentena de seis meses, determinada pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP). Durante esse período, ele continuará recebendo o mesmo salário da estatal — R$ 36.951,06 em junho deste ano — antes de assumir o cargo de diretor de contratos na Odebrecht.

Moreira recorreu da decisão da CEP, alegando não haver conflito de interesse, mas teve o pedido negado.

Operação Overclean

A quinta fase da Operação Overclean aprofunda as investigações sobre desvios de emendas parlamentares e esquemas de corrupção. Durante buscas realizadas em Salvador, um novo episódio chamou atenção, o pai de Marcelo Moreira foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

A PF segue investigando o envolvimento de Moreira e outros alvos, ampliando o mapeamento de contratos e recursos públicos suspeitos.

Mirelle Pinheiro/ Portal Metrópoles

PF investiga desvio de R$ 880 milhões em contratos com empresas terceirizadas em Pernambuco

POLÍTICA FEDERAL 

Agente da Polícia Federal e servidor da Controladoria-Geral da União (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Operação Firenze apura fraudes em licitações entre 2021 e 2024 e cumpre 19 mandados em Pernambuco e São Paulo

A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Firenze para apurar graves irregularidades em contratos públicos de terceirização em Pernambuco. De acordo com a CGU, as empresas envolvidas movimentaram mais de R$ 880 milhões oriundos de entes públicos entre 2021 e 2024, dos quais mais de R$ 214 milhões têm origem em recursos federais.

As investigações, segundo a coluna do jornalista Fabio Serapião, do Metrópoles, tiveram início a partir de uma denúncia que apontava a contratação irregular de uma empresa terceirizada no município de Timbaúba (PE). Após diligências conduzidas por órgãos parceiros, as suspeitas foram confirmadas. “Diligências de órgãos parceiros na investigação confirmaram os fatos denunciados, inclusive com relação à suposta fraude ao caráter competitivo de dispensa de licitação, que contou com participação exclusiva de empresas do grupo comercial investigado”, informou a CGU em nota oficial.

Além das suspeitas sobre licitações fraudulentas, os investigadores também apuram a prática dos crimes de lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa. A operação revelou que integrantes do grupo empresarial usavam “pessoas interpostas” no comando das empresas e realizavam transações financeiras com características típicas de ocultação de recursos ilícitos.

Ainda conforme a reportagem, a execução da operação contou com o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e da quebra de sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema. As ações ocorreram nas cidades de Jaboatão dos Guararapes, Recife, Timbaúba e também em São Paulo, com a mobilização de 95 policiais federais e seis auditores da CGU.

Também foram determinadas medidas cautelares para impedir que os investigados participem, conjuntamente, de novas licitações em Pernambuco, além de proibir qualquer tipo de contato entre os envolvidos e as testemunhas.

O foco da investigação recai especialmente sobre as contratações no município de Timbaúba, que, segundo os dados apurados, totalizaram R$ 39 milhões no período analisado. Desse montante, pelo menos R$ 10 milhões saíram diretamente dos cofres da União.

Brasil247

Força-tarefa evitou prejuízo de R$ 393,8 bi à Previdência em 2024

POLÍCIA FEDERAL

José Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil 

Ações reuniram Ministério da Previdência, PF e Ministério Público 

O trabalho conjunto do Ministério da Previdência Social, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) evitou prejuízo de R$ 393,8 bilhões à Previdência Social em 2024. As perdas foram evitadas graças a 74 ações conjuntas da Força-Tarefa Previdenciária, sendo 52 operações especiais e 22 flagrantes.

O valor projetado, informou a Coordenação-Geral da Inteligência da Previdência Social (CGINP), considera pagamentos que poderiam ser efetuados a supostos beneficiários caso não houvesse a ação da força-tarefa no combate a esquemas criminosos.

No ano passado, foram cumpridos 344 mandados judiciais, dos quais 99 mandados de prisão (quatro contra servidores públicos) e um de afastamento das funções públicas. A força-tarefa também cumpriu 277 mandados de busca e apreensão. Em relação aos flagrantes, as ações resultaram em 33 prisões.

Embora a CGINP estime em R$ 221 milhões os pagamentos indevidos de benefícios fraudados, o valor seria muito maior sem a força-tarefa, chegando aos R$ 393,8 bilhões projetados. Para 2025, a coordenação está qualificando os servidores para identificarem fraudes por meio de crimes cibernéticos, que envolvem novas tecnologias.

