O hospital Eduardo Campos teve a sua primeira etapa entregue em 25 de julho de 2020. A princípio, abriu 30 leitos de UTI e 28 de enfermaria exclusivos para tratar pacientes com Covid-19.
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, informou, nesta quinta-feira (15), que na próxima terça-feira (20), cumpre agenda em Serra Talhada, onde irá inaugurar o Hospital Eduardo Campos (HEC). A declaração foi realizada durante conversa com o blogueiro Júnior Finfa, no Palácio do Campo das Princesas.
O hospital Eduardo Campos teve a sua primeira etapa entregue em 25 de julho de 2020. A princípio, abriu 30 leitos de UTI e 28 de enfermaria exclusivos para tratar pacientes com Covid-19. Há época, o Governo de Pernambuco chegou a montar, no terreno da unidade, Hospital de Campanha voltado para os pacientes com o novo coronavírus.
A prefeita Márcia Conrado não estará presente para recepcionar Paulo Câmara e a sua comitiva, pois está na Europa, segundo relato do governador a Finfa.
Entretanto, sua assessoria não confirma. Marcia está em São Paulo onde fez um curso e agora está indo pra Brasília cumprir agenda ao lado da Secretária de Saúde, Lisbeth Rosa, e do Secretário de Obras, Cristiano Menezes, que já estão lá. Informações André Luis/ Nill Jr.
A Secretaria de Saúde de Carnaíba vivenciará a Campanha Dezembro Vermelho, instituída no Brasil pela Lei nº 13.504/2017 como forma de gerar mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a AIDS e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).
A detecção de forma precoce dessas doenças leva a instituição do tratamento adequado e rápido, de forma a curar ou controlar, melhorando a qualidade de vida dos portadores desses agravos.
Essa campanha chama a atenção da sociedade para ter atitudes preventivas nas relações sexuais (sexo seguro): usando preservativos; imunizando-se para hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV; discutindo com a/o parceiro (a) sobre a testagem para HIV e outras ISTs, como também realizar o teste regularmente.
É necessário que todas as pessoas vivendo com HIV façam o tratamento adequado. Outras atitudes preventivas são recomendadas, tais como; realizar exame preventivo de câncer de colo do útero (colpocitologia oncótica); realizar Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), quando indicado; realizar profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado; conhecer e ter acesso a anticoncepção, concepção e uso de preservativo.
Durante a campanha do Dezembro Vermelho, as Unidades de Saúde da Família estarão ofertando atividades alusivas ao tema. Serão ofertados testes rápidos, distribuição de preservativos e outras ações. Confira datas e locais:
09/12 – Pátio da Festa de Santa Luzia – Bairro Caixa D´água local: Escola Maria da Paz – 19h
12/12- Itã – Local: Academia das Cidades – 17h
15/12- Roça de Dentro – Local: Em frente a capela – 17h
19/12-Ibitiranga – Local: Nas casinhas populares 9h
21/12 Serra Branca – Local: ao lado da igreja – 9h
22/12 Lagoa do Caroá – Local: Na praça da Academia – 9h
28/12 Novo Pernambuco – Local: Em frente a UBS Alzira Ferreira – 10h
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou nesta terça-feira (6) uma “Moção de Aplauso” apresentada pelo deputado Chió (Rede) em reconhecimento à Prefeitura e à Secretaria de Educação de Princesa Isabel pelo trabalho na educação pública municipal, garantindo o 1º lugar no Estado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no fundamental 1, e o 4º lugar no fundamental 2, com as notas 6.8 e 5.7, respectivamente.
No Requerimento, o deputado diz que a educação pública de Princesa Isabel vem se transformando significativamente nos últimos 5 anos. Foram várias ações e grandes investimentos, como formação de gestores e professores, reforço no contra turno, realinhamentos e reordenamentos das escolas.
A gestão também firmou parcerias com a Fundação Lemann, através da Associação Bem Comum e o Programa Educar pra Valer, e o Integra Paraíba, do Governo do Estado.
“Graças a todo este trabalho os frutos estão sendo colhidos agora. O município de Princesa Isabel obteve o melhor IDEB no estado da Paraíba, entre os 223 municípios. Teve uma grande ascensão de 2017 para 2021, em relação ao IDEB, saindo da 47ª para a 1ª posição nas séries iniciais e 100ª posição para o 4º lugar no fundamental II”, destacou Chió.
Segundo o deputado, a eficiência desta gestão pública reflete significativamente na sociedade, pois está se garantindo um presente digno e, consequentemente, um futuro promissor para as crianças e jovens.
inf. Duarte Lima /Assembleia Legislativa e Princesa Isabel-PB
Compostos chamados glicoalcaloides, achados nestes vegetais, inibem o crescimento de células cancerígenas e podem promover a morte delas, mas desafio é transformá-los em remédios
Uma equipe de cientistas da Universidade Adam Mickiewicz, na Polônia, aposta em substâncias existentes em alimentos conhecidos para explorar novos tratamentos contra o câncer. Em um estudo publicado nesta quarta-feira (7) na revista Frontiers in Pharmacology, o grupo de pesquisadores apresenta potenciais benefícios de compostos que estão presentes, por exemplo, no tomate e na batata.
O time, liderado por Magdalena Winkiel, focou nos glicoalcaloides, que têm capacidade de inibir o crescimento de células cancerígenas e promover a morte delas.
Os cinco glicoalcaloides estudados foram a solanina, chaconina, solasonina, solamargina e a tomatina, que estão presentes em extratos brutos da família de plantas Solanaceae – inclui tomate, batata, pimentões, tabaco e algumas plantas ornamentais.
Outras plantas da família Solanaceae são tóxicas, devido aos alcaloides que produzem como defesa aos animais que as comem. Cientistas conseguiram, entretanto, transformar o veneno em remédio ao achar uma dose terapêutica segura.
A primeira etapa de estudos, chamada de in silico, demonstrou o enorme potencial desses compostos, já que eles não são tóxicos e não existiria o risco de danificar o DNA ou causar futuros tumores, embora possa haver alguns efeitos no sistema reprodutivo.
