Lula durante cerimônia de inauguração do Campus Paulista do Instituto Federal de Pernambuco em 7 de junho de 2023. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Pesquisa do Ipec divulgada nesta sexta-feira (9) pelo jornal O Globo revela que 41% dos eleitores que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno, em 2022, possuem uma visão positiva, neutra ou regular do governo Lula. Segundo o levantamento, 8% desses eleitores classificam o atual governo como ótimo ou bom, enquanto 33% o veem como regular. Por outro lado, 56% dos eleitores de Bolsonaro avaliam a gestão Lula como ruim ou péssima.
A eleição do ano passado foi a mais acirrada desde a redemocratização do país, com vantagem de 1,8 ponto percentual para o atual presidente em relação ao seu antecessor. O comportamento dos eleitores bolsonaristas é menos homogêneo do que o observado nos que votaram em Lula no segundo turno, segundo O Globo.
Entre os que escolheram o petista, 68% consideram seu governo ótimo ou bom e 27% o classificam como regular — percentual próximo ao registrado entre eleitores bolsonaristas. Apenas 3% avaliam a atual gestão petista como ruim ou péssima na pesquisa que tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos dentro de um intervalo de confiança de 95%.
O Ipec entrevistou presencialmente 2 mil pessoas entre os dias 1º e 5 de junho. A pesquisa também mostra que 19% dos que votaram em Bolsonaro indicaram aprovar a maneira de governar de Lula. Já 16% dizem confiar no atual presidente.
A pesquisa Ipec também mediu o tamanho do apoio ao governo Lula entre eleitores que votaram em branco ou nulo no segundo turno passado. Nesse grupo, os que apontam que a gestão é ruim ou péssima são minoria: 33%. A maior parte dessa população classifica o governo como regular (43%) e uma parcela menor como ótimo ou bom (17%). Ainda assim, a maioria desse segmento desaprova a maneira de Lula governar (47%) e não confia no petista (64%).
No geral, a nova pesquisa Ipec revela que a aprovação ao governo oscilou para baixo. O grupo que classifica a administração do petista como “boa” ou “ótima” passou de 39% para 37% em relação a abril. Já as avaliações “ruim” ou “péssima” variaram na direção oposta, saindo de 26% para 28%. Os que consideram a gestão “regular” eram 30%, e agora totalizam 32%.
De acordo com o instituto, apesar de todas as variações estarem dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, os números indicam uma tendência negativa da opinião pública em relação ao Executivo federal neste primeiro semestre de governo. Em março, no primeiro levantamento feito pelo instituto, 17 pontos percentuais separavam os grupos dos satisfeitos e o dos insatisfeitos. Hoje, na pesquisa que foi às ruas entre 1º e 5 de junho, essa distância está em nove pontos.
“Essas oscilações podem decorrer de uma acomodação natural da avaliação do início de governo, do ajuste entre desejo e percepção. Além disso, apesar de termos alguns indicadores econômicos positivos recentemente, seus efeitos podem ainda não terem sido percebidos na prática pelos eleitores”, observa a CEO do Ipec, Márcia Cavallari, ex-diretora do Ibope. * (Congresso em Foco).
Em discurso de posse, Sônia Guajajara homenageia indigenista assassinado e diz que momento é de ‘retomada da força ancestral’ Foto/Divulgação
A líder indígena Sônia Guajajara assumiu, nesta quarta-feira (11), o comando do Ministério dos Povos Indígenas. Com a posse, ela se torna a primeira mulher indígena a liderar um ministério no Brasil. A cerimônia concorrida acontece no Palácio do Planalto.
Na abertura da cerimônia, parte do Hino Nacional Brasileiro foi cantado na língua Ticuna, dos povos Ticuna – o mais numeroso povo indígena da Amazônia brasileira.
“Estamos diante de uma crise humanitária. Por isso, a criação do Ministério dos Povos Indígenas sinaliza para o mundo, o compromisso do Estado brasileiro com a emergência e justiça climática, além de inclusão, reconhecimento e início da reparação histórica, da invisibilidade e da negação de direitos”, disse a nova ministra.
Durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, a ministra homenageou o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips – que foram assassinados em uma expedição à região amazônica do Vale do Javari, no Amazonas, em junho de 2022.
