Fraude no FGTS: como funciona o golpe milionário que atingiu ídolos do futebol como Paolo Guerrero e Ramires

POLÍCIA FEDERAL

Suspeito é usou reconhecimento facial do próprio rosto para se passar pelo jogador peruano — Foto: Reprodução/TV Globo
Suspeito é usou reconhecimento facial do próprio rosto para se passar pelo jogador peruano — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo investigação da Polícia Federal, quadrilha vinha agindo desde 2014. Esquema envolvia empresários do ramo, bancários e até ex-atletas.

Segundo investigação da Polícia Federal, uma quadrilha vinha agindo desde 2014 em uma fraude milionária para desviar dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de ídolos do futebol brasileiro, num esquema envolvendo empresários do ramo, bancários, advogados e até ex-jogadores.

O golpe atingiu atletas como Ramires, João Rojas, Maikon Leite, Elano, Christian Cueva. Uma das vítimas recentes é o peruano Paolo Guerrero, ex-jogador de clubes como Corinthians, Flamengo e Internacional. Ele teve 2,3 milhões de reais transferidos do FGTS da caixa para uma conta aberta ilegalmente no nome dele em um banco privado.

A abertura foi em 5 de maio de 2022 em uma agência no bairro Bom Retiro, em São Paulo. Naquele dia, Guerrero estava nos Estados Unidos em tratamento para uma lesão no joelho.

O Fantástico teve acesso à carta que o jogador escreveu ao banco privado assim que soube do desvio, dizendo que não reconhecia a conta ou as transferências, e pedindo o estorno dos valores, o que só aconteceu seis meses depois.

Como o golpe funciona

A quadrilha age da seguinte maneira:

A quadrilha age da seguinte maneira:

  • Primeiro, eles buscam atletas recém desligados de clubes.
  • Depois, com assinaturas e documentos falsos, acessam o fundo da Caixa Econômica e abrem a conta em outros bancos.
  • Por último, movimentam o dinheiro desviado para contas de laranjas.

“De alguma forma conseguiam acessar esses documentos verdadeiros dos jogadores para, a partir então, poderem falsificar esses documentos e abrirem contas correntes para poderem receber esses recursos desviados irregularmente do FGTS”, explica o Dr. Caio Porto Ferreira, delegado da Polícia Federal.

No caso de guerreiro, o dinheiro foi para cinco pessoas. Uma delas é Gustavo Gonçalves de Barros, que recebeu R$ 402.700. Ele é sócio de uma empresa chamada F.G.L Marketing & Sport. Outro sócio da F.G.L é Fernando Costa de Almeida, empresário do ramo do futebol que contratou um escritório para averiguar a situação previdenciária de atletas profissionais e cuidar das transferências.

Em um aplicativo de mensagem, ele mandou uma procuração supostamente assinada por Guerrero à empresa.

Também é investigado José Orlando de Almeida, pai de um terceiro sócio da empresa e parentes de pessoas que receberam valores do FGTS do jogador peruano.

A polícia ainda apura o envolvimento de Sérgio Rogério Melo da Costa no esquema. Em 2021, ele foi notícia ao ser preso por estuprar garotas de programa. É dele o rosto utilizado em 2022 no processo de reconhecimento facial do jogador Guerrero para a abertura da conta falsa.

Segundo o especialista ouvido, o cadastramento de Guerreiro foi feito a partir de um dispositivo móvel que estava cadastrado na conta do jogador. As fotos não foram comparadas com as da biometria oficial do jogador.

A polícia investiga a participação de uma funcionária do banco. Os investigadores afirmam que a mesma quadrilha praticava esse golpe entre 2014 e 2017, só que o alvo eram apenas jogadores brasileiros. Marcelo Silva, ex-Santos, é investigado como facilitador dos desvios.

A segunda onda de golpes, mais recente, tem como alvo apenas jogadores estrangeiros.

“Provavelmente por eles se mudarem para outro país e não terem conhecimento do benefício do FGTS”, explicou o delegado Caio Porto Ferreira.

Investigação

A defesa de Gustavo Gonçalves de Barros afirmou que ele desconhecia a origem do dinheiro depositado em sua conta e que buscou as vítimas para restituir os valores. Já o representante de José Orlando afirmou que ele não tem nenhuma participação nos delitos, e que está colaborando com as investigações. A defesa de Fernando Costa de Almeida também disse que ele recebeu com surpresa a notícia do envolvimento no caso.

Em nota, a Caixa afirmou que trabalha junto à Polícia Federal em uma força-tarefa para apurar os casos, que estão em sigilo. *Por g1/Fantástico

Mauro Cid admite à PF que Alexandre de Moraes foi monitorado após derrota de Bolsonaro nas eleições

POLÍTICA 

Mauro Cid firmou delação premiada, homologada pelo STF Cristiano Mariz

Investigações mostraram que itinerário, deslocamento e localização do ministro do Supremo Tribunal Federal foram acompanhados por integrantes do governo Jair Bolsonaro

Ao prestar depoimento pela quarta vez à Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Cid confirmou a realização do monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada durante as investigações sobre uma suposta trama em que integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) teriam acompanhado o itinerário, o deslocamento e a localização do magistrado com o objetivo de capturá-lo e detê-lo após a assinatura de um decreto de golpe de Estado

À PF, o ex-ajudante de ordens esclareceu as circunstâncias em que foi realizado o monitoramento do ministro. Há cerca de um mês, foi deflagrada uma operação contra o ex-presidente, ex-ministros e ex-assessores dele investigados por tentar dar um golpe de Estado no país e invalidar as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

“A autoridade policial aponta que Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Marcelo Costa Câmara e Mauro César Barbosa Cid integraram o núcleo de inteligência paralela, responsável pela coleta de dados e informações que pudessem auxiliar a tomada de decisões do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, na consumação do golpe de Estado. Os membros teriam monitorado o itinerário, o deslocamento e a localização do Ministro do Supremo Tribunal Federal e então chefe do Poder Judiciário Eleitoral, Alexandre de Moraes, e de possíveis outras autoridades da República, com o objetivo de captura e detenção, nas primeiras horas que se seguissem à assinatura do decreto de golpe de Estado”, afirma a decisão de Moraes, na ocasião.

De acordo com a PF, haveria um núcleo de inteligência, composto pelo general Augusto Heleno, por Mauro Cid e por Marcelo Câmara, “que teria monitorado a agenda, o deslocamento aéreo e a localização” do ministro do STF Alexandre de Moraes, “com o escopo de garantir a captura e a detenção do então chefe do Poder Judiciário Eleitoral nas primeiras horas do início daquele plano”.

Segundo a decisão, Cid e Câmara usavam o codinome “professora” para identificar o ministro Alexandre de Moraes. Os deslocamentos feitos entre Brasília e São Paulo pelo ministro no período coincidem com as informações relatadas pelos ex-assessores de Bolsonaro e também com as reuniões realizadas no Palácio da Alvorada sobre a confecção de uma minuta golpista.