“Mesmo que não possamos substituir os medicamentos anticancerígenos usados hoje em dia, talvez a terapia combinada aumente a eficácia desse tratamento. São muitas dúvidas, mas sem um conhecimento detalhado das propriedades dos glicoalcaloides não conseguiremos descobrir”, sugere em comunicado a pesquisadora Magdalena Winkiel.
O próximo passo é realizar estudos in vitro e em modelos animais, que vão determinar se os glicoalcaloides a potencial eficácia e a segurança, permitindo testes em humanos.
Os compostos
Dois glicoalcaloides presentes na batata – que dependem das condições de cultivo e armazenamento – são apontados pela autora do estudo como promissores.
A solanina, por exemplo, tem potencial de impedir a ação de alguns produtos cancerígenos no corpo, além de inibir a metástase, que é a migração de células tumorais para outros locais do corpo.
Já a chaconina pode ser útil por ter propriedades anti-inflamatórias, inclusive no tratamento de sepse, sugerem os autores do trabalho.
Sabe-se também que a a solamargina, encontrada principalmente em berinjelas, impede a reprodução de células cancerígenas do fígado. Este composto ainda tem como alvo as células-tronco do câncer, que desempenham um papel significativo na resistência aos medicamentos usados contra a doença.
Por fim, a tomatina, presente no tomate, atua na regulação do ciclo celular do corpo para que ele possa matar células cancerígenas.
Apesar de serem necessários estudos mais aprofundados, Magdalena e sua equipe dizem que há razões para acreditar que o processamento em alta temperatura melhora as propriedades dos glicoalcaloides.
A pesquisadora entende ser cada vez mais necessário se voltar ao que está no meio ambiente para encontrar novos tratamentos contra o câncer.
“Cientistas de todo o mundo ainda estão procurando drogas que serão letais para as células cancerígenas, mas ao mesmo tempo seguras para as células saudáveis. Não é fácil, apesar dos avanços da medicina e do poderoso desenvolvimento de modernas técnicas de tratamento. Por isso, pode valer a pena voltar às plantas medicinais que foram usadas anos atrás com sucesso no tratamento de várias doenças. Acredito que vale a pena reexaminar suas propriedades e talvez redescobrir seu potencial”, afirma.
O futebol é, sem dúvida, um causador de fortes emoções entre os brasileiros, o que se intensifica durante a Copa do Mundo. No entanto, quem tem doenças cardíacas deve tomar cuidado para não sobrecarregar o coração, principalmente porque a ocorrência de infartos é maior durante os jogos do Brasil.
Um estudo recente, realizado pela Universidade de São Paulo (USP), apontou que o número de infartos aumenta entre 4% a 8% durante partidas de futebol da Seleção Brasileira. A pesquisa utilizou dados obtidos nos torneios entre 1998 e 2010, com o objetivo de analisar a saúde dos torcedores.
O estudo — publicado na revista científica Arquivos Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — comparou a incidência de infartos durante os jogos e em períodos de normalidade, levando em conta pessoas com mais de 35 anos.
O estudo — publicado na revista científica Arquivos Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) — comparou a incidência de infartos durante os jogos e em períodos de normalidade, levando em conta pessoas com mais de 35 anos.
Infarto
O infarto do miocárdio ocorre quando inúmeras células da região do coração morrem por conta da formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo. Como consequência, as artérias entopem e dificultam a oxigenação no órgão, explica o cardiologista chefe da Clínica PrimeCor, Dr. Francisco Pupo.
“A explicação para o estudo é que durante os momentos de fortes emoções pode ocorrer vasoconstrição das artérias do coração. Ou seja, é quando essas artérias subitamente se estreitam. Isso acaba dificultando a circulação do coração, podendo levar ao infarto”, detalha o médico.
O problema não é só o futebol. Isso porque outras situações de exposição a níveis altos de estresse também são um gatilho para o ataque cardíaco. Além disso, homens acima dos 45 anos, assim como mulheres que já passaram dos 55 anos, correm maior risco de infartar.
Segundo o cardiologista, pessoas com registros anteriores de doenças cardíacas têm maior risco para essa ocorrência. “No entanto, aqueles que possuem um estilo de vida saudável, com práticas esportivas, controle dos níveis de pressão e boa alimentação estão mais protegidos”, destaca o Dr. Francisco.
O remédio será vendido em solução oral, com 100 mg/mL de canabidiol (CBD), e com quantidade máxima de 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC)
(crédito: Reprodução/Adobe stock)
Mais um medicamento à base de canabidiol teve a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser fabricado e comercializado no Brasil. Após a aprovação, nesta segunda-feira (28), o Canabidiol Ease Labs 100 mg/ml, que será fabricado pela Eease Labs Laboratório Farmacêutico LTDA, poderá ser vendido em farmácias, a partir de pedido médico, com receita especial do tipo B – azul.
O remédio será vendido em solução oral, com 100 mg/mL de canabidiol (CBD), e com quantidade máxima de 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC). Além desse, a agência já liberou o uso de 23 outros produtos à base de extratos de Cannabis sativa e 14 de canabidiol. Os efeitos dos medicamentos são, principalmente, no combate à insônia, ansiedade, dores crônicas, entre outras doenças.
A venda de produtos à base de cannabis passaram a ser liberados no Brasil em 2015. No entanto, o processo ocorre em menor velocidade quando comparado com outros países. Ainda não há no Brasil autorização para cultivar a planta, mesmo que para fins medicionais, o que faz fabricantes terem que importar a matéria-prima de países vizinhos, o que encarece os produtos.
No mês passado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) tentou restringir os medicamentos de canabidiol apenas para o tratamento de epilepsias da criança e do adolescente, que tivessem Síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut e no Complexo de Esclerose Tuberosa, sem a permissão para indicar o uso para tratar outras doenças. No entanto, a Anvisa segue analisando os pedidos de laboratórios e, em menos de um ano, a lista de medicamentos de canabidiol aumentou em 110%.