Em todo o ano passado, a CGINP iniciou 80 análises de novos casos de fraudes e concluiu outros 79 casos, encaminhados para a investigação da Força-Tarefa Previdenciária. Com base nos relatórios enviados à força-tarefa, a Polícia Federal instaurou 46 inquéritos voltados à investigação contra fraudes previdenciárias estruturadas.

A maior ação conjunta no ano passado, informou o CGINP, foi a Operação Mercado de Dados, que cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão em 24 cidades brasileiras e desarticulou três organizações criminosas que contratavam irregularmente empréstimos consignados a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Estima-se que os criminosos tenham obtido R$ 32,8 milhões por meio da exposição de dados dos segurados da Previdência Social que permitiu a contratação dos empréstimos. A CGINP ressalta que, na Operação Mercado de Dados, não houve prejuízo direto aos cofres públicos, mas às instituições financeiras.

Funcionário público é preso por usar ponto eletrônico em prova no concurso TSE Unificado

PERNAMBUCO

Candidato foi preso em flagrante por usar ponto eletrônico para fazer prova de concurso do TSE no Recife — Foto: PF/Divulgação
Candidato foi preso em flagrante por usar ponto eletrônico para fazer prova de concurso do TSE no Recife — Foto: PF/Divulgação

Por g1 PE

Candidato, de 31 anos, tentou fugir do local durante flagrante, mas foi capturado. Crime aconteceu durante aplicação da prova no domingo (8), no Recife.

Um homem de 31 anos foi preso em flagrante enquanto usava um ponto eletrônico para fazer a prova do concurso Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Unificado, no Recife. De acordo com a Polícia Federal (PF), o candidato ainda tentou fugir do local com o caderno de questões, mas foi contido e preso.

O crime aconteceu no domingo (8), durante a aplicação da prova em uma universidade no bairro da Madalena, na Zona Oeste da cidade.

O preso é um homem de 31 anos, natural de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, e trabalha como orientador social no município de Catende, na Zona da Mata Sul do estado. O nome dele não foi divulgado.

O dispositivo, analisado pelo Setor de Inteligência Policial, foi identificado em uma operação que visa prender suspeitos utilizar equipamentos de recepção de sinais de radiofrequência em provas.

Ainda de acordo com a PF, o homem responde, inicialmente, pelo crime de fraude em certame de interesse público, que prevê pena de um a quatro anos de prisão e multa. Por ele ser funcionário público, a pena pode sofrer acréscimo.

A corporação reforça que as investigações continuam para identificar outros envolvidos na prática criminosa.

Militares presos ao planejar morte de Lula vão para prisões diferentes

POLÍCIA FEDERAL

Quatro dos cinco presos em operação da PF golpe militar moraes lula Alckmin – Metrópoles
Quatro dos cinco presos em operação da PF golpe militar moraes lula Alckmin -Arte sobre fotos/Reprodução

Quatro militares presos pela PF por suspeita de planejar a morte de Lula em 2022 foram enviados para diferentes prisões do Exército no Rio

Fonte: Portal Metrópoles

Os quatro militares presos pela Polícia Federal por suspeita de planejar a morte do presidente Lula em 2022 foram enviados para diferentes unidades prisionais do Exército.

Eles foram detidos na manhã da terça-feira (19/11), no Rio de Janeiro, e encaminhados para batalhões localizados na própria capital fluminense ou na região metropolitana.

Segundo apurou a coluna com fontes da caserna e da PF, os quatro militares foram divididos em unidades prisionais diferentes para que não se comunicassem entre si.

Onde os militares foram presos

Como noticiou a coluna, foram presos o general da reserva Mario Fernades e os tenente-coronéis da ativa Helio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra Azevedo e Rafael Martins de Oliveira.

O general foi detido em Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele estava na capital fluminense para a formatura do filho, que é capitão do Exército, na escola de aperfeiçoamento de oficiais.

Ferreira Lima, por sua vez, foi preso ao desembarcar no Aeroporto do Galeão. Ele viajou ao Rio também para participar de uma formatura do Exército em Niterói, segundo fontes da caserna.

