O município de Solidão, no Sertão de Pernambuco, em colaboração com o Ministério das Comunicações, celebra um importante marco tecnológico com a implementação do Programa Digitaliza Brasil no município.
Nesta semana, o aguardado Sinal Digital de Televisão foi oficialmente ativado no município, trazendo consigo um novo nível de qualidade e acessibilidade aos moradores. Essa conquista foi possível pela instalação de equipamentos de transmissão e pela distribuição estratégica de conversores e antenas para a população de baixa renda, uma iniciativa promovida através dos recursos do Programa Digitaliza Brasil, um esforço do Governo Federal em prol da modernização tecnológica.
O acesso ao sinal digital é fruto de uma colaboração bem-sucedida entre o Governo Federal e a administração municipal de Solidão, que contribuiu com a doação do terreno para a infraestrutura necessária. O prefeito Djalma Alves enfatizou a importância desta realização.
“Estamos entregando mais uma grande conquista para Solidão, proporcionando à nossa população acesso a diversos canais de televisão no formato digital. Comprometo-me a continuar buscando parcerias que tragam benefícios reais para nossa cidade e para a qualidade de vida de nossos cidadãos”, destacou o prefeito.
Dispositivo foi projetado para pessoas com maior risco de ter o câncer de mama – Foto/Canan Dagdeviren
Adesivo vestível tem um pequeno escâner que, preso ao vestuário, monitora a ocorrência de alterações ligadas ao tumor. Criadores acreditam que o dispositivo poderá ser usado entre as mamografias regulares.
Um dos tumores mais comuns no mundo, o câncer de mama poderá ser monitorado pelo sutiã. A ideia inusitada é apresentada por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Eles criaram um aparelho de imagem que é incorporado à peça de vestuário e permite que pessoas com risco elevado para o surgimento da doença mantenham a vigilância entre os checapes médicos.
Canan Dagdeviren, primeira autora do estudo, conta que a ideia de desenvolver o dispositivo surgiu com o falecimento de sua tia Fátima Caliskanoglu, que, mesmo fazendo exames regulares, foi diagnosticada com câncer de mama em estágio avançado aos 49 anos e morreu seis meses depois. A pesquisadora decidiu elaborar uma tecnologia capaz de detectar tumor de intervalo — diagnosticado no período entre mamografias regulares —, que representa de 20% a 30% dos casos da doença.
“Se os adesivos de ultrassom vestíveis conseguirem detectar mudanças sutis no tecido mamário mais cedo do que outros métodos, podem contribuir para o diagnóstico e o tratamento precoces, melhorando potencialmente os resultados para indivíduos com câncer de mama”, explica Dagdeviren. “Mudamos a forma da tecnologia de ultrassom para que ela possa ser usada em sua casa. É portátil, fácil de usar e fornece monitoramento em tempo real”, completa. O aparelho foi apresentado, recentemente, na revista Science Advances.
Para construir o dispositivo, a equipe projetou um adesivo flexível, impresso em 3D, com aberturas em formato hexagonal. Os espaços permitem que um escâner de ultrassom entre em contato com a pele. Esse escâner em miniatura está encaixado dentro de um pequeno rastreador e pode ser movido para seis posições diferentes, o que, segundo os criadores, permite que toda a região do seio seja examinada.
Ímãs presentes na tecnologia vestível fazem com que ela seja fixada a um sutiã. Devido ao design com várias aberturas, o dispositivo adesivo poderá ser combinado com outros equipamentos de monitoramento para criar soluções abrangentes de diagnóstico. “Outros sensores, como os de tensão, temperatura, eletrocardiograma (ECG) e eletromiografia (EMG), podem ser integrados ao adesivo para o monitoramento de sinal”, sugere Dagdeviren.
Acurácia
A equipe americana testou o dispositivo em uma mulher de 71 anos com histórico de cistos mamários. Com ele, pôde-se detectar cistos que tinham apenas 0,3 centímetro de diâmetro — o tamanho dos tumores em estágio inicial. Além disso, o aparelho alcançou resolução comparável à do ultrassom tradicional — o tecido pode ser visualizado a uma profundidade de até 8 centímetros.
Mesmo com os resultados promissores, a equipe indica algumas limitações. “Existem vários desafios para desenvolver o adesivo de ultrassom conformável para imagens de mama. Nós gastamos nossos esforços para resolvê-los, e ainda há alguns problemas não resolvidos”, admite Dagdeviren.
No momento, para ver as imagens de ultrassom, é preciso conectar o escâner ao mesmo tipo de aparelho usado nos centros de imagem. “Necessita de um cabo longo e flexível para conectar o sistema de aquisição de dados, que também é grande e estacionário. Além disso, a resolução de imagem é suficiente, mas não superior”, detalha o cientista.
Na avaliação de Yuri Cesar de Toledo, professor de engenharia do Instituto Federal de Brasília (IFB), o princípio de funcionamento do ultrassom também pode ser uma limitação, uma vez que a emissão de um som dentro do corpo e o registro da forma como ele retorna ao aparelho podem sofrer intervenções.
“As limitações a se considerar são a sensibilidade do sensor para receber o sinal e as interferências que a pele gera na emissão e recepção, motivo pelo qual aplicamos o gel para obter uma imagem melhor”, explica. “Vale a pena lembrar que o equipamento com maior precisão para o mamógrafo não é o ultrassom justamente devido à precisão do equipamento”, completa.
Acessibilidade
Apesar das limitações, os pesquisadores avaliam que a solução tecnológica tem potencial para ser usada, no dia a dia, por pessoas com alto risco da doença. Outra facilidade é o fato de ela ser usada repetidamente. A possibilidade de ampliar o monitoramento da doença, incluindo as pessoas que não conseguem fazer os exames, é enfatizada por Tolga Ozmen, também autora do estudo.