Dados obtidos com exclusividade pelo R7 mostram 10,6 milhões de caixas do medicamento comercializadas só no 1º semestre de 2022. ASSISTA VÍDEO E VEJA OS RESULTADOS ALUCINÓGENOS DESTE MEDICAMENTO.
Especialistas da área médica observam com preocupação um fenômeno que ocorre no Brasil desde o início da última década: as vendas de zolpidem – um potente remédio para dormir – crescem em ritmo acelerado. Entre 2012 e 2021, o número de caixas comercializadas subiu 676%, segundo dados obtidos com exclusividade pelo R7.
Vendas de zolpidem cresceram significativamente entre 2011 e 2020 EDU GARCIA/R7
Números da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), enviados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), evidenciam sucessivos aumentos do consumo entre 2011 e 2020, ano em que houve um pico de vendas: 23,3 milhões de caixas.
Entre janeiro e junho deste ano, 10,6 milhões de caixas do remédio foram comercializadas — mais da metade (55,6%) do total de 2021.
A média de caixas vendidas por mês em 2020 foi de 1,94 milhão; em 2021, 1,58 milhão; e no primeiro semestre deste ano, 1,76 milhão, o segundo maior número já registrado.
Para efeito de comparação, a média mensal de caixas dispensadas nas farmácias entre 2012 e 2021 foi de 902,5 mil.
O zolpidem é um remédio da classe dos hipnóticos e tem a venda autorizada no Brasil desde 2007, mas começou a se popularizar a partir de 2011, ano em que 1,7 milhão de caixas haviam sido vendidas. No ano seguinte, houve uma alta de 41,7%, chegando a 2,4 milhões.
Porém, o grande salto ocorreu de 2016 para 2017, com aumento de 55,2%, atingindo a marca de 10,5 milhões de caixas.
A neurologista Dalva Poyares, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e integrante do corpo clínico do Instituto do Sono, manifesta preocupação com o crescimento ano após ano das vendas e considera isso “um fenômeno local no Brasil”.
“O que chama atenção não é apenas o número absoluto, é o período de crescimento, tudo isso progrediu rápido. Nos Estados Unidos, já em 2010, existia essa consciência. Aqui não existia esse problema ainda. Quando existia só a Sanofi [com registro], ela é muito discreta, e o Stilnox [medicamento de referência] nunca foi tão popular. Aí começaram a vir muitos genéricos e similares, uma enxurrada de propaganda”, explica.
Para Dalva, o surgimento de versões sublinguais do zolpidem pode estar por trás da popularização do medicamento. “Ele faz efeito mais rápido e vicia mais rápido”, diz.
Zolpidem sublingual
Primeiro zolpidem sublingual obteve registro na Anvisa em 2011 EDU GARCIA/R7
Dos 50 registros de hemitartarato de zolpidem ativos na Anvisa, oito são de versões sublinguais.
Há autorização para comercialização de caixas com até 90 comprimidos, embora as farmácias vendam embalagens que variam de 20 a 60 comprimidos.
O primeiro zolpidem sublingual, o Patz, obteve registro em 2011. Ele foi o único no mercado até 2019, quando um segundo laboratório conseguiu autorização para também vender essa apresentação.
Mas a explosão de vendas que se observou em 2020 pode ter relação também com a aprovação de outros cinco medicamentos sublinguais – o mais recente foi liberado em janeiro deste ano.
A especialista também aponta o marketing agressivo dos laboratórios para convencer médicos de praticamente todas as especialidades a prescreverem o zolpidem.
“A questão é que existe uma difusão muito grande, uma propaganda muito grande para os médicos de que isso é seguro e que eles podem prescrever à vontade. Os médicos não especialistas compraram a ideia”, afirma.
A presidente da Regional Centro-Oeste da ABS (Associação Brasileira do Sono), a neurologista Giuliana Macedo Mendes, entende que há no país “prescrições exageradas” impulsionadas pela falta de conhecimento de médicos sobre o risco de dependência do zolpidem.
“Um clínico que acabou a faculdade e vai trabalhar no postinho quer ajudar o paciente a pegar no sono, só que ele não tem essa visão ampla do que é um transtorno de insônia. Aí passa a medicação para induzir ao sono, só que essa medicação começa a causar uma dependência física e psicológica, que é o caso do zolpidem”, ressalta.
Dependência
Antes do zolpidem, muitas pessoas que procuravam remédios para dormir saíam dos consultórios médicos com receitas de benzodiazepínicos, que são destinados ao controle da ansiedade, usados sobretudo em momentos de crise.
O grande problema dessa categoria de medicamento – que inclui o clonazepam (Rivotril), o alprazolam (Frontal) e o diazepam (Valium) – é que eles causam dependência, por isso têm embalagens com tarjas pretas.
A sonolência provocada pelos benzodiazepínicos é um efeito colateral que pode ajudar a dormir, mas com o tempo, isso tende a se perder, levando o paciente a aumentar a dose.
“O Rivotril é um dos remédios que provoca mais dependência, mais efeitos colaterais, como problema de memória. Com o lançamento do zolpidem, demorou cerca de dez anos para os médicos prescreverem menos Rivotril e mais zolpidem, mas achavam que era uma droga que não tinha efeito colateral a longo prazo, e tem. Se você usa zolpidem por mais de seis meses, um ano, dois anos, você está sujeito a fator de risco, na cognição, na memória. […] Já está comprovado que aumenta o risco de demência”, destaca Giuliana.
Os chamados Z-hipnóticos, como o zolpidem, surgiram no mercado global na década de 1990 com um mecanismo diferente de ação em comparação com os benzodiazepínicos, pois possuem propriedades ansiolíticas fracas.
Acreditou-se durante muitos anos que estes não causavam dependência e tinham menor efeito rebote, algo que já se mostrou falso.
“Eu já atendi pessoas que tinham ingerido 50 comprimidos em uma única noite. A tolerância é um dos primeiros sinais de dependência – um dos sinais é começar a acordar alerta, no meio da noite, como se fosse amanhecendo. Aí a pessoa toma outro. Então, eram dois no início da noite, um no meio da noite… de repente está em 50”, conta Dalva.
