Nova modalidade atende famílias com renda mensal de até R$ 12 mil
As famílias com renda mensal de até R$ 12 mil podem, a partir desta segunda-feira (5), contratar a nova modalidade do Minha Casa, Minha Vida voltada à classe média. A Caixa Econômica Federal começou a oferecer os empréstimos da nova categoria do programa habitacional.
Líder no financiamento imobiliário no país, concentrando cerca de 70% das operações de crédito no setor, a Caixa pôde começar a operar a nova categoria após o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentar, na última quarta-feira (30), as mudanças no Minha Casa, Minha Vida. Isso porque era necessário definir o uso de fontes alternativas de recursos no programa habitacional, além do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Apelidada de Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, a nova modalidade oferece financiamentos com juros nominais de 10% ao ano e prazo de até 420 meses (35 anos) e permite financiamento de imóveis de até R$ 500 mil. Até 80% do valor de imóveis novos poderão ser financiados. Para imóveis usados, o percentual financiado cai para 60% nas regiões Sul e Sudeste e mantém-se em 80% para as demais localidades.
A nova modalidade do programa habitacional oferecerá crédito com recursos dos lucros e dos rendimentos do FGTS e dinheiro próprio dos bancos, como depósitos na caderneta de poupança e investimentos em Letras de Crédito Imobiliário (LCI).
Faixa 3
A Caixa também reajustou o valor das demais faixas do Minha Casa, Minha Vida, aprovadas no último dia 15 pelo Conselho Curador do FGTS e no último dia 25 pelo Ministério das Cidades.
Os novos valores são os seguintes:
Faixa 1: renda familiar de até R$ 2.850,00 por mês, com subsídio de até 95% do valor do imóvel;
Faixa 2: renda familiar de R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil por mês, com subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos;
Faixa 3: renda familiar de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil por mês, sem subsídios, mas com condições de financiamento facilitadas.
No caso da Faixa 3, o CMN autorizou o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para ampliar a oferta de crédito. Essa categoria financia imóveis de até R$ 350 mil, com juros nominais de 8,16% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Cotistas do FGTS têm desconto de 0,5 ponto percentual, pagando 7,66% ao ano.
Famílias enquadradas nas faixas 1 e 2 também estão autorizadas pelo Conselho Curador do FGTS a financiar imóveis pela Faixa 3. No entanto, os mutuários que optarem pela elevação de categoria terão as mesmas condições da Faixa 3, sem acesso aos subsídios do governo.
A Lei 2180/2024 que reajusta em 75% o auxílio foi sancionada pela governadora Raquel Lyra nesta quarta-feira (4)
O auxílio-moradia pago pelo Governo de Pernambuco será reajustado de R$ 200 para R$ 350 a partir de outubro. A Lei 2180/2024 que reajusta em 75% o auxílio foi sancionada pela governadora Raquel Lyra nesta quarta-feira (4).
A mudança também inclui ocupantes de imóveis situados em prédios-caixão com alto risco de desabamento no Grande Recife e moradores da comunidade de Santa Terezinha, em Santo Amaro, no Recife, que vivem às margens do canal do bairro.
De acordo com a governadora, a gestão está trabalhando para entregar moradias, regularização fundiária e para virar a página do déficit habitacional no Estado.
“Em parceria com o governo federal, nós garantimos indenizações aos mutuários dos prédios-caixão da Região Metropolitana do Recife que correm risco de desmoronamento, além de ajuda financeira às pessoas que ainda viviam nesses edifícios. São essas e outras famílias que não têm onde morar que receberão, a partir de outubro, o auxílio-moradia já com o valor reajustado. Investimentos como esses transformam a vida de quem mais precisa”, pontuou a gestora estadual durante reunião do Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
O auxílio-moradia concedido pelo Estado atende mais de 5 mil pessoas.
Entre os que passarão a receber o benefício estão 42 famílias que vivem na comunidade de Santa Terezinha, no bairro de Santo Amaro, no Recife, enquanto aguardam a construção do habitacional de interesse social que será erguido no terreno da antiga sede da vice-governadoria, na Avenida Cruz Cabugá.
