Anvisa manda recolher lote de dipirona com desvio de qualidade

SAÚDE

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (8) o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/ml
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (8) o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/ml – Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Medicamento é produzido pela Hypofarma

Por Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (8) o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/ml (caixa com 100 ampolas com 2 ml de solução) produzido pela Hypofarma.

A resolução, publicada no Diário Oficial da União, também suspende a comercialização, a distribuição e o uso do lote 24112378 do produto. Segundo o texto, foi confirmado desvio de qualidade por presença de material particulado (não dissolvido) estranho à formulação.

A Agência Brasil entrou em contato com a Hypofarma e aguarda posicionamento.

Bactéria presente em 60% da população é principal causa da gastrite crônica

SAÚDE

O seu tratamento é feito através da ação conjunta de antibióticos e medicações para diminuir a secreção ácida do estômago/Marina Torres/DP Foto
O seu tratamento é feito através da ação conjunta de antibióticos e medicações para diminuir a secreção ácida do estômago/Marina Torres/DP Foto

O investimento em saneamento básico acessível à toda população é uma das principais formas de prevenção

Luíza Cabral Saraiva – Estúdio DP

“No Brasil, temos cerca de 60% da população infectada pela H. pylori, reflexo direto da nossa deficiência na área de saneamento básico”, declara Roberto Magalhães, médico gastroenterologista do Hospital Jayme da Fonte.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam: No país, 32 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável e mais de 90 milhões vivem sem coleta e tratamento de esgoto.

A infecção pela Helicobacter pylori ocorre, principalmente, pela ingestão de água e alimentos contaminados. Apesar de geralmente assintomática, alguns estudos sugerem que a bactéria pode causar sensação de indigestão, com dor ou queimação na parte superior do abdômen, estufamento e náuseas.

Sua presença no organismo humano está fortemente associada ao desenvolvimento de úlceras gástricas e até linfoma e câncer gástrico, sendo a principal causa da gastrite crônica ativa. Desde 1994, a H. pylori é classificada como carcinógeno pela Organização Mundial de Saúde.

Devido a sua natureza silenciosa, muitas vezes a detecção só ocorre quando há suspeita de gastrite ou úlceras, fazendo-se necessário realizar uma endoscopia com biópsia e teste da urease – enzima produzida pela bactéria – ou pesquisa de fezes para identificá-la.

O tratamento da H. pylori é feito através do uso de antibióticos em conjunto com medicações para diminuir a secreção ácida do estômago. Mas nem todos os casos possuem indicação médica para sua realização.

Atualmente, o intervenção só é iniciada quando há presença da bactéria na úlcera duodenal ou gástrica, gastrite severa, histórico de câncer gástrico em parente de primeiro grau, dispepsia, linfoma gástrico ou metaplasia intestinal. Sendo a prevenção o melhor remédio.

Para evitar o contágio, é preciso consumir apenas água devidamente tratada, lavar as mãos frequentemente, principalmente antes das refeições, e higienizar os alimentos antes do consumo.

Roberto Magalhães finaliza: “O saneamento básico é essencial para a prevenção da contaminação pela bactéria. Sendo necessário uma ampla oferta de tratamento de esgoto e água à população, para redução da sua prevalência nos habitantes de regiões onde as condições sanitárias são deficitárias”.

O Hospital Jayme da Fonte é referência na saúde pernambucana, contando com uma equipe multiprofissional especializada em diversas áreas. A unidade também possui um centro de diagnóstico por imagem, urgência e emergência 24h e consultas ambulatoriais .

Justiça Federal autoriza produção de medicamentos à base de cannabis por associação em Pernambuco

SAÚDE

Produção de medicamentos à base de cannabis/Foto: Marina Torres/DP Foto
Produção de medicamentos à base de cannabis/Foto: Marina Torres/DP Foto

Decisão permite que a Aliança Medicinal cultive Cannabis sativa para produção de medicamentos destinados a pacientes associados, com acompanhamento da Anvisa

Por Diario de Pernambuco

A associação de pacientes Aliança Medicinal obteve, na Justiça Federal, a autorização para o cultivo da planta Cannabis sativa para a produção de medicamentos destinados aos seus associados. A sentença foi assinada pela juíza federal Amanda Torres de Lucena Diniz Araujo, da 7ª Vara Federal em Pernambuco.

A decisão determina que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aplique à associação as exigências previstas nas resoluções RDC nº 327/2019 e RDC nº 658/2022, que são direcionadas à indústria farmacêutica. A sentença foi emitida na sexta-feira (20).

Segundo a entidade, a medida garante segurança jurídica para suas atividades, que desde 2023 vinham sendo realizadas com base em liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), que havia autorizado a produção própria dos medicamentos diante da demanda dos pacientes.

O diretor executivo da associação, Ricardo Hazin Asfora, afirmou que a decisão fortalece a continuidade do fornecimento de medicamentos para os associados e amplia o respaldo legal das atividades da entidade.

A decisão também foi interpretada pela associação como um avanço no direito à saúde e no acesso ao tratamento com cannabis medicinal. De acordo com a defesa da entidade, a magistrada considerou a ausência de registros de intercorrências no atendimento aos pacientes, além de reconhecer esforços para garantir controle de qualidade e organização dos processos.

A sentença determina ainda que a Anvisa continue monitorando as atividades da associação, mantendo a fiscalização sanitária sobre a produção dos medicamentos.

A presidente da Aliança Medicinal, Hélida Lacerda, afirmou que a decisão representa o reconhecimento do uso terapêutico da cannabis com prescrição médica e assegura a continuidade do fornecimento do óleo medicinal aos pacientes.

Regulamentação

A decisão ocorre em um contexto de mudanças na regulamentação da cannabis medicinal no país. A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, em janeiro, normas que regulamentam etapas de produção da substância para fins medicinais, em consonância com entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a proteção ao direito à saúde.

As regras criaram um modelo experimental conhecido como “sandbox regulatório”, que permite a aplicação provisória e ajustável das normas sanitárias para associações de pacientes e instituições de pesquisa. Segundo representantes da entidade, o modelo busca adaptar a regulação à realidade dessas organizações, mantendo padrões de qualidade e controle sanitário.

