É preso Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) – Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A prisão aconteceu nesta quarta-feira (9), em Florianópolis.
Na manhã desta quarta-feira (9), foi preso preventivamente o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques.
Segundo informações do G1, a prisão aconteceu em Florianópolis, em operação que investiga interferência no segundo turno das eleições do ano passado.
Mandados de busca e apreensão
Em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte ainda existem mandados de busca e apreensão contra diretores da PRF durante a gestão de Silvinei Vasques.
De acordo com informações do G1, no entanto, não há mandados de prisão contra eles.
Blitzes no dia das eleições
Existe a suspeita de que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçou as blitzes no Nordeste – região onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui maior quantidade de votos -, em 30 de outubro, para interferir e dificultar o transporte dos eleitores.
Segundo informações da Agência Brasil, o Ministério Público Federal pediu para que a Polícia Federal instaurasse um inquérito para investigar a conduta de Silvinei Vasques, o então diretor-geral da PRF.
O que diz Silvinei Vasques?
Em depoimento recente à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Golpe (CPMI), Silvinei Vasques negou que a Polícia Rodoviária Federal tenha direcionado ações para atrapalhar as eleições de 2022 na Região Nordeste.
“O que se falou muito é que a PRF, no segundo turno da eleição, direcionou a sua fiscalização para o Nordeste brasileiro. Isso não é verdade”, disse o ex-diretor-geral da PRF.
“Não é verdade porque o Nordeste é o local onde temos nove estados, nove superintendências, temos a maior estrutura da PRF no Brasil, a maior quantidade de unidades da PRF. Nos estados do Nordeste é onde se encontra hoje, lotado, o maior número de efetivos da instituição e é a região brasileira onde está a maior malha viária de rodovias federais”, acrescentou Silvinei Vasques.
Vasques ainda disse que “o Nordeste é onde, infelizmente nas últimas cinco eleições, foram feitas as maiores quantidades de prisões acerca de crimes eleitorais”, no intuito de justificar as ações na região. * As informações são da Agência Brasil.
O empresário Bruno Heller foi preso com arma, nesta quinta-feira (3/8), 350 gramas de ouro e R$ 125 mil, entre reais, dólares, euros.
Imagens obtidas pela coluna mostram dinheiro apreendido com o empresário Bruno Heller, suspeito de ser o maior devastador da floresta amazônica. O grileiro foi preso na região de Novo Progresso (PA), no começo da manhã desta quinta-feira (3/8), com arma, 350 gramas de ouro e R$ 125 mil, entre reais, dólares e euros. Parte da quantia estava escondida em fundo falso de um armário.
O pecuarista foi conduzido ao sistema prisional em Itaituba (PA), onde permanecerá à disposição da Justiça. Segundo as investigações, ele devastou o equivalente a quatro Ilhas de Fernando de Noronha (PE). Heller é o principal alvo da Operação Retomada, deflagrada pela PF nesta quinta, conforme revelou a coluna Na Mira.
Além da prisão em flagrante, a Justiça determinou, ainda, o bloqueio de R$ 116 milhões do suspeito – valor mínimo estimado dos recursos florestais extraídos e de recuperação da área atingida – e o sequestro de veículos, de 16 fazendas e imóveis e da indisponibilidade de 10 mil cabeças de gado.
De acordo com apurações da Polícia Federal, o empresário liderava esquema de invasão de terras da União e desmatamento para criação de gado na floresta amazônica. No total, além da prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal nos municípios de Novo Progresso (PA) e Sinop (MT).
As investigações tiveram início após a PF em Santarém (PA) identificar o desmatamento de quase 6 mil hectares na região do município de Novo Progresso (PA). Bruno Heller já recebeu 11 autuações e seis embargos do Ibama por irregularidades, e perícias da PF indicam a existência de danos ambientais ocasionados por suas atividades também na Terra Indígena Baú. Do portal Metrópoles.
A Justiça determinou o afastamento cautelar de cinco funcionários do banco envolvidos no esquema.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28/7), a Operação Usuário Bloqueado com o objetivo de combater organização criminosa responsável por realizar fraudes bancárias eletrônicas de aproximadamente R$ 2,5 milhões.
