Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em MS, afirma ANP (Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)
(Estadão Conteúdo)
Na média dos postos pesquisados no País, o etanol teve paridade de 72,19% ante a gasolina na semana encerrada em 3 de janeiro
Os preços médios do etanol hidratado subiram em 15 Estados, caíram em outros 4 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 6 na semana encerrada em 3 de janeiro. No Amapá não houve medição. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,22% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,49 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço ficou estável, em R$ 4,28 o litro.
A maior alta porcentual na semana, de 3,92%, foi registrada no Tocantins, a R$ 5,04 o litro. A maior queda, de 12,35%, ocorreu no Acre, para R$ 5,25 o litro.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,08, foi observado no Acre. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,00, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,49 o litro.
Etanol é mais competitivo apenas em MS
O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em apenas um Estado na semana encerrada em 3 de janeiro. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol teve paridade de 72,19% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.
Executivos do setor destacam, porém, que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.
O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4,00 e a paridade é de 67,34%.
Linha beneficia pequenos produtores no Norte e Centro-Oeste
Com a previsão de atender a 100 mil pequenos produtores rurais do Norte e do Centro-Oeste, o programa AgroAmigo recebeu o reforço de R$ 1 bilhão dos fundos constitucionais das duas regiões. O governo pretende multiplicar por seis o volume de microcrédito emprestado a agricultores e pecuaristas familiares, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas e extrativistas.
Operadas em parceria com a Caixa Econômica Federal, as linhas terão juros de 0,5% ao ano e 36 meses de pagamento. Quem pagar as parcelas em dia receberá um bônus de adimplência, um desconto, de 25% a 40% sobre a prestação, dependendo da modalidade do crédito.
A expansão da linha de crédito foi lançada nesta segunda-feira (25), em Brasília. Durante a solenidade, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valdez Góes, disse que o governo está dando um passo histórico para reparar os pequenos produtores rurais.
“O dinheiro tem que circular. Tem que chegar à mão das pessoas. Tem que apoiar o pequeno [produtor rural]. Tem que considerar todas as ações da política pública e a participação do pequeno no processo de desenvolvimento”, declarou.
Lançado em dezembro do ano passado, o AgroAmigo emprestou, até agora, R$ 150,7 milhões em 12,8 mil operações de microcrédito.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, os estados com maior demanda de recursos são Pará, Acre e Amazonas.
Quem pode acessar
Podem acessar o financiamento agricultores e pecuaristas familiares, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas e extrativistas. A renda da família deve ser de até R$ 50 mil por ano, uma média de R$ 4 mil por mês, e não pode haver contratação de empregados permanentes.
As condições do AgroAmigo:
Taxa efetiva de juros de até 0,5% ao ano;
Prazo de até 36 meses.
Valor do crédito:
até R$ 15 mil para mulheres;
até R$ 12 mil para homens;
até R$ 8 mil para jovens (pessoas com idade entre 18 e 29 anos).
Uma mesma unidade familiar poderá acessar até R$ 35 mil, desde que seus integrantes se enquadrem nas categorias previstas na regulamentação.
O valor pode ser usado para investimento em melhorias na estrutura da propriedade e no sistema produtivo, como:
Construção de reservatórios, armazéns e sistemas de irrigação;
Fortalecimento de cultivos;
Recuperação de pastagens;
Compra de matrizes e reprodutores;
Montagem de pequenas agroindústrias que agreguem valor à produção da agricultura familiar.
O microcrédito também pode ser usado para o custeio, como despesas do dia-a-dia da produção, para as seguintes atividades:
Compra de sementes, adubo e ração.
Como pedir o crédito:
O primeiro passo é baixar o aplicativo Conquista+ no celular e abrir uma conta. Depois, é preciso pedir, pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), o atendimento de um agente de crédito credenciado. Esse profissional acompanha todo o processo, desde a elaboração da proposta de crédito até a liberação do recurso, e pode visitar a comunidade ou a propriedade rural. Negócios comunitários, como cooperativas, associações ou sindicatos agrícolas, também podem pedir esse atendimento.
Quais documentos apresentar
CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) tipo B e CAR (Cadastro Ambiental Rural), quando aplicável;
Documento de identidade (RG);
Cadastro de Pessoa Física (CPF);
Comprovante de endereço.