Sobre a associação

Fundada em Olinda, a Aliança Medicinal é uma associação civil sem fins lucrativos que atende pacientes com prescrição médica para tratamento com medicamentos à base de cannabis. O vínculo associativo é gratuito e permite o acesso aos produtos fabricados pela entidade, sob supervisão técnica e controle sanitário.

Medicamentos à base de cannabis (Foto: Marina Torres/DP Foto)
Medicamentos à base de cannabis (Foto: Marina Torres/DP Foto)

Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé

SAÚDE

Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé/Nestlehealthscience/Divulgação
Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé /Nestlehealthscience/Divulgação

Órgão detectou presença de selênio acima dos limites permitidos

Por Agência Brasil 

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, fabricada pela Nestlé Brasil Ltda.

De acordo com o texto, a decisão foi motivada considerando a presença de selênio e iodo em quantidades acima dos limites permitidos na legislação sanitária. A norma determina ainda o recolhimento dos lotes em questão.

O número dos lotes são:

  • 50310017Y2
  • 51060017Y1
  • 50720017Y1
  • 50710017Y4
  • 50290017Y1
  • 50280017Y2
  • 43510017Y1
  • 43480017Y2
  • 43110017Y2
  • 41730017Y2

Segundo a Anvisa, as análises apontaram 31,1 microgramas de selênio por 100 quilocalorias e 175,7 microgramas de iodo por 100 quilocalorias.

A fórmula infantil Alfamino 400g é destinada a lactentes e crianças com necessidades alimentares específicas, como restrição à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

Anvisa alerta para risco de pancreatite aguda associada ao uso indevido de canetas emagrecedoras

SAÚDE

Caneta emagrecedora/Freepik
Caneta emagrecedora (Freepik)

Entre 2020 e 2025, houve 145 suspeitas de eventos adversos

Por Diario de Pernambuco

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu hoje (9), em Brasília, um alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida.

Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações têm aumentado tanto no cenário internacional como no cenário nacional, o que exige reforço das orientações de segurança.

“Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, esses medicamentos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado”, destacou a agência no comunicado.

O monitoramento médico, segundo a Anvisa, é motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais.

“Apesar do alerta, não houve mudança na relação de risco e eficácia dessas substâncias. Ou seja, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos, de acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula”, completou a agência.

O comunicado cita que, no início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

Números

Dados da Anvisa indicam que, entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, 145 notificações de suspeitas de eventos adversos foram registradas no país, além de seis suspeitas de casos com desfecho de óbito.

Em junho de 2025, a agência determinou que farmácias e drogarias passassem a reter a receita desse tipo de medicamento. Desde então, a prescrição médica passou a ser feita em duas vias e a venda só pode ocorrer com a retenção da receita na farmácia, assim como acontece com antibióticos.

A validade das receitas é de até 90 dias, a partir da data de emissão.

“A decisão teve como objetivo proteger a saúde da população brasileira, visto que foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas”, destacou a Anvisa.

“A Anvisa destaca que o uso indiscriminado e fora das indicações autorizadas, especialmente para emagrecimento sem necessidade clínica, eleva significativamente o risco de efeitos adversos e dificulta o diagnóstico precoce de complicações graves”, completou.

Orientações

A agência recomenda que usuários de canetas emagrecedoras procurem atendimento médico imediato em caso de dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e vir acompanhada de náuseas e vômitos – sintomas sugestivos de pancreatite.

Profissionais de saúde, de acordo com a Anvisa, devem interromper o tratamento ao suspeitar da reação, não dando prosseguimento caso o diagnóstico seja confirmado.

“A Anvisa reforça, ainda, a importância da notificação de eventos adversos no VigiMed [sistema disponibilizado pela agência para monitor eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas], o que contribui para o monitoramento contínuo da segurança desses medicamentos no país, que estão há pouco mais de cinco anos no mercado nacional.”

HistóricoAo longo dos últimos anos, a Anvisa já havia emitido outros alertas relacionados a canetas emagrecedoras, incluindo riscos de aspiração durante procedimentos anestésicos, em 2024, e a perda de visão rara associada à semaglutida, em 2025.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

SUS vai vacinar profissionais de saúde contra dengue em fevereiro

SAÚDE 

© WALTERSON ROSA/MS

Vacina será a de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan

Da Agência Brasil 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo (18) que cerca de 1,1 milhão de profissionais que atuam na atenção primária à saúde de todo o país poderão ser imunizados, a partir de 9 de fevereiro, com a vacina Butantan-DV, com tecnologia 100% nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante contra a arbovirose é o primeiro de dose única do mundo.

“São aqueles profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde, que visitam as famílias, são os primeiros profissionais a receber quem tem sinal e sintoma de dengue”, anunciou o ministro da Saúde.

“Os primeiros cuidados são feitos pelos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais e equipes multifuncionais que estão cadastrados nas unidades básicas de saúde”, complementou.

O ministro explicou que a vacinação deste público será possível com a chegada de mais doses da Butantan-DV. O Instituto Butantan deve produzir e entregar até 31 de janeiro cerca de 1,1 milhão de doses adicionais desta vacina nacional contra a dengue, para garantir a imunização dos profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os anticorpos da Butantan-DV oferecem proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74% da vacina brasileira, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Produção de mais doses

O governo federal quer ampliar gradualmente a vacinação em dose única para todo o país, para pessoas de 15 a 59 anos, o que depende da disponibilidade de novas unidades da vacina Butantan-DV, que foram encomendadas no mês passado pelo Ministério da Saúde.

Para acelerar a fabricação em larga escala do imunizante, o ministro divulgou que o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia à empresa WuXi Vaccines, da China.

Com a parceria, a expectativa do Ministério da Saúde é que a produção chinesa da vacina com tecnologia brasileira seja ampliada em até 30 vezes.