As fraudes teriam sido praticadas durante o período entre janeiro de 2021 e março de 2022, com participação de empregados da Caixa Econômica Federal.
São cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, sendo 18 em cidades do Pará, nove no entorno de Brasília, dois no Maranhão e um em São Paulo.
Além disso, são executadas ordens judiciais de apreensão e bloqueio de bens e valores, com o intuito de descapitalizar a estrutura criminosa e recuperar os ativos desviados. Também foi determinado o afastamento cautelar de cinco funcionários do banco envolvidos.
Fraudes no sistema
As investigações foram iniciadas após o recebimento de informações da Caixa Econômica Federal sobre indícios de fraudes praticadas por meio da alteração nas credenciais de acesso ao sistema realizadas por empregados do banco.
As alterações permitiam que o grupo criminoso transferisse valores para contas bancárias de terceiros integrantes da organização.
Além disso, até o momento, foram identificados 842 registros de ocorrência ilícita formalizados pelos clientes junto à instituição financeira.
São investigados os crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude em ambiente cibernético, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro.
As ações são desdobramentos da força-tarefa Tentáculos, que envolve a cooperação entre a Polícia Federal e instituições bancárias na repressão de fraudes bancárias eletrônicas. As informações são do (Metrópoles).
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai se reunir com seus advogados Marcelo Bessa, Paulo Cunha Bueno, Daniel Tesser e Fábio Wajngarten nesta terça-feira (11/7) para preparar a linha do seu depoimento à Polícia Federal marcado para o dia seguinte, 12 de julho.
Bolsonaro vai ser ouvido sobre a sua suposta participação na trama golpista do senador Marcos do Val (Podemos-ES) de prender o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Daniel Silveira, ex-deputado federal e presidiário, também estaria envolvido. O depoimento ocorrerá na sede da PF em Brasília, no Setor Hoteleiro Norte.
A ideia é que Bolsonaro passe por um “intensivão” para não se implicar durante a oitiva. O ex-presidente terá de explicar a suposta reunião de golpe em que esteve presente. Segundo a primeira versão de Do Val, Bolsonaro teria tentado coagi-lo a grampear o ministro Alexandre de Moraes. Depois, disse que o ex-presidente só ficou “observando”, enquanto Silveira explicava a trama.
Bolsonaro está batendo cartão na sede da PF em 2023. Ele já prestou depoimento em três ocasiões distintas: uma relacionada às joias recebidas pela família real saudita, outra sobre seu suposto envolvimento com os eventos destrutivos ocorridos em 8 de janeiro e uma terceira a respeito das possíveis fraudes em seu cartão de vacinação.
Ontem (10/7) também foi dia de o ministro Gilmar Mendes, do STF, desarquivar uma investigação contra o ex-presidente sobre supostas omissões na pandemia de covid-19. Quem também está implicado neste caso é o atual advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, além de Eduardo Pazuello (ex-ministro da Saúde), Élcio Franco (ex-secretário-executivo com broche de caveira) e Maya Pinheiro (Capitã Cloroquina). * Inf. Vinícius Nunes/ (Metrópoles).
Presidente da Câmara Arthur Lira – Foto/Divulgação
Presidente da Câmara comprou terra no interior de Alagoas com recursos em espécie administrados por assessor investigado.
Um negócio fechado por Arthur Lira com uma família do interior de Alagoas dá força às suspeitas da Polícia Federal que envolvem pagamentos de despesas pessoais do presidente da Câmara por um assessor dele investigado por desvio de dinheiro.
Como mostraram no fim de semana a revista Piauí e o jornal Folha de São Paulo, papéis apreendidos durante a Operação Hefesto, deflagrada no início do mês para apurar fraudes na compra de kits de robótica com dinheiro do Ministério da Educação, indicam que o mesmo assessor apontado como integrante do esquema administrava um caixa usado para custear contas de Lira.
O fundo federal de onde saíram as verbas usadas para a aquisição dos kits de robótica era administrado, à época dos desvios, por gente ligada ao Progressistas, antigo PP, partido do presidente da Câmara. A PF suspeita que o esquema ia além — e incluía dinheiro desviado de outros órgãos administrados pela legenda.