A médica do Instituto do Sono diz que muitos pacientes estão tendo de ser internados em hospitais psiquiátricos para tratar a dependência em zolpidem.
A possibilidade de o zolpidem não causar tolerância e dependência refletiu na forma como ele é prescrito. Até 10 mg (a maior parte do consumo), é exigida receita branca em duas vias.
A exceção é o de 12,5 mg, que requer receita tipo B (azul), a mesma dos benzodiazepínicos. Estes, porém, representaram menos de 1,5% de todas as apresentações vendidas no primeiro semestre deste ano.
Na tarde desta quarta (23) foram realizadas consultas e exames gratuitos com o urologista Dr. José Ronaldo, na UBS Carnaíba 2, no encerramento da Campanha Novembro Azul, em parceria da Prefeitura Municipal de Carnaíba e o Instituto Reviver Brasil.
Na ocasião, foram atendidos mais de 60 homens carnaibanos, com exames de PSA e toque da próstata, mostrando que essa história de que os homens não procuram o médico, não é realidade, tanto que o interior da Unidade de Saúde ficou lotada, e além desses serviços oferecidos pelo urologista, também foram ofertados aferição da pressão arterial, teste de HIV, glicemia e outros.
“São mais de 70 mil novos casos de câncer de próstata só neste ano, com 15 mil mortes, este tipo de câncer é o que mais mata o homem, e perde apenas para o de pele, e uma coisa importante é que quando o homem faz o diagnóstico precoce, 90% dos homens são curados”, foi o que relatou o urologista José Ronaldo.
“Graças a Deus chegou na hora exata, eu fiz o exame e está tudo certo comigo, pois o recado que eu deixo é que homens tem que se prevenir, pois é uma grande ação por parte do governo de Dr. Anchieta, por que é um exame muito caro”, disse o paciente Expedito Mendes.
O prefeito Anchieta Patriota, que também médico, como já é de praxe, esteve na unidade e conversou com os pacientes, assim como também, foi recebido por Dr. Ronaldo, onde o profissional estava exercendo a sua função.
A culminância do Novembro Azul, é um evento que vem acontecendo desde o início deste mês, e todas as unidades de saúde da família, estão envolvidas dentro deste processo, fazendo várias atividades e ações em prol do homem carnaibano.
Aquelas horas a menos na cama de segunda a sexta podem afetar desde o humor até a saúde cardiovascular
Compensar sono pode gerar efeito rebote posterior, diz médico
O fim de semana chega, e muita gente confia nas horinhas a mais na cama na esperança de recuperar o sono atrasado dos dias anteriores. Entretanto, esta estratégia é objeto de estudos e não há comprovação de que funcione.
“Uma preocupação com cochilar e dormir até tarde nos fins de semana é que, quando você dorme pouco, um pouco de descanso extra pode oferecer uma falsa sensação de recuperação. Você pode se sentir melhor por um tempo depois de dormir mais, mas os efeitos de bola de neve da perda de sono são uma dívida que leva mais tempo para pagar”, afirma em seu site a organização Sleep Foundation.
Uma artigo publicada em 2016 por pesquisadores do Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria do Japão mostrou que para recuperar uma hora de sono perdido na semana pode levar de quatro a nove dias.
Outro estudo, da Universidade Jagiellonian, na Polônia, publicado em 2021, observou que uma semana inteira não foi suficiente para recuperar um período de dez dias de sono restrito e voltarem a ter um cérebro totalmente funcional.
O médico especialista em pediatria e medicina do sono Gustavo Moreira, do Instituto do Sono, em São Paulo, dormir mais no fim de semana pode ter “rebote”.
Uma artigo publicada em 2016 por pesquisadores do Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria do Japão mostrou que para recuperar uma hora de sono perdido na semana pode levar de quatro a nove dias.
Outro estudo, da Universidade Jagiellonian, na Polônia, publicado em 2021, observou que uma semana inteira não foi suficiente para recuperar um período de dez dias de sono restrito e voltarem a ter um cérebro totalmente funcional.
O médico especialista em pediatria e medicina do sono Gustavo Moreira, do Instituto do Sono, em São Paulo, dormir mais no fim de semana pode ter “rebote”.
Privação do sono
Sonolência e irritabilidade são sinais imediatos de noites maldormidas
O sono é fundamental para regular uma série de processos no nosso organismo. Quando não conseguimos manter uma rotina que contemple as horas necessárias de descanso à noite, estamos sujeitos a desenvolver desde alterações de humor no dia seguinte até problemas cardiovasculares a longo prazo.
O médico ressalta que um déficit diário de duas horas de sono – uma pessoa que precisaria dormir sete horas e dorme cinco horas, por exemplo – já é suficiente para ter prejuízos.
Ele cita como exemplos “alterações de humor, irritabilidade, problemas de memória e pior desempenho acadêmico”.
O indivíduo também vai perceber que acorda com a sensação de que não teve uma noite revigorante e passa a se sentir sonolento em diversos momentos do dia.
Quando vira rotina, a pessoa passa a ter uma “privação crônica do sono, que tem períodos de melhora e piora”, de acordo com o especialista.
Essa condição pode fazer surgir ou agravar problemas de saúde, complementa Moreira.
“A longo prazo, já se sabe que pode ter comprometimento cardiovascular. Trabalhadores de turno, da segurança, da saúde… a pessoa tem mais risco de doença cardiovascular. Tem evidências científicas que mostram alterações endoteliais – quando o revestimento interno dos vasos fica inflamado, é o princípio de uma doença cardiovascular.
infarto, AVC, hipertensão…”
Outro problema tem a ver com o metabolismo. Ao dormir pouco, o organismo entende que estamos sob estresse.
“Ele [corpo] tende a conservar energia em situações de estresse. Quando você está privado do sono, o hormônio da saciedade está deprimida a secreção e o hormônio da fome está aumentado. Então, você tende a comer mais se dormir pouco”, explica o médico.