“Preciso destacar a força de Bruno Pereira e Dom Philips, em memória de quem saúdo todos os nossos aliados e aliadas defensores do meio ambiente e dos direitos humanos.”
“Sabemos que não será fácil superar 522 anos em quatro. Mas estamos dispostos a fazer desse momento a grande retomada da força ancestral da alma e espírito brasileiros. Nunca mais um Brasil sem nós”, afirmou Guajajara.
Concorrida, a solenidade, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve muitas filas. Quem não conseguiu entrar para ver, assistiu em um telão montado no primeiro andar do palácio.
Confira a cerimônia:
-Quem é Sônia Guajajara? A indígena é reconhecida internacionalmente pelas dezenas de denúncias que já fez à Organização das Nações Unidas (ONU), ao Parlamento Europeu e às Conferências Mundiais do Clima (COP) sobre violações de direitos dos povos indígenas no Brasil.
Uma das 100 pessoas mais influentes do mundo: Em 2022, ela entrou para a lista da revista Time, ao lado de nomes como Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Ketanji Brown Jackson, a primeira mulher negra nomeada para a Suprema Corte dos Estados Unidos.
Ativismo ambiental: a ministra se destaca também na linha de frente na luta contra projetos que ameaçam as florestas e os modos de vida dos povos indígenas.
O Ministério dos Povos Indígenas foi criado para cuidar das políticas de governo relacionadas aos povos indígenas como cumprimento de uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Da redação.
Luiz Inácio Lula da Silva (ao centro) em pose com os ministros do seu novo governo. Foto: Ricardo Stuckert/PT
Com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1º, os ministros que compõem o novo governo começaram a assumir os postos na Esplanada. Estão marcadas para esta terça-feira, 3, sete cerimônias de transmissão de cargo em Brasília.
As cerimônias de transmissão de cargo começaram. Até agora, 18 ministros assumiram os postos. Vão assumir a função Silvio Almeida, Luiz Marinho, Cida Gonçalves, Renan Filho, Paulo Pimenta, Jader Filho e Vinicius Carvalho
Mais sete ministros do atual governo vão assumir o cargo nas suas respectivas pastas nesta terça-feira (3). Eles se juntam aos 19 que iniciaram os trabalhos nessa segunda (2)
(veja os nomes e galeria de fotos dos novos ministros mais abaixo).
Para esta terça estão previstas as transmissões de cargos dos seguintes ministros:
• Silvio Almeida (Direitos Humanos), às 10h;
• Luiz Marinho (Trabalho), às 10h;
• Renan Filho (Transportes), às 11h;
• Cida Gonçalves (Mulheres), às 11h30;
• Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação – Secom), às 15h;
• Jader Filho (Cidades), às 17h; e
• Vinicius Carvalho Marques (Controladoria-Geral da União – CGU), às 18h.
Nesta quarta (4), vão ocorrer as cerimônias de Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e de Marina Silva (Meio Ambiente). Na quinta (5), será a vez de Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).
Sem data prevista
Os demais ministros ainda não marcaram as solenidades de posse. São eles: Marco Gonçalves Dias (Gabinete de Segurança Institucional), Carlos Lupi (Previdência Social), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), André de Paula (Pesca), Ana Moser (Esporte), Sonia Guajajara (Povos Indígenas), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).
SSP-DF reaiza coletiva de imprensa com representantes de órgãos de segurança no DF
Bloqueio iniciará às 5h; medida será adotada para uma varredura de segurança em função da posse do presidente eleito
A Esplanada dos Ministérios será fechada às 5h desta sexta-feira (5) para uma varredura de segurança em função da posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na madrugada de sábado (31) as vias N2 e S2 também estarão bloqueadas, sendo permitido apenas veículos credenciados.
O acesso dos pedestres ao evento ocorrerá apenas pela via N1, no dia 1° de dezembro. Os participantes que forem de carro ao local poderão estacionar nos setores Bancário Norte, de Autarquias e de Diversões.
Para a posse presidencial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal divulgou como medida de segurança o Protocolo de Operações Integrada (POI), que terá o apoio de todo o efetivo de forças de segurança do DF e de órgãos federais.