Livro-caixa
Os documentos apreendidos na operação, incluindo uma espécie de livro-caixa, estavam com Luciano Cavalcante, faz-tudo de Lira, e com o motorista dele, Wanderson de Jesus. No papelório havia uma série de valores relacionados ao nome “Arthur”.
Várias das cifras indicam tratar-se, de fato, de despesas do presidente da Câmara, como contas de um hotel em São Paulo onde Lira costuma se hospedar, além de gastos com automóveis e até com sessões de fisioterapia do pai do deputado.
Mas uma delas, em especial, não deixa margem para dúvidas e revela a rotina de pagamentos de contas particulares de Lira com dinheiro em espécie: a compra, pelo presidente da Câmara, de um pedaço de terra no interior de Alagoas.
“Pagou à vista. Em dinheiro”
Entre os documentos encontrados pelos policiais com Wanderson de Jesus, o motorista, havia uma folha manuscrita na qual um casal do município de São Sebastião, a 120 quilômetros de Maceió, declara ter recebido R$ 40 mil como pagamento por uma área com cerca de 50 mil metros quadrados. À PF Wanderson declarou que fazia os pagamentos a mando de Luciano Cavalcante, o assessor de Lira para quem dirigia.
A coluna localizou, no interior alagoano, a família que vendeu a terra. Maria José Pacheco, filha de Manoel Pacheco, o homem que assina o tal recibo, confirmou que o pai vendeu a área a Arthur Lira e que o pagamento foi feito “em dinheiro”.
“O Arthur comprou, sim, uma terra do meu pai. Pagou R$ 40 mil”, disse. Indagada sobre como foi feito o pagamento, Maria José respondeu assim: “Pagou à vista. Em dinheiro”. A transação, segundo ela, ocorreu há cerca de dois anos.
Endereços de Luciano Cavalcante, o faz-tudo de Lira que foi alvo de buscas na operação deflagrada pela PF no início deste mês, foram visitados por entregadores de dinheiro que serviam ao esquema de desvio de verbas públicas e atuavam em Brasília e Maceió.
A partir da descoberta dos papéis nos quais aparecem as menções ao nome “Arthur”, a investigação subiu da Justiça Federal de Alagoas para o Supremo Tribunal Federal, onde devem correr os casos que envolvem congressistas, em razão do foro privilegiado.
Expansão de fazenda
A área comprada por Lira fica próxima a uma fazenda da qual ele já era dono — em sua declaração de bens, o presidente da Câmara diz ter recebido “metade da fazenda Pedras” por doação feita por seu pai, o ex-senador Benedito de Lira.
São Sebastião, o município onde está a propriedade, é vizinho de Junqueiro, cidade natal do pai de Arthur Lira.
O que diz Lira
Referindo-se, genericamente, aos valores listados nos documentos apreendidos pela PF, Lira disse em nota distribuída no início da semana que os recursos utilizados para o pagamento de suas despesas têm origem no salário que recebe como deputado e nos ganhos que tem como agropecuarista.
“Toda movimentação financeira e pagamentos de despesas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, seja realizada por ele e, às vezes, por sua assessoria, têm origem nos seus ganhos como agropecuarista e na remuneração como deputado federal”, afirma a nota. *As informações são do portal Metrópoles.
Operação cumpre 27 mandados judiciais nesta terça-feira (23)
A Polícia Federal em Pernambuco, com apoio da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União, deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Dilúvio, com a finalidade de dar cumprimento a 27 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional da 5ª Região, no bojo de investigação que tem por objeto a apuração de crimes de corrupção, desvio de recursos públicos, fraudes em licitação, lavagem de dinheiro, agiotagem, entre outros, atribuídos a agentes públicos, servidores, empresários e particulares.
Segundo a investigação, o atual gestor de um município localizado na Mata Sul do Estado de Pernambuco teria contratado emergencialmente uma empresa para prestação de serviços de manutenção corretiva e preventiva de veículos da frota da cidade, chamando a atenção o fato de a empresa estar localizada a mais de 110km da sede do contratante, bem como, a constatação de que havia várias outras empresas na região, atuando no mesmo ramo. Nesse sentido, apurou-se a existência de indícios de relações pessoais estreitas entre o prefeito e o verdadeiro proprietário da empresa contratada.
A empresa envolvida foi contratada pela mesma Prefeitura com indícios de fraude ao caráter competitivo do processo licitatório.