Higiene do sono
Uma das causas apontadas por quem vai para a cama tarde e precisa acordar cedo é o excesso de atividades, sejam de lazer ou trabalho.
Mas é fundamental, segundo o especialista, que exista um planejamento para a hora de se deitar e que seja feita a chamada higiene do sono.
Basicamente, consiste em nos desconectarmos de telas, além de evitar atividades físicas algumas horas antes, refeições e bebidas com cafeína ou alcoólicas.
A temperatura do quarto também deve estar adequada, já que ambientes mais frescos ajudam a pegar no sono mais rapidamente.
Atualmente, não há imunizantes disponíveis contra a doença, que é causada por vírus transmitido por mosquitos, como Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue.
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, está recrutando voluntários adolescentes, de 12 a 17 anos de idade, para participar dos testes da primeira vacina contra a chikungunya. O imunizante já se provou seguro e eficiente em pesquisa realizada nos Estados Unidos com 4.115 adultos, e agora está em fase final de aprovação no órgão regulador norte-americano.
No Brasil, o estudo, encabeçado pelo Instituto Butantan, está recrutando 750 adolescentes em dez centros de pesquisa. No estado de São Paulo, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é o responsável pelos testes, que já começaram a ser feitos em uma parcela dos adolescentes participantes, no início do ano.
“A vacina é segura, e é uma dose única. Ela é muito importante porque ela combate uma doença que pode ter manifestações sistêmicas, como febre, muita dor no corpo, dor nas juntas, e casos mais graves, no caso de encefalite e até óbito. A vacina se mostrou segura nos adultos e, até o momento, nos adolescentes vacinados no Brasil, tem se mostrado segura”, disse a infectologista e pesquisadora do Instituto de Infectologia Emílio Ribas Ana Paula Veiga, coordenadora principal dos testes em São Paulo.
“Nós temos bastante experiência, fizemos parte do estudo da vacina CoronaVac, junto ao Butantan, tivemos vários voluntários, então é uma equipe bastante experiente em relação à pesquisa clínica, que vai dar suporte para o voluntário e para sua família”, disse a infectologista.
Para fazer parte da pesquisa, o interessado deverá fazer o cadastro no formulário do instituto ou entrar em contato com o Centro de Pesquisa pelo número 11 9 1026 6996 (Whatsapp) ou 11 3896 1302 (telefone). Outras informações sobre a vacina estão disponíveis no site do estudo do Butatnan.
Para participar dos testes é obrigatória a autorização dos pais ou responsáveis. Na primeira visita presencial, tanto o adolescente quanto os acompanhantes adultos terão que assinar um termo de consentimento. O documento traz todas as regras do estudo. Nesta primeira etapa, também são feitas consultas médicas e exames laboratoriais para se constatar que o voluntário está apto a participar do estudo.
Nas etapas seguintes, o voluntário receberá a dose da vacina, que pode ser de imunizante ou de placebo. O jovem, então, passará a ser monitorado pela equipe multidisciplinar da Unidade de Pesquisa especialmente por meio de visitas presenciais à unidade e por conversas pelo whatsapp.
Um médico do estudo estará disponível 24 horas por dia, por telefone, para tirar dúvidas ou apoiar com atendimentos de qualquer eventual emergência. Caso o participante apresente algum evento adverso, ele poderá receber atendimento no Emílio Ribas.
Atualmente, não há vacinas disponíveis contra a chikungunya. A doença é causada por vírus transmitido por mosquitos, como Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue.
Se você é o tipo de pessoa que o dia só começa depois de tomar uma xícara de café, repense os seus hábitos e aqui vai o porquê.
O consumo excessivo de cafeína impacta negativamente o seu dia-a-dia. Foto: Reprodução
e tornou um hábito comum, principalmente para os brasileiros, o consumo de café logo pela manhã. Mas é preciso ter atenção, especialistas alertam que beber café de estômago vazio pode trazer malefícios para a sua saúde. O ideal é que se tome a bebida no mínimo 30 a 40 minutos após acordar, sempre acompanhada por uma refeição (pães, frutas, etc.).
Malefícios do consumo de café logo pela manhã
Entre os motivos para evitar a ingestão de café ao acordar estão:
Azia e refluxo
Beber café logo após acordar pode causar azia, refluxo gastro-esofágico e inchaço, isso acontece porque o café é uma bebida bastante ácida e que aumenta a quantidade de ácido gástrico já existente no estômago. Você pode diminuir a acidez do seu café adicionando um pouco de leite, evitando os efeitos negativos decorrentes do consumo de café após o jejum noturno.
Insensibilidade aguda à insulina
A insensibilidade à insulina ocorre quando esse hormônio tem a sua ação diminuída e não consegue transportar a glicose para o interior das células. Consumir café imediatamente após o jejum noturno provoca insensibilidade à insulina aguda, ou seja, o aumento súbito de glicose no sangue. Alguns dos sintomas comumente associados à insensibilidade a insulina são: fraqueza ou fadiga, inchaço e flatulência, constipação ou diarreia, náuseas e vômitos, pressão alta, entre outros.
Cortisol e estresse
Ao despertar, o nosso corpo produz altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Se você consumir cafeína neste período, os seus níveis de cortisol se tornarão ainda mais elevados, o que pode ser um perigo para pessoas naturalmente ansiosas. Por outro lado, quando os níveis de cortisol diminuem na sua corrente sanguínea, você passa a se sentir extremamente cansado.
A melhor hora para consumir café
A nutricionista Laura Cipullo aconselha o consumo de café quando os níveis de cortisol estiverem mais baixos, se você acorda entre às 6 e 8 horas da manhã, deve consumir café entre às 9 e 11 horas. Lembrando que o seu consumo deve cessar antes do fim da tarde, já que a substância possui meia-vida de até 6 horas e pode atrapalhar o seu sono. Porém, mais importante que o horário do dia, é a quantidade de café ingerida, que não deve ultrapassar 4 xícaras por dia.