“Cidade da Segurança”
Uma estrutura de apoio aos agentes de segurança será montada na área do Museu Nacional. A “Cidade da Segurança” funcionará como base e também como comando móvel das corporações e pontos de apoio para tropas especializadas. O local também recebe um posto de regulação médica que funcionará de forma conjunta entre o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Corpo de Bombeiros.
“É um evento complexo com diversos atos, desde o deslocamento do presidente até o contato com o público. Estamos preparados pra qualquer fato que possa ocorrer”, explica Gustavo Rocha, Secretário da Casa Civil.
Atendimento pré-hospitalar
Outros três pontos médicos e ambulância de atendimento pré-hospitalar serão posicionadas ao longo da Esplanada. A Plataforma de Observação Elevada servirá de apoio ao Corpo de Bombeiros, com câmeras de segurança para observação do evento. A corporação explica que a maioria dos atendimentos ocorre pela falta de hidratação ou de alimentação, e os participantes devem ficar atentos para não precisar se ausentar do evento.
O comandante-geral da PM, Fábio Augusto,, explica que todo o efetivo da corporação estará sob aviso para atuar no evento. A área central de Brasília, em especial os setores hoteleiro Sul e Norte, Rodoviária do Plano Piloto, Rodoviária Interestadual e o aeroporto receberão reforço na fiscalização.
“Estaremos entregando todo o efetivo da Polícia Militar para assegurar que as duas posses ocorram com tranquilidade”, comenta Augusto.
Mobilidade
A recomendação das autoridades é que a população vá ao evento da posse por meio do transporte público. Os ônibus trabalharão com a escala de sábado, com uma oferta maior de veículos, e o metrô vai funcionar de 9h de domingo (1) às 2h de segunda (2). Porém, a partir das 22h, somente a estação Central fará embarque de passageiros.
A PM estará com todo o efetivo escalado ou de prontidão para a posse e o Corpo de Bombeiros deve destacar pelo menos 250 militares. O Governo do DF também terá apoio do Departamento de Trânsito (Detran), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de 300 policiais civis. A Polícia Federal, por sua vez, estará com mil policiais que trabalharão no esquema de segurança, com 56 delegações estrangeiras e mais de 20 presidentes e chefes de Estado
Confira os materiais proibidos na área da Esplanada:
– drones;
– armas brancas;
– objetos pontiagudos e qualquer outro material que ponha em risco a segurança das pessoas e o patrimônio;
– garrafa de vidro;
– latas;
– Hastes de bandeiras;
– espetos de churrasquinho;
– apontador a laser e similares;
– armas de brinquedo, réplicas e simulacros;
– barracas, tendas e similares;
– fogos de artifício e artefatos explosivos; e
– animais (com exceção de cães-guia).
Movimentos protestam contra possibilidade de o Ministério das Comunicações ficar com o União Brasil. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, deve anunciar nesta quinta-feira (29) os nomes dos 16 ministros restantes. Outros 21 já foram confirmados, em dois anúncios oficiais feitos por ele no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Lula retorna ao palco do governo de transição para contemplar, desta vez, indicados por partidos aliados que farão parte de sua base de sustentação no Congresso, como o MDB, o União Brasil o PSD e o PDT. Também deverão ser anunciados nomes do PT e do Psol e sem filiação partidária.
Vários dos escolhidos já são de conhecimento público, como Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento), Renan Filho (Transportes), Jader Filho (Cidades), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Carlos Fávaro (Agricultura). Veja a relação dos favoritos mais abaixo.
A principal dificuldade para o presidente, até a noite dessa quarta-feira, era atender ao União Brasil. O líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), confirmou que não assumirá mais o Ministério de Desenvolvimento Regional, como havia sido combinado, para que Lula possa fazer acomodações políticas.
A tendência, agora, é que a pasta fique com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que, assim, abriria mão do Ministério das Comunicações, que passaria a ficar com o União Brasil. O partido que nasceu da fusão do PSL e do DEM, tradicionais adversários do PT, ficaria ainda com os ministérios do Desenvolvimento Regional e Turismo. Três cargos no primeiro escalão, assim como o PSD e o MDB.
A mudança, no entanto, é alvo de forte crítica por parte de petistas, que consideram um erro entregar um ministério estratégico, como o das Comunicações, para um partido que apoiou, majoritariamente, a candidatura de Jair Bolsonaro, embora não tenha se coligado ao PL.
