Sudene lança plataforma que centraliza acesso a dados estratégicos sobre o Nordeste

INICIATIVA

Usinas de Alta Perfomance Nordeste
Usinas de Alta Perfomance Nordeste – Foto: MME/Reprodução

Ferramenta oferece dados sobre realidade social, econômica e ambiental da Região.

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) lança nesta terça-feira (9) uma plataforma com dados estratégicos sobre a Região Nordeste. O chamado “Data Nordeste” tem como objetivo promover uma leitura da realidade do território nordestino.

O ambiente virtual integra dados que contemplam os territórios do Semiárido, do bioma Caatinga e da área de atuação da Autarquia. Os temas incluem saúde, educação, economia, meio-ambiente, entre outros.

A ferramenta é aberta ao público e permite integrar as informações com outras bases de dados.

O projeto foi desenvolvido com o apoio técnico do Observatório da Caatinga e Desertificação, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), parceiro na implementação e desenvolvimento da estrutura tecnológica do portal.

Lançamento

O evento de lançamento será no Bairro do Recife e contará com a palestra de Ricardo Cappra, referência em dados e inteligência artificial aplicados na sociedade e nos negócios. Sua apresentação vai abordar os efeitos dos dados na cultura organizacional, na tomada de decisão e no comportamento humano, e na inovação.

As inscrições são limitadas e devem ser feitas por este formulário: https://forms.gle/qDtwtxnJikVCjAD99.

Por Blog da Folha

Frente Parlamentar lança projeto para mapear merenda escolar no Estado

FISCALIZAÇÃO

Frente também criou cartilha e deverá visitar escolas. Foto: Roberta Guimarães

A Frente Parlamentar de Combate à Fome da Assembleia Legislativa de Pernambuco lançou, nesta quarta, o projeto “De Olho na Merenda”, com o objetivo de mapear a situação da alimentação escolar no Estado. A iniciativa  cria uma central de denúncias que vai vistoriar ocorrências nas merendas das escolas, como as de alimentos de má qualidade ou com presença de larvas.

A coordenadora do grupo, a deputada Rosa Amorim, do PT, disse que o ponto de partida do projeto foi o registro de diversas queixas relacionadas ao assunto, desde o ano passado. Ela citou um caso ocorrido na Escola Técnica Dom Bosco, do bairro da Tamarineira, no Recife, onde, na última semana, não havia merenda para o turno da noite, o que motivou o cancelamento das aulas, e explicou a iniciativa. “É um canal, na verdade, de denúncia, de diálogo que os estudantes vão ter para a gente poder melhor fiscalizar a merenda escolar, a alimentação escolar aqui no Estado de Pernambuco.”

As denúncias devem ser feitas pela internet. Para o cadastro, é preciso informar o endereço da escola, a descrição dos fatos e a frequência com que ocorrem, além de dizer se a gestão escolar foi informada, entre outros questionamentos. A denúncia pode ser feita de maneira anônima, o que foi defendido pela deputada Dani Portela, do PSOL.

“É muito importante dinamizar isso, trazer site, uma informação que os alunos possam e tenham ali preservado a sua identidade também, porque tem o medo de fazer a denúncia. Muita gente bota a cara, bota a cara no sol, abre lá a selfie e faz a denúncia. Mas sabemos que muitos alunos e alunas podem sofrer perseguição dentro da escola por isso.”

Representante do Centro Sabiá e integrante do Fórum de Segurança Nutricional de Pernambuco, a professora Sônia Lucena destacou como muito importante a iniciativa da Frente Parlamentar. Ressaltou, entretanto, que  a central anônima de denúncias não pode ficar restrita aos alunos, devendo envolver também professores, diretores e servidores das escolas.

“Não vai ter condição do aluno entrar num depósito de alimentos de uma escola, por exemplo, que tenha mil alunos ou 1.500 alunos. Ele é até impedido de entrar no depósito, ele pode até  entrar como representante dentro do conselho da escola, mas qualquer estudante não pode entrar no depósito até por uma questão de segurança e de cuidado. Então, esses funcionários são muito importantes porque quando a gente vai analisar o programa de alimentação escolar muitas pessoas que estão na escola também precisam de comunicação para fazer a denúncia.”

A central de denúncias é uma das iniciativas propostas pela Frente Parlamentar para embasar a construção de um mapa sobre a situação da alimentação escolar em Pernambuco. O grupo também realizará visitas técnicas nas escolas para apresentar o projeto e avaliar a situação. Para o recebimento das denúncias, foi criado o site www.deolhonamerenda.com.br.

*Fonte ALEPE

Secretário da gestão Raquel Lyra diz que governo fará “debate amplo com a sociedade” para discutir privatização da Compesa

INICIATIVA

Imagem da Sede da Compesa no Recife. Foto: Divulgação

Durante audiência pública para apresentar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2024, o secretário de Planejamento do Estado, Fabrício Marques, ressaltou o cenário fiscal que Pernambuco atravessa e a possibilidade de privatização da Compesa.

Durante a apresentação, ele informou que o Governo fará um ciclo de seminários para escutar a população sobre os programas e ações a serem incluídos no orçamento do ano que vem.

Ainda informou que o Estado já captou R$ 2,7 bilhões dos R$ 3,4 bilhões que a Alepe autorizou o Executivo a contrair em empréstimos junto a bancos nacionais e internacionais.

Outro ponto abordado foi a possibilidade de privatização da Compesa, uma vez que a governadora assinou um contrato junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a realização de estudos sobre a participação de investimentos privados no setor de abastecimento de água e tratamento de esgoto.

Favorável à medida, o deputado Antonio Coelho (União) criticou o líder do Governo, Izaías Régis (PSDB), por ter falado que a privatização da companhia era um “boato”.

“A privatização é uma pauta estratégica para o Estado de Pernambuco e representa uma alternativa à elevação da carga tributária do Estado”, disse Coelho.

Em resposta, Marques ressaltou ter coordenado a privatização de parte da operação da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), em 2019, e defendeu a discussão do tema.

“Quando o modelo for apontado, faremos um debate amplo com a sociedade”, afirmou.

Ele indicou, porém, que a venda de ativos deve financiar investimentos estratégicos, e não compensar a carga tributária, que se destina a despesas com políticas públicas. Fonte: Portal Prefeitura/Alepe.