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Ao longo do evento do Sinduscon-PE, a governadora também anunciou a ampliação do valor máximo dos imóveis comercializados com o uso da modalidade Entrada Garantida do programa Morar Bem Pernambuco.
Com a mudança, o subsídio de R$ 20 mil para o financiamento habitacional vai incluir imóveis com valores de até R$ 210 mil na Região Metropolitana do Recife (RMR) e de R$ 220 mil na capital pernambucana. Nas demais regiões do Estado, o limite permanece em R$ 190 mil.
O objetivo da mudança é estimular lançamentos imobiliários para atender famílias com renda de até dois salários mínimos em regiões mais valorizadas. Por Portal Folha de Pernambuco.
Programa Minha Casa Minha Vida – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Mudanças valem para faixa 3 do programa habitacional
O governo vai limitar a 50% a cota de financiamento de imóveis usados na faixa 3 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), nas regiões Sul e Sudeste. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a quota cairá para 70%.
Essa cota é o total que pode ser financiado dentro do Minha Casa para imóveis usados — o restante do percentual precisaria ser pago à vista ou por outras formas de financiamento.
O faixa 3 é para famílias com renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil. O financiamento do MCMV tem juros mais baixos que o mercado habitacional.
Atualmente a parcela do empréstimo de imóveis usados varia entre 70% e 75%, de acordo com a renda, no Sul e Sudeste. Nas demais regiões, a quota é 80%.
As mudanças constam em portaria do Ministério das Cidades ao qual O Globo teve acesso. O documento será publicado nesta semana.
Além disso, o governo baixou de R$ 350 mil para R$ 270 mil o valor do imóvel usado financiado pelo MCMV, mudança também voltada para a faixa 3 do programa.
Ficarão de fora das restrições financiamento de imóveis retomados pelos bancos, em casos de inadimplência.
Mudanças também em 2025
A medida entrará em vigor assim que uma Instrução Normativa do Ministério das Cidades for publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Segundo técnicos do governo, a restrição deverá valer também para 2025.
Desde dezembro do ano passado o setor de construção civil vinha pedindo ao governo para restringir o financiamento de imóveis usado no programa, diante do ritmo acelerado das contratações neste ano.
No mês passado, representantes do governo no Conselho Curador do FGTS se comprometeram a adotar a medida, diante do crescimento da parcela de usados nos financiamentos do MCMV.
Segundo o Ministério das Cidades, a parcela de usados no volume total de recursos subiu de 7% em 2022 para 24% em 2024.
Com a redução da cota de financiamento, a expectativa é que o percentual baixe para 19% neste ano e 14% em 2025.
O setor da construção civil alega que o investimento em imóveis novos gera empregos e impulsiona a arrecadação do FGTS. Especialistas e integrantes alegam, contudo, que o financiamento de usados é uma forma de combater o déficit habitacional e ajuda a movimentar o mercado.
Segundo o texto da Instrução Normativa, as famílias enquadradas na faixa 3 terão até o fim do ano um volume total de R$ 13,3 bilhões para financiamento.
O texto assegura também a quantia de R$ 42,2 bilhões para apoio à produção de habitações. Ou seja, haverá recursos para financiamento a quem compra imóvel na planta.
Representantes do setor da construção avaliam que as medidas de restrição não serão suficientes. Muito possivelmente será preciso fazer algum remanejamento de recursos de outras áreas financiadas pelo FGTS, como do saneamento, por exemplo. Por Agência O Globo
Os beneficiários que recebem o Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC) são isentos do pagamento de prestação e recebem o imóvel já quitado – Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente destacou a meta durante a entrega de mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, em Várzea Grande (MT), nesta quarta-feira (31)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de entrega de mil unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), no Residencial Colinas Douradas 1 e 2, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT), nesta quarta-feira, 31 de julho.
A chave da casa é o porto seguro. O nosso compromisso é fazer 2 milhões de casas neste meu terceiro mandato. E nós vamos fazer“
“A chave da casa é o porto seguro, é o ninho que o passarinho constrói para poder criar e cuidar da sua cria. Eu quero desejar a vocês toda a sorte do mundo. A gente vai fazer mais casas. O nosso compromisso é fazer 2 milhões de casas neste meu terceiro mandato. E nós vamos fazer“, destacou o presidente, na solenidade.