Até o presente momento, a relação contratual permanece vigente, não obstante os evidentes indícios de superfaturamento. Ademais, durante a execução do contrato, restou comprovado que o fornecedor custeou despesas com passagens aéreas internacionais em classe executiva para o prefeito e sua esposa, a qual ocupa o cargo de secretária municipal, o que caracteriza, em tese, o crime de corrupção.
Ao longo da investigação também foram coletadas evidências de utilização de diversas contas de “laranjas”, empresas fantasmas ou de postos de gasolina para movimentar o dinheiro desviado dos cofres públicos, e também decorrente de possível prática de agiotagem por parte do prefeito.
Estão sendo empregados na presente ação 140 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e da CGU, que cumprem 27 mandados de busca e apreensão nos municípios de Água Preta, Cabo de Santo Agostinho, Catende, Gravatá, Jaboatão dos Guararapes, Palmares, Paulista, Recife e Tamandaré, locais das residências dos suspeitos.
As penas máximas estimadas para os crimes investigados, somadas, podem ultrapassar 40 anos de reclusão.
Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco
O indivíduo é acusado de armazenar fotos e vídeos envolvendo cenas pornográficas com crianças e adolescentes
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-Feira (27/4) a Operação “Rescue” para cumprir mandado de busca e apreensão contra um investigado. Ele é acusado de armazenamento de fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
O trabalho permanente de investigação e combate à pornográfica infantil é decorrente de cooperação técnica-investigativa com o National Center for Missing and Exploited children (NCMEC), que reportou à Polícia Federal a ação de um usuário residente da cidade de Cajazeiras/PB, que teria armazenado mais de 20 imagens/vídeos envolvendo abuso sexual com criança ou adolescente.
As investigações seguem em andamento para identificar quantas crianças podem ter sido vítimas e há quanto tempo o suspeito estaria cometendo os crimes.
Se os crimes forem confirmados, o investigado pode responder por estupro de vulnerável e produção e armazenamento de pornografia infantil. As penas somadas podem chegar a 10 anos de prisão.
O nome “Rescue” faz referência ao compromisso institucional da Polícia Federal em permanecer vigilante e sempre que possível resgatar crianças ou adolescentes que estejam envolvidos nos crimes de abuso sexual. Fonte: (Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba).
Com Torres foi encontrada a “minuta do golpe” para mudar resultado do pleito presidencial – (crédito: Minervino Jr./CB/D.A Press)
A PF abriu um inquérito para investigar a atuação de Silvinei Vasques, então diretor-geral da PRF, no caso — os bloqueios foram suspensos depois que ele foi ameaçado de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
As investigações da Polícia Federal (PF) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado no país descobriram um documento de inteligência, produzido pelo ex-ministro da Justiça Anderson Torres, com mapa detalhado dos locais onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu o primeiro turno das eleições de 2022. Segundo a apuração da PF, o objetivo era impedir que os eleitores dessas regiões votassem na segunda etapa do pleito, em 30 de outubro.
A informação foi divulgada, ontem, pelo jornal O Globo e confirmada pelo Correio. O relatório teria sido produzido pela então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a delegada federal Marília Alencar, que, posteriormente, se juntou a Torres na Secretaria de Segurança do Distrito Federal como subsecretária de Inteligência.
Para os investigadores, o material elaborado por Marília serviu para que o ex-ministro colocasse em prática um plano para atrapalhar a votação e autorizou a operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no segundo turno da corrida presidencial. Em 30 de outubro, eleitores de municípios do Nordeste — onde Lula teve mais votos do que Jair Bolsonaro — usaram as redes sociais para denunciar ações da PRF, nas estradas da região, para retardar o trânsito rumo às zonas de votação.
Foram, centenas de denúncias de barricadas da PRF em vários pontos para causar a retenção da movimentação de veículos. A PF abriu um inquérito para investigar a atuação de Silvinei Vasques, então diretor-geral da PRF, no caso — os bloqueios foram suspensos depois que ele foi ameaçado de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É também averiguada a conduta omissa de Silvinei nos bloqueios de rodovias federais por bolsonaristas.