Organizações, movimentos, associações acadêmicas e diversos jornalistas assinaram um manifesto contra a possibilidade de entrega das Comunicações ao União Brasil. “Saímos de mais uma eleição em que ficou nítida a influência da mídia e das plataformas digitais no debate público. A partir desses espaços, o bolsonarismo foi urdido, alcançou a Presidência da República e criou um sistema político e cultural que, à base de muita desinformação, segue ameaçando a democracia. Para mudar esse cenário, é preciso encarar as comunicações como estratégicas, não como moeda de troca política”, diz trecho do texto (veja a íntegra mais abaixo).
Acompanhe ao longo do dia, pelo Congresso em Foco, o anúncio dos novos ministros de Lula. O pronunciamento do presidente eleito está previsto para começar às 11h.
Confira abaixo as listas dos nomes mais cotados para o ministério:
Meio Ambiente – deputada eleita Marina Silva (Rede-SP) * Planejamento – senadora Simone Tebet (MDB-MS) * Transportes – senador eleito Renan Filho (MDB-AL) * Cidades – presidente do MDB no Pará, Jader Filho * Agricultura – senador Carlos Fávaro (PSD-MT) * Minas e Energia – senador Alexandre Silveira (PSD-MG) * Povos Indígenas – deputada federal eleita Sônia Guajajara (Psol-SP) * Integração e Desenvolvimento Regional – senadora Dorinha Seabra Rezende (União-TO) Previdência Social – presidente do PDT, Carlos Lupi * Turismo – deputado federal reeleito Juscelino Filho (União-MA) Esporte – ex-jogadora de vôlei Ana Moser * Gabinete de Segurança Institucional (GSI) – general da reserva Marco Edson Gonçalves Dias Comunicações – deputado federal Paulo Azi (BA) Secretaria de Comunicação da Presidência da República – deputado federal reeleito Paulo Pimenta (PT-RS) * Desenvolvimento Agrário – deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) Pesca – deputado federal André de Paula (PSD-PE) *
* Nomes já dados como certos.
Veja a relação dos ministros já anunciados pelo presidente eleito
Leia o manifesto de movimentos contra a possível entrega do Ministério das Comunicações ao União Brasil:
“Por um Ministério das Comunicações comprometido com a democracia: não ao União Brasil
Movimentos, entidades e pessoas signatárias desta nota pública recebemos com temor a notícia de que o Ministério das Comunicações pode ser entregue ao União Brasil ou a outros partidos de direita. Ainda que a governabilidade seja uma questão no regime político brasileiro, não é razoável cogitar que um partido que até ontem esteve com Jair Bolsonaro controle uma área essencial ao combate à extrema direita.
Saímos de mais uma eleição em que ficou nítida a influência da mídia e das plataformas digitais no debate público. A partir desses espaços, o bolsonarismo foi urdido, alcançou a Presidência da República e criou um sistema político e cultural que, à base de muita desinformação, segue ameaçando a democracia. Para mudar esse cenário, é preciso encarar as comunicações como estratégicas, não como moeda de troca política.
O Brasil não pode seguir alheio ao debate mundial sobre o tema, cada vez mais central na própria geopolítica e no dia a dia da população. Vivemos uma profunda transformação social estimulada pelas tecnologias da informação e da comunicação. Educação, saúde, meio ambiente, direitos humanos, trabalho e tantas outras áreas fundamentais têm sido impactadas por elas.
Na transição, o Grupo de Trabalho Comunicações analisou esse cenário e apresentou propostas que direcionam os esforços do Ministério nesse sentido, a exemplo da criação de uma Secretaria de Serviços e Direitos Digitais, da proposição de amplo programa de conexão da população e de medidas para promoção da diversidade e da pluralidade na radiodifusão, como a valorização dos meios públicos e comunitários. Recebemos, por isso, com alegria o possível anúncio do deputado Paulo Teixeira (PT) como ministro das Comunicações, o que esperávamos ser concretizado nesta semana.
A combinação das propostas com um nome comprometido com esse programa poderia ajudar o Brasil a enfrentar um legado de omissão nessa área, o que favoreceu o golpe contra Dilma Rousseff e a ascensão do bolsonarismo.