“Eles [diretores da WuXi Vaccines] se comprometeram com um cronograma de produção e de entrega. Nossa expectativa é de termos, neste ano ainda, em torno de 25 a 30 milhões de doses [da vacina Butantan-DV]”, estimou o ministro da Saúde.

O titular da pasta prevê que à medida que cheguem as novas doses importadas, o próximo passo do governo brasileiro será realizar a vacinação nacional do público de 15 a 59 anos, começando pela população mais velha (59 anos) e avançando até o público mais jovem (15 anos).

“Na medida que a gente começa a ter uma grande produção, isso vai entrar no calendário oficial [de vacinação] de forma permanente”, projeta o ministro.

Para acompanhar a produção das doses da vacina desenvolvida pelo Butantã, em março deste ano, técnicos do Ministério da Saúde devem viajar à China. “A gente quer ver essas doses de vacinas o mais rápido possível aqui do Brasil”.

Alexandre Padilha explicou também que o Instituto Butantan já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a avaliação da vacina Butantan-DV no público com mais de 60 anos e já começou o recrutamento de voluntários deste público.

“Nós estamos otimistas que também seja uma vacina segura para quem tem mais de 60 anos de idade, o que vai ser muito importante para o combate à dengue”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Vacina contra a dengue de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foto: Walterson Rosa/MS

A declaração foi dada pelo ministro em Botucatu (SP), no início da campanha de vacinação em massa da população de 15 a 59 anos deste município. A iniciativa piloto ocorre também nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), desde o último sábado (17). O objetivo é avaliar o impacto da imunização com o novo imunizante.

“Não tenho dúvida nenhuma que essa vacina 100% do Butantan pode ser uma grande arma internacional para combater a dengue em outros países no mundo”, disse Alexandre Padilha.

QDenga em todo o país

Para o público de 10 a 14 anos, o SUS oferece gratuitamente o imunizante internacional QDenga, com esquema vacinal de duas doses.

O Ministério da Saúde afirma que o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde.

Neste domingo (18), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha anunciou a ampliação para todo o país da aplicação da vacina japonesa para esta mesma faixa etária. A expansão ocorre a partir da aquisição de mais estoques da farmacêutica japonesa Takeda.

“A gente comprou 9 milhões de doses, para 2026; mais 9 milhões de doses, para 2027. Ao todo 18 milhões [de doses]. O que permite que a gente possa distribuí-la em todos os municípios brasileiros.”

Aprovada em 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a QDenga foi inicialmente disponibilizada em 2024 às crianças e adolescentes de 2,1 mil municípios considerados prioritários pelo governo do Brasil.

Com o aumento dos estoques, a vacinação da QDenga será feita em unidades básicas de saúde (UBS) do SUS dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros, exclusivamente ao público de 10 a 14 anos.

O ministro contabiliza que foram distribuídos e aplicados no Brasil, em 2024 e 2025, cerca de 10 milhões de doses da QDenga para o público infanto-juvenil.

Governo de PE autoriza repasses para a saúde e destina mais de R$ 6,7 milhões à UPAE de Serra Talhada

Foto: Reprodução

O Portal Júnior Campos apurou e traz com exclusividade informações sobre uma série de termos de fomento, aditivos e contratos emergenciais firmados pela Secretaria Estadual de Saúde, com impacto direto em Serra Talhada. Somente para a UPAE do município, os repasses ultrapassam R$ 6,7 milhões, assegurando a continuidade dos serviços especializados no Sertão.

De acordo com os atos oficiais, o Hospital do Tricentenário, responsável pela gestão da UPAE Serra Talhada, recebeu um repasse de R$ 883.091,71, referente ao mês de dezembro de 2025. Além disso, foi firmado o Contrato de Gestão Emergencial nº 004/2025, no valor de R$ 5.875.245,54, garantindo o funcionamento da unidade em regime de 10 horas diárias, de segunda a sexta-feira, no período de 1º de janeiro a 29 de junho de 2026. Os recursos são oriundos do Tesouro Estadual.

Os atos foram assinados entre os dias 29 e 31 de dezembro de 2025 e estão certificados digitalmente. As publicações integram um pacote de medidas adotadas pelo Governo de Pernambuco para garantir a manutenção e a regularidade do atendimento em unidades de saúde especializadas no interior do Estado, especialmente no Sertão.

Do Júnior Campos

Anvisa apreende lote falsificado de Mounjaro e recolhe remédios por embalagens trocadas

SAÚDE

Mounjaro/Eli Lilly
Mounjaro/Eli Lilly

Estadão Conteúdo

Além desse produto, a agência também suspendeu a comercialização de outros medicamentos por irregularidades semelhantes e venda em embalagens trocadas

Em ação fiscal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quarta-feira (7), a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro (cujo princípio ativo é a tirzepatida), utilizado no tratamento da obesidade e do diabetes.

Além desse produto, a agência também suspendeu a comercialização de outros quatro medicamentos por irregularidades semelhantes e venda em embalagens trocadas.

O lote D838878 do Mounjaro não foi reconhecido pela fabricante Eli Lilly em comunicado à Anvisa. Segundo a agência, o lote está proibido de ser comercializado, distribuído e utilizado. O remédio frequentemente é alvo de falsificações e, para ajudar a identificá-las, a farmacêutica até lançou uma ferramenta virtual.

Demais medicamentos

Outro medicamento falsificado suspenso pela agência é o Imbruvica, utilizado no tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma.

Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 do produto devem ser apreendidos e estão proibidos de ser comercializados, distribuídos e utilizados. A fabricante Janssen-Cilag informou à Anvisa que não produziu esses lotes e que o registro do fármaco em cápsulas foi cancelado.

Também foi alvo da ação fiscal o Voranigo, indicado para o tratamento de tumores cerebrais. O lote FM13L62 teve apreensão e proibição determinadas, ficando impedido de ser armazenado, comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e utilizado, uma vez que a empresa Laboratórios Servier do Brasil declarou desconhecer a origem do produto.

Medicamentos com embalagens trocadas

A Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de dois medicamentos em razão de troca de embalagens.

