Governo divulga rótulo do arroz que será importado; pacote de 5 kg será vendido por R$ 20

AGRO

Imagem do rótulo do pacote de arroz que será vendido por governo federal. — Foto: Reprodução
Imagem do rótulo do pacote de arroz que será vendido por governo federal. — Foto: Reprodução

No total, governo vai comprar 300 mil toneladas e as primeiras 100 mil vão chegar entre 10 de junho e 8 de setembro, de acordo com o edital. Associações de produtores criticam a medida.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a imagem do rótulo que será colocado nas embalagens do arroz que o governo federal irá importar. O leilão de compra vai acontecer nesta quinta-feira (06).

Os pacotes virão com os logotipos da Conab e da União, além do escrito “Produto Adquirido pelo Governo Federal”. O produto terá um preço tabelado: será vendido em pacotes de 5 quilos por R$ 20 reais, ou seja, por R$ 4 o quilo, como o governo tem anunciado.

A medida tem sido criticada por associações de produtores rurais, que a consideram intervencionista e um desestímulo à produção nacional. O setor entrou, inclusive, com um pedido na Justiça para suspender o leilão.

Já o governo tem repetido que a intenção não é concorrer com o arroz do Brasil, mas garantir que o preço do alimento não suba muito ao consumidor após as enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz do Brasil.

No total, serão importadas 300 mil toneladas de arroz do Arroz Beneficiado, Polido, Longo fino, Tipo 1, o mesmo produzido pelo Brasil.

O produto será entregue em três etapas:

  • as primeiras 100 mil toneladas entre os dias 10 de junho e 8 de setembro;
  • outras 100 mil entre os dias 9 de setembro e 9 de outubro;
  • e o restante entre os dias 10 de outubro e 8 de novembro.

Os pacotes serão entregues à venda direta para mercados de bairro, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas.

Segundo edital do governo, os estados contemplados serão o Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

O governo não divulgou os países que irão participar do leilão. Os principais fornecedores de arroz para o Brasil são os vizinhos do Mercosul (Paraguai, Uruguai e Argentina), que, inclusive, chegaram a elevar em até 30% o preço do grão, após o governo brasileiro ter anunciado um leilão em maio, que acabou sendo cancelado.

O governo brasileiro, no entanto, disse que tem sido procurado por embaixadores de outros países. Em maio, por exemplo, a indústria brasileira importou arroz da Tailândia, país que costuma vender o grão para o país esporadicamente. *Fonte: g1

Brasil suspende exportação de carne à China após caso de “vaca louca”

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA

Frigorifico de carne
Caso de “vaca louca” foi confirmado em pequena propriedade de Marabá, no Pará; na imagem, funcionários de frigorífico cortam carne bovina -Foto/Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na noite desta 4ª feira (22.fev.2023) que suspendeu temporariamente as exportações de carne bovina para a China após a confirmação de um caso do mal da “vaca louca” em Marabá (PA).

Não está confirmado que caso de vaca louca é atípico, diz ministro Ações de frigoríficos despencam A medida vale a partir de 5ª feira (23.fev) e, de acordo com a pasta, é parte do protocolo sanitário oficial. O ministério afirmou também ter comunicado a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) e enviado amostras do animal, um boi de 9 anos, para laboratório referência em Alberta, no Canadá, onde será confirmado se o caso é atípico….

Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, diz não ser possível quando será possível retomar as exportações de carna para o país asiático: “Não podemos prever quantos dias, mas os protocolos são seguidos. Quero crer que antes da visita do [presidente] Lula à China, [prevista] em março, o caso será solucionado”. No comunicado do ministério, Fávaro afirmou que “todas as providências estão sendo adotadas imediatamente” para “garantir aos consumidores brasileiros e mundiais a qualidade reconhecida” da carne brasileira. (Brasil 360).