Se os membros da família fizerem parte de uma única CAF tipo B, todos poderão pedir o acesso ao microcrédito usando o mesmo CAF. É importante esclarecer que uma mesma família somente pode assinar diferentes contratos se cada beneficiário estiver, de fato, dedicado à atividade produtiva.
Tempo de demora para o crédito ser liberado
O ciclo do Microcrédito Produtivo Rural pode levar até 30 dias. Antes de assinar o contrato, o cliente passa por algumas etapas importantes:
orientação inicial com o agente de crédito;
elaboração de uma proposta de crédito;
apoio técnico do agente credenciado;
homologação (aprovação) da proposta.
Se toda a documentação estiver correta, esse prazo pode ser ainda menor.
O que é o bônus de adimplência
Desconto de 25% a 40% sobre cada parcela da dívida que for paga até a data de seu vencimento, dependendo da finalidade do crédito.
Precisa apresentar garantias?
O AgroAmigo dispensa garantias.
É preciso apresentar orçamentos para compra de equipamentos (tratores, barcos, caminhonetes, etc.)?
Sim. Para a linha de investimento, o cliente deve apresentar o orçamento do item desejado. Mas esse processo é detalhado e orientado pelo agente de crédito.
O documento de orçamento precisa conter:
Dados da loja (CNPJ, razão social, dados bancários, endereço e contato);
Descrição detalhada do produto;
Carimbo e assinatura do responsável pela loja.
É necessário projeto para ampliação da propriedade (galpão, aviário, tanque de peixes, áreas de criação, etc.)?
Não é necessário apresentar projeto, apenas orçamento. No caso de serviços como abertura de tanque com hora/máquina, é preciso firmar contrato de prestação de serviço registrado em cartório e apresentar o comprovante de pagamento emitido pela prefeitura. Outra opção é obter orçamento junto a uma empresa com CNPJ regularizado.
Como ocorre o acesso ao recurso?
Como trabalha com crédito voltado exclusivamente para investimento produtivo, o AgroAmigo não libera dinheiro para saque. O valor do financiamento é transferido diretamente para a conta do fornecedor indicado no orçamento. Dessa forma, o crédito é aplicado de forma segura e transparente na atividade produtiva escolhida pelo agricultor ou pela agricultora.
Município no Agreste desponta no ranking estadual e nacional após expressivo crescimento nos últimos três anos.
O município de Bezerros, no Agreste de Pernambuco, foi reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como o maior produtor de tomate do estado em 2023. Segundo os dados, a cidade alcançou uma produção estimada de 39.600 toneladas, liderando o ranking pernambucano e ocupando a 19ª posição nacional.
Esse crescimento é impressionante quando comparado a 2020, ano em que Bezerros estava na 9ª posição estadual, com apenas 3.600 toneladas produzidas, e ocupava o 309º lugar no ranking nacional. O salto de 36 mil toneladas em três anos é atribuído ao suporte oferecido pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Sustentável, com ênfase em assistência técnica, manejo sustentável e orientação de plantio.
Além do destaque estadual, Bezerros agora figura entre os 20 maiores produtores de tomate no Brasil e é o segundo maior do Nordeste, ficando atrás apenas de Ibicoara, na Bahia. A área destinada ao cultivo de tomate no município é de aproximadamente 550 hectares.
Além do tomate, a cidade se destaca em outras culturas agrícolas. É a 2ª maior produtora de fava em Pernambuco e a 11ª no Brasil. Também ocupa posições relevantes na produção de batata-doce, feijão, mandioca, milho, maracujá e goiaba.
O desempenho reforça a importância de Bezerros como polo agrícola em Pernambuco e mostra o impacto positivo do investimento em agricultura sustentável. Por Clebson Amsterdan
Café é uma das culturas mais impactadas pela seca severa, o que deve se refletir em aumento nos preços ao consumidor – Imagem/Shutterstock
Safras de açúcar e café devem ser as mais impactadas, além dos plantios de hortaliças e frutas e produção de carne; grãos devem sofrer pouco.
O agravamento da seca e dos incêndios pelo país devem impactar o agronegócio e a economia, reduzindo as safras e aumentando os preços de alimentos no Brasil. Produtos como açúcar, café, hortaliças e frutas devem ficar mais caros, o que pressionará a inflação de setembro e de outubro.
Em 2024, o Brasil tem enfrentado a pior seca desde o início dos registros da série histórica, em 1950. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a atual seca é mais severa do que as registradas em 1998 e 2015/2016 e está impactando 58% do território nacional.