Se queremos enfrentar o fascismo, não podemos abrir mão da disputa da comunicação. E isso significa manter o Ministério das Comunicações no campo progressista.
Brasil, 29 de dezembro de 2022.
Adesões de organizações, movimentos e associações acadêmicas
Abraço Mato Grosso
Abraço Piauí
Abraço Sisal
ABRAPCORP – Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e
de Relações Públicas
Amarc Brasil – Associação Mundial de Rádios Comunitárias
ACRACOM – Associação Catarinense de Radiodifusão Comunitária
Agência nacional de desenvolvimento e recursos assistenciais do Povo Cigano
ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais
ANDI – Comunicação e Direitos
ARCO RJ – Associação de Radiodifusão Comunitária do Estado do Rio de janeiro
ARTIGO 19 Brasil
Associação Brasileira de Pesquisadores e Comunicadores em Comunicação Popular,
Comunitária e Cidadã (ABPCom)
Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – Abraço Brasil
Associação Brasileira dos Professores de Italiano – ABPI
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e
Intersexos
Associação estadual cultural de direitos e defesa dos povos ciganos
Associação Noroeste de Comunicação e Cultura /Rádio Noroeste- Goiânia-Go
Associação dos Servidores dos Ministérios ASEMPT
Associação Viramundo de Apoio à Saúde Pública, Educação e Direitos Humanos, Rio de
Janeiro
Associação Viramundo
Bem TV – Educação e Comunicação (Associação Experimental de Mídias Comunitárias) –
Niterói /RJ
Centro de Apoio e Solidariedade a Vida – ONG Casvi de Piracicaba
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Coletivo Digital – São Paulo
Coletivo Pavio Curto de Mídia / RJ
Coletivo Pauta Negra
Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do DF (Cojira-DF)
Comunicativistas – RJ
Conselho Municipal de Políticas para LGBT de Piracicaba
CPCT – Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (ECA/USP)
COMPÓS – Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação
Commbne – Comunicação baseada em inovação, raça e etnia
Criar Brasil- Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Diracom – Direito à Comunicação e Democracia
EMERGE – Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência
FaleRio- Frente Ampla pela Liberdade de Expressão- Rio de Janeiro
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Fórum Municipal de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC
Fórum Paulista LGBT
Fórum Grita Baixada (RJ)
Fopecom – Fórum Pernambucano de Comunicação
Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública
Grupo de Pesquisa em Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da
Comunicação – PEIC-UFRJ
Grupo de Pesquisa Rádio e mídia sonora da Intercom
Grupo de Pesquisa e Estudos das Poéticas do Cotidiano – Universidade do Estado de Minas
Gerais (EPCO/UEMG)
IDENTIDADE – Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual, de Campinas, SP
Instituto Comradio do Brasil/ UBÍQUA
Instituto Nupef
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberania Informacional
Instituto Telecom
Instituto Sócio Cultural Voz Ativa
INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Jornalistas Pretos- Rede de Jornalistas Pela Diversidade na Comunicação
Laboratório DigiLabour
Laboratório de Políticas de Comunicação – Universidade de Brasília (LAPCOM UnB)
Movimento de Mulheres Camponesas – MMC Brasil
Movimento Nacional de Rádios Comunitárias MNRC
Observatório da Ética Jornalística (objETHOS/UFSC)
Observatório da Mídia: direitos humanos, políticas, sistemas e transferência
Observatório de Mídia da UFPE – Gênero, Democracia e Direitos Humanos
Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor)
Portal Favelas
Radialivres – Coletivo de radialistas do Brasil
Rádio Comunitária Noroeste FM Campinas
Rádio Comunitária Valente FM
Rádio Pop Goiaba UFF
Rede Nacional de Combate à Desinformação – RNCD
Rede Nacional de Observatórios de Imprensa – Renoi
Rede de Pesquisa Trabalho e Identidade no Jornalismo – RETIJ/SBPJor
Rede de Rádios Universitárias do Brasil (RUBRA)
Sindicato do Jornalistas Profissionais do Distrito Federal
Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul – SindJoRS
Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União – Seção SP / SIndMPU
SP
SINTECT-MA Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras em Correios e Telégrafos do
Maranhão
Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia SP
– SINTPq
SOCICOM- Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de
Comunicação
Sindicato dos Químicos Unificados Regional Campinas e Osasco
Adesões individuais
Adilson Vaz Cabral Filho (professor titular da Universidade Federal Fluminense;
coordenador do EMERGE – Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e
Emergência
Afonso de Albuquerque (professor titular da Universidade Federal Fluminense –
Coordenador do INCT-DSI (Disputas e Soberanias Informacionais)
Alan Gulart Camargo – Diretor da Rádio Ferrabraz FM Comunitária de Sapiranga RS,
Coordenação do MNRC – Movimento Nacional das Rádios Comunitárias
Aline Costa- educadora e membro da Coalizao Negra por Direitos
Aline Romio -funcionária pública, jornalista na UnBTV.