Os beneficiários que recebem o Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC) são isentos do pagamento de prestação e recebem o imóvel já quitado. “O fato de vocês ganharem a casa de graça porque recebem o Bolsa Família, não é favor nosso, é o pagamento de uma dívida que esse país tem com o povo pobre desse país, que nasce pobre, morre pobre, que, muitas vezes, não consegue fazer absolutamente nada, a não ser trabalhar e ganhar pouco”, afirmou Lula.
O ministro das Cidades, Jader Filho, enfatizou o esforço da atual gestão para retomar as obras paralisadas do MCMV. “Quando nós chegamos ao Ministério das Cidades, eram 87 mil casas paralisadas. Dessas 87 mil, entregamos, até hoje, mais de 26 mil unidades. Só aqui no Mato Grosso, o presidente já entregou duas mil casas que estavam paralisadas”, disse. Ele também compartilhou que o Governo Federal já soma 880 mil novas unidades habitacionais contratadas desde o início de 2023, em todo o país.
É para isso que governamos. Para realizar sonhos como o da Simone e sua família, no Mato Grosso. Que sejam muito felizes no seu novo lar. Disse o presidente.
PARCERIA — O Residencial Colinas Douradas 1 e 2 é composto por dois empreendimentos, cada um com 500 unidades habitacionais, do tipo casa sobreposta. O investimento total é de R$ 94,1 milhões, sendo R$ 90 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e R$ 4,1 milhões de contrapartida do Governo do Estado, assegurando moradia digna para aproximadamente 4 mil pessoas. Durante a cerimônia, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, ressaltou a parceria do estado com o Governo Federal para a viabilização de mais empreendimentos habitacionais. “O governo de Mato Grosso já colocou R$ 35 milhões em 5.700 [residenciais], dos quais 2.680 já foram finalizados, como esse aqui que hoje está sendo finalizado. Nosso espírito é trabalhar com seriedade, com honestidade, para que todos possam ser atendidos com a política pública”, afirmou.
CONQUISTA — Beneficiária do programa e mãe de duas crianças, Simone Cleusa da Luz expressou felicidade ao conquistar a casa própria. “Nós, mães solo, lutamos para dar uma melhoria de vida para nossos filhos. E, hoje, graças ao programa Minha Casa, Minha Vida e ao Lula, eu estou aqui realizando esse sonho junto aos meus filhos”, declarou.
CRÉDITO — O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, pontuou que a instituição financeira — uma das operadoras do MCMV — lançou uma conta digital voltada aos microempreendedores, que poderá alavancar os negócios dos moradores das unidades habitacionais do programa. “O nosso desafio vai ser que o nosso superintendente faça uma visita, aqui no empreendimento Colinas Douradas, a cada empreendedor e abra uma conta para ele. É dessa forma que nós estamos agregando a um trabalho importante que é dar a moradia própria, de forma lateral, também criar a possibilidade de levar crédito para o micro e pequeno empreendedor”, assinalou.
RETOMADA — As unidades habitacionais do Residencial Colinas Douradas 1 e 2 contam com áreas privativas de 47,39 m² na parte térrea e 46,43 m² na parte superior. Elas foram contratadas em 2012 e estavam paralisadas. A entrega é mais um esforço do Governo Federal, na gestão do presidente Lula, para solucionar e retomar as obras do MCMV que ainda estavam com pendências ou paralisadas. Os empreendimentos entregues têm infraestrutura totalmente concluída, incluindo água, esgoto, iluminação pública, energia elétrica, pavimentação e drenagem, garantindo um ambiente seguro e confortável para os novos moradores. A legalização dos empreendimentos também foi assegurada, com a emissão do Habite-se e a conclusão de todos os trâmites necessários junto às concessionárias.
Em meio às dinâmicas legislativas do Brasil, surge uma iniciativa promissora que propõe alterações significativas nas regras vigentes da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Atualmente, condutores têm o limite de 30 dias após o vencimento da CNH para efetuar a renovação. No entanto, uma proposta legislativa em tramitação almeja expandir esse intervalo, propondo uma extensão para 60 dias de carência.