Considerando que a minuta do decreto que declarava o Golpe de Estado previa a prisão do ministro Alexandre de Moraes, o acompanhamento e monitoramento da autoridade — inclusive durante o Natal (24/12/2022) — demonstra que o grupo criminoso tinha intenções reais de consumar a subversão do regime democrático, procedendo a eventual captura e detenção do Chefe do Poder Judiciário Eleitoral”, afirma a decisão. *Fonte: O Globo.

PF divulga imagens de possíveis disfarces de fugitivos de Mossoró e oferece recompensa de até 30.000 reais; veja imagens

NA MIRA

Fuga completa um mês nesta quinta-feira
Fuga completa um mês na próxima quinta-feira – Foto/Divulgação/POLÍCIA FEDERAL

Detentos foram vistos em diversas ocasiões desde a fuga, mas as forças de segurança ainda não conseguiram capturá-los

A PF (Polícia Federal) divulgou simulações que mostram possíveis imagens de disfarces dos dois fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (veja fotos abaixo). Em 14 de fevereiro, Deibson Cabral Nascimento e Rogerio da Silva Mendonça conseguiram escapar da unidade durante a madrugada, por um buraco. Os dois são suspeitos de ter ligações com a facção Comando Vermelho, no Acre, onde a dupla estava presa até setembro do ano passado.

A divulgação das imagens tem o objetivo de tornar mais fácil a identificação dos criminosos e incentivar a participação da população local nesse processo. A PF oferece recompensa de até 30.000 reais

por informações que levem à captura da dupla. Apesar do tempo passado desde a fuga, policiais que atuam nos trabalhos de busca acreditam que os foragidos ainda possam estar na região, de difícil acesso por ser repleta de cavernas e matas.

Segundo fontes consultadas pela PF, os técnicos trabalham com essa nova possibilidade visual, que trazem projeções de crescimento de cabelo, barba e uso de disfarces. As fotos foram elaboradas por papiloscopistas do setor de Representação Facial Humana do INI (Instituto Nacional de Identificação) da PF, em Brasília (DF).

Os fugitivos já foram vistos em diversas ocasiões, mas os investigadores não conseguiram capturá-los. A Força Nacional trabalha em colaboração com a Polícia Federal nas buscas. O contingente composto por 111 policiais e bombeiros militares, com 15 viaturas, chegou à cidade em 23 de fevereiro.

De acordo com especialistas em segurança pública, falhas estratégicas e a demora na reação dificultam a captura. Essa é a opinião do especialista Leonardo Sant’Anna. “O primeiro item foi o tempo que levou até que a fuga fosse percebida. Essa demora é extremamente prejudicial, caso se queira fazer uma captura em um curto espaço de tempo.”

Sant’Anna aponta a demora até que as forças se reunissem para realizar a busca. “Esses elementos, realmente, colocam as instituições públicas em uma situação extremamente delicada.”

Na última sexta-feira (8), a Polícia Federal prendeu um suspeito de ajudar os fugitivos. Foi a sexta prisão desde a fuga. A corporação investiga um casal suspeito de comprar roupas para os foragidos.

Moradores disseram ter visto a dupla em diversas ocasiões. Dois dias após a fuga, Deibson e Rogerio teriam feito uma família refém, na zona rural de Mossoró. Neste dia, a polícia também encontrou pegadas, calçados, roupas, lençóis, uma corda e uma camiseta do uniforme da penitenciária, em uma área de mata.

Três pessoas foram presas em flagrante por supostamente terem facilitado a fuga dos detentos. *Por R7.

Veja quem é o suspeito de dar abrigo e danone a fugitivos por R$ 5 mil

NA MIRA

morador da zona rural de Baraúna Ronaildo da Silva Fernandes
Morador da zona rural de Baraúna Ronaildo da Silva Fernandes – Foto/Divulgação

Segundo apurações, o mecânico teria atuado em conjunto com outro suspeito, preso na quinta-feira (22/2)

Preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (26/2), o morador da zona rural de Baraúna Ronaildo da Silva Fernandes (foto em destaque), de 38 anos, é suspeito de fornecer abrigo e comida aos foragidos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Há informações de que Deibson Cabral Nascimento, o Deisinho, e Rogério da Silva Mendonça, o Tatu, pagaram R$ 5 mil ao mecânico. Até o momento, cinco suspeitos foram presos.

Segundo apurações, o homem teria atuado em conjunto com outro suspeito, preso na quinta-feira (22). Este teria fornecido transporte e armamento aos fugitivos.

Conforme a coluna Na Mira noticiou nesta segunda-feira (26), Ronaildo Fernandes chegou a contar à polícia que foi surpreendido pela dupla no momento em que estava em casa com a companheira, na madrugada de 17 de fevereiro, já no quarto dia de buscas pelos bandidos.

O homem detalhou que os dois arrombaram a porta, mas não machucaram a família. “Pediram para a gente ter calma e que não ia acontecer nada se fizéssemos o que eles pedissem”, disse. O morador ressaltou que os criminosos sabiam de informações sobre a família e que “pareceu que eles foram direcionados” para o endereço.

“Falavam o tempo todo que tinha gente de olho em nós, mas que não aconteceria nada se ajudássemos”, afirmou. O homem relatou que passou a fazer compras todos os dias para os criminosos.

Os alimentos eram deixados embaixo de uma pequena árvore localizada no terreno. “Comprava bolacha, danone e carne em lata. Só deixava a comida lá e seguia com a minha rotina. Não tinha contato com eles”, pontuou.

Deibson e Rogério abriram um buraco na mata, onde dormiam para se esconder de drones que detectam calor humano. A saga do morador durou sete dias, quando, na sexta-feira (23/2), ele foi parado em uma barreira policial e contou o que estava acontecendo.

imagem colorida mostra buraco na terra feita por fugitivos do presídio de mossoró - Metrópoles
Buraco na terra feita por fugitivos do presídio de Mossoró – Foto/Divulgação

O homem foi detido duas vezes e prestou depoimento à polícia. Explicou que apenas colaborou com os fugitivos porque sofreu ameaças.

Segundo as investigações, os criminosos abandonaram o esconderijo na sexta. No local em que a dupla construiu o esconderijo, os policiais encontraram alguns objetos, como facão, lona e alimentos. *Portal Metrópoles.

PRF realiza operação de recolhimento de animais no Agreste e Sertão de Pernambuco

PRF

Foto/Divulgação/PRF

Ao todo, 13 animais foram recolhidos nas BRs 232 e 424

Uma operação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), recolheu 13 animais soltos na BR-232 e na BR-424. Esses animais foram recolhidos nos municípios de Pedra, no Agreste, Arcoverde e Custódia, no Sertão de Pernambuco.

Durante a operação, os policiais utilizaram dois boiadeiros para auxiliar no recolhimento, retirando da pista 10 cavalos, uma mula e dois bovinos, totalizando 13 animais. Eles foram encaminhados para o Centro de Controle de Zoonoses de Serra Talhada.

Recolhimento de animais pela Delegacia da PRF em Serra Talhada

Em 2022, 1.695 animais foram recolhidos ou afastados das rodovias federais atendidas pela Delegacia da PRF de Serra Talhada. Já em 2023, um total de 2.244 animais foram recolhidos ou afastados na região. *Núcleo de comunicação da PRF-PE.