O primeiro é o Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais. O lote OA3169 foi identificado com conteúdo trocado por hidroclorotiazida 25 mg, medicamento utilizado contra a hipertensão. A irregularidade foi comunicada à Anvisa pela MedQuímica, fabricante de ambos os fármacos, que iniciou o recolhimento voluntário.

Outro produto recolhido é o antialérgico Alektos 20 mg, da Cosmed. O lote 569889 teve a embalagem trocada pela do medicamento Nesina, um antidiabético. A própria empresa comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário do lote.

Hospitais de Pernambuco entram para ranking nacional dos 100 melhores do SUS; veja a lista

SAÚDE

Hospital das Clínicas da UFPE está entre as unidades pernambucanas que integram a lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil
Hospital das Clínicas da UFPE está entre as unidades pernambucanas que integram a lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil – Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha

Por Portal Folha de Pernambuco com Agência O Globo

Levantamento inédito avaliou hospitais 100% SUS em todo o país e reconheceu unidades pernambucanas do Recife, Agreste e Sertão

Ministério da Saúde e AgSUS lançam edital para formação de agentes populares de saúde

SAÚDE E VIGILÂNCIA SANITÁRIA 

Foto: Nádia Conceição/MS

Chamada pública vai selecionar movimentos sociais populares para formação de 450 turmas em 17 unidades da federação

Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), publicou novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). A chamada pública será realizada até 18 de janeiro e tem como objetivo selecionar movimentos sociais populares para formação de 450 turmas em 17 unidades da federação.

O edital prevê o pagamento de bolsas para educadores, no valor de R$ 2.500,00 por mês, além de bolsa incentivo ao estudante de R$ 560,00 para garantir o deslocamento e outras despesas que permitam a permanência e desenvolvimento do curso. Cada turma será composta por 1 educador e 20 educandos. A seleção pode beneficiar até 9 mil estudantes.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da educação na Saúde, Felipe Proenço, o edital reforça a participação popular no âmbito do SUS. “O programa fortalece ainda mais a saúde e a participação popular como direitos presentes na construção diária do SUS, a partir da mobilização dos voluntários que organizam a comunidade onde vivem para garantir direitos sociais. Também reconhece o notório saber de mestres da cultura popular, incentivando e valorizando as práticas tradicionais e populares de cuidado”, disse.

“Com essa formação, qualificamos pessoas para atuar junto às suas comunidades, promovendo saúde, direitos e a defesa do SUS. É uma oportunidade de construir uma rede nacional de agentes comprometidos com o cuidado, a educação popular e a equidade no Sistema Único de Saúde”, destacou Luciana Maciel, diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS. A entidade realizará, dia 9 de janeiro, uma sessão pública virtual no seu canal institucional do Youtube para sanar dúvidas dos movimentos interessados.

Formação

O curso de formação levará em conta a distribuição das turmas entre os estados, priorizando a equidade (onde a pobreza é concentrada), o impacto em escala (maior volume populacional vulnerável) e o porte populacional em 17 unidades da Federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Distrito Federal.

AgPopSUS

O Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde foi instituído pela Portaria GM/MS nº 1.133, de 16 de agosto de 2023, a fim de contribuir com a atuação dos movimentos sociais populares na defesa do SUS e do direito à saúde, na perspectiva de fortalecer o protagonismo popular, a articulação de saberes e as práticas de educação popular em saúde nos territórios do SUS.

Desde então, o AgPopSUS tem construído uma rede nacional de agentes educadoras e educadores populares comprometidos com o acesso aos serviços de saúde em seus territórios com o objetivo de fortalecer a participação popular e a defesa do SUS em áreas de vulnerabilidade social.

A iniciativa integra saberes tradicionais e populares e nasceu da experiência de atuação de movimentos sociais durante a pandemia de Covid-19, quando lideranças comunitárias atuaram como Agentes Populares de Saúde para proteger seus territórios.

Nádia Conceição
Ministério da Saúde

Ministério da Saúde lança versão atualizada da Caderneta da Pessoa Idosa

SAÚDE

Porto Alegre (RS), 22/05/2024 – CHUVAS/ RS - ABRIGO PARA IDOSOS - Entidades da sociedade civil, criam abrigo somente para Idosos em situação de vulnerabilidade, que foram atingidos pelas enchentes em Porto Alegre em Porto Alegre. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
ABRIGO PARA IDOSOS – Entidades da sociedade civil, criam abrigo somente para Idosos em situação de vulnerabilidade, que foram atingidos pelas enchentes em Porto Alegre em Porto Alegre. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Agência Brasil

Foram incluídas informações sobre saúde mental e prevenção à violência

O Ministério da Saúde anunciou na última sexta-feira (2) uma versão atualizada da Caderneta da Pessoa Idosa. Segundo a pasta, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social.

O material pode ser acessado em versão digital no site do ministério. A previsão é que, ainda neste ano, o documento esteja disponível também no aplicativo Meu SUS Digital. Além disso, uma versão física da caderneta será distribuída para todo o país.

Em nota, a pasta informou que o material foi reestruturado para se tornar “mais acessível, acolhedor e robusto, funcionando como um elo entre a pessoa idosa, seus familiares e as equipes de saúde”.

“Além de organizar o histórico clínico, o material agora incorpora novos elementos que levam em consideração a diversidade e a realidade social dos mais de 32 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais”, destacou o ministério.

Mudanças

Dentre as novidades incluídas na atualização está o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional, que permite avaliação das condições de fragilidade e necessidades específicas de cada pessoa.

O documento também apresenta conteúdos em fontes maiores e utiliza ilustrações e QR codes para direcionar o usuário e os profissionais a conteúdos complementares de educação em saúde.

Entenda

A Caderneta da Pessoa Idosa é um instrumento direcionado tanto para o cidadão quanto para profissionais de saúde, onde são organizados registros de consultas, vacinas, medicamentos e resultados de exames. Também podem ser acessadas informações sobre os direitos da pessoa idosa, alimentação saudável, serviços e telefones úteis.