Essa proposição, que tem como objetivo introduzir uma maior flexibilidade no processo de renovação da CNH, já recebeu luz verde da Comissão de Viação e Transportes da Câmara. O próximo passo é a análise crítica pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), fase em que o projeto será submetido a um escrutínio rigoroso antes de sua eventual aprovação. Convidamos você a permanecer informado sobre as atualizações futuras dessa matéria, de grande importância para motoristas em todo o território nacional.
Medida pode ampliar o prazo de validade da CNH
A proposta de reestruturação da regulamentação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sob a égide do Projeto de Lei 2496/22, sofreu modificações significativas pela mão do deputado Bruno Ganem (PODE-SP), tendo sua origem no projeto concebido pelo deputado José Nelto (PP-GO). Embora Ganem tenha mantido o cerne da proposta original, introduziu alterações concernentes à incorporação de novas diretrizes no Código de Trânsito Brasileiro.
Ganem, no papel de relator, argumenta que a validade atual da CNH é insuficientemente limitada. “Ao estender a margem para 60 dias, estaremos concedendo um intervalo extra, permitindo que os condutores planejem com mais tranquilidade e eficácia a realização dos exames atualizados de competência física e psicológica”, explicou.
Em um avanço complementar, o projeto legislativo estipula que a CNH possua uma validade indeterminada como documento de identificação oficial, uma diretriz que ecoa determinações pregressas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). É importante enfatizar que, ao longo desses 60 dias propostos, o motorista não estará sujeito a sanções derivadas de infrações de trânsito.
Quando se torna imperativo renovar sua CNH?
A necessidade de renovação da CNH surge ao término de seu ciclo de validade. Condutores abaixo dos 50 anos devem renovar sua carteira a cada dez anos. Aqueles na faixa etária de 50 a 70 anos são obrigados a renovar a cada cinco anos, enquanto indivíduos com mais de 70 anos devem submeter-se ao processo de renovação trienalmente.
É crucial destacar que, apesar das alterações introduzidas pela Lei 14.071 em 13 de outubro de 2020, as carteiras expedidas antes dessa data permanecem regidas pelo seu prazo de validade original. As novas diretrizes aplicam-se exclusivamente às CNHs concedidas após a instauração da nova lei. Dessa forma, certifique-se de conferir a data de expiração em seu documento para prevenir complicações posteriores.
É permitido dirigir com a CNH expirada?
A resposta é negativa. Circular com uma CNH ultrapassada constitui uma infração de natureza gravíssima, acarretando em multa e retenção do veículo até que um condutor devidamente habilitado se apresente. No entanto, existe uma tolerância de 30 dias após a data de expiração para que o motorista proceda com a renovação. Durante esse intervalo, é ainda lícito utilizar a CNH expirada para fins de condução.
Como proceder com a renovação da CNH?
O processo de renovação da CNH é administrado pelo Detran em cada unidade federativa do Brasil. Em estados como São Paulo e Minas Gerais, o processo pode ser efetuado online através dos portais correspondentes, desde que determinados requisitos sejam satisfeitos. Nestes casos, o comparecimento físico é exigido unicamente para os exames médicos, ou avaliações psicológicas/toxicológicas, se aplicáveis.
Em localidades onde a renovação online não está disponível, é necessário solicitar o procedimento presencialmente. Para esclarecimentos detalhados sobre como o processo é conduzido em seu estado, recomenda-se entrar em contato com o Detran local, a fim de sanar quaisquer incertezas e obter informações sobre os trâmites e a documentação requerida para dar início ao processo de renovação da CNH.* Com informações do Jornal Contábil.
Milhares de motoristas poderão garantir em breve uma nova isenção na taxa de renovação da carteira de motorista
ÓTIMA NOTÍCIA! Motoristas com mais de 50 anos terão nova isenção da CNH. Imagem: Divulgação
Em um ato repleto de solidariedade e consciência social, o deputado Luiz Fernando Guerra protagonizou um momento marcante para os cidadãos paranaenses de idade mais avançada, ao introduzir um Projeto de Lei sem precedentes na última segunda-feira (02). Essa legislação revolucionária propõe uma escala de custos para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) baseada na idade do condutor, privilegiando de forma especial aqueles com 50 anos ou mais. Considerando que o estado possui 2.459.139 motoristas, o impacto dessa ação promete ser extenso e intensamente vivenciado.
