Sandrinho tem reunião de trabalho com Presidente da FIEPE

REUNIÃO 

O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, reuniu-se nesta segunda (27) com o Presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), Bruno Veloso.

Na pauta, a estruturação de uma escola de movelaria e a oferta de cursos de qualificação para formar mão-de-obra para as diversas etapas da produção industrial de móveis.

“Afogados da Ingazeira é um dos mais importantes centros de produção de móveis de Pernambuco, com duas grandes indústrias exportadoras, e um polo moveleiro. Viemos buscar a expertise da FIEPE para qualificarmos ainda mais esse importante segmento da nossa economia,” destacou Sandrinho.

A reunião aconteceu na sede da FIEPE, na área central do Recife, e contou com as presenças de Guilherme Brito, Presidente do SindMóveis, e Ney Quidute, secretário de desenvolvimento econômico de Afogados, integrantes da câmara setorial da movelaria de Pernambuco.

A reunião definiu que o próximo encontro da câmara setorial, realizada a cada três meses, será em Afogados da Ingazeira, no mês de Maio.

Lula encontra presidente da Guiana nesta quinta-feira (30) enquanto Brasil reforça fronteiras

REUNIÃO

Reunião ocorrerá às margens da COP-28, em Dubai

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de chegada em Dubai
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de chegada em Dubai – Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou para esta quinta-feira (30) uma reunião com presidente da Guiana, Irfaan Ali, para tratar das ameaças de invasão e anexação feitas pelo regime venezuelano de Nicolás Maduro.

A conversa ocorrerá às margens da COP-28, em Dubai, no momento em que o Brasil reforçou tropas em Roraima, nas proximidades da tríplice fronteira, para advertir o governo da Venezuela.

A intenção com o reforço de 60 militares em Pacaraima, segundo o Minsitério da Defesa, é “evitar qualquer trânsito de militares venezuelanos pelo território brasileiro”.

No mesmo dia da reunião de Lula com Irfaan Ali, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, deve se manifestar sobre o referendo da Venezuela, marcado para o domingo. A consulta popular pode servir de justificativa para anexação da chamada “Guiana Essequibo”, região que responde por quase dois terços do país vizinho. A população irá responder a cinco perguntas para “decidir” se região dever fazer parte do Estado bolivariano.

Pacaraima é um ponto usual de entrada de venezuelanos que deixam seu país em busca de oportunidades ao Brasil. O Ministério da Defesa brasileiro afirmou também que “vem acompanhado a situação” e que “as ações têm sido intensificadas na região da fronteira” com maior presença militar.

Por um lado, a Guiana, da qual a região de Essequibo faz parte, considera a consulta popular uma ameaça à sua integridade territorial e buscou auxílio internacional, algo que Venezuela como interferência em seus assuntos internos.

Com as maiores reservas de petróleo per capita do mundo, a Guiana lançou em dezembro de 2022 a primeira rodada de licitações para explorar 11 campos de petrolíferos em águas rasas e outros três em águas profundas e ultraprofundas. Caracas, por sua vez, rejeitou as licitações, classificando-as como “ilegais” por envolverem “áreas marítimas pendentes de delimitação”.

A tensão aumentou com movimentações militares da Venezuela na fronteira, levando atores internacionais a entrar em cena: os Estados Unidos ameaçaram impor novas sanções ao governo de Nicolás Maduro, e o Brasil, como país vizinho e parceiro, demonstra grande preocupação com uma escalada no conflito.

Na semana passada, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, viajou a Caracas para tratar do tema com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Apesar de não ter pedido que o referendo não seja realizado, Amorim pediu a Maduro que busque o diálogo e baixe o tom sobre as ameaças de invasão territorial sob o argumento de que um conflito entre os dois países pode criar “uma situação de instabilidade regional”.

A equipe de Amorim recebeu vídeos da campanha que preocuparam o Palácio do Planalto por causa do tom muito incisivo pela anexação da Guiana Essequibo. Lula também conversou, por videoconferência, com o presidente da Guiana, Irfaan Ali. Foi um contato classificado como “urgente” e marcado de última hora para tratar da crise.

*Por Agência O Globo