OMS reconhece o fim da transmissão do HIV de mãe para filho no país

SAÚDE

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha/Rafael Nascimento/MS
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha/Rafael Nascimento/MS

Agência Brasil

Anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha

O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o maior país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho, a chamada transmissão vertical, como problema de saúde pública. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, antecipou o anúncio durante o programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, na sexta-feira (15).

Segundo Padilha, o Conselho da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) em conjunto com representantes da OMS visitará o Brasil esta semana para a entrega oficial da certificação ao governo brasileiro.

“Significa que o Brasil conseguiu eliminar graças ao SUS [Sistema Único de Saúde], aos testes rápidos das unidades básicas de saúde, aos testes do pré-natal, às gestantes que têm HIV tomarem a medicação pelo SUS”, disse Padilha.

O ministro lembrou que há algumas décadas o Brasil tinha iniciativas filantrópicas para manutenção de abrigos para órfãos com HIV, que haviam perdido os pais em decorrência da Aids.

“Abrigavam aqueles bebês que tinham nascido com HIV e seus pais tinham morrido. A gente não tem mais isso no nosso país, felizmente, nem a transmissão do HIV da gestante para o bebê”, comemorou.

Segundo o ministro, o Brasil apresentou um dossiê à organização mundial no mês julho com os dados do SUS no Brasil.

Apostas eletrônicas

Ao longo do programa, o ministro destacou ainda iniciativas promovidas pela pasta da Saúde como o Observatório Saúde de Apostas Eletrônicas, que reúne uma série de iniciativas de enfrentamento aos riscos à saúde mental associados às apostas eletrônicas.

Entre as ações destacadas, Padilha reforçou a disponibilização de uma ferramenta que permite ao cidadão bloquear simultaneamente todas as contas em sites de apostas, por meio do aplicativo Meu SUS Digital. O serviço de teleatendimento psicossocial também será implantado como parte das iniciativas, informou.

Segundo o ministro, estudos realizados pela pasta da Saúde apontam que as pessoas se sentem mais à vontade em consultas online com psicólogos e psiquiatras para tratar do assunto.

“As pessoas não vão ao Centro de Atenção Psicossocial para isso. Eles têm um número pequeno de atendimentos dessa natureza. Devem chegar, este ano, a 5 mil”, explicou.

Pernambuco investiga mais três notificações de suspeita de intoxicação por metanol

SAÚDE

Pernambuco investiga mais três notificações de suspeita de intoxicação por metanol
Pernambuco investiga mais três notificações de suspeita de intoxicação por metanol – Foto: Freepik

Por Portal Folha de Pernambuco

Secretaria Estadual de Saúde contabiliza, agora, um total de 117 notificações, sendo 112 de Pernambuco e 5 de pacientes vindos de outros estados

Mais três casos suspeitos de intoxicação por metanol associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas foram notificados em Pernambuco nessa segunda-feira (1º). A informação é de boletim atualizado divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Os novos casos, que estão em investigação, são das cidades de Santa Cruz da Baixa Verde, Ilha de Itamaracá e Recife. Em Santa Cruz da Baixa Verde, um homem de 53 anos está internado. Em Itamaracá, uma jovem de 21 anos também está internada. Já no Recife, a paciente, uma mulher de 24 anos, já recebeu alta, mas o caso segue em investigação.

Intoxicação por metanol
A SES-PE contabiliza, agora, um total de 117 notificações, sendo 112 de Pernambuco e cinco de pacientes vindos de outros estados (dois de São Paulo, uma da Paraíba, um de Alagoas e um da Bahia).

Resumo dos casos em Pernambuco
Total de notificações: 112
Casos descartados: 92
Casos confirmados: 8

Situação dos pacientes em Pernambuco
14 internados (7 descartados)
60 altas (3 confirmados e 55 descartados)
22 óbitos (5 confirmados e 14 descartados)
16 evasões hospitalares (16 descartados)

Saúde anuncia R$ 9,8 bi para adaptar SUS a mudanças climáticas

SAÚDE 

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Recursos são para construção de UBS, UPA e hospitais

O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (30) um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a construção de novas unidades de saúde e a aquisição de equipamentos resilientes às mudanças climáticas.

Em nota, a pasta informou que as iniciativas integram o AdaptaSUS, plano apresentado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, com estratégias que preparam a rede para enfrentar impactos das mudanças climáticas.

No 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), onde o anúncio do investimento foi feito, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a crise climática como um problema de saúde pública e destacou que, em todo mundo, um em cada 12 hospitais paralisa suas atividades por causa de eventos climáticos extremos.

Durante o evento, o ministro lançou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, que orienta sobre a construção e a adaptação de unidades básicas de saúde (UBS), unidades de pronto atendimento (UPA) e hospitais, de forma que as estruturas possam resistir a eventos climáticos.

O documento, segundo a pasta, passa a integrar projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde), com diretrizes sobre estruturas reforçadas, autonomia de energia e água, inteligência predial e padrões de segurança.

Também foi instalado um grupo técnico responsável por detalhar as diretrizes de resiliência, formados por especialistas do próprio ministério, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Organização Panamericana da Saúde (Opas) e de conselhos de saúde.

Ética em pesquisas

Ainda durante o congresso, o ministério apresentou a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). A proposta é modernizar o sistema brasileiro de avaliação ética em estudos com seres humanos.

A nova estrutura, de acordo com a pasta, agiliza análises, reduz duplicidades, define critérios de risco e regula biobancos, “aproximando o Brasil das melhores práticas internacionais e ampliando sua participação na pesquisa clínica global”, avaliou o ministério.

Da Agência Brasil

Sertão do Pajeú: Afogados da Ingazeira avança para se tornar a 2ª “Cidade Angels” no tratamento de AVC

SAÚDE

Wellington Júnior Afogados da Ingazeira Dra. Thays Gomes
Wellington Júnior Afogados da Ingazeira Dra. Thays Gomes – Foto: Divulgação

Afogados da Ingazeira deu um passo importante para conquistar a certificação internacional “Cidade Angels”, concedida pelo programa global Angels Initiative, referência mundial no atendimento ao AVC. O município pode se tornar a segunda cidade do Sertão do Pajeú a receber o título, seguindo Serra Talhada.