“Um dos principais obstáculos na imagiologia e detecção precoce é o trajeto que as mulheres têm que fazer para um centro de imagem. Esse adesivo de ultrassom adaptável é uma tecnologia altamente promissora porque elimina a necessidade de as mulheres se deslocarem a um centro de imagem”, explica a também cirurgiã de câncer de mama do Hospital Geral de Massachusetts.
Giovanna Miziara, médica mastologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, alerta que, apesar dos resultados, o novo dispositivo não pode substituir o exame de mamografia. “É o único exame que demonstrou, em estudos controlados, a diminuição da mortalidade por câncer de mama, e o ultrassonográfico adicional auxilia na detecção precoce em grupos populacionais específicos. Ainda não podemos substituí-la pelos outros métodos diagnósticos”, adverte.
A médica também acredita que a solução tecnológica criada pela equipe americana poderá facilitar o tratamento e diminuir o risco de óbito. “O câncer de mama é uma doença heterogênea, com comportamento biológico variável, e necessita de terapias específicas de acordo com a biologia tumoral. Quanto mais precocemente diagnosticado, menor será a morbidade associada ao tratamento e menor será a taxa de mortalidade”, explica.
Os criadores planejam tornar o adesivo personalizável e adaptar a tecnologia de ultrassom para escanear outras partes do corpo. Também esperam desenvolver um fluxo de trabalho para que, uma vez coletados os dados de um indivíduo, a inteligência artificial possa ser usada para analisar como as imagens mudam ao longo do tempo, o que poderia oferecer diagnósticos mais precisos.
Palavra de especialista: Ferramenta promissora
“As doenças se manifestam de forma irregular, e o rastreio pelo atendimento médico hospitalar é limitado. Alguns cânceres de intervalo de comportamento mais agressivos podem diminuir as chances de cura. Associadas a um sistema de inteligência artificial, sondas de ultrassom portáteis que fornecem imagens dos órgãos internos em tempo real com a resolução de imagem de aparelhos ultrassonográficos convencionais podem auxiliar a medicina a rastrear, diagnosticar e tratar tumores com precocidade. O ultrassom vestível pode ser mais uma ferramenta no auxílio à detecção precoce do câncer de mama, captando imagens comparáveis às das sondas de ultrassom de centros de imagem médicas.”
Giovanna Miziara, médica mastologista do Sírio-Libanês em Brasília * Com informações do Correio Brasiliense.
A cidade de Itapetim agora conta com sinal de TV Digital. A princípio estão disponíveis cinco canais: TV Asa Branca (Globo), TV Brasil, Band TV, TV Jornal (SBT) e TV Câmara.
Ter acesso a mais canais e a uma imagem de televisão com mais qualidade, sem interferências e ruídos será a realidade de moradores do município de Lagoa de Dentro, no agreste paraibano. Nesta sexta-feira (22) foram iniciadas as obras da primeira estação de televisão digital pelo programa Digitaliza Brasil, do Ministério das Comunicações.
A obra faz parte da última fase da transição da TV analógica para a TV Digital.
As pessoas que receberam o kit já podem instalar e sintonizar para assistir à programação dessas emissoras com imagem e som de qualidade.
Quando for fazer a instalação da antena é importante direcioná-la para o lado do Bairro Maria de Lourdes, onde estão localizadas as antenas e a torre.
O programa da TV Digital é do Governo Federal, mas a prefeitura deu total apoio, inclusive com a doação do terreno para instalação dos equipamentos.
Até 2023, mais de 1,6 mil municípios do Brasil devem receber estações retransmissoras de TVs, que atenderão com sinal digital, em alta definição e de forma gratuita, mais de 20 milhões de pessoas, segundo o governo.
As TVs de tubo e tela plana que não possuem conversor integrado também podem receber o sinal digital com a ajuda de uma antena UHF e de um conversor externo. O resultado são novos recursos, como autodescrição e melhor qualidade de som e imagem.
Empresa matriz do Google, a Alphabet, demitirá 12.000 funcionários. Foto/Reprodução
Empresa segue a tendência de outras gigantes da tecnologia e faz uma reestruturação em larga escala.
A empresa matriz do Google, a Alphabet, anunciou nesta sexta-feira (20) um plano global para cortar 12.000 vagas de trabalho, seguindo a tendência de outros gigantes da tecnologia de aplicar uma reestruturação em larga escala.
“Decidimos reduzir nossa força de trabalho em aproximadamente 12.000 empregos”, disse o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, em um e-mail enviado aos funcionários.
Na mensagem, Pichai afirma que as demissões são uma resposta a “uma realidade econômica distinta, que enfrentamos hoje”.
A medida foi anunciada um dia depois de a Microsoft divulgar seu plano de demitir 10.000 trabalhadores nos próximos meses. Outras grandes empresas de tecnologia, como Meta, proprietária do Facebook, Amazon e Twitter, já haviam informado planos de corte de funcionários, também sob a justificativa de que o setor enfrenta turbulências econômicas.
“Fizemos uma revisão rigorosa em todas as áreas de produtos e atividades para garantir que nosso pessoal e nossos cargos estejam alinhados com nossas prioridades mais importantes como empresa”, escreveu Pichai.
“Os postos que estamos removendo refletem o resultado dessa revisão. O fato de essas mudanças terem um impacto na vida dos ‘Googlers’ pesa muito sobre mim e assumo toda a responsabilidade pelas decisões que nos trouxeram até aqui”, acrescentou o CEO. Inf. R7.