O aumento do número de casos no Brasil está sendo causado por duas novas subvariantes da Ômicron e exige que, por exemplo, imunossuprimidos evitem aglomerações
Cada indivíduo deve avaliar os riscos e escolher voltar, ou não, a usar máscara REPRODUÇÃO / FREEPIK
Mais brasileiros estão testando positivo para a Covid-19 nas últimas semanas. Uma nova onda da doença, que veio junto de duas novas subvariantes da Ômicron, a BQ.1 e a XBB, já tem causado impacto na Europa, na China e nos Estados Unidos e, agora, começa a crescer no Brasil.
No sábado (5), a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou um caso de Covid-19 provocado pela Ômicron BQ.1 na cidade. Nesta segunda-feira (7) o Rio Grande do Sul também registrou um caso da subvariante em Porto Alegre.
Conforme a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em 20 de outubro a variante foi encontrada no Amazonas, em um sequenciamento do vírus feito pela unidade amazonense da fundação.
O Estadão questionou especialistas sobre as dúvidas mais frequentes relacionadas a essa nova fase da doença.
1. Qual é a diferença das novas subvariantes para as anteriores?
As subvariantes são mutações dos coronavírus. A BQ.1, por exemplo, é “descendente” da BA.5, que era uma das prevalentes em todo o mundo, junto com a BA.4 — todas subvariantes da Ômicron.
Alguns especialistas dizem que a transmissibilidade da BQ.1, assim como a da XBB, tende a ser maior que a de outras variantes que já circulam no país. No entanto, segundo o cientista de dados e coordenador da Rede Análise da Covid-19 Isaac Schrarstzhaupt, ainda é cedo para afirmar isso.
“Quase não temos dados concretos ainda sobre as variantes, e o que temos são dados preliminares. O que conseguimos ver é que, aparentemente, essas variantes são mais resistentes aos tratamentos com anticorpos monoclonais (que são os tratamentos disponíveis hoje)”, diz.
Menos protegidas, as pessoas tendem a sentir mais os sintomas quando infectadas por essas variantes. Por isso o aumento da procura por testes de Covid-19 e dos resultados positivos.
“As vacinas bivalentes da Pfizer têm a BA.1, a BA.4 e a BA.5 como alvo. Por isso, elas poderiam, em tese, ajudar na prevenção contra a BQ.1, mas não temos nenhuma movimentação até o momento, no Brasil, para a aplicação dessas vacinas”, continua.
Quais são os principais sintomas da doença nessa nova onda?
Hoje os sintomas de Covid-19 são similares aos da gripe e do resfriado comum. O paciente infectado pode ter coriza, dor de garganta, tosse, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e febre.
Esses sintomas podem ser combinados ou aparecer sozinhos, a depender da gravidade do caso. Especialistas recomendam que as pessoas sintomáticas façam teste de Covid-19, para que possam tomar os cuidados corretos de isolamento e, se necessário, de tratamento.
Diagnosticado corretamente, o paciente tem maiores chances de tratar a doença, de forma a não evoluir para quadros clínicos graves. Além disso, ao aderir ao protocolo de uso de máscara, ele não põe outras pessoas em risco de contaminação.
Se possível, é recomendado fazer o teste laboratorial. Diferentemente dos autotestes de farmácia, com eles os resultados são notificados ao governo, o que colabora para que o Ministério da Saúde e os cientistas monitorem o avanço da doença no país e, assim, tomem as medidas necessárias.
3. É preciso voltar a usar máscara?
Segundo o infectologista, professor e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia Alexandre Naime Barbosa, neste momento a recomendação é que a pessoa faça uma avaliação individual de risco e adote cuidados baseados na sua condição de saúde.
A orientação é que idosos acima de 75 anos, pessoas que passaram por transplante de órgão recente, indivíduos com doença de lúpus e imunossuprimidos, em geral, evitem aglomerações e utilizem máscara sempre que tiverem contato com outras pessoas.
Pessoas com condições de saúde normais e que não são idosas devem usar máscara apenas em ambientes fechados, com aglomeração e sem circulação de ar. Se infectadas, devem utilizar máscara sempre que saírem de casa e/ou tiverem contato com outras pessoas.
4. As vacinas já aplicadas protegem contra essa nova variante?
As vacinas contra Covid-19 já administradas (Pfizer, AstraZeneca, Coronavac etc) têm proteção contra a nova variante, mas o nível de eficácia é menor. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o risco de reinfecção (pegar Covid-19 de novo) pode ser mais elevado com a BQ.1 e a XBB.
Conforme o material genético do coronavírus sofre mutações, vão aparecendo mais variantes (novas versões do vírus, com algumas diferenças em relação à original). Dessa forma, a vacina que foi desenvolvida com base em uma variante anterior não tem eficácia tão alta contra essa nova variante.
Duas novas cepas do vírus, a BG.1 e a XBB, que surgiram a partir da variante Ômicron, são potencialmente mais resistentes à vacina e têm crescido em circulação
A quantidade de testes positivos de coronavírus em laboratórios privados do país aumentou em outubro. É o que mostram análises do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), que alerta para uma nova onda de casos da doença em países da Europa. Por causa desses dois fatores, especialistas apontam que é importante que a população fique atenta aos sintomas, faça testes para confirmar a infecção por coronavírus e siga o tratamento correto.
Duas novas cepas do vírus, a BG.1 e a XBB, que surgiram a partir da variante Ômicron, são potencialmente mais resistentes à vacina e têm crescido em circulação. Segundo o médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Evaldo Stanislau, apesar das novas cepas do vírus, os sintomas da covid-19 continuam sendo os mesmos de antes.
“Geralmente são respiratórios, similares aos de um resfriado comum ou, eventualmente, aos de uma gripe, quando há mais sintomas de febre e mal-estar”, explica.
A covid-19 pode ser confundida com um resfriado ou gripe e é importante que a pessoa, ao perceber as indicações, faça um teste para comprovar se há infecção por coronavírus ou por influenza, que também teve aumento relevante no número de testes positivos. Por isso, é preciso estar atento se há coriza, dor de garganta, tosse, dor no corpo, mal-estar e febre.