Além da falta de chuvas, os incêndios que vêm se alastrando em várias regiões do país também ligaram um alerta. Queimadas de grande intensidade já foram registradas no interior de São Paulo, no Pantanal e na Amazônia.
Uma das culturas que mais deve ser impactada é a do café. Setembro é mês de florada, mas a falta de chuvas indicada nas previsões deve comprometer o ciclo.
Há outro fator que pressionará os preços: a cotação do café arábica valorizou 87% no mercado internacional no último ano, mas as empresas vinham evitando repassar essa alta ao consumidor brasileiro. Agora, segurar esse repasse ficou inviável.
Também é preocupante a situação da safra de cana-de-açúcar. Segundo cálculos da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), as queimadas já provocaram prejuízo de R$ 800 milhões aos produtores de cana-de-açúcar.
O valor contabiliza os efeitos dos incêndios na destruição dos pés de cana, nas soqueiras (raízes) e na qualidade ruim da matéria-prima. De acordo com a Orplana, mais de 100 mil hectares foram queimados em áreas de plantio ou de rebrota de cana.
CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira, afirmou que devido às perdas, a cana só conseguirá rebrotar quando tiver água no solo, ou seja, quando as chuvas chegarem. “Esse cenário de clima seco e falta de chuvas pode impactar a safra futura, mas ainda é cedo para previsões. Esperamos que as chuvas deste final de ano venham de forma uniforme e volumosa e a rebrota da cana-de-açúcar aconteça de uma maneira mais tranquila”.
Além das queimadas, a seca severa também é um problema para os canaviais. Com o baque na produção, a estimativa é que esses efeitos comecem a ser sentidos pelos consumidores a partir de outubro, com elevação dos preços do açúcar. O etanol também deve subir.
Frutas e hortaliças encarecerão mais rápido
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços de frutas e hortaliças são os que tendem a subir mais rapidamente por causa dos impactos da seca.
A laranja é a fruta que pode ter os maiores problemas devido à massa de ar quente em grande parte do Brasil, que está provocando estresse hídrico nos pomares e comprometendo a qualidade. No caso da fruta, também é preciso considerar o panorama internacional para o suco, uma vez que o Brasil é o maior produtor do mundo de laranja e de suco e os estoques do último estão baixos.
“A tendência é que a indústria continue demandando fortemente a fruta, num contexto em que a safra prevista será baixa, o que tende a influenciar em uma menor oferta do produto para o atacado e mercado de mesa, fazendo com que os preços se mantenham por longo período elevados”, diz a companhia
A produção de melancia também pode ser bastante afetada em São Paulo e em Goiás. A fruta se desenvolve e suporta bem o calor, mas sob influências de extremos climáticos pode perder qualidade (grau de doçura, manchas na casca) e tamanho.
A banana já sofreu aumento de preços por causa da baixa quantidade produzida da fruta, comportamento normal para o período do ano, em entressafra em diversos locais, mas que foi acentuada e continua sendo afetada pela irregularidade da chuva, que prejudicou os bananais, afetando assim o desenvolvimento dos cachos.
Para as hortaliças, a prolongação da ausência de chuvas pode prejudicar as lavouras que não possuem sistema de irrigação. A Conab diz que o cenário mais delicado é com a cenoura e com o tomate, produtos mais suscetíveis ao clima, que devem ter picos nos preços.
Carne de boi também pode subir
No caso da carne bovina, a redução da umidade e a incidência de queimadas afetam negativamente as pastagens, o que pode aumentar os custos de produção, especialmente em regiões sem infraestrutura adequada para mitigação dos efeitos da seca, e elevar os custos.
Diante desse cenário, o preço da carne tende a ter aumento nos próximos meses. A Conab pondera, no entanto, que é preciso considerar o ciclo pecuário, que neste ano deve atingir o pico de oferta de animais para abate, elevando a produção da carne no país. Isso pode compensar parcialmente os efeitos da seca.
Já as proteínas suína e de frango tendem a ter impacto mais brando, uma vez que na região Sul, responsável por mais de 70% da produção nacional de ambos os produtos, a seca está sendo mais amena em virtude não só das chuvas recentes como também da previsão de ocorrência de La Niña branda, que provoca chuvas acima da média.
Situação confortável com safras de grãos
A Conab não vê riscos de aumento nos preços de grãos como milho, arroz, trigo e soja, mesmo considerando a seca atual. A maior parte da colheita desses produtos já foi realizada, o que garantiu a manutenção da oferta dentro do esperado, sem impacto significativo nos preços.