PF prende homem que cedeu abrigo a fugitivos de Mossoró; confira vídeo

POLÍCIA FEDERAL

Cerca de 500 policiais federais, rodoviários federais e militares atuam nas buscas a Rogério e Deibson (foto: Reprodução)
Cerca de 600 policiais federais, rodoviários federais e militares atuam nas buscas a Rogério e Deibson (foto: Reprodução)

Suspeito teria fornecido alimentos e recebido dinheiro dos foragidos

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira (26) um homem suspeito de ajudar dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Este é o quinto suspeito a ser detido.

De acordo com a PF, o homem teria dado abrigo e alimentos aos foragidos. Ele teria recebido R$ 5 mil dos presos, segundo informações da TV Brasil.

“Um esconderijo localizado na última sexta-feira (23), na zona rural de Baraúna, é de propriedade de um possível apoiador. Ele teria atuado em conjunto com outro apoiador da fuga, preso na quinta-feira (22), sob a acusação de fornecer transporte e armamento aos foragidos”, informa a Polícia Federal em nota.

Outro suspeito, detido na semana passada, é irmão de um dos dois foragidos.

Investigações preliminares indicam que dois fugitivos da penitenciária federal, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, usaram ferramentas que encontraram largadas dentro do presídio para abrir o buraco por onde fugiram de suas celas individuais, no último dia 14. A unidade estava passando por uma reforma interna, e os equipamentos não foram guardados adequadamente, facilitando o acesso dos detentos.

Em evento nesta segunda-feira (26), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que os presos permanecem nas redondezas do presídio e devem ser recapturados nos próximos dias.

Cerca de 500 policiais federais, rodoviários federais e militares do Rio Grande do Norte e do Ceará atuam nas buscas, que chegaram à segunda semana. Agentes da Força Nacional de Segurança Pública estão em Mossoró para reforçar a operação. *Da Agência Brasil.

Força-tarefa encontra possível esconderijo usado por fugitivos de Mossoró; veja imagens

POLÍCIA FEDERAL

No suposto esconderijo foi encontrado um facão
suposto esconderijo foi encontrado um facão, restos de comidas – Foto/Divulgação

Local fica a poucos quilômetros da penitenciária federal; buscas entram no 12º dia neste domingo (25)

A força-tarefa montada para capturar os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) encontrou um possível esconderijo onde a dupla teria permanecido por dias. No local de mata, que fica próxima à prisão, foram encontrados um facão, uma lona, além de várias embalagens de comida. Este domingo (25) é o 12º dia de buscas por Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, que fugiram da carceragem federal em 14 de fevereiro.

No local também foi encontrada uma lona
No local também foi encontrada uma lona – Foto/Divulgação

Esta não é a primeira vez que os agentes encontram pistas dos foragidos. Dois dias após a fuga, os homens teriam feito uma família de refém, também na zona rural de Mossoró. Neste dia, a polícia também encontrou pegadas, calçados, roupas, lençóis e uma corda, além de uma camiseta do uniforme da penitenciária, em uma área de mata.

Na última sexta (23), o irmão de um dos fugitivos foi preso pela força-tarefa. O homem é condenado por roubo e participação em organização criminosa e estava com mandado de prisão em aberto. Os policiais chegaram até ele durante as investigações sobre a fuga da penitenciária, uma vez que há várias forças de segurança envolvidas nas buscas, com trocas de informações.

Um dia antes, na quinta-feira (22), três pessoas foram presas em flagrante por supostamente terem facilitado a fuga de detentos no presídio de segurança máxima em Mossoró.

As prisões teriam ocorrido em flagrante na divisa entre o Rio Grande do Norte e o Ceará. Foram apreendidas armas, drogas, munições e um carro suspeito de ter sido usado para fornecer armas aos criminosos durante a fuga. Também foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Mossoró, Quixeré (CE) e Aquiraz (CE).

Crime organizado

Segundo as investigações, Rogério e Deibson são ligados ao Comando Vermelho. Os detentos tiveram acesso a ferramentas usadas na reforma pela qual a unidade passa. Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, uma “série de fatores” levou à fuga, como falhas de construção da estrutura prisional e falta de funcionamento de câmeras e lâmpadas.

A fuga é a primeira desde a implementação do SPF (Sistema Penitenciário Federal) no Brasil, em 2006. *Fonte/R7.

Bolsonaro fica em silêncio durante depoimento à PF sobre suposta tentativa de golpe de Estado

DEPOIMENTO

Bolsonaro chega à sede da PF para depor em inquérito de suposta tentativa de golpe
Bolsonaro chegou para depor à PF por volta das 14h30 para depor em inquérito por tentativa de golpe. Esse é o 7º depoimento do ex-presidente à PF – Foto/Giovana Inque/R7

Ex-presidente é um dos investigados no inquérito; ex-ministros também foram ouvidos no mesmo horário

O ex-presidente Jair Bolsonaro não respondeu às perguntas dos policiais federais que investigam uma suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-chefe do Executivo chegou à sede da PF (Polícia Federal), em Brasília, por volta das 14h20. Os ex-ministros Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Braga Netto (Defesa) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também prestaram depoimento. As oitivas aconteceram de maneira simultânea, técnica utilizada para dificultar a troca de informações entre os investigados.

No início do mês, o ex-chefe do Executivo e aliados foram alvo de uma operação da corporação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em dez estados. Na época, a PF cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em nove estados e no Distrito Federal no dia 8 de fevereiro.

O coronel Marcelo Costa Câmara e Filipe Martins, ex-assessores diretos de Bolsonaro, foram presos. A PF também prendeu Rafael Martins de Oliveira, major do Exército. O coronel Bernardo Romão Corrêa Neto estava em missão em Washington, nos Estados Unidos, quando a sua prisão foi autorizada pelo STF. Ele se entregou às autoridades brasileiras no país e retornou ao Brasil.

Essa é a sétima vez que o ex-presidente foi intimado para prestar depoimentos na PF desde que deixou a Presidência. A defesa tentou adiar a ida à PF, mas o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou os pedidos em três ocasiões.

A Polícia Federal já tem informações sobre uma reunião que aconteceu no Palácio do Planalto, na qual os alvos das investigações estariam tratando sobre uma minuta que estabeleceria um estado de sítio no país.

Agora, a PF quer esclarecer detalhes da participação de cada um nas ações de planejamento para uma suposta tentativa de golpe.

Detalhes da operação

Não havia mandado de prisão contra Valdemar Costa Neto, mas ele foi detido em flagrante por posse irregular de arma de fogo. O papel de Valdemar Costa Neto era de “principal fiador dos questionamentos” ao processo eleitoral, segundo a investigação da PF. Ele seria peça-chave do chamado “Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral” do grupo criminoso.

A arma encontrada com Valdemar seria do filho dele. A PF achou também uma pepita de ouro, que acredita ser originária de garimpo. O PL, segundo apontam as investigações da Polícia Federal, foi “instrumentalizado” para financiar e comandar a estrutura de apoio à suposta tentativa de golpe de Estado.