PF indicia Bolsonaro, Braga Netto, Heleno e mais 34 por golpe de estado

POLÍTICA

O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto/Guga Matos/JC

Os 37 enquadrados nos crimes estão ligados à tentativa de manter Bolsonaro no poder após a derrota na eleição presidencial do ano de 2022

Por Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, general Braga Netto, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e mais 33 investigados nas Operações Tempus Veritatis e Contragolpe. A PF atribui ao ex-presidente, militares de alta patente e aliados os crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos chegam a 28 anos de prisão.

Entre os indiciados estão dois ex-comandantes das Forças Armadas: o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, e o general Paulo Sérgio Nogueira De Oliveira, ex-ministro da Defesa e ex-comandante do Exército. O general Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, também foi indiciado.

Os 37 enquadrados nos crimes estão ligados à tentativa de manter Bolsonaro no poder após a derrota na eleição presidencial de 2022. O plano da suposta organização criminosa previa até o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de seu vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Delegado da PF que montou esquema milionário perde a aposentadoria

MPF

Foto/Reprodução

Delegado punido por Lewandowisk recebia propina que variam entre R$ 400 mil e R$ 1,5 milhão para proteger empresários poderosos

Por Paulo Cappelle/Portal Metrópoles 

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski cassou a aposentadoria do delegado da Polícia Federal (PF) Lorenzo Martins Pompílio da Hora [foto em destaque], preso por receber propina de empresários investigados. O valor dos pagamentos variava entre R$ 400 mil e R$ 1,5 milhão, de acordo com as apurações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na denúncia contra o delegado, o MPF apontou que Pompílio da Hora recebia “mesada” para interceder em favor dos acusados junto aos delegados responsáveis pelos inquéritos. Ele foi preso em 2019, no âmbito da Operação Tergiversação, que também atingiu o delegado Wallace Noble Santos Soares e os empresários Marcelo Freitas Lopes, Durival de Farias, Dulcinara de Farias e Victor Duque Estrada Zeitune.

O grupo atuava dentro da Superintendência da PF no Rio de Janeiro. De acordo com o MPF, Pompílio da Hora trabalhava para evitar que as investigações em curso chegassem aos empresários que pagavam a propina. Na maioria das vezes, os pagamentos eram feitos em dinheiro. Outros valores eram repassados por transferências a empresas ligadas aos envolvidos.

Esses agentes ainda tinham a incumbência, em alguns casos, de atuar em favor dos empresários, intercedendo junto a delegados que presidissem outras investigações que pudessem alcançá-los, para novamente evitar que fossem revelados os crimes praticados pelos empresários parceiros”, apontou o Ministério Público Federal.

Wallace Noble foi demitido da PF pelo então ministro da Justiça Flávio Dino, em 2023. No mesmo ano, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) decidiu trancar a ação penal contra o delegado Pompílio da Hora, após a apresentação de um laudo de insanidade mental. No processo administrativo disciplinar aberto pela PF, ele foi condenado por “prevalecer-se, abusivamente, da condição de funcionário policial, e praticar atos de improbidade administrativa e de corrupção”.

PF prende ex-diretor da Petrobras Renato Duque no Rio

PRISÃO

Renato Duque — Foto: Reprodução

Comsenado a 39 anos de prisão, ex-executivo estava foragido desde julho; a PF chegou a procurá-lo em Curitiba. Fique já foi condenado em pelo menos 12 processos da Lava Jato.

A Polícia Federal prendeu neste sábado (17) o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, que estava foragido, na manhã deste sábado em Volta Redonda, na região Sul do Rio de Janeiro.

Duque, condenado a 39 anos de prisão, chegou a ser procurado em Curitiba. Segundo a PF, ele também tinha informado à Justiça um endereço no Rio de Janeiro.

Renato Duque, de 69 anos, foi encontrado em uma casa no bairro Niterói, após o cruzamento de informações de inteligência do Núcleo de Capturas da PF no Rio de Janeiro.

A Justiça Federal de Curitiba expediu o mandado de prisão dele no dia 18 de julho. Desde então, ele não tinha sido encontrado.

Segundo informações do Blog da Julia Duailibi, a condenação foi pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro em um processo da Operação Lava Jato.

Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça, segundo a PF. Ainda pela manhã, Renato Duque deu entrada no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio.

Em março de 2020, Duque colocou tornozeleira eletrônica e deixou a prisão no Paraná rumo ao Rio de Janeiro. Ele ficou preso por cinco anos após investigações e condenações da Lava Jato.

A primeira pena contra Duque aconteceu em 2015, durante a 10ª fase da Lava Jato. Ele foi condenado por associação criminosa. A pena para o ex-diretor foi de 20 anos 8 meses. À época, ele estava preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Em menos de um ano, ele foi mais uma vez condenado, agora por corrupção passiva e lavagem de dinheiro: 20 anos de prisão, três meses e 10 dias, incialmente, em regime fechado. A decisão aconteceu durante a 14ª fase da Lava Jato.

O então juiz Sergio Moro afirmou, na ocasião, que houve pagamento de propina a funcionários da petrolífera, com destinação de recursos para financiamento político.

Histórico de condenação 

Renato Duque foi um dos personagens centrais das investigações da operação Lava Jato, que identificou um grande esquema de corrupção na diretoria de Serviços da Petrobras – à época, comandada por ele.

De acordo com o Ministério Público Federal, o esquema permitiu o desvio de recursos públicos em obras de diversas refinarias e gasodutos, contratos de sondas e outrsa contratações.

As investigações da Lava Jato apontaram que diretores da Petrobras pediam propina para garantir vantagens nesses contratos. Como membro do esquema, Duque também teria recebido esses valores.

Ao todo, Duque foi condenado à prisão em pelo menos 12 processos na primeira instância, sempre por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro (veja lista abaixo).

O ex-diretor de Serviços da Petrobras chegou a ser preso em março de 2015, mas foi liberado em março de 2020 para responder aos processos em liberdade.

Embora solto, Duque ficou sujeito a diversas medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e a proibição de manter contato com outros investigados na Lava Jato.

Veja abaixo as outras condenações de Renato Duque na Lava Jato:

  • setembro de 2015: 20 anos e 8 meses por corrupção e lavagem de dinheiro;
  • março de 2016: 20 anos, 3 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro;
  • maio de 2016: 10 anos por corrupção;
  • março de 2017: 6 anos e 8 meses por corrupção;
  • junho de 2017: 5 anos e 4 meses por corrupção;
  • agosto de 2017: 10 anos por corrupção;
  • maio de 2018: 2 anos e 8 meses por corrupção;
  • novembro de 2018: 3 anos e 4 meses por corrupção;
  • fevereiro de 2020: 6 anos, 6 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro;
  • julho de 2020: 3 anos e 11 meses por corrupção;
  • fevereiro de 2021: 3 anos, 7 meses e 22 dias por lavagem de dinheiro;
  • abril de 2021: 3 anos, 6 meses e 23 dias por lavagem de dinheiro.

Por Thaís Espírito Santo, Márcio Falcão, g1 Rio e TV Globo

Agentes da Abin sabiam sobre suposta minuta de golpe, diz PF

POLÍCIA FEDERAL

Brasília (DF), 31/08/2023 - Movimentação no prédio sede da Polícia Federal, que ouve Bolsonaro e mais sete envolvidos no caso da venda de joias. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Movimentação no prédio sede da Polícia Federal, que ouve Bolsonaro e mais sete envolvidos no caso da venda de joias. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Documento é parte de outra investigação cujo alvo é Bolsonaro

Ao menos dois dos investigados presos nesta quinta-feira (11) na Operação Última Milha tinham conhecimento sobre a existência de uma minuta de decreto para promover um golpe de Estado, que poderia ser assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Última Milha, tocada pela Polícia Federal (PF), apura uma suposta estrutura paralela de espionagem montada na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que teria como objetivo monitorar ilegalmente adversários pessoais e políticos do clã Bolsonaro.

A “minuta do golpe” é alvo de um outro inquérito, que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro e assessores próximos. As duas investigações tramitam sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma das bases da investigação sobre a Abin paralela são os diálogos mantidos entre o militar Giancarlo Gomes Rodrigues e seu superior, o policial federal Marcelo Araújo Bormevet. Os dois eram os responsáveis por operar diretamente o programa First Mile, adquirido pela Abin e capaz de monitorar o posicionamento geográfico de aparelhos celulares sem ser detectado pelo sistema de telefonia.