Dentre as culturas cultivadas de maio a agosto, o feijão vem apresentando bom rendimento, uma vez que as chuvas no Nordeste favoreceram os cultivos e no centro-sul a cultura se desenvolve em áreas sob irrigação.
A produção de milho, mesmo com uma queda projetada em 12,3% chegando a 115,6 milhões de toneladas, será suficiente para abastecimento interno, segundo a entidade. A expectativa é que seja reduzido o volume de exportações brasileiras do grão em 2024.
A perspectiva de produção de arroz é de aumento da oferta. A produção no atual ciclo está estimada em torno de 10,59 milhões de toneladas, volume 5,6% superior ao obtido na safra anterior. As informações são do Poder360.
A 24ª ExpoSerra, que comemorou os 40 anos da CDL em Serra Talhada, superou as expectativas em termos de negócios gerados durante o evento, gerando mais de R$ 40 milhões em vendas.
Diversos setores se destacaram, desde novas empresas que apresentaram seus produtos e serviços pela primeira vez, até aquelas que já experimentaram os benefícios positivos da feira para seus negócios. Empresas do ramo automotivo, de caminhões e carretas, contribuíram com mais de R$ 30 milhões do total de vendas da feira.
O presidente da CDL de Serra Talhada, Maurício Melo, expressou sua satisfação com os resultados, ressaltando a confiança no potencial da região e da ExpoSerra para o desenvolvimento local. Ele destacou a presença significativa do público, enfatizando a importância de realizar a feira sem a área de shows para focalizar os negócios e proporcionar uma experiência completa aos visitantes.
o público lotou o local para o sorteio de uma moto 0km, em parceria com o TNP Bank, que premiou Francisco Luiz da Silva, de Serra Talhada.
O Palco Cultural também contou com os shows de Pajeuzeiros e Banda Vizzu, para celebrar da melhor forma o sucesso de mais uma edição da Feira da Indústria, Comércio e Serviços de Serra Talhada. *Ascom.
Imagem do rótulo do pacote de arroz que será vendido por governo federal. — Foto: Reprodução
No total, governo vai comprar 300 mil toneladas e as primeiras 100 mil vão chegar entre 10 de junho e 8 de setembro, de acordo com o edital. Associações de produtores criticam a medida.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a imagem do rótulo que será colocado nas embalagens do arroz que o governo federal irá importar. O leilão de compra vai acontecer nesta quinta-feira (06).
Os pacotes virão com os logotipos da Conab e da União, além do escrito “Produto Adquirido pelo Governo Federal”. O produto terá um preço tabelado: será vendido em pacotes de 5 quilos por R$ 20 reais, ou seja, por R$ 4 o quilo, como o governo tem anunciado.
A medida tem sido criticada por associações de produtores rurais, que a consideram intervencionista e um desestímulo à produção nacional. O setor entrou, inclusive, com um pedido na Justiça para suspender o leilão.
Já o governo tem repetido que a intenção não é concorrer com o arroz do Brasil, mas garantir que o preço do alimento não suba muito ao consumidor após as enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz do Brasil.
No total, serão importadas 300 mil toneladas de arroz do Arroz Beneficiado, Polido, Longo fino, Tipo 1, o mesmo produzido pelo Brasil.
O produto será entregue em três etapas:
as primeiras 100 mil toneladas entre os dias 10 de junho e 8 de setembro;
outras 100 mil entre os dias 9 de setembro e 9 de outubro;
e o restante entre os dias 10 de outubro e 8 de novembro.
Os pacotes serão entregues à venda direta para mercados de bairro, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas.
Segundo edital do governo, os estados contemplados serão o Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
O governo não divulgou os países que irão participar do leilão. Os principais fornecedores de arroz para o Brasil são os vizinhos do Mercosul (Paraguai, Uruguai e Argentina), que, inclusive, chegaram a elevar em até 30% o preço do grão, após o governo brasileiro ter anunciado um leilão em maio, que acabou sendo cancelado.
O governo brasileiro, no entanto, disse que tem sido procurado por embaixadores de outros países. Em maio, por exemplo, a indústria brasileira importou arroz da Tailândia, país que costuma vender o grão para o país esporadicamente. *Fonte: g1
Houve um crescimento de 32% em comparação com o ano de 2022 e o Estado superou US$ 640 milhões de dólares em produtos enviados para outros países
No ano de 2023, as exportações do agronegócio em Pernambuco apresentaram o melhor desempenho dos últimos 12 anos. Houve um crescimento de 32% em comparação com o ano de 2022 e o Estado superou US$ 640 milhões de dólares em produtos enviados para outros países.