O partido repassou R$ 1.225.000 ao instituto “Instituto Voto Legal” no segundo semestre de 2022. A organização foi responsável pela elaboração do “Relatório Técnico — Logs Inválidos de Urnas Eletrônicas”, divulgado em 15 de novembro de 2022, que questionava a segurança das urnas eletrônicas, especialmente as fabricadas até 2020.

Com base nesse relatório, foi apresentada pelo PL uma “representação eleitoral para verificação extraordinária” em 22 de novembro de 2022 ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Militares investigados

Segundo a PF, inicialmente 16 militares são investigados por pelo menos três formas de atuação. A primeira é a produção, divulgação e amplificação de notícias falsas quanto à segurança das eleições de 2022 para estimular seguidores a permanecerem na frente de quartéis e instalações das Forças Armadas.

O ex-presidente Bolsonaro teria pressionado os ministros do governo, durante reunião realizada em 5 de julho de 2022, para que promovessem e replicassem “desinformações e notícias fraudulentas” quanto à confiança do sistema eleitoral brasileiro, revela o processo. *As informações são do Portal R7.

Moraes mantém data de depoimento de Bolsonaro à Polícia Federal

JUSTIÇA

Moraes
Moraes manteve o depoimento de Bolsonaro para 5ª feira, na sede da PF, em Brasília – Foto/Reprodução

Decisão se dá após defesa dizer que o ex-presidente não iria depor até que tivesse acesso aos conteúdos dos celulares apreendidos

Está mantido para esta quinta-feira (22), o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou pedido da defesa de adiamento.

Bolsonaro é um dos alvos da Operação Tempos Veritatis. Ele teve o passaporte apreendido e foi proibido de se comunicar com os demais investigados. Segundo a Polícia Federal, o grupo é suspeito de tentar viabilizar um golpe de estado no Brasil.

A defesa do ex-presidente pedia que ele não prestasse depoimento ou fornecesse declarações adicionais até que fosse garantido o acesso integral aos documentos da operação.

Ao negar o pedido, o ministro destacou que o argumento da defesa que não teve acesso à investigação e às provas, não procedem. É que na segunda-feira, os advogados tiveram acesso integral aos documentos e provas, com exceção ao que diz respeito às diligências em andamento e ao conteúdo da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O que está de acordo com a jurisprudência do STF.

Além disso, Alexandre Moraes observou que o investigado tem o direito de falar no momento que considere adequado ou de permanecer em silêncio parcial ou total, mas não de escolher a data e horário de seu interrogatório. *Da Agência Brasil.

Aluno de medicina suspeito de fraudar o Enem chegava a cobrar R$ 150 mil para fazer a prova em nome de outras pessoas no PA, diz Polícia Federal

POLÍCIA FEDERAL

Moisés Oliveira Assunção tem 25 anos e, segundo as investigações, quem fez o Enem no lugar dele, usando identidade falsa, foi André Rodrigues Ataíde, de 23 anos. — Foto: Reprodução/ TV Globo
Moisés Oliveira Assunção tem 25 anos e, segundo as investigações, quem fez o Enem no lugar dele, usando identidade falsa, foi André Rodrigues Ataíde, de 23 anos. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Um jovem de 23 anos, estudante de medicina, foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Ele é suspeito de aplicar uma fraude no Enem. De acordo com as investigações, André Rodrigues Ataíde usava documentos falsos para fazer provas no lugar de outras pessoas.

Com esse esquema, pelo menos dois candidatos teriam conseguido vaga no curso de Medicina de uma universidade pública no Pará – a UEPA. A investigação traz um alerta sobre uma possível fragilidade do modelo atual de aplicação da prova, que é o mesmo em todo país.

As denúncias

A Polícia Federal recebeu duas denúncias anônimas, as investigações começaram e culminaram na operação realizada na última sexta-feira (16).

Moisés Oliveira Assunção tem 25 anos e, segundo as investigações, quem fez o Enem no lugar dele, usando identidade falsa, foi André Rodrigues Ataíde, de 23 anos.

Com a fraude, o candidato entrou em medicina, no campus de Marabá da Universidade do Estado do Pará, a UEPA, mesmo sem escrever uma palavra sequer na redação.

“Há informações de que teria recebido algo em torno de R$ 150 mil. Isso teria sido feito em parcelas, né?”, diz o delegado Ezequias Martins, da Polícia Federal.

A descoberta da fraude

Às 15h26 do dia 5 de novembro de 2023, um rapaz que se inscreveu pra fazer o exame troca mensagens com a então namorada: “Eu peço o e-mail do cara pra mandar um negócio importante. O e-mail dele”. Nesse horário, ele deveria estar sem celular, incomunicável e concentrado na prova.

Domingo seguinte, 12 de novembro, o segundo e último dia do Enem 2023. E mais uma vez, o candidato manda mensagens para a namorada bem no horário do exame.

Para a polícia, não há dúvidas: ele não estava na sala de provas, ele não fez o Enem.

A fraude foi descoberta após duas denúncias anônimas: as assinaturas foram analisadas e os peritos também compararam os padrões de caligrafia e atestaram que não foi Moisés quem escreveu a redação, e sim André.

A fraude foi descoberta após duas denúncias anônimas: as assinaturas foram analisadas e os peritos também compararam os padrões de caligrafia — Foto: Reprodução/ TV GLobo
A fraude foi descoberta após duas denúncias anônimas: as assinaturas foram analisadas e os peritos também compararam os padrões de caligrafia — Foto: Reprodução/ TV GLobo

No dia 12 de novembro de 2023, às 18h44, logo depois do fim das provas, André postou cinco estrelinhas, e escreveu, na sequência: “tava easy demais”. Para a Polícia Federal, as cinco estrelinhas significam Enem.

“A gente pegou e rasgou no meio. A gente não tem foto. Ninguém tirou foto. Tá ligado? Eu não tirei foto dessa identidade. Eu, fazendo a matrícula pode esquecer. Não vou ligar para os comentários, não”, diz.

O histórico fraudulento de André

André está no quinto ano de Medicina na UEPA – a mesma onde Moisés passou de forma fraudulenta, segundo a Polícia Federal.

André sempre tirou boas notas, tanto no Enem quanto na universidade. Mas há provas de que essa inteligência toda foi usada para o crime, pelo menos em mais outro caso.

Segundo as investigações, no Enem de 2022, André fez as provas no lugar de Eliesio Bastos Ataíde, de 25 anos, também usando identidade falsa. A Polícia Federal diz que André falsificou a assinatura de Eliesio e fez a redação se passando por ele.

Eliesio foi aprovado na faculdade de medicina da UEPA e fez o curso normalmente no ano passado. Como moisés entrou este ano, as aulas dele e de todos os outros alunos começam no dia 4 de março.

O que aconteceu com os envolvidos

Quanto aos três acusados de fraudar o Enem, eles vão responder em liberdade por falsidade ideológica e uso de documento falso.

Contra André, o jovem que segundo a Polícia Federal fazia as provas no lugar dos outros, novas denúncias surgiram.

“Estamos apurando também se ele também teria realizado outras provas de Enem, outras provas de concursos também, outros vestibulares”, acrescenta o delegado.

Segundo os advogados de defesa, os acusados são amigos.