A PF aponta que as buscas feitas no First Mile coincidem com as conversas trocadas entre os dois, que foram obtidas pelos investigadores. Em dado momento, destaca a PF, Bormevet pergunta a Giancarlo: “O Nosso PR imbrochável já assinou a porra do decreto?”. O militar responde: “Assinou nada. Tá foda essa espera, se é que vai ter alguma coisa”.

Para os investigadores, “as referências relacionadas ao rompimento democrático declaradas pelos policiais é circunstância relevante que indica no mínimo potencial conhecimento do planejamento das ações que culminaram na construção da minuta do decreto de intervenção”.

A observação foi feita no requerimento no qual a PF pediu a prisão preventiva dos dois investigados, bem como o compartilhamento de informações entre o inquérito da Abin paralela e o da minuta do golpe. Ambos os pedidos foram deferidos por Moraes.

Para a PF, os crimes supostamente cometidos na Abin “se situam no nexo causal dos delitos que culminaram na tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito”.

Esse foi um dos argumentos utilizados pela PF para pedir a prisão dos investigados. A autoridade policial alegou que a deflagração de uma nova fase da Última Milha poderia fazer com que os suspeitos buscassem destruir provas que ligassem as duas investigações.

Além de Bormevet e Giancarlo, outras duas pessoas foram presas nesta quinta-feira, enquanto uma quinta segue foragida. De modo preliminar, a PF apontou o cometimento de crimes como pertencimento a organização criminosa, invasão de dispositivo informático alheio, interceptação clandestina de comunicações e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. As informações são da Agência Brasil.

Suspeitas contra desembargador alvo da PF vão de propina a rachadinha

POLÍCIA FEDERAL

Desembargador Ivo de Almeida, alvo de operação da PF - Metrópoles
Foto/Divulgação/TJSP

PF encontrou depósitos de R$ 641 mil na conta do desembargador Ivo de Almeida, do TJSP, e diálogos sobre propina no celular de investigados

Depósitos em espécie de R$ 641 mil, pagamento em dinheiro para empresa do próprio filho, diálogos sobre propinas entre investigados e decisões judiciais favoráveis a advogados que faziam transferências bancárias a pessoas próximas. Esses são os indícios que pesam contra o desembargador Ivo de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), suspeito de venda de sentenças.

O magistrado foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Churrascada, deflagrada na última quinta-feira (20) pela Polícia Federal (PF), por ordem do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também determinou o afastamento de Ivo de Almeida (foto em destaque) de suas funções por um ano. Detalhes da investigação foram revelados pelo jornalista Fausto Macedo, do Estadão, e confirmados pelo Metrópoles.

A investigação surgiu a partir da Operação Contágio, deflagrada em 2021, para investigar supostos desvios milionários de hospitais públicos geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSS). Naquela investigação, um dos alvos era o guarda municipal Wellington Pires. Suspeito de lavagem de dinheiro para o esquema, ele também é advogado e foi flagrado em conversas sobre supostas compras de decisões do desembargador.

Pires é apontado como o homem que fez a ponte entre representantes do desembargador e o advogado Luiz Pires Moraes Neto. O pedido de busca e apreensão feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na operação da semana passada contém dezenas de trocas de mensagens da dupla com esses intermediários. O primeiro a fazer essas tratativas era Valmir Lacerda Sampaio, falecido em 2019.

Diálogos sobre propina

Formalmente, não havia vínculos entre Valmi e Ivo de Almeida, mas ele era amigo do desembargador e, quando faleceu, o magistrado foi a seu velório. Era Valmi quem anunciava as datas de “churrasco”, codinome usado para batizar plantões judiciários nos quais Ivo de Almeida despacharia, para que pedidos deles chegassem diretamente ao desembargador enquanto o relator natural dessas ações estivesse em folga.

Em uma das mensagens, datada de 2018, Valmi avisa a Wellington: “Vamos fazer mais um churrasco no dia 23/08”. Dias depois, Wellington diz: “Eu tô em São Roque e tem uma picanha aí para levar procê ver se vai assar ela no dia 23 ou não [sic]”. Valmi, então, pede pressa para mandar as “folhas” e “analisar rápido”. Wellington envia cópias de uma execução de pena de uma mulher condenada a 8 anos de prisão por furto mediante fraude de R$ 3 milhões.