Idosos e imunossuprimidos devem ter um diagnóstico correto para que o tratamento seja feito o quanto antes, diminuindo as chances de uma evolução para o quadro mais grave. Até o momento, o aumento no número de testes positivos para coronavírus são de casos leves e não houve aumento relevante no número de internações pela doença.
Sintomas
Os sintomas podem aparecer isoladamente ou todos juntos. Pessoas imunizadas com todas as doses contra a doença e que não têm idade avançada ou problemas de saúde tendem a apresentar sinais mais leves, sem evolução para casos graves. Alexandre Naemy Barbosa, infectologista, professor e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, defende que a testagem de pacientes com sintomas respiratórios deve ser feita em todos os casos.
Segundo ele, o paciente consegue ter um melhor tratamento quando diagnosticado corretamente, o que diminui as chances de evolução da covid-19 para quadros mais graves. “Hoje nós já temos alguns medicamentos que tratam a covid-19 e que ajudam para que o quadro clínico do paciente não evolua negativamente”, diz o especialista.
Para Carolina dos Santos Lázari, infectologista do Fleury Medicina e Saúde, a testagem é importante não só no âmbito pessoal, mas também coletivo. O exame possibilita que a comunidade médica, científica e as autoridades saibam o que está acontecendo nas cidades e no país para que sejam tomadas as medidas de contenção e de prevenção dos casos.
Pesquisadores dinamarqueses analisaram mais de 800 mil mulheres com 45 anos ou mais que fizeram terapia hormonal de estrogênio, ou estrogênio e progesterona
A manutenção da massa muscular passa também por uma alimentação correta e, nesse caso, não se restringe apenas à manutenção do peso, a ingestão de proteínas é essencial. ‘Precisamos garantir uma ingestão alimentar de proteína adequada, e ela depende da faixa etária. Por exemplo, para adulto, que seria até 59 anos, a gente vai ter de consumir 0,8g de proteína por quilo de peso. Agora, a partir dos 60 anos, essa necessidade aumenta em 40% e passa para 1,2 a 1,5g, para eu não perder e eu conseguir construir massa muscular’, alerta Simone. Foto Reprodução
Cientistas da Dinamarca encontraram mais um motivo para questionar a reposição hormonal das mulheres no período da menopausa.
De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (1º), na revista Jama Network, da Associação Médica Americana, o uso de terapias para compensar as perdas hormonais desse período pode estar relacionado com maior risco de depressão.
Ao longo da vida, o corpo feminino passa por inúmeras mudanças hormonais. Essas alterações são comumente apontadas como as principais causas para problemas mais frequentes entre as mulheres, como a depressão e a enxaqueca.
Cientistas da Dinamarca encontraram mais um motivo para questionar a reposição hormonal das mulheres no período da menopausa.
De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (1º), na revista Jama Network, da Associação Médica Americana, o uso de terapias para compensar as perdas hormonais desse período pode estar relacionado com maior risco de depressão.
O climatério, que normalmente acontece entre 45 e 55 anos, caracteriza-se pela diminuição da produção de progesterona e estrogênio, hormônios produzidos nos ovários.
Por isso, de 60% a 70% das mulheres apresentam sintomas do climatério, que incluem mudanças de humor, taquicardia e calor excessivo.
Para evitar o desconforto, muitos médicos recomendam a reposição hormonal. No entanto, ëste método é questionado, já que pode aumentar o risco de câncer e de eventos tromboembólicos, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral) – e, agora, pode também estar associado à depressão.
Com base nos dados do sistema de saúde público da Dinamarca, os pesquisadores analisaram todas as mulheres que tinham 45 anos entre 1º de janeiro de 1995 e 31 de dezembro de 2017, desde que não tivessem tirado um dos ovários ou tivessem tido câncer, seja em órgãos reprodutivos ou não.
As 825.238 voluntárias foram acompanhadas até dia 31 de dezembro de 2018. Foram analisadas as prescrições de reposição hormonal só de estrogênio ou de estrogênio associado à progesterona, administradas de forma sistêmica – via oral ou por pomada na pele transdérmica e local (intravaginal ou intrauterino).
Os diagnósticos de depressão foram identificados no Registro Central de Pesquisa Psiquiátrica Dinamarquesa e no Registro Nacional de Pacientes Dinamarquês, entre 1995 e 2018.
Durante o período analisado, um total de 189.821 mulheres iniciaram terapia hormonal (23%) e 13.069 (1,6%) foram hospitalizadas por depressão, o que representa uma incidência de 17,3 casos por 10.000 pessoas/ano.
As mulheres que usaram a terapia hormonal sistêmica iniciada antes dos 50 anos tiveram um risco maior de um diagnóstico subsequente de depressão. Sendo que o risco foi especialmente alto no ano em que foi começado o tratamento tanto de estrogênio isolado, quanto de estrogênio combinado com progestina – composto sintético com efeitos similares aos da progesterona.
Já a reposição administrada no local não foi associada ao risco de depressão. Todavia, as chances de o uso de hormônios sintéticos interferirem na saúde mental são ainda menores se a reposição é começada após os 54 anos de idade.
“Esses achados sugerem que a TH [terapia hormonal] administrada sistemicamente antes e durante a menopausa está associada a maior risco de depressão, especialmente nos anos imediatamente após o início. Enquanto a TH administrada localmente está associada a menor risco de depressão para mulheres com 54 anos ou mais”, escreveram os autores na publicação.
Os pesquisadores admitem que o estudo tem algumas limitações. Porém, “a análise autocontrolada mostrou que a taxa de depressão era menor, especialmente antes da prescrição de TH, o que pode indicar que os médicos de clínica geral são menos propensos a prescrever TH para mulheres com risco de depressão. Por outro lado, os médicos que prescrevem a reposição precisam ficar mais atentos ao aparecimento de sintomas depressivos entre os pacientes a quem prescreveram TH, isso poderia introduzir viés de detecção.”