“Nós provaremos que André e Eliesio são alunos de medicina e são inocentes. Não existe recebimento pelo André de nenhuma quantia para fazer a prova em nome de terceiros”, diz Diego Freites, advogado de André e Eliesio.

“Quem fez a prova foi o próprio Moisés. Ele está inteiramente interessado em apoiar e cooperar com a policia e com a Justiça Federal para que esse assunto seja o mais rápido possível solucionado”, relata Jordano Matias, advogado de Moisés.

O que diz a universidade e o INEP

Em nota, a Universidade do Estado do Pará disse que “acompanha e colabora com as investigações conduzidas pela Polícia Federal e aguarda a conclusão do processo para tomar as medidas cabíveis.”

“Ninguém esperava que algo tão grave acontecesse perto da gente,”, relata Lucas Amorim, vice-presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina/ UEPA.

“O Enem ele tem 25 anos de história. Ele tem 15 anos em que ele é utilizado como a principal prova de seleção para ingresso no ensino superior público e privado no Brasil. E nunca foi identificado nada nessa natureza. Então a gente acredita se tratar de um caso isolado”, relata Ricardo Magalhães, diretor de gestão e planejamento do INEP.

O caso poderia ser evitado?

Segundo o delegado Ezequias Martins, “a digital é um sistema verificável, é um sistema seguro. A gente consegue realmente aferir com mais facilidade se aquela pessoa realmente é a que fez a prova”.

Já o INEP diz que a “identificação biométrica, a princípio, a gente não enxerga como um meio que garantiria isso. Mas se a gente, junto com Polícia Federal, entender que vai ser importante, que vai dar mais segurança, certamente nós vamos tomar as medidas cabíveis para estudar tecnicamente a proposta. A sociedade brasileira pode ficar tranquila, que o Enem é uma política pública segura, mas nem por isso a gente vai se furtar de aperfeiçoá-lo, se for o caso”. *Por Fantástico/G1.

Lewandowski diz que não há prazo para captura de fugitivos no RN

POLÍCIA FEDERAL

Lewandowski diz que não pode afirmar que houve conivência na fuga dos presos de Mossoró e que todas as hipóteses estão sendo investigadas — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
Lewandowski diz que não pode afirmar que houve conivência na fuga dos presos de Mossoró e que todas as hipóteses estão sendo investigadas — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Ministro atribui a demora na captura dos fugitivos à geografia do local

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse neste domingo (18) que não há prazo para a captura dos presos da penitenciária de segurança máxima de Mossoró.

Em coletiva realizada em Mossoró neste domingo, Lewandowski afirmou que “possíveis falhas do presídio já estão sendo corrigidas para garantir a segurança máxima do local” e que “500 homens das diversas forças policiais estão empenhados na captura dos fugitivos”.

Sobre as buscas, o ministro apontou que a complexidade do terreno é um ponto de dificuldade para os trabalhos. “O terreno é complexo, coberto por mata, em uma zona rural e com uma área extensa. Além de ter rodovias, existem vias e pequenas estradas. O local tem casas esparsas. É um trabalho de busca complexo”.

A operação conta com helicópteros, drones e outros equipamentos tecnológicos sofisticados para auxiliar nas buscas, apontou o ministro.

Sobre as possibilidades que permitiram a fuga e que estão sendo investigadas, o ministro disse que ainda não é possível afirmar se houve conivência na fuga de Rogério Mendonça e Deibson Nascimento na última quarta-feira (14). “Todas as hipóteses estão sendo investigadas e virão a público no momento apropriado”.

“Não há fragilidades no sistema penitenciário federal. Nós tivemos um caso pontual aqui na Penitenciária Federal de Mossoró, que não vai se repetir”.

O ministro disse que a construção de muralhas nos presídios federais de segurança máxima já começaram e que o próximo local a receber uma obra deste tipo será o de Mossoró. “As demais medidas que nós anunciamos, sensores de presença, reconhecimento facial, iluminação, câmeras, o incremento da inteligência, a contratação de mais policiais penais federais, isso tudo está sendo providenciado.”

As falhas estruturais encontradas no presídio de segurança máxima são antigas, de acordo com o ministro, porque o local foi construído em 2006. “Aqui em Mossoró, foram corrigidas imediatamente e nós estamos examinando se essas falhas estruturais se repetem também em outros presídios. É claro, aqui já estão sendo trocadas e reforçadas.”

Policia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e polícias militares de Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco estão empenhadas na recaptura dos presos.

Lewandowski comentou que o inquérito policial que está sendo feito para apurar a fuga dos criminosos “também envolve peritos e perícias, que vão examinar as causas desta fuga do ponto de vista técnico, complementando aquilo que está sendo apurado na esfera administrativa e a Polícia Federal”. *Do G1.

 

PF abre inquérito para investigar fuga em penitenciária federal de Mossoró

FORÇA TAREFA

PF abre inquérito para apurar circunstâncias da fuga de dois presos da Penitenciária Federal de Mossoró | Rio Grande do Norte | G1
Detentos são do Acre e foram transferidos em setembro, dois meses após rebelião que deixou cinco mortos — Foto: Reprodução

Pela primeira vez na história alguém consegue escapar de um presídio de segurança máxima no Brasil

A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar a fuga de dois presos ligados ao Comando Vermelho da penitenciária federal de Mossoró (RN) , nesta quarta-feira (14). A investigação do caso ficará a cargo da superintendência do órgão no Rio Grande do Norte.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) dá suporte à PF e participa das buscas dos presos de Rogério da Silva Mendonça, o Tatu, de 36 anos, e Deibson Cabral Nascimento, o Deisinho, de 34, inclusive com o uso de helicópteros. Ambos são do Acre e ligados ao Comando Vermelho (CV), facção de Fernandinho Beira-Mar, e estavam no presídio federal desde o final de setembro de 2023.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte e em outros estados próximos da região foi acionada pela Polícia Federa. Além da PF e da PRF, a força tarefa na captura dos presos conta também com a participação de representantes do Ministério da Justiça, da Secretaria de Segurança Pública e de Administração Penitenciária dos estados, e pelas polícias Militar e Civil do Rio Grande do Norte.

O presídio federal de Mossoró está entre os cinco coordenados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, do governo federal, e é o primeiro na história do país onde é registrado um caso de fuga. O setor de inteligência identificou a evasão dos dois homens e admitiu um alerta a todos os policiais penais. A primeira penitenciária do sistema federal foi inaugurada em junho de 2006.  *O Tempo.

Inquérito da PF que mira Bolsonaro deve ser concluído até julho deste ano

PF

Minuta golpista apreendida na sede do PL é um dos elementos chave da investigação conduzida pela PF (Crédito: Ed Alves/ CB/ D.APress)
Minuta golpista apreendida na sede do PL é um dos elementos chave da investigação conduzida pela PF (Crédito: Ed Alves/ CB/ D.APress)

Novas revelações da investigação conduzida pela PF implicam Jair Bolsonaro, militares de alta patente e podem levar a abertura de ações penais pelo Supremo até julho deste ano. A fase seguinte será a de julgamentos por parte da corte

Com a Operação Tempus Veritatis (“hora da verdade”, em latim), a Polícia Federal chega a uma fase decisiva das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. As provas obtidas até agora mostram a participação ativa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares de alta patente para descredibilizar as eleições. Os investigadores revelaram que a organização criminosa montada para tentar convulsionar a democracia se divide em seis núcleos. Na avaliação de fontes consultadas pelo Correio, já existem elementos suficientes para apontar o cometimento de diversos delitos contra o Estado Democrático de Direito.