Nas mensagens seguintes, o advogado perguntou se já teria uma “posição”. “Se for preciso correr atrás da carne”. Na conversa, é sugerido um pagamento a um posto de gasolina. Valmi era sócio de um posto que recebeu pagamentos de Luiz Pires. Nesse caso, a PGR não menciona se houve ou não decisão de Ivo de Almeida favorável.

Após a morte de Valmi, quem surgiu como o interlocutor de Ivo de Almeida foi Wilson Vital Menezes Junior, que se apresentava como “filho” de Valmi, apesar de não terem esse grau de parentesco. Nesses diálogos, mais recentes, há indícios de que o desembargador mudou decisões para beneficiar condenados defendidos pelo advogado por meio de propina.

Negociações de HC

Um dos casos é o de Adomervil Vieira Santana, condenado a 7 anos de prisão por roubo e estelionato. Nesse caso, Wellington abordou Wilson Vital por mensagens. “Esse HC, esse menino já puxou um bom tempo já, tá até cumprindo pena. Vê o que dá pra fazer. Se a gente consegue fazer alguma coisa, que dá pra fazer e quanto é?”. Após aceitar a propina supostamente para o desembargador, Wilson afirma a Wellington: “Estava com o nosso amigo ontem, falou para você ir mandando aos poucos. Assim ele já vai se acertando com os outros 2 que estão junto com ele”.

Nos diálogos, os advogados discutem a venda de obras de arte da família de Adomervil para fazer pagamentos ao magistrado. No caso de Adomervil, o desembargador lhe concedeu prisão domiciliar, ele cumpria pena em regime fechado. A PGR aponta que a decisão não apenas lhe beneficiou seletivamente, outros acusados não tiveram a mesma sorte, como contradiz com o próprio histórico de entendimentos do desembargador. A PF encontrou transferências de R$ 100 mil para o posto de Valmir feitas por Luiz Pires.

Em outro caso, até mesmo um grande traficante de drogas seria beneficiado. Romilton Queiroz Hosi, que acumula um longo histórico de denúncias e prisões por crimes como lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. Ele já ficou foragido com uso de documentos falsos e coordenava uma rota aérea de transporte de mais de meia tonelada de cocaína em aeroportos clandestinos. Hosi é tido por investigadores como aliado de Fernandinho Beira-Mar, ex-líder do Comando Vermelho (CV). Até mesmo propina a policiais ele já teria pago para escapar da prisão.

Nesse caso, a PGR destaca que Luiz Pires chegou a buscar dinheiro no Paraguai em meio a uma negociação de propina de R$ 1 milhão para o desembargador. Wilson Vital teria pedido um rascunho do habeas corpus para Luiz Pires. Em meio à tratativa, segundo indicam as mensagens, o desembargador teria tido dificuldade para convencer um segundo magistrado a votar a favor do habeas corpus. O traficante acabou não sendo solto, mas as mensagens mostram uma suposta negociação da propina.

Rachadinha e depósito

Em meio às investigações, a PF e a PGR identificaram supostos indícios de rachadinha no gabinete do magistrado no TJSP, que foi alvo de busca e apreensão na Operação Churrascada. Somente entre 2016 e 2022, R$ 641 mil em depósitos foram feitos nas contas de Ivo de Almeida. Havia até mesmo transferências mensais de três servidores para as contas do magistrado. Um servidor transferiu R$ 33 mil e uma servidora enviou R$ 15 mil.

A PF ainda identificou, no mesmo dia de uma petição movida por Luiz Pires ao gabinete de Ivo de Almeida, um depósito de fonte não identificada de R$ 65 mil, em dinheiro vivo, na conta da incorporadora do filho do desembargador, Ivo de Almeida Junior, de 43 anos. Ele foi um dos alvos da Operação Churrascada.

O episódio que liga o filho do magistrado ao suposto esquema ocorreu em 2016, quando Luiz Pires defendia investigados presos em flagrante pela tentativa de roubar um caminhão de alimentos avaliados em R$ 320 mil com uso de armas de fogo. Inicialmente defendido por outras advogadas, um dos investigados pediu habeas corpus sob a justificativa de que houvera excesso de prazo. Ele estava preso há 14 meses. O pedido foi rejeitado pelo desembargador.