De acordo com os dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe), os setores sucroalcooleiros e a fruticultura foram responsáveis por 92% desse montante. No total, os números mostram que o agronegócio representou 19% das exportações do Estado no ano passado.
O destaque ficou para a comercialização de açúcar, com os açúcares mascavo e refinado como protagonistas. Os destinos principais da exportação do produto são os Estados Unidos, Congo e Mauritânia. Em relação às vendas, ao comparar com o ano passado, houve uma alta de 27%. Ou seja, foram superados cerca de US$ 300 milhões de dólares.
Fruticultura irrigada
O Estado de Pernambuco é o maior exportador de frutas do Brasil. Só em 2023, cerca de US$ 294 milhões em frutas foram enviados para os países importadores. Isso significa um acréscimo de 47% em relação a 2022. A ênfase vai para as vendas de mangas e uvas produzidas no Vale do São Francisco.
O Estado abastece a Holanda e o Reino Unido – além dos EUA – por meio do Porto de Rotterdam, localizado no sul da Holanda. Todo o crescimento das exportações tem um impacto significativo no Estado.
De acordo com o economista da Faepe Marcus Melo, é preciso pensar nos dois cenários econômicos distintos que Pernambuco possui em relação às exportações: a Zona da Mata Norte e Sul e o Vale do São Francisco. Ele explica que há um viés exportador diferente em cada área.
“Nas Zonas da Mata Norte e Sul há uma forte predominância do cultivo da cana de açúcar. A plantação possui suas sazonalidades e há momentos no ano que a atividade emprega cerca de 60 mil pessoas. Além disso, a consequência também é vista no setor de serviços. A gente abre um leque de reflexos que o setor promove dentro da economia do Estado e toda essa cadeia gera emprego e renda para a região”, disse.
Por outro lado, o Sertão pernambucano é voltado para a fruticultura irrigada. Melo explica que esse tipo de produção depende das chuvas moderadas. Em 2023, o Vale do São Francisco recebeu chuvas mais previsíveis e isso possibilitou o recorde de exportações dos últimos 12 anos.
“Petrolina possui uma forte geração de emprego promovida pela produção agropecuária. A cada dez empregos, três são do agronegócio. Cerca de 17% do PIB da cidade é só do setor primário – agricultura, pecuária e extrativismo – e em termos de comparação a média nacional gira em torno de 6%”, ressalta o economista.
Impacto nos alimentos
Ele explica ainda que, assim, é possível observar a importância do setor na geração de renda da cidade. O agronegócio, reforça, também influencia o cotidiano das pessoas que vivem na capital pernambucana por meio da manutenção dos preços dos alimentos.
Segundo uma pesquisa feita pelo Dieese, Recife foi a segunda capital que apresentou o menor crescimento no valor das cestas básicas, ficando entre 4% e 5%.
“Alimentação e as contas são as despesas que as pessoas que ganham 1 ou 2 salários costumam destinar parte do dinheiro. Com o aumento do salário mínimo e a queda da cesta básica, você consegue ter um aumento do consumo”, afirmou.
Outro diferencial destacado pelo economista é a tecnologia usada pelo setor pernambucano. “A tecnologia que é utilizada na agricultura irrigada é destaque, ela é de ponta. Promove uma competitividade grande frente a outros países”, disse.
A estabilidade também foi essencial para o recorde alcançado. Pernambuco possui uma produção de açúcar e álcool estável. “Nós temos, dentro das variações pluviométricas, um nível de exportação em uma média com pouca variância entre os anos do setor sucroalcooleiro”, explica Marcus.
Nos últimos anos, houve um aumento da preocupação relacionada ao Meio Ambiente. As mudanças climáticas e os seus resultados catastróficos acenderam o alerta e incentivaram muitos setores da economia mundial a repensar suas formas de produção. No Brasil não foi diferente. O agronegócio brasileiro possui iniciativas que corroboram com a preservação ambiental.
De acordo com Marcus Melo, os produtores rurais pernambucanos respeitam e cumprem as exigências da legislação ambiental brasileira. Antes de tudo, o produtor precisa deixar 20% da sua propriedade fora do seu potencial produtivo e, caso as terras estejam próximas a córregos ou rios, o percentual é alterado.