As diligências, que tiveram como ponto fundamental a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, mostram o papel central do ex-presidente na articulação de ataques contra as instituições. O objetivo, de acordo com a PF, era manter Bolsonaro no poder e anular o resultado das eleições. A expectativa dos investigadores é de que o inquérito seja concluído até o fim deste semestre, permitindo que o Supremo abra ação penal e comece a julgar os acusados até julho deste ano.

A tendência é de que os envolvidos sejam julgados de acordo com suas participações em cada núcleo. O alvo inicial do inquérito eram milícias digitais, organizadas para atacar o sistema eletrônico de votação, espalhar desinformação e atacar o Supremo, o Congresso e autoridades constituídas. No entanto, no curso das diligências, novas linhas de investigação surgiram, como a comprovação de adulteração de cartões de vacinação de Bolsonaro e familiares para garantir ingresso nos Estados Unidos e a incorporação de joias recebidas pela Presidência ao acervo pessoal de Bolsonaro e seus aliados.

Para isso, as pedras preciosas saíram do Brasil, foram comercializadas no exterior e até mesmo recompradas. As investigações estão sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, pois na avaliação da Corte, todos os fatos envolvem a mesma organização criminosa, o que cria uma conexão entre as reiteradas condutas criminosas.

A PF aponta que os envolvidos atuavam “com operação de núcleos e cujos desdobramentos se voltavam a disseminar a narrativa de ocorrência de fraude nas eleições presidenciais, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e, eventualmente, legitimar uma intervenção das Forças Armadas, com abolição violenta do Estado Democrático de Direito, em dinâmica de verdadeira milícia digital, à semelhança do procedimento já adotado pelo autointitulado gabinete do ódio”.

Atuação coordenada

Além disso, de acordo com os investigadores, foram firmados diversos objetivos, que ocorreriam em sequências, começando por “desacreditar o processo eleitoral” e em seguida no “planejamento e execução do golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito com a finalidade de manutenção e permanência de seu grupo no poder, e com a característica de interligação entre eles, uma vez que alguns investigados atuavam em mais de uma tarefa, colaborando em diversos núcleos de forma simultânea e coordenada”.

As diligências apontam que o grupo criminoso era dividido em núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral, responsável por incitar militares à aderirem ao golpe de estado, núcleo jurídico, responsável pelo assessoramento e elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses golpistas do grupo investigado, núcleo operacional de apoio às ações golpistas, que “a partir da coordenação e interlocução com o então ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cesar Cid, atuavam em reuniões de planejamento e execução de medidas no sentido de manter as manifestações em frente aos quartéis militares, incluindo a mobilização, logística e financiamento de militares das forças especiais em Brasília.

Além disso, as investigações apontam a existência do núcleo de inteligência paralela, responsável pela coleta de dados e informações que pudessem auxiliar a tomada de decisões do então presidente Jair Bolsonaro na consumação do golpe de estado e por fim do núcleo de oficiais de alta patente, com influência e apoio a outros núcleos. As diligências apontam que “utilizando-se da alta patente militar que detinham, agiram para influenciar e incitar apoio aos demais núcleos de atuação por meio do endosso de ações e medidas a serem adotadas para consumação do golpe de Estado”. A corporação aponta que faziam parte dessa divisão do esquema os militares Walter Braga Netto, Almir Garnier, Theophilo Gaspar, Laércio Vergílio e Paulo Sérgio.

As informações são do Correio Braziliense. 

Lula decide exonerar o número 2 da Abin investigado por espionagem ilegal

INVESTIGAÇÃO

Diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti
Diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti – Foto/Divulgação

Presidente tomou a decisão após ser informado de relação de Alessandro Moretti com suposta espionagem ilegal feita pela agência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (30) a demissão do diretor-adjunto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alessandro Moretti.

A PF (Polícia Federal) apura suposta espionagem ilegal feita pela agência durante a gestão de Alexandre Ramagem, hoje deputado pelo PL do Rio de Janeiro, como diretor do órgão no governo de Jair Bolsonaro (PL). Um dos alvos é o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-presidente.

A exoneração saiu ainda na noite desta 3ª feira, em edição extra do Diário Oficial. Em nota, a Casa Civil comunicou que o novo diretor-adjunto da Abin Marco Aurélio Chaves Cepik, servidor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que já estava cedido à Presidência da República desde 30 de março de 2023.

Cepik é Professor Titular de Relações Internacionais e Política Comparada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde abril de 2023, também é diretor da Escola de Inteligência da ABIN, em Brasília.

Ele concluiu, em 2001, doutorado em ciência política com a tese de “Serviços de Inteligência: Agilidade e Transparência como Dilemas de Institucionalização”.

Mais cedo, Lula já havia citado a possibilidade de demitir Moretti. Condicionou a demissão à comprovação de que o diretor-adjunto manteve uma relação com Ramagem. Segundo Lula, o governo “nunca está seguro” com indicações para órgãos como a Abin.

“A gente nunca está seguro. O companheiro que eu indiquei para ser o diretor-geral da Abin [Luiz Fernando Corrêa] foi meu diretor-geral da PF de 2007 a 2010. É uma pessoa que eu tenho muita confiança, e por isso chamei, já que eu não conhecia ninguém da Abin”, disse.

A suspeita investigada pela PF é de que a Abin tenha rastreado celulares de quem frequentava o STF (Supremo Tribunal Federal), como funcionários do tribunal, advogados, policiais, jornalistas e os próprios ministros durante meses. A investigação teria identificado ao menos 33.000 acessos de localização.

PF VÊ “POSSÍVEL CONLUIO”

A PF informou na 5ª feira (25.jan) que encontrou indícios de “possível conluio” entre integrantes da atual gestão da Abin com investigados pelo monitoramento de autoridades.

Em relatório encaminhado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, a corporação menciona uma conversa de 28 de março de Moretti, então diretor-geral da agência, com agentes investigados.

Moretti, agora demitido, teria afirmado que o processo tem “fundo político e iria passar”. Também teria dito que conseguiu “apoio lá de cima”. O atual diretor-geral, Luis Fernando Correa, estava presente na conversa, mas ainda não tinha assumido o cargo.

“A gravidade ímpar dos fatos é incrementada com o possível conluio de parte dos investigados com a atual alta gestão da Abin, cujo resultado causou prejuízo para presente investigação, para os investigados e para própria instituição”, diz trecho do documento.

ENTENDA

A operação deflagrada na 5ª feira (25.jan) pela PF para apurar suposta espionagem ilegal realizada pela Abin foi autorizada por Moraes. Eis a íntegra da decisão.