Após a negativa, as advogadas deram procuração a Luiz Pires, que reiterou o pedido com os mesmos argumentos. No mesmo dia em que ele peticionou, o depósito em espécie foi feito na conta da empresa do filho do desembargador. Em julgamento, o magistrado acolheu o pedido e mudou seu posicionamento.

A história da empresa do filho do desembargador não acaba aí. A PF também afirma que a empresa vendeu um apartamento à esposa de Valmi Sampaio, que é apontado como um operador de propinas de Ivo de Almeida.

Procurado pelo Metrópoles, o advogado Alamiro Velludo Salvador Netto, que defende Ivo de Almeida, afirma que “ainda não obteve acesso aos autos que supostamente sustentaram as medidas cautelares deferidas pelo STJ”. “Aguarda-se, assim, a autorização ao total conteúdo das investigações para que a defesa possa se manifestar e, em consequência, reestabelecer no caso a verdade e a Justiça”, afirma. Fonte: Portal Metrópoles.

PF indicia ministro das Comunicações por corrupção e organização criminosa

INVESTIGAÇÃO

Juscelino Filho é acusado de corrupção passiva pela PF
Juscelino Filho é acusado de corrupção passiva pela PF – Foto /Kaio Souza

Juscelino Filho é suspeito de desviar recursos públicos para obras de pavimentação; Polícia Federal aponta ao menos seis crimes

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (12) o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por ao menos seis crimes devido à suspeita de desvio de recursos públicos destinados a obras de pavimentação. Entre os crimes apontados pela corporação, estão os de falsidade ideológica, corrupção passiva e integrar organização criminosa. Em nota enviada à imprensa, o ministro nega irregularidades e diz que “minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados”.

Além disso, o ministro foi indiciado pelos seguintes crimes:

  • frustração do caráter competitivo de licitação;
  • violação de sigilo em licitação; e
  • ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal

Investigação ignorou fatos, diz ministro

Juscelino se manifestou sobre o indiciamento por meio de uma nota, na qual afirma que “a investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original”.

Segundo ele, o inquérito “concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos”.

Ele destaca que “o indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito”.

“É importante deixar claro que não há nada, absolutamente nada, que envolve minha atuação no Ministério das Comunicações, pautada sempre pela transparência, pela ética e defesa do interesse público”, ressalta Juscelino.

“Trata-se de um inquérito que devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada. A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar”, completa o ministro.

Na nota, Juscelino diz que, durante o depoimento sobre o caso, “o delegado responsável não fez questionamentos relevantes sobre o objeto da investigação”. “Além disso, o encerrou abruptamente após apenas 15 minutos, sem dar espaço para esclarecimentos ou aprofundamento”, garante.

De acordo com ele, “isso suscita dúvidas sobre sua isenção, repetindo um modo operante que já vimos na Operação Lava Jato e que causou danos irreparáveis a pessoas inocentes”.

O ministro finaliza a nota dizendo que “indiciamento não implica em culpa” e que “a Justiça é a única instância competente para julgar”. “Confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados.”

Operação em 2023

A Polícia Federal identificou os crimes ao apurar o desvio de verbas federais destinadas a obras da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). Juscelino Filho teria atuado para favorecer empreiteira ligada a políticos e apontada como integrante de um cartel com envolvimento em desvios de recursos.

Em setembro do ano passado, a corporação deflagrou uma operação para desarticular organização criminosa estruturada para promover fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo os recursos da companhia.

Na ocasião, agentes da PF cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nas cidades maranhenses de São Luís, Vitorino Freire e Bacabal.

Também foram cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, tais como afastamento da função pública, suspensão de licitações e vedação da celebração de contratos com órgãos públicos, bem como ordens de indisponibilidade de bens.

Além disso, o ministro do STF Luís Roberto Barroso chegou a determinar o bloqueio de R$ 835 mil de Juscelino Filho. À época, Barroso não autorizou uma busca pessoal requerida pela Polícia Federal porque faltavam indícios mais concretos da atuação direta do ministro das Comunicações no esquema de desvio de recursos. Fonte: R7.