A iniciativa transcende uma mera estratégia de diminuição de despesas: ela é um aceno à importância da distribuição equitativa de benefícios e chances, especialmente para os membros mais maduros da sociedade, frequentemente sujeitos a pressões financeiras consideráveis. O movimento do deputado Guerra não apenas suaviza essas pressões mas também reitera a importância e a honra dos indivíduos nesta etapa da vida, fomentando uma integração social mais autêntica.
Ademais, o projeto marca um progresso ponderado na maneira com que o governo enxerga e responde às demandas de seus cidadãos com mais experiência de vida, um segmento que justamente reivindica não somente reverência e estima, mas igualmente respaldo concreto em aspectos corriqueiros, como é o caso da renovação da CNH. Esta disposição ressalta-se como um modelo de como os representantes políticos podem resguardar e colocar em primeiro plano aqueles que, após longos anos de contribuição social, são dignos de atenção e suporte adicionais em suas exigências persistentes.
Regra atualmente vigente
Sob as normas vigentes, a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) exige de todos os condutores o mesmo valor, fixado em R$159,22, sem considerar a idade. Contudo, a frequência de renovação difere significativamente: motoristas com menos de 50 anos renovam a carteira a cada dez anos, aqueles na faixa dos 50 aos 69 anos passam pelo processo quinquenalmente, e para os acima de 70 anos, a renovação é exigida a cada três anos.
Neste contexto, emerge um projeto de lei que, se sancionado, promoverá um sistema de cobrança equitativo e adequado para os motoristas seniores, propondo um ajuste na taxa de renovação com base no período de validade real de sua CNH.
O deputado Luiz Fernando Guerra, arquiteto dessa iniciativa legislativa, sublinha que a medida tem como objetivo reforçar o vínculo e a responsabilidade para com os cidadãos mais velhos do Paraná. “Este projeto simboliza um avanço crucial na salvaguarda dos direitos de uma parcela da população que necessita de um olhar diferenciado e apoio governamental. O intuito é assegurar que os indivíduos com mais de 50 anos sustentem sua independência na direção, sem que a renovação da CNH represente uma carga financeira desmedida, especialmente quando confrontados com outros gastos frequentemente associados a essa fase da vida, como aqueles relacionados à saúde”, enfatiza Guerra.
Antes de se concretizar como lei, o projeto enfrentará a análise meticulosa das comissões competentes e o escrutínio dos deputados em plenário. Em seguida, será levado a voto na Assembleia Legislativa do Paraná e, se ratificado, dirigido ao governador para a sanção final, representando um avanço significativo na legislação que ampara os direitos dos idosos no território paranaense.
Como renovar a CNH depois dos 50 anos
A renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) segue procedimentos estabelecidos pelos departamentos de trânsito (Detrans) estaduais. Embora haja pequenas diferenças nas diretrizes de cada Estado, a etapa inicial universal é a marcação antecipada do serviço.
Para a consulta marcada, o condutor mais velho deve apresentar os documentos originais de identificação e da CNH expirada, além do original e cópia do comprovante de endereço.
Posteriormente, o motorista recebe detalhes sobre a localização e os dados de contato da clínica onde ocorrerá o exame médico, cujo custo é de responsabilidade do indivíduo e pago diretamente na clínica. A emissão da nova CNH só acontece após a aprovação nessa avaliação médica.
Em alguns Estados, como São Paulo, a solicitação de renovação da CNH pode ser efetuada online. Após inserir todas as informações pessoais necessárias, o condutor deve escolher a data e o horário para realizar o exame médico (avaliação física e mental).
Três dias úteis depois de finalizar todas as fases do procedimento, a CNH digital pode ser baixada no aplicativo Carteira Digital de Trânsito, possuindo a mesma validade legal que a versão física.