Além disso, é necessário realizar um Cadastro Ambiental Rural (CAR) anualmente. O registro gera uma unidade de reconhecimento da sua propriedade e é por meio desse cadastro que é possível identificar se as propriedades estão respeitando as diretrizes.
Diferencial competitivo
O diferencial competitivo de Pernambuco foi um dos fatores essenciais para o crescimento das exportações. O Estado possui a melhor localização na região influenciando diretamente na logística. Outro motivo de destaque é o desenvolvimento da pesquisa e tecnologia da região de fruticultura irrigada do Sertão.
“Quando chove pouco ou quase nada, e você coloca uma fruticultura irrigada, é possível ter uma previsibilidade de produção. Esse fator também contribui para esse grau de competitividade no nosso Estado”, analisa o economista.
Ele lembra que em 2020, o Brasil enfrentou uma das maiores crises sanitárias da história do País. Por motivos de segurança, muitos setores tiveram suas atividades paralisadas a fim de preservar a saúde de milhares de pessoas.
“Houve uma dificuldade, em Pernambuco, durante a pandemia porque o cultivo da uva e da manga dependem da mão de obra humana. Alguns protocolos sanitários foram estabelecidos no setor da fruticultura, dentre eles a instalação de pontos para higienização. Contudo, apesar da crise causada pelo vírus, a agropecuária não parou e aumentou sua participação no PIB brasileiro”, conta. Segundo Melo, o agro saiu mais forte da pandemia. *Da Folha de Pernambuco.
No mercado financeiro, o preço do indicador da soja tem queda de 0,54% e é negociada a R$ 150,52.
Foto: Jcomp/Freepik
A saca de 60 quilos de soja começou a terça-feira (5) com aumento de 0,07% em seu preço e é vendida a R$ 142,74 para a região de referência do Paraná. O preço do trigo teve aumento de 0,29% e a saca é comercializada a R$ 1.147,40 para retirada no Paraná. Já para a retirada no Rio Grande do Sul, a saca é comercializada a R$1.204,57, com queda de 0,35%.
Na B3, a bolsa de valores, o preço do indicador da soja teve queda de 0,54% e é negociada a R$ 150,52. Os valores são do Cepea. Fonte-Brasil61.
Encontro serviu para firmar parcerias entre Sudene e UFRPE – Divulgação
Superintendência e universidade deram início a agenda comum para estimular novos negócios
Da Folha de pernambuco
Superintendência e universidade deram início a agenda comum para estimular novos negócios e promover, de forma sustentável, as vocações econômicas do agro no Nordeste
Aproveitar a janela de oportunidades que surge a partir das interseções entre a tecnologia e o agronegócio foi o principal entendimento que marcou a reunião desta segunda-feira (21) entre o superintendente Danilo Cabral e o reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), professor Marcelo Carneiro Leão.
O encontro entre os gestores dá continuidade à agenda de articulação da Sudene com instituições que possam contribuir com temas considerados estratégicos pela Autarquia para o desenvolvimento regional e redução das desigualdades sociais.
O superintendente da Sudene apontou a proximidade com as universidades como uma ação fundamental para subsidiar as ações da Autarquia. “A Universidade Rural de Pernambuco é uma universidade centenária e que tem uma experiência muito importante para os desafios que temos à frente do Nordeste. O PRDNE fala da importância de temas como inovação, sustentabilidade, desenvolvimento social e produtivo e educação. E em Pernambuco, ninguém conhece melhor esse mundo rural com pesquisa e ciência do que a UFRPE”, comentou o gestor.
Durante o encontro, Danilo Cabral destacou o interesse da Sudene em estimular projetos que unam os potenciais produtivos da região à nova agenda de sustentabilidade proposta pelo atual cenário econômico mundial.
“Uma das nossas ações de destaque nessa área é o espaço orçamentário que temos para apoiar startups que apresentem soluções inovadoras para os desafios que ainda persistem nos setores produtivos”, disse referindo-se aos recursos provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) destinados ao custeio de atividades em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia de interesse do desenvolvimento regional anualmente. Atualmente, este projeto conta com investimento de R$ 6 milhões da Sudene e beneficia 103 empresas localizadas nos onze estados na área de influência da autarquia.