Um dos alvos é Ramagem. Ele chefiou o órgão na gestão de Bolsonaro de julho de 2019 até março de 2022, quando deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Fonte/Poder 360

A paranoia de Carlos Bolsonaro com seu celular apreendido pela PF

POLÍCIA FEDERAL

O vereador Carlos Bolsonaro
O vereador Carlos Bolsonaro — Foto: Reprodução

Descrito como “paranoico” e com “mania de perseguição” por ex-membros do governo Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro tomava todo tipo de cuidado com seu celular. Nesta segunda-feira, seu aparelho foi apreendido na operação policial que investiga o monitoramento ilegal de pessoas feito pela Abin.

Antigos integrantes do Palácio do Planalto relataram que o filho do ex-presidente trocava com frequência o número de telefone e o aparelho que usa. Segundo ex-ministros, as trocas chegaram a acontecer a cada três meses em períodos de maior preocupação do vereador. Pessoas próximas aa Carlos também relataram que ele usava mais de um chip nos seus aparelhos, mudando de número, a depender do interlocutor.

O filho de Jair Bolsonaro também fazia questão de não colocar sua foto no perfil do WhatsApp, e raramente respondia e encaminhava mensagens para integrantes do governo. O filho do ex-presidente deixava claro que ele tinha pânico de ser alvo de “espionagens” ou de uma operação da Polícia Federal, mesmo quando o pai ainda era o chefe do Executivo.

Em conversas com membros do governo, o próprio Carlos dizia que não gostava de encaminhar mensagens por WhatsApp, como o pai, e preferia falar no X (antigo Twitter), pois atingia muitas pessoas simultaneamente.

Carlos também era reservado e limitava seus contatos a poucos integrantes do governo.

Polícia Federal faz buscas no condomínio Vivendas da Barra, no Rio, onde mora o vereador Carlos Bolsonaro — Foto: GloboNews/Reprodução

Agentes da PF em frente à casa de Angra dos Reis onde estavam Jair e Carlos Bolsonaro — Foto: Reprodução/GloboNews
Filho do ex-presidente é investigado por suspeita de ter sido destinatário das informações oriundas do monitoramento ilegal da Agência Brasileira de Inteligência

*Da Agência O Globo

PF diz que Carlos Bolsonaro integrou ‘núcleo político’ de interferência na Abin

POLÍTICA

Carlos Bolsonaro foi convocado pela PF a depor no caso Abin
Carlos Bolsonaro foi convocado pela PF a depor no caso Abin | Foto: Fábio Motta / Estadão Conteúdo / CP

Espionagem ilegal queria obter ganhos políticos ao ‘criar narrativas’ para envolver autoridades da oposição, jornalistas e políticos, além de fiscalizar o andamento de investigações de aliados

A Polícia Federal (PF) identificou a existência de um ‘núcleo político’ da organização criminosa responsável pela espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, faria parte desse núcleo, de acordo com a investigação.

Na manhã desta segunda (29), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao filho do ex-presidente. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro retirou o sigilo da decisão há pouco.

juda realizado pela assessora do vereador a uma assessora do delegado Alexandre Ramagem, então diretor-geral da Abin. Os assessores envolvidos também foram alvos da operação da PF.

“Os elementos de prova colhidos até o momento indicam, de maneira significativa, que a organização criminosa infiltrada na Abin também se valeu de métodos ilegais para a realização de ações clandestinas direcionadas contra pessoas ideologicamente qualificadas como opositoras”, diz Moraes no despacho. O objetivo da espionagem ilegal seria obter ganhos políticos ao ‘criar narrativas’ para envolver autoridades da oposição, jornalistas e políticos, além de fiscalizar o andamento de investigações de aliados, de acordo com a PF.

Ramagem, que hoje é deputado federal (PL-RJ), já foi alvo de busca e apreensão pela PF na última quinta-feira, 25. Ele foi nomeado diretor-geral da Abin em 2019 por Bolsonaro e deixou o cargo em março de 2022.

*Por Estadão Conteúdo

PF faz buscas na Braskem em operação que investiga exploração de sal-gema em Maceió

CRIME

PF cumpre mandados em Maceió, no Rio de Janeiro e em Aracaju e Foram encontrados indícios de uso de dados falsos e omissões durante a atividade

Braskem: notícias sobre a empresa petroquímica | Folha
Foto/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Lágrimas de Sal, para investigar possíveis crimes cometidos durante os anos de exploração de sal-gema pela Braskem em Maceió. 

A exploração de sal-gema na capital alagoana ocorreu de 1976 a 2019, resultando em grave instabilidade no solo de bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e adjacências. A área se tornou inabitável, tendo em vista os riscos de desmoronamento de casas, ruas e fechamento do comércio, levando mais de 60 mil pessoas a terem que deixar os bairros.

As investigações da PF apuraram indícios de que as atividades de mineração desenvolvidas no local não “seguiram os parâmetros de segurança previstos na literatura científica e nos respectivos planos de lavra, que visavam a garantir a estabilidade das minas e a segurança da população que residia na superfície”.

De acordo com as apurações feitas até agora, foram identificados indícios de apresentação de “dados falsos e omissão de informações relevantes aos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização da atividade, permitindo assim a continuidade dos trabalhos, mesmo quando já presentes problemas de estabilidade das cavidades de sal e sinais de subsidência do solo acima das minas”.

A PF diz que os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de poluição qualificada, usurpação de recursos da União, apresentação de estudos ambientais falsos ou enganosos, inclusive por omissão, entre outros delitos.

Aproximadamente 60 policiais federais cumprem 14 mandados judiciais de busca e apreensão, em endereços ligados aos investigados nas cidades de Maceió, no Rio de Janeiro e em Aracaju, capital de Sergipe. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no estado de Alagoas.

O nome da Operação Lágrimas de Sal é referência ao sofrimento causado à população pela atividade de exploração de sal-gema.

Em nota, a Braskem informou que está acompanhando a operação e que está à disposição das autoridades, “como sempre”. “Todas as informações serão prestadas no transcorrer do processo”, acrescentou a empresa.

*Da Agência Brasil

Cantor Alexandre Pires é alvo da PF em operação contra garimpo ilegal na Terra Yanomami; confira vídeo

POLÍCIA FEDERAL

PF rastreou ao menos R$ 1 milhão que teriam ido da conta de uma mineradora investigada para o cantor, seu empresário Matheus Possebon foi preso pela PF em Santos

Empresário de Alexandre Pires, Matheus Possebon foi preso pela PF em Santos
Empresário de Alexandre Pires, Matheus Possebon foi preso pela PF em Santos Reprodução/Redes Sociais

O cantor Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão, nesta segunda-feira (4), em uma operação da Polícia Federal contra o esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

A Operação ganhou o nome de Disco de Ouro e cumpriu mandados expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima.

Entre os crimes investigados, está o de lavagem de dinheiro. A polícia rastreou as movimentações financeiras de uma mineradora investigada e chegou a contas bancárias, como a do cantor. A rede incluiria ainda pilotos de aeronaves, postos de combustíveis e lojas de máquinas.

Para cumprir a ordem de buscas, equipes da PF foram até um cruzeiro onde Alexandre Pires se apresentava, no litoral de Santos, nesta segunda. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles e confirmada pela CNN.