O avanço das investigações complica a situação de Anderson Torres. Ele está preso desde os atos terroristas de 8 de janeiro, em Brasília, e, em sua casa, a PF encontrou a minuta golpista — que, em depoimento, ele classificou como “lixo”. O documento defendia a decretação de Estado de Defesa no TSE para mudar o resultado da eleição presidencial e dar a vitória a Bolsonaro.
Dossiê
Citada na investigação sobre a elaboração de um golpe de Estado, Marília chefiou a Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante o governo Bolsonaro. Em 2020, ela elaborou o chamado “dossiê antifascista”, com informações sobre servidores identificados críticos às ideias de Bolsonaro.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os integrantes da Corte consideraram o dossiê um “desvio de finalidade no uso da máquina pública para produção e compartilhamento de informações” sobre servidores que se opunham ao governo Bolsonaro. À época, o Ministério da Justiça tinha à frente o hoje ministro do STF André Mendonça.
Marília foi convocada a depor na CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Questionada sobre suas simpatias pelo ex-presidente, ela negou que seja bolsonarista.
“Não me considero nada. Tenho meu voto, que é secreto. As minhas convicções políticas não interferem no meu trabalho e não estão em questão”, argumentou.
Em janeiro, a delegada já tinha sido ouvida pela PF. O deputado distrital Chico Vigilante (PT), presidente da CPI, destaca a ligação de Marília com Torres. “Ela fazia parte da equipe desde o Ministério da Justiça. Portanto, para mim, está claro, pelo que tem surgido de matérias e outras informações, que eles tentaram atrapalhar as eleições, planejaram dificultar a chegada dos eleitores nas urnas. E, depois, quando falharam nesse objetivo, se aliaram para dar um golpe”, disse ao Correio.
Imagem com montagem mostra Bolsonaro, Michelle e joias – Foto/Divulgação/ Crédito Metrópoles)
A Polícia Federal instaurou na segunda inquérito para investigar a entrada ilegal de joias milionárias no país em comitiva do ex-presidente.
A Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal em São Paulo quer colher os depoimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, e de uma série de ex-assessores do presidente e do ex-ministro sobre o caso da tentativa da comitiva do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro de entrar ilegalmente com joias milionárias no país.
A Polícia Federal instaurou nesta segunda-feira (6/3) um inquérito para investigar o episódio.
Conforme os repórteres Adriana Fernandes e André Borges, do Estadão, revelaram, em outubro de 2021, uma comitiva do governo que era chefiada pelo ex-ministro Bento Albuquerque voltou de uma viagem oficial à Arábia Saudita com joias no valor de 3 milhões de euros, o equivalente a R$ 16,5 milhões na bagagem, um presente dos sauditas para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O conjunto de joias continha um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes avaliados em 3 milhões de euros.
Ao chegar no Brasil, no Aeroporto de Guarulhos, o assessor de Bento Albuquerque tentou entrar com as joias escondidas em sua mochila, passando pela fila da Alfândega destinada a quem entra no país sem bens a declarar. A tentativa era ilegal. Pela lei, o assessor deveria ter declarado as joias e ter pagado uma taxa de 50% do valor, R$ 8,25 milhões. Esse assessor também será chamado para depor à PF.
Outro chamados pela PF
Também será chamado para depor à PF o ex-chefe de Ajudância de Ordens de Bolsonaro, Mauro Cesar Barbosa Cid, que enviou em 28 de dezembro de 2022, a três dias de acabar o governo, um ofício à Receita Federal pedindo a liberação das joias apreendidas, conforme mostrou os jornalista Andreia Sadi e Arthur Guimarães.
No ofício, Cid, o mesmo que foi o pivô da demissão por Lula do ex-comandante do Exército Júlio Arruda, mandatava o assessor Jairo Moreira da Silva, primeiro-tenente da Marinha, a embarcar para São Paulo e retirar as joias.
O documento mostra que havia um esforço por parte do então Gabinete do Presidente da República de reter as joias antes do fim do governo, e de uma forma pouco usual, já que não caberia ao tenente-coronel Cid nem a ninguém do gabinete de Bolsonaro. Presentes deste tipo são catalogados e enviados para o acervo da Presidência, organizado pelo Gabinete Adjunto de Documentação Histórica.
A PF pretende expedir nos próximos dias os pedidos de oitiva para todos eles.