Presidente do TSE reforça ética e transparência em ano eleitoral

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Prédio do TSE
Prédio do TSE – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cármen Lúcia presidiu a sessão extraordinária de abertura do Ano Judiciário no TSE

O compromisso com a ética, a transparência e a confiança da sociedade nas ações da Justiça Eleitoral, em especial em ano de eleições gerais, foi reafirmado pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, na noite desta terça-feira (2), no discurso de abertura do Ano Judiciário Eleitoral de 2026.

Para a presidente do TSE, a atuação do Judiciário é legitimada pela confiança pública depositada pelos cidadãos, o que exige da magistratura e dos servidores da Justiça Eleitoral uma atuação honesta e independente de pressões ou influências, garantindo a lisura do pleito e a imparcialidade das decisões.

“Todo ser humano tem direito ao sossego cívico, aquele que permite a tranquilidade de não ter de recear ou desconfiar dos que atuam em funções de Estado, de confiar que os agentes públicos atuam de forma coerente com os valores inscritos na Constituição da República”, disse a ministra, ressaltando que a desconfiança nas instituições é um fator de instabilidade jurídica, social e econômica. “Devemos ser rigorosos e intransigentes com qualquer desvio ético”.

Dever da transparência 

A ministra observou que juízas e juízes eleitorais têm o dever de decidir com clareza, fundamentando-se sempre na base legal. “O interesse legítimo torna-se direito e será protegido; o ilegítimo, não”, destacou, ao declarar que não haverá tolerância com qualquer prática que fira os princípios da decência, da honestidade e do decoro funcional, especialmente neste ramo da justiça em que advogados exercem funções judicantes.

As orientações da ministra também foram direcionadas aos partidos políticos, instituições consideradas essenciais à prática democrática, para que também atuem dentro da legalidade e da moralidade.

Parcerias importantes   

Em seu discurso, Cármen Lúcia ressaltou a importância das parcerias com o Ministério Público Eleitoral e a advocacia brasileira, além do apoio essencial e insubstituível da imprensa livre, séria e responsável na realização de eleições democráticas.

“Agradeço aos jornalistas pelo apontamento de fatos que permitem o aperfeiçoamento institucional e o alerta para o que precisamos melhorar. Não somos donos da verdade, mas devemos ser democratas para ouvir os diferentes e dialogar sobre visões diversas, mantendo-nos apegados aos valores da humanidade, da integridade e da igualdade. Preconceitos que geram discriminação no processo político, como as fraudes às cotas de gênero e raça, são inaceitáveis”.

Uso de tecnologias 

A ministra alertou que tecnologias usadas abusivamente para macular informações e espalhar mentiras devem ser combatidas e que o TSE trabalha, incessantemente, para que novidades tecnológicas tenham respostas jurídicas, preferencialmente preventivas contra processos “ilusionistas” e fraudadores, que desgastam a credibilidade de candidaturas e violam a livre vontade do eleitor.

“Temos obrigações constitucionais que não são de nossa escolha. Nossa única opção é ser ou não juiz em um processo tão delicado. Continuamos nesta tarefa porque o Brasil merece eleições livres, legítimas, transparentes, seguras e pacíficas”, disse.

Com informações do TRE-PE e do TSE*

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Justiça Eleitoral determina cassação de prefeito e vice de Exu por abuso de poder político

DECISÃO

José Pinto Saraiva Júnior, o Júnior Pinto (PSD). (Foto: Reprodução/Redes sociais)
José Pinto Saraiva Júnior, o Júnior Pinto (PSD). (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Obra pública promovida na véspera da eleição com uso de redes sociais do ex-prefeito motivou a decisão.

A Justiça Eleitoral determinou nesta segunda-feira (5) a cassação dos mandatos do prefeito de Exu, no Sertão de Pernambuco, José Pinto Saraiva Júnior, conhecido como Júnior Pinto (PSD), e do vice-prefeito, Francisco Afonso de Oliveira, Chico Afonso (PP). A decisão também declarou a inelegibilidade, por oito anos, do ex-prefeito Raimundo Pinto Saraiva Sobrinho.

Segundo a sentença, o ex-prefeito cometeu abuso de poder político com uso indevido dos meios de comunicação nas eleições municipais de 2024. Já Júnior Pinto e Chico Afonso foram condenados por se beneficiarem das ações irregulares cometidas por Raimundo Sobrinho.

A decisão foi proferida pelo juiz João Victor Rocha da Silva, da 79ª Zona Eleitoral de Exu. O magistrado entendeu que a divulgação de uma obra pública de pavimentação feita pelo então prefeito nas redes sociais, em 5 de outubro de 2024 — véspera da eleição —, representou abuso de poder político.

De acordo com o juiz, “a gravidade da conduta foi suficiente para afetar a normalidade e a legitimidade do pleito”. Ele também destacou que, embora Júnior Pinto (PSD) e Chico Afonso (PP) não tenham participado diretamente do ato, foram beneficiados por ele, o que justifica a cassação dos diplomas.

A ação foi movida pela coligação ‘Unindo Forças para Transformar’, que foi derrotada nas últimas eleições municipais.

A coligação ainda alegou que houve prorrogação estratégica de um contrato por meio de aditivos e contratação de operação de crédito em período vedado. No entanto, o juiz entendeu que não havia provas suficientes para configurar abuso de poder político ou econômico nesses casos.

Apesar da decisão, o juiz não determinou o afastamento imediato dos cargos. Prefeito e vice devem permanecer no exercício das funções até o trânsito em julgado da sentença ou decisão em instância superior. Caso o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) confirme a decisão, novas eleições deverão ser realizadas no município.

Por g1 Petrolina

Assista ao vivo: STE Julga se Bolsonaro ficará inelegível

STE

Após apurações, recebimento de provas, oitivas com testemunhas, recolhimento de material probatório e manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar, nesta quinta-feira (22/6), Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pode deixar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu vice nas eleições de 2022, Walter Braga Netto, inelegíveis por oito anos. O ex-mandatário é investigado pelos ataques que fez ao sistema eleitoral brasileiro durante reunião com embaixadores, em julho de 2022. Quando marcou o julgamento, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, previu três dias de discussões. A análise da ação que pode impedir Bolsonaro de participar das eleições por oito anos começa hoje, mas deve se estender durante as sessões de 27 e 29 de junho. O primeiro dia será marcado pela leitura do parecer do corregedor-geral Eleitoral, o ministro Benedito Gonçalves, relator do caso. O relatório foi disponibilizado para consulta pública em 1º de junho e o documento tem 43 páginas. Acompanhe o julgamento ao vivo. *(g1).

 

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