Alvaro Britto – jornalista e professor de Comunicação Social
Álvaro Neiva – jornalista
Amadeu Maya – Jornalista
Amadeu dos Santos – Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de Vargem
Grande Paulista SP
Ana d´Angelo – editora do Desinformante
André Pasti, professor da Universidade Federal do ABC e integrante do Intervozes
Ana Regina Barros Rêgo Leal – Coordenadora – Rede Nacional de Combate à
Desinformação; UFPI
Ângela de Alencar Araripe Pinheiro – Professora Associada da UFC; Militante do
Movimento Infância
Angela Marinho- jornalista, diretora do Sindicato dos Jornalistas do Ceará e da Associação
Cearense de Imprensa
Beá Tibiriçá – ativista da inclusão e cultura digital
Bernardo Pereira de Oliveira – dirigente de rádio comunitária
Beth Costa, jornalista, integrante do GT de Comunicações na transição. Coordenadora do
FNDC e membro da Comissão de Ética da FENAJ
Bia Barbosa, jornalista, integrante do GT de Comunicação da equipe de transição e
representante do 3o setor no CGI.br
Bruno Marinoni – jornalista, doutor em sociologia, integrante do Diracom.
Carlos A. Afonso (Nupef, IHoF 2021)
Célio Turino – Historiador e escritor
César Bolaño – Professor titular e coordenador do Observatório de Economia e
Comunicação da UFS
Cinthya Paiva – advogada
Cleber Antonio do Nascimento – Radio ferrabraz
Daniel Nunes das Neves – SindaspiSC
Eliana Albuquerque- jornalista; professora e diretora geral da Rádio da Universidade
Estadual de Santa Cruz (UESC), Bahia.
Elisabete Bullara Ribeiro de Mattos – Jornalista e prof de cinemcinemcinea
Érico Andrei, presidente da Fundação Plone
Geremias dos Santos – Presidente da Abraço Brasil
Helena Martins – coordenadora e relatora do GT Comunicações da transição, professora da
UFC
Iraildon Mota – professor, Jornalista, fundador da ONG Comradio e integrante do Intervorzes
Ismar Capistrano Costa Filho, professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal
do Ceará (UFC) e vice-coordenador do Grupo de Trabalho Comunicación Popular,
alternativa y Ciudadana da Asociación Latinoamericana de Investigadores de Comunicación
(Alaic).
Janine Bargas, jornalista, doutora em comunicação social, professora da Faculdade de
Comunicação e Assessora de Comunicação da Universidade
Jonas Valente – Pesquisador – Oxford Internet Institute – Integrante do Diracom – Direito à
Comunicação e Democracia, do Lapcom-UNB e Telas-U
Joselito Cavalcante da Silva – Diretor da Rádio Jubileu FM de Aracaju/Sergipe
Joyce Cursino – Negritar – Belém do Pará
Juliana Cézar Nunes – jornalista e diretora do SJPDF
Kárita Emanuelle Ribeiro Sena – jornalistadoutora em Comunicação, diretora da ABC
Pública em Mato Grosso do Sul
Kleber Santos, funcionário do Serpro e militante do PT DF
Laura Eliane Lagranha Santos Rocha (jornalista)
LeoNagi Ribeiro Sanches – Radialista e Diretor Sindicato dos Radialistas do Estado do Pará
Leonardo Koury Martins, Coordenador da Comunicação do CRESS-MG
Leonor Costa – Jornalista, mestre e doutoranda em Direitos Humanos na UnB.