A evolução do processo começou com a visita diagnóstica realizada pelo consultor científico da Angels Initiative, Alessandro Rômulo, no Hospital Emília Câmara. A avaliação contou com o diretor Sebastião Duque e sua equipe, que se mostraram totalmente engajados na implantação dos protocolos exigidos.

A articulação da iniciativa em Afogados conta com o apoio de Wellington Júnior e da Dra. Thays Gomes, que participou diretamente da implantação da Angels Initiative em Serra Talhada.
Segundo Wellington, “é gratificante ver Afogados dando esse passo. A iniciativa salva vidas, e trazer essa experiência para nossa cidade é motivo de orgulho e compromisso com a população.”

As próximas etapas incluem o treinamento das equipes do hospital e a expansão do programa educativo Fast Heroes para as escolas municipais. Um ponto favorável é que o SAMU local já é credenciado ao serviço, por integrar a base regional de Serra Talhada, referência no atendimento rápido ao AVC.

Com isso, Afogados da Ingazeira se aproxima de integrar uma rede internacional comprometida com atendimento ágil, qualificado e salvador de vidas.

SUS facilita a retirada de absorventes por inscritas no CadÚnico

SAÚDE

Absorvente menstrual — Foto: Divulgação/ Felipe Magalhães

Adolescentes de 12 a 16 anos também poderão retirar item

O governo federal facilitou e agilizou o acesso gratuito a absorventes higiênicos para mulheres inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), que não têm acesso ao item.

A partir desta terça-feira (28), as 44 mil unidades básicas de Saúde (UBS) de todo o país podem emitir a autorização para retirada de absorventes menstruais nas farmácias populares pelas beneficiárias da iniciativa federal.

O produto de higiene íntima é fornecido de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades do Programa Farmácia Popular, por meio do Programa Dignidade Menstrual – Um Ciclo de Respeito.

A medida foi anunciada, em Brasília, pela secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas, durante o lançamento do Fórum de Mulheres na Saúde.

“Nós teremos todos os profissionais aptos a emitir a autorização para essas meninas, adolescentes, mulheres, que têm algum tipo de dificuldade de manuseio na saúde digital”, disse a secretária.

Ana Luiza explica que a nova modalidade de acesso à autorização de retirada dos absorventes menstruais pelas UBS se somará ao site e ao aplicativo Meu SUS Digital.

“Nós trazemos mais duas formas de acesso pelos gestores ou pelos profissionais que estão nas unidades. O objetivo é ampliar o acesso a esse insumo que é tão fundamental para saúde das nossas meninas e das nossas mulheres”, declarou Ana Luiza Caldas.

Desde a implementação do programa, em 2024, já foram atendidas mais de 2,5 milhões de pessoas e distribuídos mais de 376 milhões de absorventes menstruais.

Capacitação

Nas unidades básicas de Saúde (UBS) trabalham médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Qualquer profissional que trabalha em um UBS poderá identificar as pessoas elegíveis e gerar a autorização direta nos sistemas internos e-SUS e no e-Gestor APS (Atenção Primária à Saúde) para que as beneficiárias recebam gratuitamente os absorventes, depois, em uma farmácia credenciada.

A secretária adianta que cerca de 1 milhão de trabalhadores e trabalhadoras na Atenção Primária à Saúde serão capacitados sobre como emitir a autorização de retirada dos absorventes nas unidades credenciadas no Farmácia Popular. Os profissionais terão à disposição um curso de ensino à distância (EAD), para estudarem de forma autônoma.

“Primeiro, a gente precisa fazer uma oferta formativa para esses profissionais da rede, para sensibilizar para que eles entendam que não existe receita pronta para o cuidado de nenhuma mulher. Cada uma tem suas particularidades, sua singularidade, e precisamos respeitá-las e traduzi-las em cuidado de qualidade”, explicou.

O governo federal quer, dessa forma, contemplar um número cada vez maior de beneficiárias do Programa Dignidade Menstrual.

Adolescentes

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que as adolescentes entre 12 e 16 anos de idade poderão retirar os absorventes sem a necessidade de acompanhamento dos pais ou responsáveis.

“Aquelas mulheres menores de 16 anos, adolescentes que estão no Cadastro Único [CadÚnico], que precisam de acesso ao absorvente, vão poder pegá-lo independente de ter uma autorização do pai, da mãe ou do responsável por ela. Estamos criando uma exceção na Farmácia Popular para que elas possam ter acesso”, disse.

Quem tem direito

O benefício é destinado a pessoas com idade entre 10 e 49 anos, inscritas no CadÚnico e com renda mensal de até R$ 218; estudantes da rede pública de baixa renda (meio salário mínimo por mês) e pessoas em situação de rua.

A solicitante deve ter número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e conta na plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.Br.

Passo a passo

As pessoas que não têm acesso a absorventes menstruais podem ir presencialmente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e solicitar aos profissionais de saúde a impressão da autorização.

Caso prefira o formato digital, basta acessar o Meu SUS Digital, pelo aplicativo ou no site, e acionar o Programa Dignidade Menstrual, clicando em Emitir Autorização. A pessoa interessada deve fazer o login no site Gov.Br.

A autorização para pegar o material tem validade de 180 dias.

Para a retirada dos absorventes, a beneficiária deve apresentar em uma farmácia credenciada no Programa Farmácia Popular a autorização em formato digital ou impresso. É preciso também apresentar um documento de identificação oficial com foto e que conste o número do CPF da requisitante.

Cada mulher terá direito a 40 unidades de absorventes, para usar durante dois ciclos menstruais, ou seja, a cada período de 56 dias.

Confira as farmácias credenciadas pelo governo federal no Programa Farmácia Popular do Brasil no bairro de sua cidade.