No estado de São Paulo, a taxa cobrada pelo Detran para renovação com entrega da CNH impressa via Correios é de R$ 116,50. A taxa para o exame médico, por sua vez, custa R$ 105,50 e é quitada diretamente na clínica designada. É importante destacar que os valores dessas taxas podem variar de um Estado para outro.
Em contraste, no Rio de Janeiro, indivíduos com 65 anos ou mais são beneficiados por uma legislação exclusiva que os isenta de algumas taxas cobradas pelo Detran. * Fonte/Jornal Contábil.
Segundo o Detran-PE, a decisão de retirar a etapa da garagem da prova prática teria sido respaldada em estudos técnicos que indicam não haver prejuízo à qualificação do candidato à habilitação – Foto/Tião Siqueira/JC
Se o novo modelo for adotado em todo o Estado, não haverá redução dos valores pagos para os testes.
O teste prático para quem vai tirar a primeira habilitação mudou em Pernambuco. O Detran-PE decidiu retirar da sequência de manobras a prova da garagem. A alteração ainda está em teste e, por enquanto, apenas no pátio do órgão no Recife.
O objetivo é reduzir o tempo de aplicação das provas e, se o novo modelo for adotado em todo o Estado, não haverá redução dos valores pagos para os testes.
Foto/Lorena Barros/Acervo JC Trânsito
Segundo o Detran-PE, a decisão de retirar a etapa da garagem da prova prática teria sido respaldada em estudos técnicos que indicam não haver prejuízo à qualificação do candidato à habilitação.
“As análises seguem em andamento, pois isso leva um tempo para que o desempenho dos candidatos seja percebido efetivamente no pátio de exames. No entanto, já é possível verificar a redução do tempo médio total das provas”, explicou, por nota, o gerente de Habilitação de Condutores do Detran-PE, Nivaldo Carneiro.
Também segundo o gerente, os candidatos que concluíram todo percurso apresentaram, aproximadamente, redução em 1/4 da média do tempo anterior, quando o pátio estava com a etapa garagem. “Outra observação, ainda inicial, é o índice de aprovação que apresentou um aumento de 3%”, afirmou.
Os estudos técnicos a que se refere o Detran-PE se respaldam no Código de Trânsito Brasileiro e na Resolução Contran N° 789/2020. A resolução define as provas e o tempo das aulas, exigindo a realização de manobras, balizamentos e circulação em via pública. Não obriga a realização da etapa da garagem.
Os estudos técnicos a que se refere o Detran-PE se respaldam no Código de Trânsito Brasileiro e na Resolução Contran N° 789/2020. A resolução define as provas e o tempo das aulas, exigindo a realização de manobras, balizamentos e circulação em via pública. Não obriga a realização da etapa da garagem.
“Atualmente, a medida está valendo apenas no pátio da sede do Detran-PE, no Recife. Conforme os resultados, poderá ser expandida, ou não, para outros pátios. Não houve alteração na avaliação nem nos valores”, afirmou o gerente.
“O Detran-PE segue acompanhando a evolução. Nos próximos meses deveremos ter dados com uma melhor realidade, combinando o treinamento na formação com a avaliação no pátio de exames práticos de direção veicular”, finalizou Nivaldo Carneiro.
Repercussão negativa sobre a mudança
A retirada do teste de garagem da prova prática do Detran-PE foi criticada pela Federação dos Centros de Formação de Condutores do Brasil (Feneauto) e pelo Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Pernambuco (SindCFC-PE).
Na avaliação do presidente das duas entidades, Ygor Valença, foi um retrocesso em um teste que já é falho e limitado. “A prova prática de Pernambuco é avançada sob o aspecto tecnológico. A telemetria e a filmagem do exame prático no interior dos carros, por exemplo, são muito importantes. Mas o fato de a prova não ter um circuito em via pública deixa a desejar. É tudo feito num cenário montado. Assim, a retirada de uma etapa só reduz ainda mais as chances de aprendizado dos candidatos”, pondera.
“Sou a favor de uma prova de rua onde o aluno lide com a rotina real do trânsito. No pátio interno ele apenas decora as manobras. Não é à toa que você vê muita gente habilitada e que não dirige. É um modelo engessado, que se mantém há mais de 40 anos”, reforça. *Por JC.