Lorena Lucas Regattieri – Senior Fellow Trustworthy AI Mozilla Foundation
Luciana Menezes Carvalho – professora adjunta do Departamento de Ciências da
Comunicação do Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico
Westphalen e professora permanente do Programa de Pós Graduação em Comunicação e
Indústria Criativa da Universidade Federal do Pampa.
Mabel Dias – Intervozes e Observatório Paraibano de Jornalismo
Marcos Urupá, jornalista, advogado. Doutor em Comunicação. Integrante do Diracom e do
Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da Universidade de Brasília (UnB).
Marquinho Mota – Defensor dos Direitos humanos
Midiã Noelle, jornalista, mestre em Cultura pela UFBA, fundadora Commbne e integrante do
Coletivo Pauta Negra e da Rede PerifaConnection
Moêma Coelho, jornalista
Nina da Hora, Cientista da Computação, integrante do GT de Comunicação da equipe de
Transição, Pesquisadora Cyberbrics FGV Rio
Oona Castro – jornalista, mestre em comunicação e cultura e diretora de relações
institucionais do Nupef
Paulo Salvador – TVT
Paulo Thadeu Franco das Neves – jornalista
Priscilla Viégas – Terapeuta Ocupacional, Técnica em Enfermagem, com especialização em
Comunicação Politica, mestra em Direitos Humanos, do CEBES Núcleo Recife,
Coordenadora do eixo Educação na Saúde da Associação Rede Unida – Recife-PE.
Rafael Grohmann (professor da Universidade de Toronto, líder do DigiLabor, e diretor
científico da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação –
COMPÓS)
Renan Marques – jornalista, mestre em comunicação, servidor público, Diretor de
Comunicação da Ulepicc-Brasil.
Renata Roncali Maffezoli – jornalista, diretora do Sindicato de Jornalistas do Distrito Federal
Ricardo Campos – ativista
Ricardo Ferreira Freitas – Professor Titular da FCS/UERJ
Rodolfo Lauber de Oliveira – Idealizador do Projeto Collab Design Conhecimento para Todxs.
Rodolfo Vianna – Jornalista
Rosemary Segurado, cientista política, professora do Programa de Pós-graduação em
Ciências Sociais da PUCSP
Sara Alves Feitosa (Universidade Federal do Pampa – Unipampa)
Sérgio Amadeu da Silveira (professor associado da Universidade Federal do ABC / Comitê
Científico da ABCiber – Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura)
Silvana De Andrade Nunes, jornalista, presidente da ANDA
Silvio Aparecido Spinella – Diretor do sintpq.org.br – Engenheiro/Pesquisador em C&T –
CPQD (CPqD Telebrás até 1998]
Tiago Coutinho Parente – jornalista, doutor em memória social, professor do curso de
Jornalismo da UFCA
Venício A de Lima, prof emérito da UnB e membro cassado do Conselho Curador
Juçara Brittes, jornalista, pesquisadora de políticas públicas de comunicação e em Direto à
Comunicação.
Mamede Leão RCA FM rádio Comunitária dos Esportes
Josinaldo Nascimento (Nado Silva)
Salomão de Castro – jornalista, diretor da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e
membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa
Bruno C Dias – coordenador de comunicação da Abrasco
Reynaldo Aragon Gonçalves – Jornalista e coordenador da Rede Conecta de Inteligência
Artificial e Educação Científica e Midiática – UFF e membro pesquisador do Instituto
Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberania Informacional INCT – DSI.
Pedro Paz – jornalista, mestre em jornalismo e doutorando em antropologia na UFPB
Thaiane Oliveira – Professora do programa de pós-graduação em comunicação. Membro do
INCT de Disputas e Soberania Informacional e do INCT de administração de conflitos.
Membro da Academia Brasileira de Ciências.
Paulo Sérgio Farias – Presidente da CTB-RJ
Rose Dayanne Santana Nogueira – Doutoranda em Comunicação (UnB). Integrante da
RIPVG Brasil, Sindjor-TO e LAPCOM UnB
Caroline Rejane Sousa Santos – jornalista, diretora da Central Única dos Trabalhadores em
Sergipe e do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe
Edgard Rebouças – Professor Titular da Universidade Federal do Espírito Santo
Murilo César Ramos- Professor Emérito UnB
Suzy dos Santos, professora da ECO/UFRJ
Hara Flaeschen -jornalista da Abrasco e mestranda no ICICT/Fiocruz
Nelia Del Bianco- professora PPGCOM UnB
Ana Carolina de Melo Souto – mestranda em Comunicação (UnB) e integrante do LAPCOM
UnB
Janaina Visibeli Barros – professora da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
Gilson Soares Raslan Filho – professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não fechou comandos dos ministérios
Previsão era que o governo fosse montado até esta terça (27), mas negociação para os cargos não foi finalizada.