Marcelo Carneiro Leão ressaltou que a universidade tem se destacado no estímulo de pesquisas e ações que unam o potencial de Pernambuco no setor de tecnologia da inovação às necessidades do setor agropecuário regional. “Nós temos janelas de oportunidades que surgem especialmente na junção das ciências agrárias com as tecnologias. E a gente precisa aproximar esses campos”, disse.
O reitor da UFRPE vê como positiva a posição da Sudene em priorizar a inovação como eixo transversal do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste e ressaltou a sintonia desta agenda com o atual momento da universidade.
“A inovação é muito forte em nossas ações. Temos investido na produção de tecnologias agropecuárias que aumentem a produtividade do setor, na pesquisa de melhoramento genético e criação de patentes. São áreas de interesse dentro do chamado agritech que trazem contribuição fundamental ao setor”, complementou. Um dos exemplos apresentados pelo professor neste sentido foi o Instituto de Inovação, Pesquisa, Empreendedorismo, Internacionalização e Relações Institucionais (IPÊ), que conta com amplo portfólio de serviços na área de transferência de conhecimento científico e cultura de inovação e empreendedorismo.
Sudene e URFPE devem, a partir de agora, construir uma agenda de interesses comuns. O primeiro encaminhamento sugerido foi um novo encontro, desta vez com a área técnica das instituições para identificação de pontos de convergência.
Caso as cifras sejam oficializadas, o Plano Safra 2023/2024 terá o maior valor da história do instrumento de crédito. A versão anterior (2022/23) direcionou, em todas as linhas, R$ 340 bilhões ao setor _ Foto/Divulgação
Presidente da FPA disse que os R$ 410 bilhões atendem às demandas do setor, mas destacou que ainda há esforços em relação ao valor para equalização.
O Plano Safra 2023/24 deve ser o maior da história do país, com R$ 410 bilhões. Especialistas consultados destacam, porém, que os juros altos podem comprometer a eficiência do orçamento, principalmente no que diz respeito à equalização.
A equalização configura um subsídio governamental dado aos produtores. Por meio dele, o governo cobre a diferença entre a taxa de juros praticada no mercado financeiro (que tem variações ancoradas na Selic, atualmente em 13,75% ao ano) e a taxa efetivamente paga pelo produtor.
“O governo, ao possibilitar taxa de juros para o Agronegócio mais baratas que a taxa Selic, gasta mais dos recursos públicos que poderiam estar direcionados em outras áreas, tanto sociais, como em atividades econômicas”, explica Valter Palmieri Jr, doutor em economia pela Unicamp e professor da Strong Business School.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (PP-PR), disse que os R$ 410 bilhões atendem às demandas do setor, mas destacou que ainda há esforços em relação ao valor para equalização.
“A pedida do nosso setor é de R$ 25 bilhões [para equalização]. O governo federal fala de algo em torno de R$ 20 bilhões, o que seria razoável, bom para o setor”, indicou o parlamentar.
O presidente da FPA indica que a atual Selic, de fato, dificulta o cenário para o Plano Safra, mas pondera que o atual patamar considera uma série de variáveis macroeconômicas. Lupion destaca que o setor “precisa da equalização para possibilitar o volume de negócios de mais de 400 bilhões [de reais]”.
Leonardo Trevisan, professor de Economia da ESPM, destaca que as taxas de juros altas afetam a economia como um todo e todas as etapas da atividade agrícola. “No setor, impacta todo o financiamento dos processos da produção à exportação final. A Selic é vital para a viabilidade do agronegócio”, indica.
Maior plano da história
Caso as cifras sejam oficializadas, o Plano Safra 2023/2024 terá o maior valor da história do instrumento de crédito. A versão anterior (2022/23) direcionou, em todas as linhas, R$ 340 bilhões ao setor.
“O agronegócio, de alguma forma, tem representado um equilíbrio, não só nas contas externas, mas um impulso forte para a atividade econômica. Quando você atende o setor com um Plano Safra, você está medindo o quanto o Brasil vai crescer neste ano. É essa a escolha”, indica Leonardo Trevisan.
Valter Palmieri Jr reitera a relevância do plano, mas destaca que o mecanismo “deveria ser direcionado para setores que necessitam de incentivos, como a produção agroecológica e de orgânicos e para a agricultura familiar”.
“Se os recursos do Plano Safra fossem direcionados para esses setores, que hoje recebem menos do montante total, teria grande contribuição para a segurança alimentar dos brasileiros, além do benefício para o meio ambiente”, opina. *(Da CNN).