Da Agência Brasil

AVC mata uma pessoa a cada seis minutos no Brasil

SAÚDE

Rio de Janeiro - O presidente Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão participam da inauguração do centro de radiocirurgia do Instituto Estadual do Cérebro, no centro do Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Custo hospitalar com internação foi de quase R$ 1 bi em seis anos

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, figura atualmente como uma das principais causas de morte e incapacidade física no mundo. Dados da consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares Planisa indicam que, a cada 6,5 minutos, uma pessoa morre em razão do AVC no país.

Os números revelam ainda custos hospitalares relacionados ao tratamento do AVC no sistema de saúde brasileiro. Entre 2019 e setembro de 2024, foram contabilizadas 85.839 internações, com permanência média de 7,9 dias por paciente, resultando em mais de 680 mil diárias hospitalares.

Desse total de diárias, 25% foram em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias. No período analisado, os gastos acumulados chegaram a R$ 910,3 milhões, sendo R$ 417,9 milhões em diárias críticas e R$ 492,4 milhões em diárias não críticas. Apenas em 2024, até setembro, o montante já ultrapassava R$ 197 milhões.

O levantamento mostra que, ao longo dos anos, houve crescimento constante dos custos, que praticamente dobraram entre 2019 e 2023, passando de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões. O aumento acompanha a alta no número de internações por AVC, que saltou de 8.380 em 2019 para 21.061 em 2023.

Organização Mundial do AVC alerta que 90% dos derrames são preveníveis

Entenda

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. O quadro acomete mais homens e, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação.

A pasta classifica como primordial estar atento a sinais e sintomas como confusão mental; alteração da fala e da compreensão; alteração na visão (em um ou em ambos os olhos); dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente; alteração do equilíbrio, tontura ou alteração no andar; e fraqueza ou formigamento em um lado do corpo.

O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral – isquêmico ou hemorrágico. A tomografia computadorizada de crânio, segundo o ministério, é o método mais utilizado para a avaliação inicial, demonstrando sinais precoces de isquemia.

Os fatores de risco listados pela pasta incluem hipertensão; diabetes tipo 2; colesterol alto; sobrepeso; obesidade; tabagismo; uso excessivo de álcool; idade avançada; sedentarismo; uso de drogas ilícitas; e histórico familiar, além de ser do sexo masculino.

Dia Mundial de Combate ao AVC
Arte/EBC

Da Agência Brasil

Pernambuco mobiliza Dia D de multivacinação neste sábado (18); confira locais na RMR

SAÚDE 

Mais de 20 imunizantes serão oferecidos à população – Divulgação/SES-PE

Ao todo, 20 imunizantes serão oferecidos à população, que poderá se proteger de doenças como sarampo, poliomielite, HPV, febre amarela, dengue, Covid-19 e influenza

A Campanha Nacional de Vacinação chega ao Dia D neste sábado (18). Promovido pelo Ministério da Saúde, a iniciativa busca avaliar e atualizar as cadernetas de vacinação, tendo como público-alvo crianças a partir de seis meses e adolescentes até 15 anos.

Em Pernambuco, haverá 2 mil salas e pontos de vacinação distribuídos por todos os municípios, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Ao todo, 20 imunizantes serão oferecidos à população, que poderá se proteger de doenças como sarampo, poliomielite, HPV, febre amarela, dengue, Covid-19 e influenza.

Pais, mães ou responsáveis pelas crianças e adolescentes podem buscar as salas e postos com o cartão de vacinação, CPF e Cartão Nacional de Saúde para análise do profissional de saúde e atualização da situação vacinal.

Confira os principais pontos de vacinação do Recife e de outras cidades da Região Metropolitana.

Recife
No Recife, serão oferecidos 17 tipos de vacina em 174 postos de saúde do município. O objetivo é que a meta de 95% para a maioria dos imunizantes seja alcançada pela iniciativa.

A abertura oficial do Dia D será no Parque da Tamarineira, às 8h, além de outras ações que acontecerão simultaneamente em todos os oito distritos sanitários da cidade, das 8h às 17h.

Ao todo, 151 salas de vacinação, 20 postos volantes e três centros de vacinação estarão disponíveis ao público.

Confira todos os pontos de vacinação neste link.

Por Yuri Costa

SUS recebe doação de 11,5 mil frascos de etanol farmacêutico para reforçar combate a intoxicações por metanol

SAÚDE 

Foto: divulgação/MS

Doação da empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos garantirá estoques em todo o país. Distribuição começa nesta terça (14)

Ministério da Saúde recebeu, nessa segunda-feira (13), 11.556 mil unidades de etanol farmacêutico para tratamento de pacientes intoxicados por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Com o lote doado pela empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos, todos os 26 estados e o Distrito Federal passam a contar com estoques do antídoto, garantindo mais acesso ao tratamento adequado e em tempo oportuno. A distribuição de 10,3 mil unidades começa hoje (14) para todo o país.  

Outras 408 unidades dessa remessa ficarão no estoque estratégico do Ministério da Saúde e serão encaminhadas aos estados conforme a demanda apresentada. A fabricação do antídoto normalmente utiliza ampolas de 10 ml, mas a Cristália produziu e doou frascos de 30 ml. O volume equivale a 11.556 ampolas padrão de etanol farmacêutico. Abaixo, confira a distribuição por estado.  

A produção foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também fiscalizou a qualidade do produto antes da liberação para uso pela população. 

A doação reforça o estoque estratégico do Ministério, garantindo apoio aos estados e atendimento a todas as pessoas que necessitam de cuidado. A nossa atuação segue a ciência e as orientações dos especialistas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

As unidades de etanol farmacêutico doadas se somam às 4,3 mil entregues pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que já estão disponíveis nas unidades de referência dos estados. 

O etanol farmacêutico pode ser utilizado já na suspeita de intoxicação, e o profissional de saúde não precisa aguardar a confirmação laboratorial. A administração ocorre exclusivamente sob prescrição e monitoramento médico, em ambiente de saúde. A população não deve adquiri-lo por conta própria.