A três dias de ser empossado para o terceiro mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não definiu nomes para 16 ministérios. O petista ainda faz as rodadas finais de negociação para os cargos. Havia a expectativa de que os nomes fossem anunciados nesta terça-feira (27), mas as indefinições atrasaram a conclusão da montagem do governo.
Até o momento, foram anunciados 21 ministros, dos 37 que devem ocupar a Esplanada dos Ministérios, 14 nomes a mais do que os atuais 23 do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Faltam ser anunciados os ministros dos Povos Indígenas; Previdência; Esporte; Cidades; Integração Nacional; Planejamento; Meio Ambiente; Transportes; Minas e Energia; Comunicações; Turismo; Desenvolvimento Agrário; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Pesca; Secretaria de Comunicação Social e Gabinete de Segurança Institucional.
A maior expectativa gira em torno do anúncio de Simone Tebet (MDB) como ministra do Planejamento. Isso, mesmo a senadora emedebista sofrendo resistências por parte do núcleo político de Lula, entre eles Fernando Haddad (PT), futuro ministro da Fazenda. Haddad estaria desconfortável com os “ideais” de Tebet, que não convergiriam com os da pasta do Planejamento e Orçamento.
Outro anúncio esperado é o nome da deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) para o Ministério do Meio Ambiente. Ela já ocupou o cargo no governo Lula, de 2003 a 2008, mas saiu após vários embates com o PT e com o agronegócio. Em seguida, desfiliou-se do partido e só se reaproximou de Lula durante a campanha de 2022.
Na saída do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), nesta terça, Haddad disse que Lula também está em negociação com os indicados para os comandos da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e com os membros do Conselho Nacional Monetário (CNM). O ex-prefeito de São Paulo declarou que esses anúncios também devem acontecer antes da posse de Lula, marcada para o domingo (1º).
Veja quais ministros já foram anunciados por Lula:
Flávio Dino foi governador do estado do Maranhão e é filiado ao PSB. Foto: Divulgação
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27), em Brasília, o futuro ministro da Justiça do novo governo do presidente Lula (PT), Flávio Dino, afirmou que o roteiro da posse será mantido. “Todas as pessoas que virão à posse participarão de um evento em paz e retornarão para os seus lares em paz”, disse.
“Não são pequenos grupos terroristas, não serão pequenos grupos extremistas que vão emparedar as instituições da democracia brasileira. Não espaço para isso no Brasil”, completou.
O futuro ministro esteve em uma reunião com o futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o governador reeleito do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), para tratar da segurança durante a posse do presidente eleito em 1° de janeiro.
Recentemente, um militante bolsonarista foi preso sob suspeita de explodir um caminhão-tanque em Brasília, aumentando rumores em mudanças no roteiro da posse. No feriado de Natal, um simpatizante do presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi derrotado por Lula no segundo turno, planejava um atentado próximo ao Aeroporto de Brasília.
O terrorista George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, foi preso acusado de tentar explodir uma bomba perto de um caminhão-tanque. Em depoimento, ele chegou a dizer que estava pronto “para matar ou para morrer”.
“Não têm espaço, não tem espaço, não venceram, não vencerão. E nós contamos com o governo do Distrito Federal nesse cumprimento da garantia da ordem pública”, completou Dino.
Segurança reforçada
O governador do DF, Ibaneis Rocha, garantiu que todo o efetivo da Polícia Militar do DF estará trabalhando no dia da posse. Policiais civis também atuarão de forma infiltrada durante a cerimônia no meio do público.
O futuro ministro da Justiça informou que tem a expectativa que o acampamento de bolsonarista em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, seja desmontado até o dia 1 de janeiro. Os simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas, defendem a intervenção militar. Informou o congresso em Foco.