Sem vincular diretamente ao nome de Alexandre Pires, nem de outras pessoas, mais cedo, a PF divulgou que o esquema contaria com um cantor que recebeu a cifra milionária e também um empresário do ramo musical, de expressão nacional, “que seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes”.

Na ação, também foi determinado o sequestro de mais de R$ 130 millhões dos suspeitos.

A operação é um desdobramento de uma ação da PF deflagrada em janeiro de 2022, quando 30 toneladas de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami se encontravam depositadas na sede de uma empresa investigada e estariam sendo preparadas para remessa ao exterior.

O inquérito policial indica que o minério seria declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba/PA, e supostamente transportado para Roraima para tratamento. De acordo com investigadores, no entanto, a operação seria somente no papel, já que o minério teria sido explorado do próprio estado de Roraima.

A Opus Entretenimento, responsável pela gestão da carreira de Alexandre Pires, disse que não tem conhecimento de qualquer atividade ilegal relacionada a seus parceiros e colaboradores. Em nota, a empresa manifestou sua solidariedade ao músico e disse que confia em sua idoneidade.

*Da CNN

Enem: PF é acionada após imagens da prova circularem nas redes sociais na tarde deste domingo

EDUCAÇÃO

Segundo o Inep, não se trata de vazamento, mas sim de fotografias divulgadas quando os estudantes já estavam dentro das salas

Uma imagem que seria da prova de redação do Enem foi publicada nas redes na tarde deste domingo
Uma imagem que seria da prova de redação do Enem foi publicada nas redes na tarde deste domingo Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) acionou a Polícia Federal para que investigue imagens da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que circulam nas redes sociais na tarde deste domingo, 5. De acordo com o Inep, não se trata de um vazamento, mas sim de fotografias que foram divulgadas após o início da aplicação, quando os estudantes já estavam dentro das salas.

Os portões das escolas foram fechados às 13h (horário de Brasília) e a prova começou a ser aplicada às 13h30. O término está marcado para as 19h.

O Inep afirmou que a comunicação enviada à Polícia Federal a respeito da circulação das fotos é um procedimento padrão. A foto divulgada nas redes mostra a página com o tema da redação e os textos motivacionais, que servem de apoio para os estudantes formularem suas propostas de intervenção. O tema da redação deste ano é “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.

O Inep possui uma sala de situação para monitorar as intercorrências no exame. Neste domingo pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o local. Na saída, ele afirmou que a realização do Enem estava garantida em todo País e que os problemas de escolas sem energia elétrica em São Paulo tinham sido solucionados.

O Enem está sendo aplicado em 132 mil salas de aulas de 1.750 municípios de todo o País. São mais de 3,9 milhões de estudantes inscritos.

A expectativa do governo é nos próximos anos ampliar os índices de participação no exame, considerado o maior vestibular do País para instituições públicas e particulares. “Acho que a gente vai caminhar para que as pessoas não precisem sequer pagar taxa no Enem. A gente vai ter que fazer uma combinação para que se torne mais atrativo para esses jovens se inscreverem para fazer seu Enem e entrar numa universidade”, disse Lula, que citou ainda que 63% das pessoas inscritas no Enem são mulheres.

Neste domingo, os candidatos realizam as provas de linguagens (40 questões de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol), ciências humanas (45 questões) – além da redação. A aplicação terá 5 horas e 30 minutos de duração.

No próximo dia 12, os participantes fazem as avaliações de ciências da natureza (45 questões) e matemática (45 questões). A aplicação terá 5 horas de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

O exame está sendo feito apenas presencialmente. Em março, o Ministério da Educação decidiu acabar com o formato digital do Enem, criado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) em 2020 em meio à pandemia. Segundo o MEC, poucos estudantes optaram nos últimos anos pela avaliação feita pelo computador, que tem alto custo.

Cronograma:

  • Data das provas: 05 e 12/11/2023;
  • Divulgação dos Gabaritos: 24/11/2023;
  • Resultados: 16/01/2024.

Equipamentos de comunicação

Em Maceió, capital de Alagoas, a Polícia Federal entrou em alerta para uma possível fraude após apreender o que chamou de “equipamentos discretos de comunicação” – microtelefones celulares e fones de ouvido intra auricular minúsculos – no apartamento alugado por dois jovens.

A investigação teve início no sábado, 4, após a apreensão de equipamentos de filmagem dissimulada em poder dos investigados, durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em um ônibus intermunicipal que seguia de Belo Horizonte (MG) para Maceió. Informada, a PF obteve mandado de busca e apreensão no apartamento, onde foram encontrados os demais equipamentos. Os dois alegaram que estavam na capital alagoana a passeio e não foram detidos.

Os equipamentos passam por perícia. Neste domingo, 5, durante a prova do Enem, os policiais realizaram diligências “no sentido de verificar se há candidatos usando esses equipamentos”. Até o fim da tarde, a PF não havia liberado novas informações sobre o caso.

*As informações são do Estadão Conteúdo

pela 2ª vez na semana, hacker Delgatti chega para prestar depoimento à PF

POLÍCIA FEDERAL

Walter Delgatti Neto, o Hacker da vaza Jato, entrando na viatura da PF após CPI do 8 de Janeiro - metrópoles
Walter Delgatti Neto, o Hacker da vaza Jato, entrando na viatura da PF – foto/Igo Estrela/Metrópoles

Walter Delgatti foi convocado novamente pela corporação após atribuir, na CPI, o comando de uma série de atos antidemocráticos a Bolsonaro.

O hacker da “Vaza Jato” Walter Delgatti presta, na manhã desta sexta-feira (18/8), outro depoimento à Polícia Federal (PF) para esclarecer as contradições entre o depoimento de quarta (16/8), à própria PF, e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Delgatti foi convocado novamente pela corporação após atribuir, na CPI, ordens de uma série de atos antidemocráticos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o hacker teria omitido algumas informações, como a participação de Bolsonaro em fraude eleitoral.

Na entrada da PF, o advogado dele, Ariovaldo Moreira, disse que o cliente não havia comentando as partes mencionadas sobre o Bolsonaro para a PF, apenas à CPI. A defesa também justificou que não tem gravações de Bolsonaro porque o motorista da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ordenou que o hacker colocasse o celular de chip récem-comprado no modo avião.

A sequência de menções a Bolsonaro na CPI responde a questionamentos do deputado Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ). O parlamentar perguntou a Delgatti quem teria o pedido para invadir sistemas digitais do Conselho Nacional de Justiça. Delgatti afirmou que a ordem veio da deputada Carla Zambelli e de Jair Bolsonaro.

Depois, Henrique Vieira seguiu: “Quem pediu para o senhor assumir a autoria do suposto grampo contra o ministro Alexandre de Moraes? Quem te convidou para fazer propaganda eleitoral para sugerir ao povo uma suposta fraude no sistema eleitoral? Quem te encaminhou ao Ministério da Defesa para elaborar questionamentos ao TSE sobre o sistema de votação?”.

O deputado também questionou: “Quem te disse que, se o senhor cometesse um ilícito, seria perdoado e receberia um indulto? Quem te deu carta branca para agir até mesmo na ilegalidade?”. Delgatti respondeu “presidente Bolsonaro” para todas as perguntas. As informações são do Metrópoles.