Fomepizol: doação de Portugual  

Na última sexta-feira (10), o Brasil recebeu a doação de 36 ampolas do antídoto fomepizol do governo de Portugal. O quantitativo foi incorporado ao estoque estratégico do SUS, que agora conta com 1.036 frascos. O medicamento, com produção e oferta limitada no mundo, é uma alternativa utilizada no tratamento de intoxicações por metanol e apresenta alta eficácia e segurança. 

“Felizmente, tínhamos algumas unidades em estoque. Quando recebemos o pedido do Brasil, acionamos nossos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Saúde, o Instituto Camões e o Infarmed, e decidimos doar de forma emergencial, como um gesto de solidariedade ao país irmão. Esperamos contribuir para salvar vidas e enfrentar este momento de emergência em saúde”, afirmou o embaixador de Portugal no Brasil, Luis Faro Ramos. 

Fomepizol: compra de 2,5 mil unidades  

Como estratégia emergencial, o Ministério da Saúde realizou a compra de 2,5 mil unidades do fomepizol.O processo, inédito no Brasil, foi conduzido com a subsidiária de uma empresa japonesa e ocorreu apenas oito dias após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acionar o Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os estados já receberam 1,5 mil frascos e o restante ficou no estoque do Ministério da Saúde. 

Atualização de casos  

Até essa segunda-feira (13), o Brasil registrava 213 notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Dessas, 32 casos foram confirmados e 181 permanecem em investigação. Outras 320 suspeitas foram descartadas. 

Os casos de intoxicação confirmados foram em São Paulo (28), Paraná (3) e Rio Grande do Sul (1). Quanto aos óbitos, 5 foram confirmados em SP e outros 9 seguem em investigação: 3 em SP, 3 em PE, 1 no MS, 1 em MG e 1 no CE.  

Em relação aos casos suspeitos, São Paulo é o estado com maior concentração, contabilizando 100 casos em investigação. Em seguida, aparecem Pernambuco com 43 suspeitas, Espírito Santo (9), Rio Grande do Sul (6), Rio de Janeiro (5), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Goiás (3), Maranhão (2), Alagoas (2), Minas Gerais (1), Paraná (1) e Rondônia (1). 

A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nos dias de funcionamento da Sala de Situação — segundas, quartas e sextas-feiras —, após às 17h. 

Distribuição do etanol farmacêutico por estado


Por Danielly Schulthais / Ministério da Saúde

Metanol: Anvisa libera fabricação de 1º lote de etanol farmacêutico, antídoto usado para casos de intoxicação

SAÚDE

Anvisa
Anvisa – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Liberação foi para o laboratório Cristália, e unidades serão doadas ao Ministério da Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) liberou, na última  sexta-feira, a fabricação no país de um primeiro lote de etanol farmacêutico injetável, um dos antídotos utilizados para intoxicação por metanol, pelo laboratório Cristália.

A autarquia regulamentou a produção em escala do produto em resolução publicada na sexta-feira anterior, dia 3, como uma das medidas para enfrentar os casos de intoxicação no país. O texto cria procedimentos temporários e emergenciais para a fabricação do antídoto com critérios como localização da empresa no Brasil, atendimento aos requisitos sanitários e de qualidade e prazo de validade de até 120 dias.

Segundo a última atualização do Ministério da Saúde desta sexta-feira, foram notificados 246 casos do tipo após consumo de bebida alcoólica, 29 confirmados, e 217 em investigação, em diferentes estados. Outras 249 suspeitas foram descartadas. Em relação aos óbitos, 5 foram confirmados em São Paulo, e 12 seguem em investigação, sendo 6 no estado paulista; um no Ceará; um em Minas Gerais; um no Mato Grosso do Sul e um em Pernambuco.

O metanol é um álcool usado na indústria, como solvente e combustível, por exemplo. Ele pode aparecer em bebidas alcoólicas devido a erros na fabricação que levam ao não descarte adequado da substância ou em casos de fraude ou adulteração, em que se usa metanol deliberadamente para substituir o etanol e reduzir custos, já que ele é mais barato.

Um dos problemas é que, ao ser ingerido, o metanol é quebrado no fígado em formaldeído e, em seguida, em ácido fórmico, que é altamente tóxico para o organismo. Apenas 10 ml de metanol já é suficiente para causar cegueira, e 30 ml é considerada a dose mínima fatal para um adulto.

O primeiro passo no tratamento é frear a metabolização do metanol em ácido fórmico. Para isso, um dos antídotos utilizados é o próprio etanol, explica Diego Rissi, perito legista e toxicologista na Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e doutorando em Saúde Pública na Fiocruz:

— É curioso, mas o etanol pode ser administrado intravenoso como antídoto pois compete com a mesma enzima que metaboliza o metanol, porém com uma afinidade cerca de 50 vezes maior, reduzindo assim a formação dos metabólitos tóxicos pelo metanol. Mas é importante ressaltar que, em casos de suspeita de intoxicação por metanol, a pessoa deve procurar imediatamente atendimento médico e relatar a suspeita para a equipe.

Outro antídoto, muito usado no exterior, é o fomepizol, conta Raphael Garcia, professor no setor de Bioquímica, Farmacologia e Toxicologia da Universidade Federal de São paulo (Unifesp):

— Ele atua bloqueando diretamente a ação da enzima que quebra o metanol, evitando a formação de formaldeído e ácido fórmico, os verdadeiros responsáveis pelos danos à visão e ao sistema nervoso. Mas, no Brasil, o acesso ao fomepizol ainda é limitado. Embora seja o tratamento de escolha em muitos países, ele não está amplamente disponível por aqui.

Isso acontece porque o fomepizol não tem registro no Brasil. Mas, diante do cenário de emergência, a Anvisa autorizou a importação excepcional de 2,6 mil frascos a pedido do Ministério da Saúde por meio do fundo da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Desse total, 2,5 mil frascos foram adquiridos pela pasta da Saúde, e 100 foram doados pela fabricante Daiichi Sankyo. Todos chegaram ao país na última quinta-feira e já estão em processo de distribuição pelo ministério para as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que atendem casos de intoxicação.

Por Agência O Globo