Metrópoles
RESUMINDO A NOTÍCIA
Reposição hormonal pode aumentar risco de depressão
Tipo de reposição interfere diretamente no aumento dos riscos da doença
Reposição hormonal também pode aumentar o risco de câncer e de eventos tromboembólicos
Iniciar a reposição logo após o início da menopausa é contraindicado pelos pesquisadores
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira é o primeiro órgão público do Brasil a utilizar o autoteste para Covid-19.
O Projeto-piloto teve início nesta terça (18), com uma solenidade no Cineteatro São José, com as presenças das instituições parceiras, a consultoria Antackly Martinez e a Find – Diagnosis for All, articulação internacional para a saúde, com atuação em diversos países. A outra experiência no Brasil está sendo desenvolvida em Pelotas (RS), mas junto à iniciativa privada.
Nesse primeiro momento, em Afogados, o público-alvo será profissionais das áreas de saúde e de educação. O autoteste traz alguns importantes avanços, como a facilidade no manuseio, a agilidade do resultado e a ampliação do acesso ao diagnóstico para covid. Durante a reunião, as secretarias de saúde e de educação repassaram orientações para seu corpo técnico, sobre as formas de utilização do autoteste e as condições de uso. O autoteste é de antígeno e apresenta o resultado em 15 minutos.
“Esse protagonismo de Afogados da Ingazeira nos deixa orgulhosos, sempre à frente e buscando inovações que melhorem, aperfeiçoem as nossas ações. O autoteste é um passo importante para democratizarmos ainda mais a testagem para a covid em nosso município,” destacou o Vice-Prefeito de Afogados, Daniel Valadares.
Segundo o Secretário de Saúde, Artur Amorim, após avaliação dessa primeira fase, com o público-alvo dos profissionais de saúde e de educação, será feita uma avaliação para possível ampliação dos públicos que receberão o autoteste. Estiveram presentes ao lançamento, a Secretária de Educação de Afogados, Wivianne Fonseca, e os representantes das instituições parceiras na iniciativa. Vale ressaltar que o custo está sendo “zero” para a Prefeitura de Afogados da Ingazeira. Todos os autotestes serão gratuitos, inclusive para os cofres do município.
Inf.: Assessoria de Imprensa – Fotos: Cláudio Gomes
As novas regras para rótulos de alimentos no Brasil entraram em vigor desde o domingo (9). De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de mudanças na tabela de informação nutricional, a novidade é a adoção de alertas, na parte frontal da embalagem, sobre alguns nutrientes.
Informação nutricional
Uma das mudanças é que a tabela de informação nutricional passa a ter apenas letras pretas e fundo branco. O objetivo, segundo a Anvisa, é afastar a possibilidade de uso de contrastes que atrapalhem na legibilidade.
Divulgação/Anvisa
Outra alteração será nas informações disponibilizadas na tabela. Passa a ser obrigatória a declaração de açúcares totais e adicionados, do valor energético e de nutrientes por 100 gramas ou 100 mililitros, para ajudar na comparação de produtos.
O número de porções por embalagem também passa a ser obrigatório.
A tabela deve estar localizada próximo à lista de ingredientes e em superfície contínua, sem divisão. Ela não pode ser apresentada em áreas encobertas, locais deformados ou regiões de difícil visualização, exceto em produtos de embalagem pequena (área de rotulagem inferior a 100 centímetros quadrados).
Rotulagem nutricional
Divulgação/Anvisa
Considerada a maior inovação das novas regras, a rotulagem nutricional frontal passa a ser considerada um símbolo informativo que deve constar no painel da frente da embalagem. A ideia, de acordo com a agência, é esclarecer, de forma clara e simples, sobre o alto conteúdo de nutrientes com relevância para a saúde.
“Para tal, foi desenvolvido um design de lupa para identificar o alto teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. O símbolo deverá ser aplicado na face frontal da embalagem, na parte superior, por ser uma área facilmente capturada pelo nosso olhar”, destacou a Anvisa.
Alegações nutricionais
Divulgação/Anvisa
As alegações nutricionais continuam sendo voluntárias. Em relação aos critérios para o uso dessas alegações, foram propostas, segundo a agência, alterações com o objetivo de evitar contradições com a rotulagem nutricional frontal.
Saiba mais
A Anvisa disponibilizou um documento com perguntas e respostas para esclarecer dúvidas em relação às novas regras de rotulagem nutricional. O conteúdo pode ser acessado aqui.
Protesto de enfermeiros contra suspensão da lei que fixou piso salarial da categoria, em Brasília — Foto: Brenda Ortiz/g1
Trabalhadores se reúnem com faixas na Praça dos Três Poderes, na manhã desta sexta-feira (9). Ministro Luís Roberto Barroso suspendeu norma até que sejam analisados impactos da medida aos municípios e estados.
Profissionais de enfermagem fazem um protesto na manhã desta sexta-feira (9), em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O grupo se manifesta contra a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu, no último domingo (4), a lei que fixou o piso salarial de enfermeiros em R$ 4.750, para os setores público e privado.
norma também determinou que o valor salarial mínimo de técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras será calculado com base nesse montante.
enfermeiros: R$ 4.750;
técnicos de enfermagem: R$ 3.325 (70% do piso dos enfermeiros);
auxiliares de enfermagem: R$ 2.375 (50% do piso dos enfermeiros);
parteiras: R$ 2.375 (50% do piso dos enfermeiros).
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiro-DF), Dayse Amarílio, afirma esperar que o Supremo derrube a liminar. “A enfermagem não pode mais esperar. Se essa liminar vigorar, o nosso medo é que isso possa ir a julgamento e sem prazo pra que seja resolvido”, diz.
Com faixas pedindo a aplicação da medida e cruzes, os profissionais se reuniram na Praça dos Três Poderes. A manifestação foi organizada por sindicatos da categoria e é acompanhada pela Polícia Militar.
O prazo para que essas informações sejam enviadas ao STF é de 60 dias. A ação analisada pelos ministros foi proposta pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde).
Segundo a entidade, a fixação de um salário-base para a categoria terá impactos nas contas de unidades de saúde particulares pelo país e nas contas públicas de estados e municípios. As empresas também indicaram a possibilidade de demissão em massa e de redução da oferta de leitos.